As leituras deste domingo colocam-nos diante de uma questão essencial: como é que a nossa fé se torna visível no dia-a-dia?
O profeta Isaías é muito concreto. Fala de repartir o pão com quem tem fome, de acolher o pobre, de não ignorar quem sofre. E promete: “Então a tua luz romperá como a aurora.” A luz nasce quando a fé se transforma em cuidado pelo outro. Não é uma fé teórica, mas vivida.
São Paulo, na segunda leitura, recorda-nos que não anunciou Cristo com palavras brilhantes ou sabedoria humana. Fê-lo com simplicidade, para que a fé dos cristãos não se apoiasse nos homens, mas no poder de Deus. A fé autêntica não procura impressionar; procura ser fiel.
No Evangelho, Jesus diz-nos com clareza: “Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo.” Não é um convite opcional, é uma identidade. O sal existe para dar sabor; a luz existe para iluminar. O cristão não vive fechado em si mesmo, mas para dar sentido e esperança ao mundo que o rodeia.
Mas Jesus também avisa: o sal pode perder o sabor e a luz pode ser escondida. Isso acontece quando há distância entre o que acreditamos e o modo como vivemos. Uma fé que não passa pelos gestos perde a sua força.
Hoje, somos chamados a deixar que a luz de Cristo se manifeste nas pequenas escolhas, na atenção aos mais frágeis, na coerência da nossa vida. Assim, como diz Jesus, os outros poderão ver as nossas obras e glorificar o Pai que está nos Céus.
Que o Senhor nos ajude a ser sal com sabor e luz que não se esconde.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.