terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Primeiro aniversário da tragédia que se abateu sobre o Hait

Comunicado de Imprensa

Porque ocorre, amanhã, o primeiro aniversário da tragédia que se abateu sobre o Haiti, em consequência, do violentíssimo sismo que foi considerado pela ONU como a pior calamidade natural desde a existência desta organização, a Cáritas Portuguesa quer recordar os milhares de haitianos que sucumbiram neste desastre, confiando-os à misericórdia de Deus, e reiterar a sua solidariedade aos que a ele sobreviveram mas que continuam a lutar pela recuperação da normalidade das suas vidas que está a ser condicionada pelas debilidades que já, antes, faziam do Haiti o país mais pobres do hemisfério ocidental. Muitos têm sido, efectivamente, os constrangimentos à recuperação do país, aos quais se veio a juntar, agora, a enorme epidemia de cólera que já dizimou milhares de pessoas.

A Cáritas Portuguesa, com a ajuda sempre pronta e generosa da população portuguesa, angariou, na ocasião, 1.375.845,77€. Desta verba, 25% foi já aplicado, na fase de emergência, com a aquisição de 472 tendas, para 1400 pessoas, com a instalação de 10 depósitos de água e com ajuda alimentar a mais de 200 famílias.

Oportunamente, deslocar-se-á a Port-au-Prince, capital do país, uma delegação da Cáritas Portuguesa para avaliar os impactos da ajuda já concedida e programar, em conjunto, com a Cáritas local a aplicação dos restantes donativos em projectos que visam a construção de habitações, de uma unidade de saúde, de criação de postos de trabalho e de outras acções que vierem a ser identificadas.

Apesar de serem enormes os desafios que os haitianos têm que enfrentar nos próximos anos, a Cáritas de Portugal, em consonância com muitas Cáritas de outros países, está convencida de que esta poderá ser uma oportunidade para que nasça um Haiti renovado, capaz de dar condições dignas de vida ao seu povo. Da nossa parte, no respeito pelo principio da universalidade que deve orientar a verdadeira solidariedade, faremos o que estiver ao nosso para que a essa renovação não tarde.

Lisboa, 11 de Janeiro de 2011

O Presidente da Cáritas Portuguesa
Eugénio José da Cruz Fonseca

Valha-nos Mourinho!

Mourinho é Bola de Ouro

José Mourinho foi eleito o melhor treinador do ano pela FIFA/France Football.

José Mourinho é um ser humano, com defeitos e virtudes. Por isso, não se trata de canonização...

Mas Mourinho demonstra que vale a pena apostar na esperança. E ele fá-lo com trabalho, estudo, competência, espírito de equipa, planeamento, escolha de estratégias adequadas aos objectivos, auto-confiança, defesa dos seus jogadores, frontalidade...

Numa altura em que a crise e episódios como a morte do jornalista em Nova Iorque não colocam propriamente Portugal nos picos da fama, eis que um português recebe mais um reconhecimento pela sua competência. E ainda: no momento de receber o prémio, expressou-se orgulhosamente em português.

Já viram o que seria se tivéssemos políticos, empresários, gestores, trabalhadores à Mourinho? Qual crise, qual meia crise!? Seríamos um povo vencedor, empreendedor, com espírito de equipa, dados ao planeamento e à modernização sem modernices.

Nesta "apagada e vil tristeza" em que decorre o quotidiano nacional que privilegia o boato, a suspeita e o mórbido, valha-nos este português que acende um lâmpada no nevoeiro pátrio.

Também na Igreja fazem falta 'Mourinhos'. Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos com ânsia de deixar Cristo servir a humanidade. Com vontade, determinação e paixão. Gente que seja profeta da esperança, sem medos nem prudências que enfestam de trevas a esperança. Gente decidida, afoita, corajosa, comprometida. Pessoas apaixonadas por Cristo e que por Ele sejam capazes de ir até à cruz com convicção e alegria. Cristãos com espírito de equipa e que saibam privilegiar a missão sobre a estrutura. Uma Igreja, equipa solidária, onde os mais frágeis e pobres sejam os primeiros. Uma Igreja virada para o mundo que é o seu caminho.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

“Enriquecimento ilícito é pecado”

"A apropriação ilegal de bens é pecado, segundo os cânones da Igreja, e não pode, em meu entender, ser aceite como actividade lícita pelas leis civis", disse ao CM D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas e vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social. Mas o prelado adverte para a necessidade de "um debate profundo sobre a matéria", por forma que "não se caia num exagero fiscalizador, numa espécie de atitude persecutória para com quem produz riqueza".

Para o padre Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, "o que não é lícito é injusto e, como tal, prejudica alguém". O secretário dos bispos diz que "não pode deixar de reprovar-se que se enriqueça dessa maneira, lesando terceiros". O padre Américo Aguiar, vigário geral da diocese do Porto, entende que a criminalização do enriquecimento ilícito "é uma questão lógica, porque o que é ilícito não pode ser legal". Contudo, pede também clareza, nomeadamente ao nível do ónus da prova.

In Correio da Manhã

O QUE É CATECUMENATO?

É o método proposto pela Igreja, desde seu início, para realizar comunitariamente a Iniciação Cristã de Adultos.

Como a Iniciação Cristã de Adultos é um processo, que se realiza ao longo do tempo, o RITUAL DA INICIAÇÃO CRISTÃ DE ADULTOS (RICA) determina que ela se faça no seio da comunidade dos fiéis, que serve de exemplo e estímulo para os candidatos, bem como, se realize em etapas:

· Etapa 1 – O Pré-catecumenato;

· Etapa 2 – O Catecumenato;

· Etapa 3 – O Tempo de Purificação e Iluminação;

· Etapa 4 – Mistagogia.

O candidato, desejoso de encontrar a Deus, acolhe a palavra e entra em um processo de conversão, num itinerário pessoal e em âmbito comunitário. O adulto não amadurece na fé apenas pelo aprendizado de conceitos, mas convivendo dentro de uma comunidade cristã que o acolhe e apoia e da qual ele é membro que dá e recebe.

Quando implantado numa paróquia é um processo contínuo que se pode iniciar a qualquer momento, pois aquele que vem buscar a Deus (simpatizante) deve ser acolhido em qualquer tempo.

O Pré-catecumenato é o tempo da evangelização. Neste tempo, o simpatizante, é acompanhado por um introdutor, que lhe anuncia o Deus vivo, de forma que creia e se converta livremente ao Senhor. O introdutor é o semeador que vai preparar o terreno do candidato para que a semente da fé possa florescer e dar frutos da vida cristã. Ele é um amigo que, partilhando sua própria experiência com o candidato, vai ajudá-lo a caminhar na fé e estabelecer uma relação pessoal com Deus e com a comunidade.

A Passagem desta etapa para o Catecumenato é feita através do “RITO ENTRADA AO CATECUMENATO”. A partir deste momento passam a se chamar catecúmenos .

O Catecumenato é o espaço de tempo, em que os candidatos recebem formação (catequese) e exercitam-se praticamente na vida cristã. Esta etapa é conduzida por catequistas que podem inclusive terem atuado como introdutores na etapa anterior.

A Passagem do Catecumenato para a etapa seguinte é feita através do “RITO DE ELEIÇÃO”. A partir de então os candidatos são chamados eleitos.

O Tempo de Purificação e Iluminação é o período em que é intensificada a preparação para a recepção dos Sacramentos da Iniciação Cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia.

Neste tempo, a intensa preparação espiritual, mais relacionada com a vida interior do que com catequese, procura purificar os corações e espíritos pelo exame de consciência, e iluminá-los por um conhecimento mais profundo de Cristo, nosso Salvador. Serve-se para isso de vários ritos, sobretudo dos escrutínios.

Os escrutínios, solenemente celebrados aos domingos, têm em vista o duplo fim de descobrir o que houver de imperfeito, fraco e mau no coração dos eleitos, para curá-los, bem como, de consolidar aquilo que houver de bom, forte e santo no mesmo coração.

Esta etapa culmina com os eleitos recebendo os Sacramentos do Batismo, Crisma e/ou da Eucaristia.

A Mistagogia é a etapa do entrosamento nas atividades da Igreja. Auxiliados pela Graça recebida nos Sacramentos, unidos à comunidade, pela participação na Eucaristia, pela meditação do Evangelho e pela prática da caridade, eles vão progredindo no conhecimento mais profundo do mistério pascal e na sua vivência cada vez maior.

PONTOS IMPORTANTES DESTE PROCESSO:

1. O adulto é acolhido e acompanhado individualmente ou pequenos grupos;


2. Cada adulto tem a sua própria história, sua situação particular, que se enquadrará dentro de ritos específicos;

3. Os ritos marcam a passagem de uma etapa para outra;

4. Quem determina o tempo que vai demorar para passar de uma etapa a outra, incluindo a recepção dos sacramentos, é o próprio adulto, segundo a constatação do estágio de sua conversão, com ajuda do introdutor, do pároco e da comunidade.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Jesus é o Filho de Deus, que o Pai envia ao mundo a fim de cumprir um projecto de libertação em favor da humanidade


A cena do baptismo de Jesus revela essencialmente que Jesus é o Filho de Deus, que o Pai envia ao mundo a fim de cumprir um projecto de libertação em favor da humanidade. Como verdadeiro Filho, Ele obedece ao Pai e cumpre o plano salvador do Pai; por isso, vem ao encontro da humanidade, solidariza-se com ela, assume as suas fragilidades, caminha com ela, refaz a comunhão entre Deus e a humanidade que o pecado havia interrompido e conduz cada mulher e cada homem ao encontro da vida em plenitude. Da actividade de Jesus, o Filho de Deus que cumpre a vontade do Pai, resultará uma nova criação, uma nova humanidade.
Neste Jesus que João baptiza, está a esperança da renovação do mundo. Ele é o sinal do amor de Deus a favor de todos. Assim, tudo o que seja desesperança há-de encontrar uma luz, um sentido novo Neste Filho de Deus que se deixa marcar pelo o amor. Este mundo onde reina a injustiça, a malvadez contra os mais fracos, a soberba que acolhe os amigalhaços ou os mais bafejados pela dita sorte, não marcará jamais o seu lugar perante a força vibrante do anúncio da fraternidade, a igualdade e a liberdade do encontro do Deus do amor, que este Filho representa.
Extraído daqui

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ORAÇÃO MARAVILHOSA

1º Domingo do Tempo Comum: BAPTISMO DO SENHOR


1. Carregue com o rato na seta e depois na imagem para ver maior.
2. Para ler bem o texto, pare o vídeo, carregando nas barras verticais e depois carregue na seta para o vídeo continuar a rodar....

VOCAÇÃO E MISSÃO DOS LEIGOS NA IGREJA E NO MUNDO

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Veja aqui

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

2011: EUCARISTIA COM FAMÍLIAS

Plano Pastoral (Janeiro/Fevereiro):
Tema: Olhar a nossa realidade religiosa.
Objectivo: Todos são convidados a tomar consciência da realidade sócio-religiosa e a reconhecer os principais desafios e linhas de conversão que se nos põem como comunidade eclesial.
Slogan: QUE IGREJA SOMOS? QUE IGREJA DEVEMOS SER?

Tal como no último ano, também em 2011 a Paróquia vai ao encontro das famílias nos diversos povos, de acordo com a possibilidade aberta na última reunião do Conselho Pastoral.
Hoje o Pároco reuniu com o casal Drª Lurdes e Dr Luís, que representam as famílias no Conselho Pastoral, para planeamento desta acção pastoral.

A acção EUCARISTIA COM FAMÍLIAS é uma experiência cristã de mútuo acolhimento, de escuta, partilha, oração e compromisso.
Dirige-se a todas as famílias e todas as famílias estão convidadas.
Mais: todos são chamados a convidar as famílias para a festa das famílias.

As celebrações serão às 20.30 horas, segundo o calendário que se segue.

Teixelo: 14 de Fevereiro
Gondomar: 15 de Fevereiro
Senhora das Necessidades: 17 de Fevereiro
Arguedeira: 22 de fevereiro
Esporões: 24 de Fevereiro
Cravaz: 28 de Fevereiro
Valverde: 1 de Março
Tarouca: 3 de Março
Castanheiro do Ouro: 10 de Março

Um livro do P.e Aniceto Morgado

Sobre este livro do P.e Aniceto Morgado, escreveu Mons. Joaquim Rebelo, Vigário Geral, na Nota Prévia:

"Começando por apresentar e questionar a realidade económica actual, que se compendia na já puída palavra crise, de conteúdo cada vez mais doloroso, avança a seguir o autor para uma visão retrospectiva, levando consigo o leitor a reflectir na Doutrina Social da Igreja, tão lembrada teoricamente, mas na prática tão esquecida e marginalizada. É depois conduzido o mesmo leitor a uma visão prospectiva em que lhe é apresentada, como sinal de esperança, a Economia da Comunhão, que, se passar da utopia à realidade, será geradora de uma sociedade mais justa, que todos dizem querer, mas pela qual poucos lutam a sério."

Este livro pode ser adquirido na Gráfica de Lamego, em Nossa Senhora da Lapa, na Igreja Paroquial de Tarouca, entre outros.

Vale a pena comprar e ler...

Deus não fala apenas pela consciência de uns. Fala na consciência de todo o ser humano.

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Dizia Joseph Ratzinger (actual Papa Bento XVI) em 1968: «Acima do Papa está a própria consciência, à qual há que obedecer antes de mais, ainda que seja contra o que diz a autoridade eclesiástica».

E acrescenta: «O que falta na Igreja não são panegiristas da ordem estabelecida, mas homens cuja humildade e obediência não sejam menores que a sua paixão pela verdade, e que amem a Igreja mais que a comodidade da sua própria carreira».

Com base neste blog.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

NOTAS SOBRE A SAGRADA COMUNHÃO

Na Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis (0 Sacramento da caridade), o Papa Bento XVI exorta fortemente a fazer a Sagrada Comunhão com um fervor especial, a fim de se evitar uma certa banalização que se tem vindo, larga e popularmente, a verificar e a acentuar. Até tem havido aproveitamento político no uso da Sagrada Comunhão. Foi o caso, clamoroso, do primeiro-ministro italiano, homem divorciado e de vida dúbia publicamente notória e denunciada, que se aproximou da Sagrada Comunhão numa Missa fúnebre, celebrada em Milão, durante um funeral de Estado em sufrágio de um amigo do seu partido político.

URGÊNCIA DE UMA CATEQUESE EUCARÍSTICA
Há urgência em avivar a fome autêntica da Eucaristia. Ora isto não pode acontecer sem haver, primeiro, uma melhor compreensão do Sacramento dos sacramentos — a Eucaristia ou a Sagrada Comunhão!
A Eucaristia, celebrada em cada Santa Missa, é a «fonte e o vértice de toda a vida cristã», algo bem mais superior do que o símbolo de uma boa camaradagem à volta da mesa de uma qualquer cerimónia solene, como a que poderá existir por ocasião de um baptismo, casamento, funeral, festa familiar, de aniversário, de primeira comunhão ou de qualquer conveniência.

"COMUNHÃO ESPIRITUAL" PARA OS DIVORCIADOS
Em relação aos "divorciados" que não podem comungar por viverem uma situação irregular, quanto mais não seja, pelo menos em relação ao sacramento do Matrimónio — que os afasta automaticamente de uma comunhão "plena a satisfatória" com a Igreja — a mesma Igreja lembrou que existe (e sempre existiu) a "comunhão espiritual", a qual pode ser como uma "solução" para a participação dos divorciados recasados na Eucaristia: «Seria bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo pela prática da comunhão espiritual, como foi lembrada pelo Papa João Paulo II e recomendada por alguns santos doutores da vida espiritual.»
Mas quem é que faz uso desta prática? Não será verdadeiramente mais fácil recorrer, no meio de todo o anonimato, à comunhão sacramental verdadeira, passando por ela "como gato por brasas"? Não estamos precisamente neste ponto, na prática pastoral do nosso país, em que toda a gente vai a Comunhão?
A "comunhão espiritual" define-se como sendo a união com Jesus Cristo presente na Eucaristia, não 0 recebendo sacramentalmente, mas por desejo proveniente da fé animada pela caridade. Esta comunhão "espiritual" pode ser vivida em condições especiais e por falta de uma possível "confissão penitencial", podendo produzir muitos frutos de vida espiritual.
Os que praticam a comunhão espiritual testemunham que têm em alto apreço a união com Cristo. Ao mesmo tempo, têm grande respeito pela presença real do Salvador na Hóstia consagrada. A sua fome e desejo da Eucaristia pode ser comparada à dos mártires das Igrejas do silêncio, privados de Missa e da presença real de Jesus no seu coração e nas suas igrejas. Finalmente, acabam por ser óptimas testemunhas do respeito que se deve ao SS.° Sacramento do altar, sobretudo para os que, habituados a participar na comunhão sacramental, a fazem superficialmente e com grande negligência.

A COMUNHAO FREQUENTE
Já em 1905, o Santo Padre Pio X declarou:”A comunhão frequente e quotidiana é muito desejada por Jesus Cristo e pela Igreja católica; deve ser acessível a todos os fiéis de qualquer raça e condição; e ninguém deve ser afastado dela, desde que esteja em estado de graça e se aproxime da sagrada mesa com recta e piedosa intenção.»
Mas a partir daqui pode-se "comungar por excesso" por se não terem as disposições suficientes (estado de graça, recta intenção, espírito de fé, boa preparação, comungar com leviandade,...), ou então "não comungar quanto se devia" por medo de ofender a Deus. Esta última exclusão ainda se nota existir bastante no Minho, ao lado da outra muito mais massificada em Portugal inteiro e que é precise combater.
A Igreja pós-conciliar habituou-se a viver a Missa como uma refeição mais do que como sacrifício. Esta prática introduziu a ideia de uma espécie de "direito de consumo", que só por si constitui um grande erro porque a Comunhão é um dom e não algo a que tenho direito (ou algo que me é devido), pelo simples facto de me sentar a mesa. Por outro lado, estar à mesa e não consumir é uma atitude muito mal compreendida. Mas Bento XVI avisou: “Apesar de tudo tenha-se em atenção que esta justa atitude de comungar não introduza no espírito dos fiéis um certo automatismo, come se pelo simples facto de se estar numa igreja durante a liturgia se tenha o direito ou até mesmo o dever de nos aproximarmos da mesa eucarística.»

QUEM PODERÁ, ENTÃO, COMUNGAR DIGNAMENTE?
São Paulo Apóstolo foi o primeiro a avisar, quando escreveu aos Coríntios (1 Con 11,27): «Todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.»
Mas, então, o problema é que todos somos indignos e mal preparados. O bispo São Francisco de Sales ajuda-nos quanto a isto: «Eu falo em disposição conveniente e não em disposição digna. Se esta fosse exigida, quem poderia comungar? Para se comungar dignamente a Deus, tínhamos de ser um outro Deus. Eu entendo por disposição conveniente a que é capaz uma pobre criatura da raça decaída de Adão. Eis aqui a lei geral: a comunhão exige um estado de graça. A esta deve-se juntar um vivo desejo de crescermos no amor de Jesus Cristo, e é já suficiente. Deveis receber com amor o que somente o amor vos deu.»
Pe. Mário Santos, Sacerdote Paulista, in Revista SÍNTESE

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Os bispos portugueses lançaram duas perguntas aos fiéis católicos, sobre:

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"No horizonte da Igreja em Portugal
desejo recordar (...) o projecto “Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal” cujo primeiro esboço está agora confiado à reflexão dos órgãos de corresponsabilidade das comunidades cristãs, das congregações religiosas, dos institutos seculares, dos movimentos, grupos e associações eclesiais. Trata-se de darmos todos as mãos, de nos pormos todos à escuta do que o Espírito diz à Igreja neste momento da história, para um novo despertar de uma fé cansada e para readquirir um nova vitalidade em ordem à renovação e reorganização das nossas comunidades e à ousadia de novos dinamismos da missão, do testemunho do Evangelho numa sociedade plural e em mudança." (D. António Marto)

1 - Que vês na noite da sociedade em que vives? Quais os sinais de Deus e os desafios para a tua missão? O que podem os cristão oferecer, a nível espiritual e humano?


2 - Qual a nova maneira de ser Igreja nos dias de hoje? Que caminhos pastorais a seguir?

Veja
AQUI este texto de Rui Vieira no Fórum 'Paróquias de Portugal', intitulado "Questionário dos bispos portugueses; meu contributo".

Pode-lhe parecer um texto muito longo, mas não desista. É importante.
Se assim o entender, faça a leitura por partes, cada dia um bocadinho.

Ecos da Quadra Natalícia


Veja aqui.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Mais de duas dezenas de cristãos mortos no Egipto

O atentado desta madrugada com um carro armadilhado, junto a uma igreja, na cidade egípcia de Alexandria, provocou 21 mortos, segundo um novo balanço divulgado à AFP por fonte do Ministério da Saúde.
«O número de vítimas subiu para 21 mortos», disse Oussama Abdel Moneim, acrescentando que o atentado fez também oito feridos.

Um anterior balanço do Ministério do Interior dava conta de sete mortos e 24 feridos.

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, pediu aos cristãos e muçulmanos para que se unam e cerrem fileiras «para enfrentar as forças do terrorismo» após o ataque neste sábado.

O chefe de Estado apelou aos «filhos de Egipto» para que se unissem «contra as forças do terrorismo e contra aqueles que querem prejudicar a segurança interna, a estabilidade e a unidade».

De acordo com a France Press, Mubarak também pediu para acelerar a investigação para descobrir quem está por trás da explosão que matou 21 pessoas e feriu outras 43.

Bento XVI pede tolerância religiosa

O Papa Bento XVI pediu hoje aos líderes mundiais para defenderem os cristãos contra a intolerância religiosa, após o atentado a uma igreja na Alexandria ter morto 21 pessoas.
De acordo com Bento XVI, citado pela agência italiana Hansa, actualmente está instalado um clima de «discriminação, abusos e intolerância religiosa» que atinge «em particular os cristão» e afirmou que «a liberdade religiosa é um elemento fundamental de um Estado de direito».

As declarações de Bento XVI foram feitas durante a missa do Dia do Ano Novo na Basílica de São Pedro, em que também foi comemorado o Dia Mundial da Paz, horas depois de um ataque a uma igreja copta em Alexandria, no Norte do Egipto, que vitimou 21 pessoas, e que segundo o ministro egípcio do Interior terá sido «provavelmente» cometido por um kamikaze.

Os coptas são a maior comunidade cristã no Oriente Médio, que representa entre seis a dez por cento dos 80 milhões de egípcios, os quais dizem sentir-se marginalizados e abandonados.

Perante 10 mil fiéis, o pontífice apelou ainda à luta contra o desânimo e à resignação: «A humanidade não pode resignar-se ao poder negativo do egoísmo e da violência, não deve acostumar-se aos conflitos que provocam vítimas e ameaçam o futuro dos povos», disse.

O responsável máximo da Igreja Católica afirmou ainda que esta é uma «tarefa difícil» para que «palavras não são suficientes, deve ser um compromisso real e constante dos líderes das nações».
Lusa / SOL

UM NOVO COMEÇO

Um novo ano nos dás, Senhor:
12 meses para uma nova jornada pelos caminhos do Tempo,
52 semanas para uma nova peregrinação pelas estradas da Vida,
365 dias para uma nova aventura pelas encruzilhadas do Mundo.

Obrigado, Senhor, por mais esta oportunidade, oferta graciosa da bondade com que — imerecidamente — nos presenteias em cada instante.
Sim, porque é no acolhimento do dom de cada instante
que mais envolvidos nos sentimos pela Tua solicitude
e que mais surpreendidos somos pelo Teu amor.

Que este novo ano, Senhor,
sejam pois 12 meses de paz,
52 semanas de harmonia
e 365 dias de contínua solidariedade e comunhão.

Sabemos que sozinhos não podemos nada.
Mas também sabemos que conTigo conseguiremos tudo.
Queremos, por isso, que o novo ano faça de nós criaturas novas,
porque só com homens novos será possível acender a chama do tempo novo!

Que ao longo deste ano, que hoje começa
nós queiramos ser
construtores da paz,
peregrinos da esperança,
arautos da Boa Nova,
testemunhas da verdade,
promotores da justiça,
semeadores do perdão,
paladinos da liberdade
e anunciadores da salvação.

Que, ao longo deste ano, nos encontres, Senhor,
mais atentos à Tua presença,
mais comprometidos com a Tua Palavra,
mais iluminados pela Tua luz,
mais fortalecidos pelo Teu Espírito
e mais inundados — por dentro e por fora — pela Tua infinita paz!

Entretanto, que tudo isto não seja só o nosso sonho, mas também o nosso projecto.
Não só o nosso desejo, mas também o nosso esforço.
Não só o nosso horizonte longínquo, mas também o nosso empenhamento constante.

Pedimos-Te, Senhor,
que a santidade seja o nosso objectivo,
que a fé seja a nossa prioridade,
que a oração seja o ar que absorvemos,
que o silêncio seja a atmosfera que aspiramos
e que o Mandamento Novo seja a nossa eterna Lei!

Concede-nos
que o Teu rosto ilumine os nossos olhos,
que a Tua Palavra resplandeça em nossos lábios,
que o Teu exemplo desinstale o nosso ser
e que a Tua Vida transforme a nossa própria vida!

A Ti, Senhor, queremos agradecer,
em Ti, Senhor, queremos permanecer,
conTigo, Senhor, queremos gritar:
«Nunca mais a guerra!
Nunca mais o ódio!
Nunca mais a violência e a injustiça!».

Contamos conTigo,
conta connosco também
para fazermos deste ano
um passo em frente
na construção de um mundo melhor,

de um mundo onde não haja grandes nem pequenos,
onde todos se sintam irmãos,
onde só Tu sejas Senhor,
pois o Teu senhorio

é a garantia mais segura
de que a humanidade
ainda pode ser uma única família,
uma imensa filadélfia
e uma luminosa fraternidade universal!

Fonte: aqui

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz 2011


"Liberdade religiosa, caminho para a paz"

Veja aqui

2 de Janeiro: EPIFANIA DO SENHOR

Leituras: aqui

MENSAGEM:
• Em primeiro lugar, meditemos nas atitudes das várias personagens que Mateus nos apresenta em confronto com Jesus: os “magos”, Herodes, os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo… Diante de Jesus, o libertador enviado por Deus, estes distintos personagens assumem atitudes diversas, que vão desde a adoração (os “magos”), até à rejeição total (Herodes), passando pela indiferença (os sacerdotes e os escribas: nenhum deles se preocupou em ir ao encontro desse Messias que eles conheciam bem dos textos sagrados).
Identificamo-nos com algum destes grupos? Não é fácil “conhecer as Escrituras”, como profissionais da religião e, depois, deixar que as propostas e os valores de Jesus nos passem ao lado?
• Os “magos” são apresentados como os “homens dos sinais”, que sabem ver na “estrela” o sinal da chegada da libertação…
Somos pessoas atentas aos “sinais” – isto é, somos capazes de ler os acontecimentos da nossa história e da nossa vida à luz de Deus? Procuramos perceber nos “sinais” que aparecem no nosso caminho a vontade de Deus?
• Impressiona também, no relato de Mateus, a “desinstalação” dos “magos”: viram a “estrela”, deixaram tudo, arriscaram tudo e vieram procurar Jesus.
Somos capazes da mesma atitude de desinstalação, ou estamos demasiado agarrados ao nosso sofá, ao nosso colchão especial, à nossa televisão, à nossa aparelhagem? Somos capazes de deixar tudo para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos?
• Os “magos” representam os homens de todo o mundo que vão ao encontro de Cristo, que acolhem a proposta libertadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a imagem da Igreja – essa família de irmãos, constituída por gente de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e que O reconhecem como o seu Senhor.
Fonte: aqui

1º Dia do Ano: Solenidade de Maria, Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz


Mais um Ano...
Nesse dia, celebramos várias comemorações:
- O 1º dia do ano;
- A Solenidade de Maria, Mãe de Deus;
- O "Dia Mundial da Paz".

Vamos refletir sobre essas motivações:
1. Mais um ano, que começa... Inicialmente, desejo que o novo ano seja para todos vocês, cheio de Paz e Prosperidade, com todas as bênçãos de Deus...

Olhando o ANO que termina e o outro que inicia... notamos que muita coisa fizemos, muita coisa deixamos de fazer e muita coisa ainda resta por fazer...

* E esse momento nos leva a uma ATITUDE:
- de GRATIDÃO:
- a DEUS... pelo dom da VIDA... pela sua GRAÇA... pela sua FORÇA...
- Às PESSOAS, que nos ajudaram em nossa caminhada...

- de PERDÃO:
pelas vezes que falhamos... por pensamentos... por palawas... por ações... e omissões...

- de PRECE:
Implorando a Bênção de Deus sobre o novo ano...
Na 1ª Leitura, encontramos uma linda oração de bênção do Antigo Testamento, sugerida pelo próprio Deus: "Abençoareis os filhos de Israel assim: o Senhor te abençoe e te proteja! O Senhor volte seu rosto para ti e se compadeça de ti!. O Senhor dirija o seu olhar para ti e te conceda a Paz! Assim invocarão o meu nome, e eu os abençoarei..." (Nm 6,22-27)
* Sublinha a presença contínua de Deus em nossa caminhada e recorda que a sua bênção nos proporciona a vida em plenitude.

+ Que sentido tem pedir a bênção? A bênção não é um ato mágico para resolver todos os nossos problemas.
Quem a recebe terá as mesmas dificuldades que os outros homens.
Entretanto, recebe a força necessária para enfrentá-las através da nova luz que procede da nossa fé.

Pedir a BÊNCÃO: é uma maneira de reconhecer a nossa dependência de Deus em todos os dias do novo ano.
- Pedir a bênção de nossas CASAS, é desejar que o Cristo visite o nosso lar e permaneça sob nosso teto.

- Pedir a bênção para os CARROS, não supõe que possamos abusar no trânsito...
- A força da bênção não depende dos poderes do Sacerdote que a profere, mas do poder e da vontade de Deus...

2. Hoje também é o DIA MUNDIAL DA PAZ
A Igreja quer-nos lembrar desde o primeiro dia do ano, que a paz anunciada pelos anjos em Belém, só é possível às pessoas de boa vontade, que se esforçam dia a dia para construir a Paz, paz que é antes de tudo obra de justiça e fruto do amor...
- PAZ no coração... na família... na vizinhança... na comunidade... no trabalho...
- Ser Instrumentos de Paz...
- Mensagem do Papa: Liberdade Religiosa, Caminho para a Paz...
"Exorto os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé e viver o seu amor a Deus com todo o coração, toda a alma e toda a mente ..." (Bento XVI)

3. A Igreja celebra hoje também a festa de MARIA, MÃE DE DEUS...
O Evangelho apresenta-nos Maria, recebendo feliz a visita dos pastores... e meditando em seu coração tudo o que falavam do Messias... (Lc 2,16-21). A reação dos pastores é numa atitude de ação de graças e de testemunho, glorificando e louvando a Deus, por tudo o que tinham visto e ouvido.
* A atitude meditativa de Maria, que interioriza e aprofunda os acontecimentos, e a atitude "missionária" dos Pastores, que proclamam a ação salvadora de Deus, manifestada no nascimento de Jesus, são duas atitudes essenciais, que devem estar presentes na vida de todos nós.

Na 2ª Leitura, Paulo lembra o Amor de Deus, que enviou o seu Filho ao encontro dos homens para os libertar da escravidão da Lei e para os tornar seus "filhos".
Nesta situação, podemos chamar a Deus de "Abbá" (papai)...

+ E Você, que planos tem para esse novo ano de 2011?
Que tal... COMEÇAR O ANO...
- Com um OLHAR novo sobre essa casa, essa cidade, esse trabalho, que rotina já cansou e desgastou...
- Com um AMOR novo: com o pai... a esposa... os filhos ... o vizinho... que talvez no dia a dia acabou esfriando...
- com um CORAÇÃO novo, disposto a descobrir em tudo e em todos, o rosto e as mãos de um Cristo intensamente presente em nossa vida...
- E, a exemplo de MARIA, Mãe de Deus e Rainha da Paz, SEMEAR PAZ, ao redor de nós, para que esse novo ano seja mais humano, mais fraterno e mais cristão?...
É O QUE DESEJO A TODOS NÓS!...
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa, aqui
Veja aqui as Leituras do Dia.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Música gregoriana de Natal

A LIBERDADE RELIGIOSA É FUNDAMENTAL, A LIBERDADE NAS RELIGIÕES É URGENTE

A liberdade é, sem dúvida, um caminho para a paz. Aliás, a ausência de liberdade acarreta, quase sempre, a asfixia da paz e, consequentemente, o desencadear das guerras.

No Egipto, os judeus prosperavam. Tinham tudo. Excepto liberdade. Não aguentaram. Rebelaram-se e empreenderam os caminhos do êxodo, guiados por um Deus (Ele mesmo) libertador.

A liberdade pertence, pois, à natureza constitutiva do Homem. «Só presto para ser livre», afirmou Miguel Torga.

A liberdade religiosa inscreve-se aqui, no horizonte da liberdade humana.

A liberdade de crer (ou não crer) tem de ser integralmente respeitada.

Sabemos, porém, que este é um direito que está longe de ser adquirido.

Nos últimos tempos, têm-se multiplicado atentados e ceifado vidas.

Há quem não aceite o diferente. Há quem não suporte a crença diferente. A paz fica ameaçada.

Mas há outro ângulo do problema que importa contemplar.

A liberdade religiosa, para ser um direito, tem de constituir um dever.

É fundamental proclamá-la, mas é urgente, acima de tudo, cultivá-la.

A liberdade religiosa inclui a liberdade em cada religião.

A liberdade de cada crente há-de ser incrementada nas religiões.

É preciso ter presente que não são apenas os sistemas políticos que se demitem de promover a liberdade religiosa. As próprias religiões, que invocam a liberdade para si, nem sempre a estimam com a intensidade devida.

A conjugação entre liberdade e paz não resplandece com a transparência esperada no universo das religiões.

As religiões não mostram ter uma relação muito livre com a paz nem uma relação muito pacificada com a liberdade.

De facto, a paz é muito condicionada e, por vezes, assilada até à submissão pura e simples. No fundo, só quem aceitar não ser totalmente livre parece ser deixado em paz. Mas será paz esta paz?

Por aqui se vê que a relação das religiões com a liberdade não é muito pacífica. Não raramente, até é bastante atribulada. A diferença é, quase sempre, estigmatizada. O outro nem sempre é bem-vindo. A crítica dificilmente é tolerada. Como pode haver uma relação pacífica com a liberdade se a diferença é rejeitada?

Afinal, a consciência de cada um é uma instância de revelação do próprio Deus. Como é possível atentar, então, contra a liberdade?

Há, nas religiões, quem seja ameaçado, marginalizado. Há quem sofra processos. Há quem seja condenado a não publicar e a não falar.

A coerência impõe, como preceito elementar de decência, que pratiquemos o que, justamente, reivindicamos.

A liberdade religiosa é um bem inestimável. E tem de despontar como uma prioridade para todos. A começar pelas próprias religiões.

Nem sempre as religiões convivem facilmente com a liberdade.

Se Deus nos criou livres, como é que podemos, em nome de Deus, ferir a liberdade?

Fonte: aqui

Sopé da Montanha na internet

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Pode ver aqui o último número.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Recordar para viver: OS DEZ MANDAMENTOS


Assim como um bom pai não deixa de aconselhar, orientar, ajudar o filho para que percorra dignamente os caminhos da vida, também Deus, o melhor Pai, nos deixou os seus conselhos, fruto da sua infinita sabedoria e do amor intenso e sem medida que tem por cada um de nós.

São os dez mandamentos.

Primeiro: Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.

Segundo: Não invocar o santo nome de Deus em vão.

Terceiro: Santificar os Domingos e festas de guarda.

Quarto: Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).

Quinto: Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).

Sexto: Guardar castidade nas palavras e nas obras.

Sétimo: Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).

Oitavo: Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo)

Nono: Guardar castidade nos pensamentos e desejos.

Décimo: Não cobiçar as coisas alheias.

Estes dez mandamentos resumem-se em dois que são:
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.



«Mestre, que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna?» (Mt 19,16)

Ao jovem que lhe faz esta pergunta, Jesus responde: «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos», e acrescenta: «Vem e segue-me» (Mt 19,16-21).

Seguir Jesus implica observar os mandamentos. A Lei não é abolida, mas o homem é convidado a encontrá-la na pessoa do divino Mestre, que em si mesmo a cumpre perfeitamente, lhe revela o pleno significado e atesta a sua perenidade.

Igreja Católica em Portugal no ano 2010


Da visita do Papa aos casos de abuso sexual por membros do clero e da crise económica à aprovação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo: o ano 2010, Centenário da República, na análise do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Veja aqui.

Vale a pena ler estra entrevista de D. Jorge Ortiga.
Peço-lhe que preste a melhor atenção.
Aprecie especialmente o enfoque dado aos leigos...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Governo tem feito ataque constante à Igreja, diz Cardeal-Patriarca

Governo tem feito ataque constante à Igreja, diz Cardeal-Patriarca

O APÓSTOLO QUE DIZIA SEMPRE A MESMA COISA


Hoje é dia de S. João Evangelista, o Homem da Palavra, o Homem do Amor. A grande Palavra é o Amor. O Amor é a maior Palavra.

O seu Evangelho começa pela exaltação da Palavra que está em Deus, da Palavra que é Deus e da Palavra que Se faz carne.

A sua vida termina com a apologia do amor. Além do que diz nas Cartas (Deus é amor), consta que, já idoso, sendo muito requisitado para falar aos cristãos, limitava-se a repetir: «Meus filhos, amai-vos uns aos outros».

Os ouvintes, a determinada altura, resolveram questioná-lo: «Tudo bem, João, mas nada mais tens para nos dizer?»

E o Apóstolo respondia: «Nada mais tenho para vos dizer, porque nada mais é necessário dizer, só o amor basta».

Só o amor, viria a dizer muitos séculos depois von Balthasar, é digno de fé!
Fonte: aqui