quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

22 de Fevereiro, 2026 - 01º Domingo da Quaresma - Ano A

Leituras: aqui

 HOMILIA

Começamos hoje o caminho da Quaresma. Todos os anos, neste primeiro domingo, a Igreja coloca diante de nós as tentações de Jesus no deserto. Antes d’Ele, já Adão e Eva tinham experimentado a fragilidade humana diante da sedução do mal. A Palavra de Deus recorda-nos que a tentação faz parte da condição humana.

Hoje não é diferente. Também nós somos tentados:
– pelo comodismo,
– pela indiferença,
– pelo orgulho,
– pela perda de confiança em Deus.

A Quaresma é o tempo favorável para reconhecer as nossas fragilidades e renovar a nossa confiança no Senhor.

Jesus vence as tentações não com poder, mas com fidelidade à Palavra de Deus. Ensina-nos que a verdadeira força não está no sucesso, nem no poder, nem no ter — mas na obediência ao Pai.

E é aqui que a Eucaristia se torna central. A Eucaristia é remédio forte e seguro contra as tentações da vida. É alimento que fortalece, é presença real de Cristo que nos sustenta no deserto das nossas lutas. Não é por acaso que a Igreja nos recorda o dever de participar na Missa aos domingos: não como obrigação pesada, mas como necessidade vital da nossa fé.

Neste contexto, celebramos hoje algo muito belo: a festa jubilar dos casais que celebram 25 e 50 anos de matrimónio.

Queridos casais: o vosso amor é testemunho vivo de que é possível permanecer fiel. Ao longo dos anos, também enfrentastes “desertos”: dificuldades, provações, momentos de cansaço. Mas permanecestes. E essa perseverança é sinal da graça de Deus.

O matrimónio é também caminho quaresmal:
– exige renúncia,
– pede perdão,
– constrói-se na entrega diária.

A vossa fidelidade é sinal para toda a comunidade.

Neste ano jubilar da dedicação da nossa Catedral, somos convidados a valorizar os espaços onde celebramos a fé. Como nos recorda o nosso Bispo, é uma oportunidade para redescobrir a presença de Deus no meio de nós e aprender a amar mais as nossas igrejas paroquiais, onde Deus habita e onde a comunidade se reúne.

Mas lembremo-nos: mais importante do que as pedras do templo são as “pedras vivas” que somos nós. Cada família fiel, cada casal perseverante, cada cristão que luta contra as tentações é templo vivo de Deus.

Que esta Quaresma seja para todos nós um tempo de conversão sincera, de regresso ao essencial, de fortalecimento na Eucaristia e de renovação do amor. Amen.

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