domingo, 4 de outubro de 2026

Em Santa Helena, catequistas preparam o novo ano catequético que terá início no sábado, dia 10, às 15h, na Igreja Paroquial

Realizou-se hoje, em Santa Helena, uma reunião de Catequistas da Paróquia de São Pedro de Tarouca, juntamente com o pároco, com o objetivo de preparar o novo ano catequético que se aproxima.

A Paróquia de São Pedro de Tarouca conta com cerca de 250 crianças na catequese, acompanhadas ao longo do ano por Catequistas que, de forma voluntária, dedicam parte do seu tempo à transmissão da fé e ao acompanhamento das crianças e jovens.

Durante o encontro foi recordado que todos são chamados a participar na missão de evangelizar, pois «Deus não quer videiras inúteis». Ser Catequista é, assim, colocar-se ao serviço dos outros e ajudar a fazer crescer a fé.

Foi também lembrada uma frase do Papa Francisco: «Ser Catequista é tomar alguém pela mão e acompanhá-lo para Cristo». Uma missão que não pertence apenas aos Catequistas. Também os pais, os avós e toda a comunidade têm um papel importante na transmissão da fé, começando esse caminho no seio da própria família.

O encontro terminou com a celebração da Eucaristia na Capela de Santa Helena. A figura de Santa Helena recorda também a importância da família na evangelização. Mãe do imperador Constantino, a sua fé e o seu testemunho estiveram ligados ao caminho de conversão do próprio filho.

Tal como Maria acompanhou Jesus e viveu a fé no coração da família, também cada família é chamada a ser um lugar onde a fé nasce, cresce e é transmitida. Catequistas, pais, avós e comunidade partilham, assim, a mesma missão: acompanhar as novas gerações no caminho da fé.


Paula Pio

terça-feira, 29 de setembro de 2026

A Igreja fora das igrejas

 
Concelho de Tarouca. As festas concelhias -Festas de S-Miguel - foram acontecendo. Dias de movimento, de encontros e de festa. Etnografia, música, astronomia, animação, tendas para todos os gostos e, hoje, a feira anual, com a sua mistura tão própria de gente, negócios, pregões e encontros.E a Igreja esteve lá.

Hoje, esteve aberta.

De portas abertas para quem quis entrar. Houve Eucaristia. E, porque eram as festas do concelho, rezou-se pelo concelho: pelas suas gentes, pelas famílias, por quem trabalha, por quem sofre, por quem procura caminhos. Houve tempo para oração pesoal, confissões, atendimento às pessoas...

Mas a Igreja não ficou apenas dentro da igreja.

A Igreja saiu para a rua.

No cortejo etnográfico, os Escuteiros levaram consigo a sua presença, a sua alegria e o seu jeito de estar. E continuaram presentes, com a sua tenda aberta no recinto dos espetáculos.

E hoje, no meio da feira, lá estava outra "tenda". Ao fundo do recinto, a do GASPTA.

E aquela "tenda" trazia uma história.

Nos dias anteriores, o GASPTA foi pedindo. E as pessoas foram dando. Aqui uma oferta, ali outra. Coisas que foram chegando pelas mãos generosas de muitos e que hoje foram a sorteio. Pequenos gestos que, juntos, se transformaram numa ajuda concreta para quem mais precisa.

No meio da feira, onde quase tudo tem um preço, aquela tenda tinha outra lógica.

Não estava ali para vender. Estava ali para ajudar.

E talvez seja isto que vale a pena guardar destas festas: a Igreja não se fechou sobre si mesma. Esteve dentro da igreja, sim. Mas também esteve no cortejo, no recinto, na feira, no meio da gente.

Não ficou à espera que as pessoas fossem ter com ela.

Foi ao encontro delas.

Uma palavra de apreço aos Escuteiros e ao GASPTA. Pela presença, pela disponibilidade, pelo trabalho escondido que muitas vezes começa muito antes de a tenda aparecer.

Porque Igreja não é só o que acontece dentro das igrejas.

Há Igreja quando se reza.
Há Igreja quando se acolhe.
Há Igreja quando se serve.
Há Igreja quando se dá.

E, às vezes, é precisamente no meio da rua, entre uma feira, uma festa e uma multidão, que a Igreja se vê melhor.

A Igreja fora das igrejas.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

27 de Setembro, 2026 - 26º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: aqui
 

SIM, PAI

Irmãos e irmãs,

Deus continua a chamar. Chama-nos a todos a trabalhar na sua vinha, isto é, a colaborar na construção do seu Reino, de um mundo mais justo, mais fraterno e mais humano.

E diante do chamamento de Deus há sempre uma resposta: SIM ou NÃO.

O Evangelho apresenta-nos dois filhos. O pai pede aos dois a mesma coisa:
«Filho, vai hoje trabalhar na minha vinha.»

Um responde: «Não quero.» Mas depois arrepende-se e vai.

O outro responde: «Sim, Senhor.» Mas não vai.

E Jesus pergunta: «Qual dos dois fez a vontade do pai?»

A resposta é clara: aquele que foi.

Jesus não está a dizer que as palavras não têm importância. O que nos está a dizer é que o nosso “sim” a Deus tem de passar pelas nossas opções, pelos nossos gestos e pela nossa vida.

E aqui está uma pergunta que vale a pena fazermos hoje:
O meu “sim” a Deus é um sim apenas de palavras ou é um sim que se traduz na vida?

Há pessoas que, ao longo de toda a vida, foram dizendo “sim” a Deus: foram baptizadas, participam na Eucaristia, rezam, ajudam, servem a comunidade, estão presentes quando são precisas. Não podemos desvalorizar este “sim”. Pelo contrário: é uma graça e um testemunho.

Quantas pessoas, muitas vezes silenciosamente, mantêm viva a nossa comunidade! Estão na Eucaristia, ajudam, visitam doentes, colaboram, catequizam, limpam a igreja, acompanham os mais frágeis, dão do seu tempo.

A essas pessoas é justo dizer hoje: obrigado pelo vosso “sim”!

Mas também há outro “não”: o daqueles que se afastam da comunidade, que não querem compromissos, que aparecem apenas quando precisam de um sacramento e, depois, ainda se sentem no direito de exigir que a Igreja esteja sempre disponível para eles.

A Igreja não pode ser um supermercado de sacramentos, onde se entra quando se precisa de alguma coisa e se sai logo a seguir.

Ser cristão é muito mais do que pedir um Baptismo, uma Primeira Comunhão, um Crisma ou um casamento. É pertencer a uma comunidade, celebrar a fé, escutar a Palavra, participar na Eucaristia e assumir responsabilidades.

Não podemos querer os frutos da vinha sem querer trabalhar nela.

E isto leva-nos diretamente à catequese.

Começamos um novo ano catequético. E precisamos de dizer isto com toda a clareza, sobretudo aos pais:

A catequese tem duas partes.

A primeira acontece na sala de catequese: é o encontro, a formação, a descoberta da Palavra de Deus, o conhecimento de Jesus e da fé cristã.

Mas há uma segunda parte, absolutamente indispensável: a catequese continua na igreja, na Eucaristia.

Uma sem a outra fica incompleta.

Por isso, não podemos dizer que a criança fez catequese porque esteve uma hora na sala e depois foi para casa.

Isso não é completar a catequese.

E, com todo o respeito pelos pais, temos de dizer isto com firmeza: quando os pais vêm buscar os filhos à catequese para não participarem com eles na Eucaristia, estão a retirar-lhes precisamente a segunda parte da catequese.

É como ensinar uma criança a conhecer uma família e depois nunca a deixar estar com essa família.

A catequese prepara para a Eucaristia e a Eucaristia alimenta aquilo que se aprende na catequese.

Por isso, queridos pais: não entregueis a responsabilidade da educação cristã dos vossos filhos apenas ao catequista.

Vinde com eles. Participai com eles. Rezai com eles. Celebrai com eles.

E queridos catequizandos: esperamos por vós aqui. A igreja também é a vossa casa. A Eucaristia também é a vossa mesa.

E precisamos de mais “sins”

Mas há ainda outro apelo que hoje não podemos deixar de fazer.

Precisamos de catequistas.

Não podemos ficar à espera de que sejam sempre os mesmos a responder. A comunidade cresce quando cada um descobre que também pode servir.

Ser catequista não é apenas dar uma aula. É acompanhar crianças e jovens no encontro com Jesus. É semear. É estar presente. É testemunhar. É ajudar alguém a descobrir que Deus o ama.

Talvez alguém aqui já tenha pensado:
«Eu não tenho jeito.»
«Não sei se sou capaz.»
«Há pessoas mais preparadas do que eu.»

Mas a pergunta não é: «Sou perfeito para ser catequista?»

A pergunta é: «Senhor, estás a chamar-me?»

Se sentes esse apelo, não respondas “não posso” antes de experimentar.

Precisamos do teu SIM.

Precisamos do sim dos jovens, dos pais, dos avós, dos adultos. Precisamos de homens e mulheres que digam: «Aqui estou. Posso ajudar. Quero servir.»

O Senhor continua a dizer:
«Vai trabalhar na minha vinha.»

E talvez hoje a nossa comunidade precise menos de pessoas que digam «alguém devia fazer» e mais de pessoas que digam:

«Eu vou.»
«Eu ajudo.»
«Eu comprometo-me.»
«Sim, Senhor!»

Irmãos e irmãs,

O Evangelho de hoje não nos pergunta apenas o que dissemos no passado. Pergunta-nos o que estamos dispostos a fazer hoje.

Que o nosso “sim” não seja apenas uma palavra.

Que seja um “sim” à Eucaristia.
Um “sim” à comunidade.
Um “sim” à catequese.
Um “sim” ao serviço.
Um “sim” aos irmãos.
Um “sim” à missão.
Um "sim" à generosidade.

E, neste novo ano catequético, que haja muitos catequizandos a dizer “sim”, muitos pais a dizer “sim”, muitos catequistas a dizer “sim” e toda a comunidade a dizer:

SIM, SENHOR.
Eis-nos aqui.
Queremos trabalhar na tua vinha.

Amém.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

20 de Setembro, 2026 - 25º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: aqui
Na Vinha do Senhor

A Palavra de Deus deste domingo fala-nos da vinha do Senhor.
E o Evangelho toca numa coisa muito humana: as contas que fazemos uns com os outros e até com Deus.
O dono da vinha chama trabalhadores ao longo de todo o dia. Uns começam de manhã; outros chegam mais tarde; outros quase no fim.
E a todos diz:
«Ide também vós para a minha vinha.»
No fim do dia, paga a todos o mesmo.
E os que trabalharam desde manhã reclamam:
«Estes últimos trabalharam apenas uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós!»

É aqui que começa o nosso problema.
Nós fazemos contas.
Eu estou aqui há muitos anos.
Eu trabalhei.
Eu dei muito.
Eu fiz sacrifícios.
Eu estive sempre disponível.
E, sem darmos por isso, começamos a pensar:
«Por isso, eu mereço mais.»
Mais consideração.
Mais atenção.
Mais poder de decisão.
Mais privilégios.
Mais regalias.
Mas o Senhor pergunta:
«Estás com inveja porque eu sou bom?»
E aqui está uma palavra muito séria para todos nós:
Na vinha do Senhor, ninguém trabalha para comprar privilégios.
Quem serve não fica dono da vinha.
Quem trabalha muitos anos na Igreja não se torna proprietário da Igreja.
Quem dá muito não adquire direitos sobre os outros.
O serviço não é uma moeda de troca.
Se eu sirvo para ser reconhecido, já não estou a servir apenas por amor.
Se ajudo para depois exigir, já comecei a fazer contas.
Se trabalho na Igreja esperando tratamento especial, então já não compreendi o Evangelho da vinha.
Jesus não nos chama para sermos importantes.
Chama-nos para sermos servidores.
E isto vale para todos: para quem chega agora e para quem está aqui há cinquenta anos.
Porque ninguém pode dizer:
«Esta Igreja é minha.»
Não é.
A vinha é do Senhor.

E há ainda outra palavra muito bonita neste Evangelho.
O Senhor continua a chamar trabalhadores até ao fim do dia.
Isto significa que ninguém chega tarde demais para Deus.
Há quem tenha passado muitos anos afastado. Há quem tenha errado. Há quem tenha perdido a fé. Há quem nunca tenha encontrado o seu lugar na comunidade.
E o Senhor continua a dizer:
«Ide também vós para a minha vinha.»
Ainda há lugar.
Mas esta palavra também nos interpela a nós.
Não basta dizer:
«Eu já fiz muito.»
A pergunta é:
«O que estou disposto a fazer hoje?»
E sem exigir nada em troca.
Quem precisa de ser escutado?
Quem está sozinho?
Quem precisa de ajuda?
Quem precisa de ser acolhido?
Quem está à porta e ninguém convidou?

Talvez haja pessoas fora da vinha não porque tenham recusado o convite, mas porque ninguém as chamou.
E talvez essa seja uma das nossas maiores responsabilidades.
Não guardar a vinha para nós.
Abrir a porta.
Não fazer contas.
Servir.
Não procurar privilégios.

Amar.
E quando Deus é bom para alguém que chegou depois de nós, não devemos sentir que perdemos alguma coisa.
Pelo contrário.
Se mais uma pessoa encontrou o caminho de Deus, todos ganhámos.
A vinha é grande. O trabalho é muito. E há lugar para todos.
Por isso, quando o Senhor hoje nos diz:
«Ide também vós para a minha vinha»,
não respondamos:
«E o que é que eu ganho com isso?»
Respondamos:
«Senhor, onde precisas de mim?»
E depois façamos o que Ele nos pede.
Sem contas.
Sem privilégios.
Sem regalias.
Por amor.
Ámen.

Valverde: Nossa Senhora das Dores 2026

Noite de 15 de Setembro. Valverde celebrou a Senhora das Dores.Após a procissão de velas, com o andor da Senhora das Dores, que se iniciou na capela, teve lugar a Eucaristia celebrada junto ao nicho de Nossa Senhora das Dores e animada coralmente por pessoas de Valverde, que também proclamaram a Palavra de Deus. Após a Missa, seguiu-se a procissão de regresso à capela.
As pessoas estiveram na procissão e na Missa em silêncio e postura de fé, numa noite serena e agradável.
Falou-se de Maria. Das suas muitas dores. Mas também das suas alegrias. Ninguém se alegrou tanto com a Ressurreição de Cristo como a Sua Mãe!
Cristo é o centro da vida, do coração e do ensinamento de Maria: "Fazei tudo o que Ele vos disser."
Que em cada momento de dor, sintamos a presença amorosa e acolhedora de Nossa Senhor. Que nunca esperança desapareça! Que s nossas dores e alegrias sejam vistas no seguimento de Cristo e à luz do Seu Mistério Pascal!
Parabéns à comissão, à responsável pela Capela e às pessoas que deram o seu donativo e colaboração.
Parabéns às pessoas que marcaram presença.

Quando uma festa religiosa dá contas à comunidade

 Há exemplos que merecem ser conhecidos, não por serem extraordinários, mas porque mostram como uma festa popular religiosa pode ser organizada com sentido de comunidade, responsabilidade e transparência.

Há dias, participei numa Eucaristia dominical numa paróquia onde, no final da celebração, o pároco apresentou à comunidade as contas da festa da terra. Louvou os mordomos pelo trabalho realizado, pelo rigor na gestão dos dinheiros recebidos e pelo esforço desenvolvido para que a componente religiosa da festa decorresse com toda a beleza e dignidade, tanto na celebração da Missa como na procissão.

Depois, deu conta de uma decisão tomada em diálogo com os mordomos: as sobras da festa seriam aplicadas no restauro de um imóvel da paróquia. Uma pequena parte seria destinada à solidariedade, neste caso às vítimas do tremor de terra na Venezuela.

É um exemplo que merece ser registado.

Uma festa popular religiosa não deve ser pensada apenas em função dos dias da celebração. O trabalho dos mordomos começa muito antes e deve ter também em vista a criação de recursos que possam beneficiar a comunidade e a caridade.

Isso exige trabalho determinado na angariação de fundos, mas também uma gestão cuidadosa das despesas e das receitas. O objetivo não deve ser simplesmente realizar a festa e gastar tudo o que foi angariado. Deve existir a preocupação de conseguir um acréscimo que permita, no final, deixar algo de útil à comunidade e apoiar quem mais precisa.

Neste caso, houve ainda a preocupação de organizar as atividades da festa sem interferir com a Missa dominical e com as restantes ações da paróquia. E houve rigor na gestão das ofertas recebidas.

Porque o dinheiro dado pelo povo deve ser tratado com responsabilidade e transparência.

Por isso, a apresentação pública das contas é tão importante. Quem contribuiu para a festa tem o direito de saber quanto foi recebido, quanto foi gasto e qual o destino dado às sobras. "Quem vive com contas vive com honras", diz o conhecido ditado.

Também o destino das sobras não deveria levantar dúvidas. Numa festa religiosa, o resultado positivo deve reverter em favor da comunidade cristã e da caridade, de acordo com as orientações da Igreja e em diálogo com o pároco.

Não são verbas destinadas a convívios ou jantaradas. Não são dinheiro para ficar simplesmente à disposição da comissão seguinte. E não devem ser aplicadas segundo a vontade pessoal de quem integra a comissão de festas.

São recursos que resultaram do contributo de toda uma comunidade e que, por isso, devem regressar à comunidade sob a forma de obras, necessidades pastorais ou ajuda a quem precisa.

É este conjunto de atitudes — trabalho, cuidado com a celebração religiosa, gestão rigorosa, pagamentos atempados – civis e religiosos -,preocupação em gerar excedentes, prestação de contas e aplicação transparente das sobras — que dá verdadeiro sentido ao serviço dos mordomos.

Ninguém é obrigado a assumir essa responsabilidade. Mas quem aceita ser mordomo de uma festa popular religiosa sabe que não está apenas a organizar um programa festivo. Está a assumir uma tarefa ao serviço da comunidade e da Igreja.

E, quando esse serviço é feito com rigor e transparência, a festa não termina com a última celebração. Deixa também um resultado concreto para a comunidade e para a caridade.

É um bom exemplo. E, sobretudo, é um exemplo que deveria ser seguido.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Paróquia de S. Pedro de Tarouca: Catequese Paroquial 2026/2027

 Catequese é «tomar alguém pela mão e acompanhá-lo» - Papa Francisco

Um novo ano de Catequese Paroquial está prestes a começar. E começa com um desafio que continua tão atual como exigente: acompanhar crianças e jovens no caminho da fé, num tempo em que tantas referências mudaram e em que a transmissão da fé já não acontece da mesma forma que no passado.

Durante o mês de setembro, os pais cujos filhos vão frequentar pela primeira vez a catequese devem proceder à sua matrícula na Igreja Paroquial, antes ou depois das Missas dos fins de semana.

No dia 4 de outubro, às 15h, em Santa Helena, terá lugar o encontro dos catequistas, destinado à preparação do novo ano catequético, ao convívio do grupo e à celebração da Eucaristia.

O início da catequese para todos os grupos, do 1.º ao 10.º ano, está marcado para o dia 10 de outubro, às 15h, na Igreja Paroquial. É muito importante a presença de todos os catequizandos e dos seus pais.

A catequese tem duas partes

Há uma imagem simples que ajuda a compreender o que é a catequese paroquial: é como um jogo de futebol — tem duas partes. A primeira acontece na sala de catequese; a segunda acontece na Igreja, na celebração da Eucaristia.

E, tal como não há jogo de futebol completo quando se joga apenas uma parte, também não há catequese semanal completa sem as suas duas partes: catequese e Missa.

Por isso, a participação na Missa que se segue à catequese não é opcional nem um complemento para quem tiver tempo. Faz parte do próprio caminho catequético. Quando os pais chegam à porta da sala para levar os filhos embora e a família não participa na Eucaristia, fica por cumprir uma parte essencial da caminhada que escolheram para eles.

Um compromisso que começa por um gesto simples

Aos pais pede-se, por isso, um compromisso muito concreto: acompanhar os filhos até ao fim da catequese — e esse fim é a Eucaristia. Inscrever uma criança na catequese é importante. Levá-la à sessão semanal também. Mas ajudá-la a compreender que a caminhada culmina na celebração comunitária da fé é igualmente indispensável.

Aos catequistas cabe preparar e acompanhar. Aos catequizandos, participar e crescer. À comunidade, acolher e dar testemunho. E aos pais, assumir a responsabilidade de não interromper a caminhada a meio.

Sala de catequese e Igreja. Palavra e Eucaristia. Aprender e celebrar. As duas partes são necessárias.

Que este novo ano seja, para todos, uma caminhada feita por inteiro.

domingo, 13 de setembro de 2026

Senhor do Monte: Festa/convívio 2026

A Capela do Senhor do Monte é pertença da Junta de Freguesia.
Mais uma vez este ano, por iniciativa da Junta  de Freguesia de Tarouca, realizou-se a festa, que teve lugar no dia 13 de Setembro.
Este encontro/convívio tem sempre lugar no domingo a seguir à Festa de Nossa Senhora dos Remédios.
Durante a manhã, juntamente com responsáveis da Junta, voluntários ali prestaram vários serviços, mormente no tocante à confeção do almoço ao qual acorreu bastante gente e que decorreu em clima de alegria, simplicidade e mútua ajuda.
Pelas 15h horas, teve início a Eucaristia, presidida pelo Pedre Paulo Alves e cantada pela Banda de Tarouca, seguindo-se a procissão à volta da capela.
Seguiu-se um tempo de convívio e de partilha, com a presença de música e a realização de jogos populares. Entretanto, a Junta ofereceu o lanche.
Assinale-se o facto de muita gente ter acorrido ao local, tanto da  Freguesia de Tarouca como de outras terras. Tudo o que contribua para juntar as pessoas de uma freguesia tão dispersa é sempre bem-vindo. As pessoas souberam conviver fraternalmente em são espírito de partilha.
Com a atual Junta de Freguesia, presidida por Tiago Eusébio, os melhoramentos continuam, como o espaço merece e as pessoas desejam. Este ano, tivemos água corrente, quartos de banho de campanha e um tolde que cobriu o espaço frente à capela,  oferecendo sombra tantos aos que ali almoçaram como aos que participaram na Eucarista. 
Parabéns à Junta de Freguesia e a todos os que colaboraram, de uma forma ou de outra.
Aliás, no fim da Eicaristia,  o Presidente da Junta quis felicitar e ter uma palavra de agradecimento para com todas as   pessoas que ofereceram vários tipos de participação ou ofeceram bens.