quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

8 de Fevereiro, 2026 - 05º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: aqui

A fé cristã não brilha pelo espetáculo, mas pela coerência: quando o Evangelho passa pelas nossas mãos, torna-se luz.

As leituras deste domingo colocam-nos diante de uma questão essencial: como é que a nossa fé se torna visível no dia-a-dia?

O profeta Isaías é muito concreto. Fala de repartir o pão com quem tem fome, de acolher o pobre, de não ignorar quem sofre. E promete: “Então a tua luz romperá como a aurora.” A luz nasce quando a fé se transforma em cuidado pelo outro. Não é uma fé teórica, mas vivida.

São Paulo, na segunda leitura, recorda-nos que não anunciou Cristo com palavras brilhantes ou sabedoria humana. Fê-lo com simplicidade, para que a fé dos cristãos não se apoiasse nos homens, mas no poder de Deus. A fé autêntica não procura impressionar; procura ser fiel.

No Evangelho, Jesus diz-nos com clareza: “Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo.” Não é um convite opcional, é uma identidade. O sal existe para dar sabor; a luz existe para iluminar. O cristão não vive fechado em si mesmo, mas para dar sentido e esperança ao mundo que o rodeia.

Mas Jesus também avisa: o sal pode perder o sabor e a luz pode ser escondida. Isso acontece quando há distância entre o que acreditamos e o modo como vivemos. Uma fé que não passa pelos gestos perde a sua força.

Hoje, somos chamados a deixar que a luz de Cristo se manifeste nas pequenas escolhas, na atenção aos mais frágeis, na coerência da nossa vida. Assim, como diz Jesus, os outros poderão ver as nossas obras e glorificar o Pai que está nos Céus.

Que o Senhor nos ajude a ser sal com sabor e luz que não se esconde.

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