quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

15 de Fevereiro, 2026 - 06º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 Leituras: aqui

 A alegria do Evangelho

Irmãos e irmãs,

A palavra de Deus que hoje escutamos fala-nos de uma alegria muito concreta: a alegria de escolher o bem, a alegria de viver segundo o coração de Deus.

Na primeira leitura, do livro de Ben Sirá, ouvimos palavras muito claras:

“Diante de ti estão o fogo e a água; estende a mão para aquilo que quiseres.”

Deus criou-nos livres. Não nos obriga a amar, não nos força a fazer o bem. Mas mostra-nos o caminho da vida. A verdadeira alegria nasce quando escolhemos o bem, quando escolhemos Deus.

São Paulo, na segunda leitura, lembra-nos que a sabedoria de Deus não é a do mundo. É uma sabedoria que não se vê logo, mas que transforma o coração. É a alegria que Deus preparou “para aqueles que O amam”. Uma alegria profunda, que não depende das circunstâncias, nem do barulho, nem das modas.

No Evangelho, Jesus vai ainda mais longe. Não se contenta com uma fé feita só de regras exteriores. Ele fala do coração.
Não basta “não matar”, é preciso aprender a perdoar.
Não basta “não cometer adultério”, é preciso purificar o olhar e o desejo.
Não basta dizer “sim” ou “não” com os lábios; é preciso que o coração seja verdadeiro.

Jesus quer libertar-nos por dentro, porque só um coração livre pode ser verdadeiramente alegre.

A alegria do mundo e a alegria do Evangelho

Estamos a viver dias de Carnaval. São dias de festa, de alegria, de cor, de música. E isso não é mau. Jesus não nos pede que fujamos do mundo. Ele próprio disse:

“Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”

O problema não é a alegria. O problema é quando a alegria fica vazia, quando dura só um instante e depois deixa cansaço, solidão ou tristeza.

Jesus diz-nos hoje:

“Deixo-vos a minha alegria.”

Não é uma alegria barulhenta, mas é firme. Não passa depressa. Não depende de máscaras. É a alegria de quem vive na verdade, de quem ama, de quem é livre.

A alegria da Quaresma que se aproxima

Dentro de poucos dias começamos a Quaresma. Na próxima Quarta-feira de Cinzas inicia-se este tempo forte, e a Igreja convida-nos de modo muito concreto a vivê-lo.

A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de jejum e de abstinência.
As sextas-feiras da Quaresma são dias de abstinência.

Mas estes gestos não são castigos nem tristezas. São sinais de um caminho de libertação.
Jejuamos para aprender a dominar o que nos domina.
Abstemo-nos para escolher melhor o que realmente importa.
Rezamos mais para limpar o coração e voltar ao essencial.

A Quaresma é um caminho que nos conduz à Páscoa, à alegria maior: Cristo ressuscitado, vivo, libertador. É um tempo de conversão que prepara uma vida nova.

Por isso, a alegria do Carnaval só faz sentido se nos ajudar a descobrir a alegria maior: a alegria do Evangelho, a alegria de viver com Cristo, de caminhar para o Cristo total, Ressuscitado.

Irmãos e irmãs, peçamos hoje a graça de escolher bem.
De escolher a vida.
De escolher o amor.
De escolher a alegria que não passa.

Ámen.

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