Leituras: aqui
Na Vinha do SenhorA Palavra de Deus deste domingo fala-nos da vinha do Senhor.
E o Evangelho toca numa coisa muito humana: as contas que fazemos uns com os outros e até com Deus.
O dono da vinha chama trabalhadores ao longo de todo o dia. Uns começam de manhã; outros chegam mais tarde; outros quase no fim.
E a todos diz:
«Ide também vós para a minha vinha.»
No fim do dia, paga a todos o mesmo.
E os que trabalharam desde manhã reclamam:
«Estes últimos trabalharam apenas uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós!»
É aqui que começa o nosso problema.
Nós fazemos contas.
Eu estou aqui há muitos anos.
Eu trabalhei.
Eu dei muito.
Eu fiz sacrifícios.
Eu estive sempre disponível.
E, sem darmos por isso, começamos a pensar:
«Por isso, eu mereço mais.»
Mais consideração.
Mais atenção.
Mais poder de decisão.
Mais privilégios.
Mais regalias.
Mas o Senhor pergunta:
«Estás com inveja porque eu sou bom?»
E aqui está uma palavra muito séria para todos nós:
Na vinha do Senhor, ninguém trabalha para comprar privilégios.
Quem serve não fica dono da vinha.
Quem trabalha muitos anos na Igreja não se torna proprietário da Igreja.
Quem dá muito não adquire direitos sobre os outros.
O serviço não é uma moeda de troca.
Se eu sirvo para ser reconhecido, já não estou a servir apenas por amor.
Se ajudo para depois exigir, já comecei a fazer contas.
Se trabalho na Igreja esperando tratamento especial, então já não compreendi o Evangelho da vinha.
Jesus não nos chama para sermos importantes.
Chama-nos para sermos servidores.
E isto vale para todos: para quem chega agora e para quem está aqui há cinquenta anos.
Porque ninguém pode dizer:
«Esta Igreja é minha.»
Não é.
A vinha é do Senhor.
E há ainda outra palavra muito bonita neste Evangelho.
O Senhor continua a chamar trabalhadores até ao fim do dia.
Isto significa que ninguém chega tarde demais para Deus.
Há quem tenha passado muitos anos afastado. Há quem tenha errado. Há quem tenha perdido a fé. Há quem nunca tenha encontrado o seu lugar na comunidade.
E o Senhor continua a dizer:
«Ide também vós para a minha vinha.»
Ainda há lugar.
Mas esta palavra também nos interpela a nós.
Não basta dizer:
«Eu já fiz muito.»
A pergunta é:
«O que estou disposto a fazer hoje?»
E sem exigir nada em troca.
Quem precisa de ser escutado?
Quem está sozinho?
Quem precisa de ajuda?
Quem precisa de ser acolhido?
Quem está à porta e ninguém convidou?
Talvez haja pessoas fora da vinha não porque tenham recusado o convite, mas porque ninguém as chamou.
E talvez essa seja uma das nossas maiores responsabilidades.
Não guardar a vinha para nós.
Abrir a porta.
Não fazer contas.
Servir.
Não procurar privilégios.
Amar.
E quando Deus é bom para alguém que chegou depois de nós, não devemos sentir que perdemos alguma coisa.
Pelo contrário.
Se mais uma pessoa encontrou o caminho de Deus, todos ganhámos.
A vinha é grande. O trabalho é muito. E há lugar para todos.
Por isso, quando o Senhor hoje nos diz:
«Ide também vós para a minha vinha»,
não respondamos:
«E o que é que eu ganho com isso?»
Respondamos:
«Senhor, onde precisas de mim?»
E depois façamos o que Ele nos pede.
Sem contas.
Sem privilégios.
Sem regalias.
Por amor.
Ámen.
Nós fazemos contas.
Eu estou aqui há muitos anos.
Eu trabalhei.
Eu dei muito.
Eu fiz sacrifícios.
Eu estive sempre disponível.
E, sem darmos por isso, começamos a pensar:
«Por isso, eu mereço mais.»
Mais consideração.
Mais atenção.
Mais poder de decisão.
Mais privilégios.
Mais regalias.
Mas o Senhor pergunta:
«Estás com inveja porque eu sou bom?»
E aqui está uma palavra muito séria para todos nós:
Na vinha do Senhor, ninguém trabalha para comprar privilégios.
Quem serve não fica dono da vinha.
Quem trabalha muitos anos na Igreja não se torna proprietário da Igreja.
Quem dá muito não adquire direitos sobre os outros.
O serviço não é uma moeda de troca.
Se eu sirvo para ser reconhecido, já não estou a servir apenas por amor.
Se ajudo para depois exigir, já comecei a fazer contas.
Se trabalho na Igreja esperando tratamento especial, então já não compreendi o Evangelho da vinha.
Jesus não nos chama para sermos importantes.
Chama-nos para sermos servidores.
E isto vale para todos: para quem chega agora e para quem está aqui há cinquenta anos.
Porque ninguém pode dizer:
«Esta Igreja é minha.»
Não é.
A vinha é do Senhor.
E há ainda outra palavra muito bonita neste Evangelho.
O Senhor continua a chamar trabalhadores até ao fim do dia.
Isto significa que ninguém chega tarde demais para Deus.
Há quem tenha passado muitos anos afastado. Há quem tenha errado. Há quem tenha perdido a fé. Há quem nunca tenha encontrado o seu lugar na comunidade.
E o Senhor continua a dizer:
«Ide também vós para a minha vinha.»
Ainda há lugar.
Mas esta palavra também nos interpela a nós.
Não basta dizer:
«Eu já fiz muito.»
A pergunta é:
«O que estou disposto a fazer hoje?»
E sem exigir nada em troca.
Quem precisa de ser escutado?
Quem está sozinho?
Quem precisa de ajuda?
Quem precisa de ser acolhido?
Quem está à porta e ninguém convidou?
Talvez haja pessoas fora da vinha não porque tenham recusado o convite, mas porque ninguém as chamou.
E talvez essa seja uma das nossas maiores responsabilidades.
Não guardar a vinha para nós.
Abrir a porta.
Não fazer contas.
Servir.
Não procurar privilégios.
Amar.
E quando Deus é bom para alguém que chegou depois de nós, não devemos sentir que perdemos alguma coisa.
Pelo contrário.
Se mais uma pessoa encontrou o caminho de Deus, todos ganhámos.
A vinha é grande. O trabalho é muito. E há lugar para todos.
Por isso, quando o Senhor hoje nos diz:
«Ide também vós para a minha vinha»,
não respondamos:
«E o que é que eu ganho com isso?»
Respondamos:
«Senhor, onde precisas de mim?»
E depois façamos o que Ele nos pede.
Sem contas.
Sem privilégios.
Sem regalias.
Por amor.
Ámen.
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