domingo, 17 de março de 2024

Compareça!

🎶 Em Tarouca, a solidariedade ganha voz neste domingo, 𝟏𝟕 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨, pelas 𝟏𝟓𝐡𝟎𝟎.

🎟️ Não deixe de garantir o seu lugar neste evento especial no 𝐀𝐮𝐝𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐀𝐝𝐚́𝐜𝐢𝐨 𝐏𝐞𝐬𝐭𝐚𝐧𝐚.

🌟 Junte-se a nós num momento de música e solidariedade e contribua para uma causa nobre, trazendo consigo bens alimentares que serão destinados às famílias carenciadas do concelho.
 


sexta-feira, 15 de março de 2024

Estas datas são muito importantes para todos nós!


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Em 31 de Março, DIA DE PÁSCOA, muda a hora. Entra a hora de Verão




quinta-feira, 14 de março de 2024

17 de Março, 2024 - 5º Domingo do tempo da Quaresma - Ano B



Leituras: aqui

Admonição:

A colheita mais ou menos abundante da nossa vida dependerá sempre da nossa sementeira. Diz-nos Jesus, no Evangelho de hoje, que é preciso que o grão seja lançado à terra e é necessário que morra, para frutificar e dele podermos recolher o fruto. Importa que a oferta seja total para que a recolha seja inesgotável, que não termine.Dom António Couto salienta a disjunção que Jesus mostra ao distinguir “«o alimento que perece» e o que «permanece até à vida eterna»: o que perece é a «erva seca» ou «feno», cuja função no teclado textual é remeter para outro teclado que mostra que o que permanece é a Palavra por Deus dita, e por nós ouvida, recebida, distribuída, partilhada, saboreada, digerida e respondida, e que não se pode perder dela uma migalhinha, porque ela é verdadeiramente o corpo de Cristo e o seu sangue” (pg. 16).

"Se o grão morrer"

A Liturgia desse domingo deseja preparar os cristãos para os acontecimentos da Páscoa, que se aproxima: a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.
As leituras bíblicas ajudam neste sentido...


Na 1a Leitura, Deus propõe uma NOVA ALIANÇA. (Jr 31, 31-34)
É um dos trechos mais importantes do Antigo Testamento.
Deus tinha feito uma ALIANÇA no Sinai, entregando a Moisés mandamentos escritos em pedra...
O povo aderiu à aliança, contudo mais com a boca, do que com o coração.
O povo nunca interiorizou devidamente e muitas vezes foi infiel...
Por isso, o profeta Jeremias anunciou uma NOVA ALIANÇA, cujos mandamentos serão gravados no coração:
"Porei minha lei em sua alma, escreverei em seu coração.
Então eu serei seu Deus e ele será meu Povo".
A Aliança é renovada pelo Senhor, que perdoa e restaura.
* Nós também somos Povo da Nova Aliança, cujos mandamentos devem estar inscritos em nosso coração.
A Quaresma é o tempo de renovação da Aliança, iniciada no Batismo e rompida tantas vezes pela nossa fraqueza e infidelidade.

A 2ª Leitura afirma que essa nova Aliança, plena e definitiva, se realiza em Jesus Cristo, em perfeita obediência ao Pai. (Hb 5,7-9)

O Evangelho convida a olhar Jesus, que selou a Nova Aliança com o próprio sangue na Cruz. (Jo 12,20-33)
- Um grupo de gregos, que estavam em Jerusalém para celebrar a Páscoa, pedem: "Queremos ver Jesus!" , isto é, conhecê-lo em profundidade.
- Não se dirigem diretamente a Jesus, mas aos discípulos. Servem-se de dois mediadores: Felipe e André…
- Jesus FAZ-SE VER através de uma imagem: o GRÃO de TRIGO, que se desfaz, para produzir muitos frutos para todos.
“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão; mas, se morre, então produz muito fruto”.
O grão de trigo para se transformar em espiga deve desaparecer debaixo da terra.
A morte é a capacidade do grão liberar a vida que possui.

Para conhecer Jesus:
- Devem MORRER as seguranças humanas, o apego à própria vida e à sabedoria humana (que os gregos valorizavam tanto)...
- Deve MORRER tudo o que nos afasta do projeto de Jesus, que veio para que todos tenham vida em abundância.

* Precisamos de morrer para conhecer.
+ A Quaresma é tempo de renovação da Aliança iniciada no Batismo e rompida muitas vezes por nossa fraqueza e infidelidade.
O caminho da renovação foi traçado por Cristo: a CRUZ.
"Quando eu for elevado da terra (na cruz), atrairei todos a mim."
É o caminho para todo o discipulado...
+ "Queremos ver Jesus"
Esse pedido dos gregos é uma linda proposta de vida para todos nós.
É anseio de todos nós. Todos nós queremos ver Jesus.
O Documento de Aparecida nos lembra que "o início do cristianismo
é um encontro de fé com a pessoa de Jesus Cristo" (DA 243).
"A própria natureza do cristianismo consiste em reconhecer a presença de Jesus Cristo e segui-lo" (244).

Mas onde, quando, como encontrá-lo?
O Documento mostra uns lugares de encontro com Jesus Cristo:
- "O encontro com Cristo realiza-se na fé recebida e vivida na IGREJA". (246)
- Encontramos Jesus na SAGRADA ESCRITURA, lida na Igreja...
É indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus" (347).
- Encontramos Jesus Cristo na SAGRADA LITURGIA... a Eucaristia é o lugar privilegiado do encontro do Discípulo com Jesus Cristo" (250-251).
A celebração eucarística dominical é uma necessidade interior do cristão, da família cristã e da comunidade paroquial" (252).
- O sacramento da Reconciliação é o encontro com o Cristo que perdoa (254).
- A ORAÇÃO pessoal e comunitária cultiva a amizade com Cristo (255).
- "Jesus está presente no meio a uma COMUNIDADE viva na fé e no amor fraterno" (256).
- Também o encontramos nos pobres, aflitos e enfermos... (257).
- "Encontramos também na Piedade popular..." (258)
"Queremos ver Jesus" significa acolher a sua pessoa com alegria, por ser o centro e a motivação mais forte da própria existência, e a garantia que não se apaga.
+ "Senhor, queremos ver Jesus!"

Faz, Senhor, que teus discípulos reconheçam o teu rosto no rosto dos pobres.
Dá olhos para ver os caminhos da justiça e da solidariedade; dá ouvidos para escutar os pedidos de salvação e saúde; enriquece seus corações de fidelidade generosa e compreensão para que se façam companheiros de caminhada etestemunhas verdadeiros e sinceros da glória, que resplandece no crucificado, ressuscitado e vitorioso.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa -17-03.2024


CUSTA MORRER E PERDER


Senhor, queremos apenas triunfar, para isso fomos educados. Temos que ganhar aos outros, competir sem parar, medir-nos constantemente.
E Tu vens recomendar que percamos a vida, enquanto todos nos dizem para a aproveitarmos, para não sermos tímidos, que há que ser lobo, neste mundo feroz em que nascemos. Não te rendas, não te abandones, não te contenhas, não te compadeças, não olhes para os outros, para que dentro de ti não irrompa o amor, e chegue ao fim o jogo do desencontro, da comparação, das aparências, da vida de luxo para criar invejas à tua volta.

Quero seguir-Te, Senhor, quero perder a vida, o poder, o prestígio, a imagem, as mil coisas que açambarquei. Quero renascer para a simplicidade, e para a escuta atenta do outro, para que me importe tanto a sua vida como a minha, para que me doa toda a dor dos meus irmãos, para a vontade de me mostrar pequeno e frágil, tal como sou, para a partilha das minhas dúvidas, medos e fracassos, para triunfar e alcançar em conjunto, para a entrega total do meu ser. Senhor, ajuda-me a dar a minha vida, o meu tempo, as minhas coisas e o meu "eu". Nas Tuas mãos me coloco, faça-se em mim segundo a Tua vontade... Contigo ao meu lado... já não preciso de ganhar mais nada. Ámen

quarta-feira, 13 de março de 2024

Paróquia de S. Pedro de Tarouca parece um estaleiro!

Capela de Santa Apolónia, Castanheiro do Ouro

No Castanheiro do Ouro, prosseguem as obras para a construção da Capela de Santa Apolónia.
A parte rústica vai avançado, atualmente com a cobertura. Seguem-se as implantações das estruturas elétrica, canalização e som, bem como as escadas exteriores. Após isto vêm os reboques e trabalhos subsequentes.
A Comissão tem em mãos estudos e procura de soluções ajustadas para vitrais, iluminação, imagens, sacrário e outras estruturas precisas. 
  

Igreja Paroquial

Vitrais - Em breve, vão ser substituídas as partes danificadas pelo vandalismo, bem como as respetivas armações. Haverá alguma proteção especial,  visando reforçar a segurança  dos vitrais.
 
Casa Paroquial
Vão prosseguir as obras de restauro do edifício, com a colocação das estruturas de aquecimento, eletricidade, internet e posterior tratamento de paredes e chão.
Por carências económicas da Paróquia, as obras na Casa Paroquial têm decorrido a um ritmo  vagaroso.
  
Capela da Senhora das Necessidades
Na bela Capela de Nossa Senhora das Necessidades, decorrem atualmente obras de conservação e restauro, visando especialmente o bonito altar-mor, bastante degradado. As obras estão a cargo da equipa da Drª Carla Roçado.
  
Capela de Cristo Rei
Também a Capela de Cristo Rei, situada junto à monumental estátua de Cristo Rei, vai sofrer obras. O telhado está em péssimo estado e tem que ser substituído.  O "chapéu" em bom estado é indispensável à saúde de qualquer edifício.
Aguardamos, esperamos e confiamos na chegada da luz elétrica àquele centro de culto de onde se observa uma paisagem de rara beleza.

Centro Paroquial
Também o Centro Paroquial de Tarouca requer obras de manutenção e restauro. O tempo não perdoa e deixa as suas marcas.
Mormente portas, janelas e varandas requerem intervenção.

Valverde
A Capela de Santa Tecla, em Valverde, está agora ainda mais bonita! Há muito pouco tempo, foi alvo de uma intervenção de requalificação do telhado e fachadas, realizada pela Câmara Municipal de Tarouca, tendo em vista a sua preservação.
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Claro, fora outras obras normais de preservação, melhoramento e outras de administração corrente
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A todos os  que são desta Paróquia, residentes ou  emigrados, a todos os que possuem casa ou interesses económicos, a todos os amigos, pedimos:
- Não é puxando cada um para seu lado, que vamos a algum lugar. A hora presente pede-nos que puxemos todos para o mesmo lado, ultrapassando divergências antigas ou atuais.  Unidos vamos longe, damos força à esperança, somos mais fortes, conseguimos.
- O crente sabe que nada de bom e de belo se consegue sem Deus. Então ponha na sua oração diária esta intenção, levando-a com fé ao coração de Deus. Rezemos pelas obras, peçamos a ajuda e a bênção de Deus para os trabalhos. Que o Senhor mova os corações rumo à unidade e à generosidade.
- Positividade e apoio. Apoiemos as Comissões,  alimentemos conversas positivas sobre as obras, conquistemos outras pessoas para esta causa bela e nobre. Uma areia sozinha pouco significa, mas muitas areias juntas formam um belo areal.
- Por fim e muito importante, sejamos generosos e de generosidade constante. Para Deus sempre o melhor! Demos até nos doerem as mãos de dar e sentiremos o coração em festa. Deus não deita em saco roto o que fazemos pela Sua causa…
A religião verdadeira mexe com o seu bolso. Por isso, não acredite numa religião que não lhe mexe com o bolso!
GRATIDÃO
A Paróquia agradece toda, mas mesmo toda, a colaboração dada pela Câmara Municipal e pela Junta de Freguesia para estas e outras obras.  
Colaboração essencial para que o património seja conservado ou edificado.

sexta-feira, 8 de março de 2024

Dia Internacional da Mulher - "Este é também o dia para pedir perdão às mulheres pelos maus tratos. Também na Igreja..."

Se tivemos, a dada altura, de instituir um "Dia da Mulher", foi (e é ainda) porque estivemos (e estamos ainda) bem longe de reconhecer a dignidade da mulher, não simplesmente para restabelecer uma justa igualdade, sem anular a diferença, mas para valorizar o seu génio feminino, que enriquece de modo único a nossa humanidade.

Não sei falar da Mulher, como ela mereceria, nem simpatizo com machismos de saias, mas tenho para mim uma coisa muito simples, da experiência de vida: quando penso no melhor, no mais alto, no mais longe, no mais profundo, no mais extraordinário... seja em que âmbito for (da humanidade, da fé, da cultura, da sabedoria, do heroísmo, da santidade) vejo sempre um rosto feminino.

Na galeria de pessoas que marcaram a minha vida, desde a mãe à madrinha, as mulheres estão em esmagadora maioria.

Sei que há muitos argumentos «pesados» da Tradição e de uma certa antropologia (ou não será «andrologia»?) para justificar "o travão" do acesso das mulheres ao diaconado feminino e mais ainda à hipótese do ministério presbiteral.

Sei que o assunto não é pacífico, precisa de clarificação, de confronto, de discernimento, de passos firmes, mas, de facto, andamos a discutir o «sexo» dos ministérios, quando São Paulo diz algo de tão óbvio e de tão esquecido: "em Cristo, não escravo nem livre, não há grego nem judeu, não há homem nem mulher; todos vós sois um em Cristo Jesus".

Talvez isso bastasse para nos examinarmos sobre a triste figura que fizemos e fazemos, alinhando mais pelo espírito do mundo (machista) do que pela revolucionária igualdade da dignidade da mulher testemunhada pela Escritura, nos relatos das origens, por Cristo e pela Igreja nascente. Às vezes, nem sei se temos a noção do ridículo, que é o simples facto de ainda andarmos a discutir, como se a mulher não fosse carne da minha carne e estivesse condenada a ser carne de segunda.

Este é também o dia para pedir perdão às mulheres pelos maus tratos. Também na Igreja, há que dizê-lo, que ainda não se libertou deste pecado original.

Um obrigado, do mais fundo do coração, a todas as mulheres, que me ofereceram, com a sua maternidade, com a sua intuição, com sua doação, as coisas mais belas da vida. Venha o tempo em que este Dia tenha passado à história.
Amaro Gonçalo, Facebook


quinta-feira, 7 de março de 2024

ORAÇÃO - "Nós somos os verdadeiros adoradores..."


A oração é o sacrifício espiritual que aboliu os sacrifícios antigos. De que Me serve, diz o Senhor, a multidão dos vossos sacrifícios? Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura dos vitelos; não quero o sangue de touros, cordeiros e cabritos. Quem pediu semelhantes ofertas das vossas mãos?

   O Evangelho ensina-nos o que pede o Senhor: Vai chegar a hora, diz o Senhor, em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade. Deus é espírito, e por isso deseja um culto espiritual.

   Nós somos os verdadeiros adoradores e os verdadeiros sacerdotes que, orando em espírito, em espírito oferecemos o sacrifício da nossa oração, como vítima digna de Deus e agradável a seus olhos, a vítima que Ele pede e espera.

   Esta vítima, oferecida de coração sincero, nascida da fé, alimentada pela verdade, coroada pelo amor, íntegra e sem mancha, inocente e casta, é a que devemos levar ao altar de Deus, acompanhada pelo solene cortejo das boas obras, no meio de salmos e hinos; ela nos alcançará de Deus tudo o que pedimos.

   Que poderá Deus negar à oração que procede do espírito e da verdade, se foi Ele próprio que assim a exigiu? Todos nós lemos, ouvimos e acreditamos como são grandes os testemunhos da sua eficácia.

Nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome; e no entanto não recebera ainda de Cristo toda a sua eficácia.

   Quanto mais eficaz não será a oração cristã? Talvez não faça derramar sobre o fogo o orvalho do Anjo, não feche a boca dos leões, não leve a refeição aos segadores famintos, não impeça milagrosamente o sofrimento [como lemos no Antigo Testamento]; mas vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, aumenta a graça aos que sofrem com fortaleza, para que vejam com os olhos da fé a recompensa reservada aos que sofrem pelo nome de Deus.

   No passado, a oração fazia vir as pragas, aniquilava os exércitos, impedia o benefício das chuvas. Agora, porém, a oração afasta toda a ira de Deus, vela pelo bem dos inimigos e roga pelos perseguidores. Será para admirar que faça cair do céu as águas [do Espírito], se conseguiu também que descessem do céu as línguas de fogo? Só a oração vence a Deus. Mas Cristo não quis que ela servisse para fazer mal algum; quis antes que toda a eficácia que lhe deu fosse apenas para servir o bem.

   Por isso ela não tem outra finalidade senão tirar do caminho da morte as almas dos defuntos, robustecer os fracos, curar os enfermos, libertar os possessos, abrir as portas dos cárceres, desatar as cadeias dos inocentes. Ela perdoa os pecados, afasta as tentações, extingue as perseguições, conforta os pusilânimes, enche de alegria os generosos, encaminha os peregrinos, acalma as tempestades, detém os salteadores, alimenta os pobres, ensina os ricos, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam, confirma os que estão de pé.

   Oram todos os Anjos, ora toda a criatura; oram à sua maneira os animais domésticos e as feras, que dobram os joelhos e, ao saírem dos estábulos e das tocas, levantam os olhos para o céu e não em vão abrem a boca, fazendo vibrar o ar com suas vozes. Também as aves, quando levantam voo, elevam-se para o céu e, em vez das mãos, estendem as asas em forma de cruz, dizendo alguma coisa que se assemelha a uma oração.

   Que mais podemos acrescentar sobre o dever da oração? O próprio Senhor também orou. A Ele a honra e o poder pelos séculos dos séculos.

Do Tratado de Tertuliano, presbítero, sobre a oração
(Cap. 28-29: CCL 1, 273-274) (Sec. III)

10 de Março, 2024 - 4º Domingo do tempo da Quaresma - Ano B

Admonição

Segundo o Evangelho deste domingo, Cristo veio ao mundo para que o mundo seja salvo, para que fique repleto de Deus, inundado da luz que dissipa as trevas, envolvido pela graça da salvação. Assim, todo aquele que acredita no Filho unigénito de Deus fica inesgotavelmente saciado.
Dom António, na carta pastoral deste ano, faz eco da experiência dos nossos jovens participantes na Jornada Mundial da Juventude, que ficaram saciados. Diz o nosso Bispo: “Os jovens da nossa diocese de Lamego confessam que foram e viram, tocaram e sentiram, não qualquer coisa ou qualquer novidade de última hora, mas o Verbo da Vida, e estão prontos para testemunhar que Jesus Ressuscitado entrou nas suas vidas e as transformou e nelas continua a operar transformação e missão” (pg. 5).

Na  caminhada para a Páscoa, chegamos ao quarto domingo da Quaresma, também chamado como domingo “Laetare”, isto é, da alegria, porque se aproxima a Páscoa, o dia da vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.
As Leituras oferecem a razão mais profunda desta alegria: Elas recordam que, apesar da nossa indignidade, somos os destinatários da misericórdia infinita de Deus.

A 1ª leitura revela a Justiça e a Misericórdia de Deus no tempo do exílio e da libertação. (2Cr 36,14-16.19-23)
É um resumo da História da Salvação, em três momentos: O PECADO do homem, o CASTIGO e o PERDÃO de Deus.
O Povo foi infiel à Aliança. Por isso, Jerusalém foi destruída e sua elite foi deportada para a Babilônia.
Mas Deus não abandona o povo, apesar das infidelidades.
O povo arrependido voltou seu coração para Deus e Deus o conduziu de volta à sua terra.
Deus é mais misericórdia, do que justiça...

Na 2ª Leitura Paulo afirma: "Deus é rico em misericórdia...
"Quando estávamos mortos por causa de nossas faltas, Ele nos deu a vida com Cristo." (Ef 2,4-10).
A Salvação é um dom de Deus: a salvação, presente de Deus, chega a nós mediante a fé em, por e com Cristo...

No Evangelho, Jesus  revela-Se como Salvador e não Juiz.
A missão de Cristo no mundo e na história é salvar e não condenar. (Jo 3,14-23).
É a conclusão do diálogo de Jesus com NICODEMOS, que nas "trevas da noite", vem falar com Jesus à procura de "Luz".
No final, descreve o projeto de Salvação de Deus: "Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu próprio filho e este não veio para julgar o mundo, mas para salvá-lo".

Nesse diálogo com Nicodemos, encontramos TRÊS ETAPAS.
- Na primeira, Nicodemos reconhece a autoridade de Jesus, graças às suas obras; mas Jesus acrescenta que isso não é suficiente: o essencial é reconhecer Jesus como o enviado do Pai.
- Na segunda, Jesus anuncia a Nicodemos que, para entender a sua proposta,  preciso "nascer de Deus" e explica ser necessário um novo nascimento, a partir "da água e do Espírito".
- Na terceira etapa, Jesus descreve a Nicodemos o projeto de salvação de Deus: é uma iniciativa do Pai, tornada presente no mundo e na vida dos homens através do Filho e que se concretizará pela cruz.

No deserto, os hebreus olhavam para a serpente levantada por Moisés como sinal de cura e libertação.
Faz lembrar a CRUZ onde foi levantado o Filho do homem.
Da Cruz de Jesus brota a vida e a saúde para toda a terra.
Ao olhar com fé para esse sinal, ficamos curados...

O texto  convida a contemplar uma História maravilhosa: o Amor de Deus oferece ao homem vida plena e definitva.
Aos homens compete aceitar ou não o dom de Deus.
Jesus não veio condenar e excluir ninguém da salvação.
Ele é a luz divina enviada ao mundo para mostrar o caminho da verdade e da vida que conduz a Deus.
As pessoas podem rejeitar Jesus e sua missão, permanecendo nas trevas do egoísmo, rejeitando Jesus e sua missão; ou então aceitar Jesus e seguir seu projeto, deixando-se envolver pela luz da fé e da salvação.
João define o caminho para chegar à vida eterna: CRER EM JESUS:
- Não é uma mera adesão intelectual a umas verdades mas acolher JESUS enviado pelo amor do Pai para salvar os homens.
- É escutar Jesus, acolher a sua mensagem e segui-lo nesse caminho.
- É deixar as trevas e caminhar para a Luz… É aceitar essa Luz...
Isso supõe desfazer-se de muitos projetos pessoais.

O julgamento final como fica?
- Segundo João, o julgamento não é pronunciado por Deus, mas pela escolha que cada um faz diante da Luz de Cristo.
"Quem nele crê, não é condenado. Mas quem não crê, já está condenado...
A Luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas."

Por isso, a decisão no julgamento:
- não é propriamente Deus que faz... somos nós que escolhemos...
- não é apenas no fim do mundo, mas é aqui e agora.
Cada instante da vida é tempo de salvação ou de condenação...

Salvam-se os que praticam a Verdade e se aproximam da "Luz".
Condenam-se os que praticam o mal e preferem as "trevas".
A salvação é um dom gratuito de Deus oferecido a todos...
Tudo depende da nossa aceitação ou não à proposta de Cristo.

O Evangelho fala do amor de Deus que chega ao ponto de dar o seu próprio Filho e insiste também na responsabilidade do homem, que deve fazer uma escolha diante dessa proposta de amor.
Cristo quer ser o nosso Salvador, não o nosso Juiz...
Qual será a nossa escolha? Preferimos a Luz ou as Trevas?


Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 10-03.2024

A HUMANIDADE ESTÁ ÀS ESCURAS 
Deus é a luz que ilumina as nossas trevas. 
 Ele sabe o que nos ocupa e preocupa, conhece as penas por que passamos, vê todos os que sofrem e choram. 
 Deus conhece bem a dor da doença e da solidão, os nossos medos são-Lhe familiares, envolve-nos quando nos dói o coração e acompanha-nos quando nos dilacera a saudade. 
 Deus sabe dos meninos da rua e das mulheres da esquina, conhece os desempregados, os drogados e as mães fatigadas, os tristes, os aborrecidos, os que não sabem exprimir o amor, os que vivem na rotina de uma quotidiana ausência de Deus. 
 Jesus conheceu a dor na cruz e o abandono, mas ressuscitou para nos dizer que está ao nosso lado e com Ele podemos lutar contra todas as dificuldades, pois vem iluminar os nossos espaços obscuros e os períodos sem luz que parecem eternos. 
 Hoje é a festa dos que se sentem perdidos e sós, dos sérios, dos cansados e dos desanimados, dos incuráveis e dos moribundos, e dos que estão mortos por dentro. 
Jesus vem ressuscitar-nos. 
Deus vem trazer luz, calor e Vida abundante, Jesus quer que vivamos com amor transbordante.

quarta-feira, 6 de março de 2024

Ao encontro dos doentes


Em vários dias de março, o Pároco e elementos do GASTA realizaram a visita quaresmal aos doentes da Paróquia Tarouquense. A eles o GASPTA ofereceu uma prendinha.

Diz o aforismo: "Diz-me o que sofreste e eu dir-te-ei o que cresceste." Sim, podemos e devemos amadurecer com o sofrimento. Ninguém o quer - e muito bem! Mas se temos que passar por ele, então não permitamos que nos faça sofrer duas vezes!  Quando ao sofrimento acrescentamos  derrotismo ou revolta, a cruz dobra.

Ao sofrimento respondamos com serenidade e otimismo. Cada um tem que ser médico de si mesmo.

A pessoa crente, não desperdiça o sofrimento quando tem de passa por ele. Oferece-o em união com Cisto crucificado pela salvação do mundo.  Se quisermos, podemos ser corredentores com Cristo e em Cristo.

Obrigado, irmãos doentes, por nos receberdes em vossa casa ou na instituição onde estais. Obrigado por tudo o que nos ensinastes sem usardes muitas palavras. Parabéns pelo testemunho da fé, pois a grande maioria de vós quis celebrar o Sacramento da Confissão.

Obrigado às famílias dos doentes que nos receberam com simpatia e, ainda mais, pelo cuidado, carinho e dedicação com que cuidam dos seus doentes.

Uma palavra de muita estima e reconhecimento para com os elementos do GASPTA que marcaram presença nestas visitas às periferias existenciais onde o sofrimento, a solidão e a esperança caminham, tantas vezes, de mão dada. Ao sr Manuel Gomes, nosso motorista, e às senhoras D. Ana, D. São, D. Teresa, D. Luísa, D. Paula, D. Lucinda, D. Ana Maria,  a nossa gratidão pela organização, realização da visita e pela prendinha levada a cada doente, como sinal do carinho que a comunidade sente por quem sofre. Outros elementos do GASPTA gostariam de ter estado, mas os afazeres, a falta de saúde e compromissos impediram-nos.

Uma palavra de imensa gratidão para com os Ministros Extraordinários da Comunhão, que mensalmente visitam e levam Nosso Senhor aos doentes. São a presença continuada da comunidade cristã junto de quem sofre.

terça-feira, 5 de março de 2024

sexta-feira, 1 de março de 2024

"... hoje o perigo mais feio é a ideologia do género, que apaga as diferenças” - Papa Francisco


O PAPA ASSUMIU HOJE A SUA PREOCUPAÇÃO COM O “PERIGO” DA IDEOLOGIA DO GÉNERO, SUBLINHANDO A NECESSIDADE DE VALORIZAR A “DIFERENÇA” ENTRE HOMENS E MULHERES.

- “Pedi estudos sobre esta feia ideologia do nosso tempo, que elimina as diferenças e torna tudo igual; eliminar as diferenças é eliminar a humanidade. O homem e a mulher, pelo contrário, estão numa tensão fecunda”

- “Existo e vivo em relação àquele que me gerou, à realidade que me transcende, aos outros e ao mundo que me rodeia, em relação ao qual sou chamado a abraçar com alegria e responsabilidade uma missão específica e pessoal”
(Agência Ecclesia)

A ideologia de género não é ciência. É, como o seu próprio nome indica, ideologia, ou seja, uma interpretação política da natureza e da sexualidade humanas. (Gonçalo Portocarrero de Almada)

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

3 de Março, 2024 - 3º Domingo do Tempo da Quaresma - Ano B

Leituras: aqui

Admonição:
A tentação do comércio bateu à porta do coração do homem, desde muito cedo, na história humana. Há dois mil anos, em Jerusalém, os vendilhões faziam os seus negócios dentro do templo, o que obrigou Jesus a usar da força para os expulsar. Hoje não vendemos nos templos, mas fazemos das superfícies comerciais autênticos santuários, onde acorremos e compramos aquilo de que nem sempre precisamos e que, por isso, não sacia o coração, apenas inflama o desejo de continuar a consumir.
Na sua carta pastoral, Dom António Couto avisa-nos que “afinal há um lugar novo, um mercado novo, onde até Jesus vai fazer compras. E compra-se sem dinheiro e sem pagar. Chama-se Deus esse lugar. Chama-se Pai”(nº5). 

A Lei e o Templo

Nas nossas casas, costumamos limpar todos os dias. Assim mesmo, de vez em quando sentimos a necessidade de uma limpeza geral... lavamos as paredes... o teto...os vidros... para tirar o mofo que se foi acumulando...
A Quaresma também é um tempo de purificação, propício para renovar nossa vida cristã e purificar o nosso coração daquelas impurezas que foram se acumulando ao longo do tempo.
As leituras bíblicas tratam de dois pontos fundamentais da religião judaica:
a Lei de Deus e o Templo, que, com o passar do tempo, também estavam precisando de uma purificação...
Cristo apresenta-Se como a nova Lei e o novo Templo.

Na 1a Leitura, Deus entrega a LEI, num contexto de êxodo e de Páscoa, como parte de uma Aliança. (Ex 20,1-17)
- É um momento fundamental na história da Salvação.
Deus apresenta-Se desde o começo como Libertador:
"Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou da escravidão do Egito".
Os 10 mandamentos brotavam do amor de um Deus "Libertador",
que depois de ter libertado seu povo da escravidão material do Egito,
queria libertá-lo também da escravidão moral das paixões e do pecado.
- Deus não deu as leis do Decálogo para serem um atentado
contra a liberdade humana. Pelo contrário, para que os homens 
sejam livres e respeitem a liberdade dos outros.
- Os Mandamentos indicavam o caminho seguro para ser feliz e
ser o Povo da Aliança, colaborador de Deus no Plano da Salvação…
- Mas Israel não foi fiel a esse compromisso: muitos abusos e desvios esvaziaram o verdadeiro sentido do decálogo…
- Era necessário restaurar a antiga Lei, completá-la, aperfeiçoá-la…
sobretudo no sentido do amor e da interioridade…
libertando-a de todo formalismo.
Precisava-se de uma Nova Aliança, uma NOVA LEI. É o que Cristo veio realizar:
"Não vim suprimir a Lei… mas completar, aperfeiçoar…"

Na 2ª Leitura, Paulo afirma que seu projeto de Salvação passa pela morte na cruz:
"Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e
loucura para os gentios" (1Cor 1,22-25)
A Cruz de Cristo pode parecer loucura e sinal de fraqueza.
Todavia, Deus transformou a cruz em sabedoria e caminho de salvação.

No Evangelho, Jesus apresenta-Se como o NOVO TEMPLO… (Jo 2,13-25)
O Templo era um lugar muito sagrado para os judeus.
Todo judeu devia ir ao templo ao menos uma vez por ano para oferecer um sacrifício a Deus.
Estas ofertas para os sacrifícios faziam girar muito dinheiro...
e provocavam abusos e exploração.
O gesto "VIOLENTO" de Cristo não é apenas zelo de purificação do templo.
É anúncio da abolição do velho templo e do culto aí celebrado.
O antigo templo já tinha concluído a sua função.
Surgirá um novo templo, não construído de pedras e por mãos humanas, mas o "lugar da Presença" viva de Deus: JESUS CRISTO.
Passamos do templo de pedra (projeto de David e realizado por Salomão) ao Templo sonhado pelos profetas (fonte de vida e luz para todos os povos), para chegar ao Senhor ressuscitado, o templo verdadeiro em quem Deus manifesta a sua glória em favor de todos os homens.
Caminhamos todos para um "templo definitivo", que se identifica
com o mundo inteiro, quando esse se converte em casa do Pai, isto é, a casa onde todos os homens se reconhecem irmãos.
Jesus convida-nos a sermos templo no qual está presente Deus e nele se oferece um verdadeiro culto "em espírito e verdade..."
Qual o Templo que devemos purificar?
- Nosso coração deve ser um sinal de Deus para os irmãos.
- Nossas comunidades devem dar testemunho da vida de Deus.
- A Igreja deve ser essa "Casa de Deus" onde as pessoas podem encontrar a proposta de libertação e de Salvação que Deus oferece a todos.
- O "Culto", que Deus aprecia, deve ser uma vida vivida na escuta de suas propostas e traduzida em gestos concretos de doação, de entrega, de serviço simples e humilde aos irmãos.
- Jesus purificou o templo de seus profanadores e convida a purificar também o templo de nosso coração.
* Qual a nossa atitude diante da Lei de Deus?
É uma cerca que nos prende ou um caminho seguro para uma vida feliz?
* Qual o respeito que temos na casa de Deus... (antes, durante, depois…)
- Se Cristo voltasse hoje às nossas igrejas… o que aconteceria?
A quem deveria expulsar com o chicote?

A Semana da Caritas lembra outro templo sagrado, profanado pelo egoísmos e pela indiferença: a pobreza, o sofrimento, o abandono, o racismo, a miséria.
Essa celebração deve nos levar a refletir sobre o ESPÍRITO com que vivemos a nossa religião: diante da Lei de Deus, nas práticas religiosas de nossa religião e no respeito à pessoa humana !…
Só assim o nosso culto será realmente agradável a Deus!
"Vós sois todos irmãos e irmãs" (Mt 23,8)

                                                                Pe. António Geraldo Dalla Costa - 03.03.2024

FURIOSO, IMPUSESTE NO TEMPLO OS TEUS LIMITES 
E hoje quero que mos imponhas a mim, que me graves a fogo na alma aquilo que não me posso permitir, o que me afasta de Ti e de uma vida digna, o que me impede de ser pessoa e, sobretudo, de viver no amor.
 Jamais me deixes viver sem a Tua amizade, Senhor, nem permitas que me instale na rotina, ou abandone a minha oração diária, ou pense em mim mais que nos outros, ou critique e espalhe más notícias, nem que compre barato explorando alguém. Jamais me deixes ser medíocre, Senhor, ou viver sem um projeto pessoal, ou permitir a injustiça à minha volta, ou aproveitar-me de algo ou de alguém, ou ser negativo nas conversas ou manipulador nas ações. 
 Jamais me deixes acomodar-me, Senhor, ou viver indiferente à vida das outras pessoas, ou achar-me superior à restante gente, ou desistir de ver a riqueza melhor distribuída, ou ocupar-me só da minha família, ou deixar de me oferecer, como Tu, a todos. Não permitas, Senhor, que Te use, nem que me creia um dos justos, um dos bons, nem que adormeça sobre os meus louros, nem que descanse até o mundo ficar melhor, nem que desista de construir uma Igreja nova. Purifica-me, Senhor, aqui me tens… Ámen

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

domingo, 25 de fevereiro de 2024

Celebram hoje as suas Bodas de Prata





A comunidade celebrou em 25 de fevereiro as Bodas de Prata dos casais que as festejam durante o ano de 2024. Anteriormente havia sido dirigido um convite pessoal a cada casal. Quatro aceitaram o convite: Alcino José e Sandra Carla, Paulo Orlando e Carla Fonseca, Vítor Correia e Sandra Maria, José Damião e Maria José. Um casal, em Bodas de Ouro, anunciou que estaria presente, mas tal não se verificou. Oxalá que nada de grave tenha acontecido.

Num período em que cada vez mais não se dá importância à família e se desvalorizam os valores que só no seio da família se podem aprender, agradecemos a sua presença e, sobretudo, enaltecemos as suas vidas em família.
Que a Sagrada Família de Nazaré continue a ser o seu modelo e lhes continue a mostrar o caminho a seguir e que eles próprios possam servir de modelo a todos os casais mais jovens da nossa Paróquia.

Àqueles que gostariam de ter vindo mas não puderam - esta zona tem uma forte corrente migratória - dizemos que estamos unidos a eles. Aos que não quiseram vir, afirmamos que não perdemos a esperança.

Os casais presentes participaram na Celebração e renovaram os seus compromissos matrimoniais.

Foi com alegria e emoção que os acolhemos e assistimos à sua Bênção como casais.Foi encantador aquele momento em que pais e filhos presentes uniram as mãos para um prece de agradecimento e de súplica pela paz, harmonia e encantamento no lar.
Foi com grande convicção que desejamos que as famílias sejam espaço de paz que brota da caridade. Afinal nada agrada mais aos pais do que sentir que os filhos se dão bem, são unidos e solidários.

Foi com imensa confiança que a comunidade entregou a cada casal um pequena lembrança com a certeza de que vale a pena celebrar um amor sem prazos de duração.
Foi com entusiasmo que revoou pelo templo o "Parabéns a Vocês".

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

25 de Fevereiro, 2024 - 2º Domingo do Tempo da Quaresma - Ano B

Leituras: aqui
 

Admonição: 

A nossa oração mais imediata e frequente é a de súplica, de pedido a Deus, que sabemos que nos pode valer nas maiores aflições. No entanto, é igualmente importante e necessária a oração de louvor e ação de graças, como aquela que faz Pedro no cimo do Monte Tabor, quando Jesus se transfigura diantes deles: “Mestre, como é bom estarmos aqui” .

O nosso bispo, na sua carta pastoral, convida-nos a dar graças pelo que sobra, e sobra tudo no milagre eucarístico. Diz-nos ele: “Não se trata de umas sobras quaisquer. É o próprio corpo de Cristo e a Palavra da Escritura… O verbo grego usado para dizer sobrar implica o excesso que ultrapassa toda a medida e a abundância sempre a transbordar, sem diminuição, nem fim” (pg. 15).

"Escutai-o"


 Aqui estamos reunidos em assembleia para ESCUTAR a Palavra de Deus e celebrar a Eucaristia.
A Escuta dessa Palavra revela os Planos de Deus e aponta o caminho a seguir para chegar à vida plena.
As leituras bíblicas de hoje apresentam dois exemplos na CAMINHADA NA FÉ: a fé de Abraão e a fé dos Apóstolos.

A 1a Leitura fala da fé de Abraão. (Gn 22,1-2.9.10-13.15-18)
A narrativa faz parte das "tradições patriarcais", sem caráter histórico.
Destina-se a apresentar Abraão como MODELO DE FÉ:
Ele vive numa constante ESCUTA da Palavra de Deus, aceita os apelos de Deus, e responde com obediência total, mesmo oferecendo o filho Isaac.
Abraão ensina a confiar em Deus, mesmo quando tudo parece cair à nossa volta,
e quando os caminhos do Senhor se revelam estranhos e incompreensíveis.
Sua obediência tornou-se uma fonte de vida para ele, para a sua família e para todos os povos...
O sacrifício de Isaac é símbolo do sacrifício de Jesus.
Isaac foi substituído por um cordeiro, Cristo é o verdadeiro Cordeiro
sacrificado para a salvação do mundo.

Na 2a Leitura, Paulo retoma a figura de Isaac, 
subindo o monte Moriá, com a lenha do sacrifício às costas, como imagem de Cristo que também sobe o monte Calvário, carregando às costas o lenho da Cruz. (Rm 8,31-34)
É um hino, em que Paulo canta entusiasmado o Amor de Deus.
O fundamento de nossa fé é o amor fiel e incondicional a Deus.

O Evangelho apresenta a fé dos Apóstolos, fortalecida na Montanha, pela Transfiguração de Jesus. (Mc 9,2-10)
Na caminhada para Jerusalém, o 1º Anúncio da Paixão e Morte de Jesus abalou profundamente a fé dos apóstolos.
Desmoronaram seus planos de glória e de poder.
Para fortalecer essa fé ainda tão frágil… Cristo tomou três deles... subiu o Monte Tabor e "TRANSFIGUROU-SE…"
- Proposta de Pedro: "É bom estar aqui! Vamos fazer três tendas..."
- Proposta de Deus: "Este é o meu Filho amado, ESCUTAI-O!".

* A transfiguração de Jesus é uma Catequese que revela aos discípulos e a nós Quem é Jesus: o FILHO AMADO DE DEUS:
Um novo MOISÉS que dá ao seu povo uma NOVA LEI e através de quem Deus propõe aos homens uma NOVA ALIANÇA
As figuras de Elias e Moisés ressaltam que a Lei e as Profecias são realizadas plenamente em Jesus.
O mundo transforma-se quando acolhemos a voz do Pai...
+ Na nossa caminhada para a Páscoa, somos também convidados a subir com Jesus a montanha e, na companhia dos 3 discípulos, viver a alegria da comunhão com ele.
As dificuldades da caminhada não podem nos desanimar.
No meio dos conflitos, o Pai mostra desde já sinais da ressurreição e do alto daquele monte ele continua a nos gritar:
"Este é o meu Filho amado, ESCUTAI-O".
- Não desanimemos, os Planos de Deus não conduzem ao fracasso, mas à Ressurreição, à vida definitiva, à felicidade sem fim.

+ Vocês têm fé? O que é ter fé? O que é mesmo a fé?
É apenas uma adesão da inteligência a algumas verdades,
que decoramos na catequese? É muito mais...
A FÉ É:
- É a Adesão de nossa vida a Deus...
É acolher Deus que quer fazer sua história junto conosco...
É fazer a vontade de Deus... (tanto no Tabor, como no Calvário)
- É um Dom gratuito de Deus (Não foi Abraão que tomou a iniciativa)

A FÉ EXIGE
:
- Uma Resposta da pessoa a uma Palavra, a uma Promessa...
- Um Serviço pronto e generoso na Obra de Deus...
- Uma Ruptura: Deixar a terra dos ídolos que nos prendem… e abraçar o desconhecido… (experiência de Abraão)
- Escutar atentamente tudo o que Jesus diz, seguindo seus passos com confiança total, mesmo nos momentos difíceis e incompreensíveis…
- Reconhecer esse Cristo desfigurado, presente na pessoa dos irmãos... e estender a mão para servi-los...
É fácil reconhecer o Cristo transfigurado no Tabor…
Mais difícil é reconhecê-lo desfigurado no Monte Calvário...

- Ação: Não podemos ficar no Monte... de braços cruzados....
Descer a montanha foi para os discípulos muito mais difícil do que subi-la.
Pedro deseja estabelecer-se no alto da montanha e ali vivenciar a vida cristã como se fosse um eterno retiro, longe do barulho das pessoas, das cidades...
Um lugar ideal para viver de contemplação.

Quando ouvimos a própria voz, deixamos de ouvir a voz de Deus.
O seguidor de Cristo deve "descer o monte" para enfrentar o mundo e os problemas dos homens e testemunhar aos homens o dom da vida.
Somos todos convidados a ser Missionários da Transfiguração
…
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 25.02-2024

Pós-Comunhão

JUNTO A TI, TRANSFIGURAMO-NOS 

Sempre que passamos uns instantes a orar,

sentimos que nos mudas o ânimo,

que nos sossegas o espírito,

que nos afastas das preocupações

e eliminas o stress da nossa vida.

Quando nos abandonamos em Ti,

quando vivemos a vida na Tua companhia,

quando fazemos as coisas contigo,

reservando-Te um espaço em tudo,

tornamo-nos dinâmicos, criativos, ágeis,

coerentes, solidários, humanos e felizes.

Tu és o combustível do nosso motor,

a água da nossa sede,

o adubo do nosso crescimento,

o sangue do nosso corpo,

a defesa contra as doenças

e a saúde total para a nossa história pessoal.

Contigo, Senhor,

a vida transforma-se numa festa,

e sentimos vontade de alargar os Teus encontros,

mas logo nos distraímos com os nossos afazeres

e vivemos como se não existisses.

Damos importância a todas as urgências

e esquecemos-Te no primeiro desvio.

Pai, mantém-nos junto a Ti,

não deixes de nos sussurrar o Teu amor,

não Te deixes silenciar pela nossa algazarra,

leva-nos pela mão, funde-Te nos nossos dias,

e vamos juntos viver a vida,

construindo o Teu Reino para todos.

Ámen