quarta-feira, 13 de março de 2013

Quem é o novo Papa?

 
O recém-eleito Papa Francisco I é argentino e tem 76 anos de idade - apenas menos dois do que Joseph Ratzinger quando foi eleito. Apesar de ter sido o segundo mais votado aquando da eleição de Bento XVI, em 2005, o nome do arcebispo de Buenos Aires não constava dos favoritos deste Conclave. É o primeiro Papa da América Latina, e o primeiro não-europeu dos tempos modernos.Bergoglio entrou ontem para o Conclave mais no papel de ‘kingmaker’ do que de candidato a Papa, diz o jornal argentino Clarín. Ou seja, o arcebispo de Buenos Aires não era apontado como favorito, mas apenas como alguém que teria uma forte influência na formação de opiniões e na orientação dos votos.
Apesar de surpreendente, a escolha parece estar a agradar a comunidade cristã, que vê a nomeação como uma lufada de ar fresco na Igreja.
Bergoglio, que será conhecido como papa Francisco I, é um intelectual jesuíta, que viaja de autocarro e tem uma visão prática da pobreza: quando foi nomeado cardeal, conveceu centenas de argentinos a não viajarem para Roma, de acordo com um pequeno perfil publicado pelo jornal inglês The Guardian. Em vez de irem ao Vaticano celebrar a nomeação, pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres.
Foi um dos mais ferozes opositores à decisão das autoridades argentinas de legalizar o casamento homossexual em 2010, argumentando que as «crianças precisam de ter o direito a ser criadas e educadas por um pai e uma mãe».
Nasceu em Buenos Aires a 17 de Dezembro de 1936, e, segundo o jornal La Nacíon, tornou-se sacerdote aos 21 anos, durante os estudos na Faculdade de Teologia do colégio de São José, em São Miguel de Tucuman (norte da Argentina). Foi nomeado cardeal pelo Papa João Paulo II, a 21 de Fevereiro de 2001.
A docência desempenhou um papel muito importante na biografia do cardeal Bergoglio, já que ensinou em vários colégios, seminários e faculdades.
Em 1969 viajou para Espanha, para cumprir o seu terceiro período de preparação sacerdotal, e em 1972 regressou à Argentina para ser professor de noviços na localidade de São Miguel de Tucuman.
Entre 1980-1986, desempenhou as funções de reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de São Miguel. Concluiu o doutoramento na Alemanha, e foi também confessor e director espiritual da Companhia de Jesus em Córdova (Espanha).
Apesar da forte influência na América Latina, e do seu papel de liderança durante a crise económica da Argentina, Jorge Bergoglio também tem ligações fortes ao velho continente, não só pelos estudos feitos em Espanha e na Alemanha, mas também por ser filho de italianos.
É unanimemente descrito como uma pessoa simples, que trocou o palácio de arcebispo por um apartamento modesto, onde era ele próprio quem preparava as refeições.
A eleição do novo Papa, após a histórica renúncia de Bento XVI no mês passado, foi alcançada após cinco votações, no segundo dia do conclave.
Fonte: aqui

Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio é o novo Papa

Cardeal foi eleito nesta quarta (13) no segundo dia do conclave no Vaticano. Ele chamar-se-á Francisco I.

Veja aqui as fotos

Primeiras Palavras do Papa Francisco I
 
“Irmãos e irmãs, boa noite.
Vocês sabem que o dever do Conclave é dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo no fim do mundo, mas estamos aqui. Agradeço-vos pelo acolhimento na Comunidade Diocesana de Roma, como seu bispo. Obrigado.
Em primeiro lugar, gostaria de fazer uma oração pelo nosso bispo emérito, Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde. (Recitou o Pai Nosso, Ave Maria e Glória).
E agora, começamos este caminho, bispo e povo, esse caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside na caridade com todas as Igrejas. Um caminho de fraternidade, de amor e de confiança entre nós. Rezemos sempre por nós, uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que seja uma grande fraternidade. Desejo-vos que este caminho de Igreja que hoje começamos – me ajudará o meu cardeal vigário aqui presente – seja frutuoso para a evangelização dessa sempre bela cidade.
Agora eu gostaria de dar a benção, mas antes vos peço um favor. Antes que o bispo abençoe o povo, eu peço que vocês rezem ao Senhor para que me abençoe. A oração do povo pedindo a benção pelo seu bispo. Façamos em silêncio, esta oração de vocês sobre mim (o Papa inclinou-se para receber a oração).
Agora vou abençoar vocês e todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade (o Papa prosseguiu dando a benção em latim e a indulgência plenária).
Irmãos e irmãs, deixo-vos, obrigado pelo acolhimento. Rezem para que logo nos vejamos. Amanhã quero ir rezar a Nossa Senhora, para que proteja toda a Roma. Boa noite e bom descanso”.
Fonte: aqui

ELEIÇÂO DE FRANCISCO I

 



Mensagem do Conselho Permanente
da Conferência Episcopal Portuguesa
por ocasião da eleição do Papa Francisco I

Com grande júbilo e muita esperança acolhemos a recente eleição do Cardeal Jorge Mario Bergoglio para suceder a Bento XVI, como Bispo de Roma e Pastor da Igreja universal, e que escolheu o nome de Francisco. Pela primeira vez na história, foi eleito um Papa originário do continente americano, da Argentina, o que sublinha a universalidade da Igreja.
Manifestamos‑lhe o incondicional apoio da nossa oração e a certeza do nosso afeto, a nossa comunhão eclesial e a total disponibilidade para colaborar com o sucessor do apóstolo Pedro, na necessária renovação da Igreja e no serviço evangélico às grandes causas do diálogo e da fraternidade, da justiça e da paz no mundo.
A Igreja de Cristo, como recorda o Concílio Vaticano II, tem a vocação de ser «o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano», cumprindo a sua «natureza e missão universal» e ultrapassando toda a espécie de fronteiras e divisões. Temos a certeza que o nosso Papa Francisco I cumprirá os títulos que lhe costumam ser atribuídos de «Sumo Pontífice», construindo pontes de unidade e paz entre as diferentes religiões, culturas e povos, e de «servo dos servos de Deus», servindo a todos e defendendo especialmente os mais pobres e marginalizados.
Saudamos jubilosamente Francisco I, que recolhe o testemunho dos grandes Papas que conhecemos nestes últimos decénios. Exortamos todos os fiéis a interceder junto de Deus para que possa cumprir exemplarmente a sua missão de «presidir a toda a assembleia da caridade», segundo a expressão com que Santo Inácio de Antioquia define a Igreja de Roma.
Reunidos em Fátima, confiamos a Maria, Mãe da Igreja, a sua pessoa e ministério.
Fátima, 13 de março de 2013

Enquanto a fumaça negra vai saindo, nada te turbe, só Deus basta

--
Enquanto a fumaça negra vai saindo por aquele lugar queimando as ideias e as escolhas dos homens… Deus continua a amar os homens e mulheres deste pequeno pedaço de canteiro no Universo… Interessante meditar sobre este interregno sem o Pastor terreno e ainda assim Deus continua presente e também a sua Igreja… quando abrirá finalmente o coração o ser humano à verdade…!? (aqui)




Nada te perturbe, Nada te espante,
Tudo passa, Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem, Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento, Ao céu sobe,
Por nada te angusties, Nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue, Com grande entrega,
E, venha o que vier, Nada te espante.
Vês a glória do mundo? É glória vã;
Nada tem de estável, Tudo passa.

Deseje às coisas celestes, Que sempre duram;
Fiel e rico em promessas, Deus não muda.
Ama-o como merece, Bondade Imensa;
Quem a Deus tem, Mesmo que passe por momentos difíceis;
Sendo Deus o seu tesouro, Nada lhe falta.
SÓ DEUS BASTA!
S. Teresa de Ávila

terça-feira, 12 de março de 2013

Missa pela eleição do Papa



Novo Papa deve estar pronto a «dar a vida» pela Igreja Católica, diz o mais antigo dos cardeais

O mais antigo dos cardeais da Igreja Católica afirmou hoje no Vaticano, na missa que antecede o Conclave para eleger o sucessor de Bento XVI, que o novo Papa deve estar pronto a sacrificar a vida pelos fiéis.
“A atitude fundamental de todo o bom pastor é (…) dar a vida por suas ovelhas. Isto vale, sobretudo, para o Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal. Porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor”, vincou o cardeal Angelo Sodano.
Perante os 115 cardeais que vão estar no Conclave e a maior parte dos membros do Colégio Cardinalício, revestidos de paramentos vermelhos, bem como de clero, leigos e autoridades civis que encheram a Basílica de São Pedro, o cardeal decano deixou um apelo à unidade.
"Todos nós devemos colaborar para edificar a unidade da Igreja", referiu, frisando que Cristo "estabeleceu os seus Apóstolos, entre os quais Pedro tem a primazia como o fundamento visível da unidade".
O antigo secretário de Estado do Vaticano lembrou o “serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira” realizado pelos Papas.
Os “últimos pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz”, naquele que é um “serviço de caridade faz parte da natureza íntima da Igreja”, disse D. Angelo Sodano.
"Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra a nível mundial", prosseguiu.
A "missão de misericórdia" que Deus confiou "aos pastores da sua Igreja" compromete "todo o sacerdote e bispo, mas empenha ainda mais o bispo de Roma, pastor da Igreja universal" e "fundamento visível da unidade" eclesial, assinalou.
D. Angelo Sodano recordou o legado do Papa emérito, evocação seguida de um aplauso da assembleia: “Queremos oferecer-nos com Cristo ao Pai que está nos Céus para agradecer-lhe pela amorosa assistência que sempre reserva à sua Santa Igreja e em particular pelo luminoso Pontificado que nos concedeu com a vida e as obras do 265.º Sucessor de Pedro, o amado e venerado Pontífice Bento XVI, ao qual neste momento renovamos toda a nossa gratidão”.
“Queremos implorar do Senhor que mediante a solicitude pastoral dos padres cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”, acrescentou.
A missa, celebrada em latim, à exceção da homilia e de algumas orações, incluiu uma prece em português pedindo "justiça", "solidariedade" e "concórdia para a humanidade", além de pedidos em várias línguas pelos cardeais que vão escolher o sucessor de Bento XVI.
No final da celebração D. Angelo Sodano rezou para que o novo Papa "ilumine" a Igreja "com a verdade do Evangelho" e a "edifique com o testemunho de vida".
In agência ecclesia

segunda-feira, 11 de março de 2013

Digam-me porque é que notícias destas não passam nos telejornais das Tv´s



Rouba leite para alimentar os filhos
e agente da PSP pagou a conta

Esta é a última história portuguesa que se tornou viral nas redes sociais.
A própria Polícia de Segurança Pública partilhou online, embora não identifique o autor do testemunho nem os agentes envolvidos neste caso dramático que está a comover Portugal.

Em determinado momento durante a semana que está a terminar, foi a policia solicitada para um supermercado sito na cidade do Porto. Chegados ao dito supermercado, foram os elementos policiais informados pelo vigilante do estabelecimento que determinada pessoa tinha sido travada à saída na posse de artigos furtados.
Questionado sobre a tipologia dos artigos furtados, a gerente do supermercado e o vigilante referiram tratar-se de 4 iogurtes, 6 pães e 2 pacotes de leite. Os agentes, dirigiram-se então ao autor do ilícito e este, a chorar compulsivamente, lá foi dizendo que tanto ele como a esposa, estão desempregados, têm 2 crianças em casa e nem leite tinha para lhes dar. Este acto, visava apenas levar pão à boca dos seus filhos que ainda não tinham comido nada durante todo o dia.

De volta à gerente, esta, depois de passar os artigos pela caixa lá mostrou o talão, com um valor monetário pouco acima dos 4 euros.
Nesse momento, o agente, tirou dinheiro do bolso, perguntou se a casa aceitava o pagamento e após este ter sido efectuado ainda questionou se pretendiam procedimento criminal.
Uma vez que os artigos estavam pagos e nada mais restava a fazer, foi o autor do furto chamado à parte, onde lavado em lágrimas, ouviu o conselho de que pedir não é crime, pedir é ser humilde e que se for detido, com toda a certeza, não vai conseguir levar seja o que for para a boca dos filhos. Não volte a furtar mais nada pois para a próxima pode não ter a sorte que teve hoje. De seguida mandou-o embora com os iogurtes, o pão e o leite.
Existem Homens assim nestas fileiras que dia após dia, noite após noite presenciam homens, mulheres e crianças com fome, sem nada para comer, que o último recurso é pedir ou furtar.
Note-se que não estou a falar de criminosos, de delinquentes que passam os seus dias a mandriar, a viver à custa de RSI, estou a falar de pessoas de bem, que sempre trabalharam, sempre pagaram os seus impostos e que agora se vêem privados de tudo e incapazes sequer de alimentar os seus filhos.
(Enviado por email)

domingo, 10 de março de 2013

Bodas de Ouro e de Prata

Como corolário da acção"Sagrado Lausoerene pelos povos", a comunidade celebrou hoje as Bodas de Prata e de Ouro dos casais que as festejam no ano de 2013.
Anteriormente havia sido dirigido um convite pessoal a cada casal. Quatro aceitaram o convite, 3 em Bodas de Prata e um em Bodas de Ouro.
Num período em que cada vez mais não se dá importância à família e se desvalorizam os valores que só no seio da família se podem aprender, agradecemos a sua presença e, sobretudo, enaltecemos as suas vidas em família.
Que a Sagrada Família de Nazaré continue a ser o seu modelo e lhes continue a mostrar o caminho a seguir e que eles próprios possam servir de modelo a todos os casais mais jovens da nossa Paróquia.

Àqueles que gostariam de ter vindo mas não puderam - esta zona tem uma forte corrente migratória - dizemos que estamos unidos a eles. Aos que não quiseram vir, afirmamos que não perdemos a esperança.

Os casais presentes participaram na Celebração e renovaram os seus votos matrimoniais.
Foi com alegria e emoção que os acolhemos e assistimos à sua Bênção como casais.
Foi encantador aquele momento em que pais e filhos uniram as mãos para um prece de agradecimento e de súplica pela paz, harmonia e encantamento no lar.
Foi com imensa confiança que a comunidade entregou a cada casal um pequena lembrança com a certeza de que vale a pena celebrar um amor sem prazos de duração.
Foi com entusiasmo que revoou pelo templo o "Parabéns a Vocês".

sábado, 9 de março de 2013

“Deus é Pai e ninguém é tão Pai como Ele”

--
Esta serena palavra «pai» não está hoje isenta de ambiguidades. “Hoje, nem sempre é fácil falar de paternidade. Sobretudo no nosso mundo ocidental, as famílias desagregadas, os compromissos de trabalho cada vez mais exigentes, as preocupações, e muitas vezes a dificuldade de adaptar os balanços familiares, e a invasão distraída dos mass media no interior da vida quotidiana, são alguns dos numerosos fatores que podem impedir uma relação tranquila e construtiva entre pais e filhos. Às vezes a comunicação torna-se difícil, a confiança diminui e o relacionamento com a figura paterna pode tornar-se problemático; e assim, na ausência de um modelo de referência adequado, é difícil também imaginar Deus como um Pai. Para quantos fizeram a experiência de um pai demasiado autoritário e inflexível, ou indiferente e pouco carinhoso ou até mesmo ausente, não é fácil pensar com serenidade em Deus como Pai e abandonar-se a Ele com confiança” (Bento XVI, Audiência, 30.01.2013). Chega-se mesmo a falar de uma espécie de evaporação do pai (Jacques Lacan), na cultura atual, apostada em renegar as suas origens, em libertar-se de uma “autoridade transcendente”, de quem estamos sempre a suspeitar que nos pode diminuir com o seu poder.


 Por isso, precisamos aqui de ressalvar um aspeto: a imagem do Pai, que Jesus nos revela, não é decalcada de nenhum pai, mais ou menos bom, deste mundo. Pelo contrário, cada pai, neste mundo, é que pode aproximar-se, mais ou menos, da imagem do único Pai, que é bom, e que Jesus nos mostra, em tudo o que é, em tudo o que diz, em tudo o que faz. Por isso, disse Tertuliano, e muito bem: “Deus é Pai e ninguém é tão Pai como Ele” (CIC 239). Se queremos, pois, conhecer o rosto deste Pai, se queremos entrar no coração de Deus, é para Jesus, que devemos olhar, é a Jesus que devemos ouvir, é por Jesus que devemos ir, pois Ele mesmo nos disse: «Quem me vê, vê o Pai. Eu e o Pai, somos um» (Jo.14,8). Em boa verdade, Jesus revela-nos um Deus, que é Pai, em sentido inédito! Não é «pai», apenas no sentido de que é o Criador, “a origem primeira de tudo, a autoridade transcendente de tudo quanto existe” (CIC 238). Ele é o Pai, que gera eternamente, no amor, o Filho, Jesus Cristo. E Jesus é o Filho, muito amado, no qual se vê, de modo humano, a imagem do Deus invisível (cf. Col.1,15).

sexta-feira, 8 de março de 2013

São Francisco de Sales:

 
«O tempo para procurar Deus é esta vida.

O tempo para encontrar Deus é a morte.

O tempo para desfrutar Deus é a eternidade.»

Paróquia de S. Pedro de Tarouca homenageia todas as mulheres

 
A Paróquia de São Pedro de Tarouca quer homenagear todas as mulheres por ocasião do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. Neste dia, em particular, “a Igreja agradece todas as manifestações do ‘génio’ feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e Nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus, todas as vitórias que deve à sua fé, esperança e caridade, agradece todos os frutos de santidade feminina” (Beato João Paulo II, A Dignidade da Mulher, n. 31)
--
Saúda e agradece, de modo especial, às mulheres que, por sua vocação, missão e empenho na superação de todo tipo de violência, possibilitam a construção de uma cultura de paz no ambiente familiar e social. Reconhece que “face a inúmeras situações de violência e tragédias, são quase sempre as mulheres que mantêm intacta a dignidade humana, defendem a família e tutelam os valores culturais e religiosos” e apontam sinais de esperança, como falou Bento XVI (Angola, 2009).
--
Ao mesmo tempo, lamenta que ainda persistam situações em que a mulher seja discriminada ou subestimada por ser mulher. A Igreja, por sua missão, une-se a todas as pessoas de boa vontade para eliminar as pressões familiares e os argumentos sociais, culturais e até mesmo religiosos, que usam por causa da diferença para justificar atos de violência contra a mulher, tornando-a objeto de atrocidades e de exploração.
--
Esta Paróquia alegra-se ao constatar que, cada dia mais, cresce a consciência da dignidade e do papel da mulher, que fortalece seu protagonismo marcante e significativo na vida política, social, económica, cultural e religiosa da sociedade portuguesa.
--
Merecem, ainda, nosso reconhecimento e gratidão, a dinâmica presença e a atuação das mulheres na vida e na ação evangelizadora da Igreja, expressa pela sua vocação vivida no exercício dos vários ministérios, organismos pastorais e serviços na construção do Reino de Deus no hoje de nossa história.
--
Esta Paróquia deseja que, no cuidado da vida e no exercício da caridade e da cidadania, as mulheres continuem sendo testemunho de perseverança pelos caminhos que conduzem à justiça e à paz.
--
Nossa Senhora das Dores, Mãe de Jesus e nossa, modelo de mulher, mãe, esposa e trabalhadora, ilumine e proteja as mulheres de nosso país. Que santa Helena a todas proteja.

Continua o Lausperene pelos povos

 
 
Capela de Santo António - Arguedeira
 
Está a decorrer o Sagrado Lausperene nos povos da Paróquia. Nesta quinta-feira, foi a vez de Arguedeira.
Como nos outros povos, após a Eucaristia, teve lugar a adoração ao Santíssimo Sacramento. Primeiro com a oração colectiva, apoiada por um guião, e depois houve um tempo de silêncio para um encontro mais íntimo com o Senhor. Seguiu-se a bênção do Santíssimo Sacramento.
Em seguida, um grupinho de catequizandos adolescentes, acompanhados de catequistas, orientou a lectio divina (oração e leitura das Escrituras para promover a comunhão com Deus e aumentar o conhecimento da Palavra de Deus).
Não foi possível a estes jovens desenvolver esta acção em todos os povos, dados os seus afazeres. Neste ano, ficam-se por Valverde, Arguedeira e Igreja Paroquial. Para o ano, veremos como "compensar os outros povos".

quinta-feira, 7 de março de 2013

Quarto domingo da Quaresma - Ano C

Leituras: aqui

 
 Todos:  Igreja casa da Fração do Pão, da Eucaristia

1. - É muito rica esta parábola do pai e dos dois filhos…

2. - Rica e faz-nos pensar muito.

3. - Por um lado dá-nos a conhecer o lado misericordioso e compreensivo de Deus… É o pai, que acolhe e recebe de novo aquele filho distante e perdulário, que esbanjou os seus bens e a sua vida.

1. - Por outro lado faz-nos pensar e podemos perguntar: Afinal qual era o filho que estava mais distante do pai? – O mais novo que abandonou a casa? Ou o mais velho, que ficando com o pai, não chegou a sentir as angústias do pai pelo filho ausente, e por isso não se alegrou com a vinda do irmão?

2. - Sem dúvida que todos nós temos alguma coisa do filho mais velho, ou do filho mais novo… Muito ou pouco, nem sempre sabemos apreciar o estar na casa do Pai…

1. - Nem sempre reconhecemos e saboreamos o amor infinito e misericordioso com que o coração de Deus envolve a nossa vida.

2. - Sim, mas Deus, nosso Pai tem sempre a sua casa pronta e aberta para os seus filhos. Tem sempre preparado o banquete festivo, da comunhão e da alegria.

Todos: Como Deus, vamos abrir o nosso coração ao irmão que chega, acolhendo com alegria, incentivando quem vem.

3. - O banquete de Deus é a eucaristia…

1. - Os cristãos desde os primeiros tempos sempre tiveram na fração do pão, na eucaristia, uma dos colunas fundamentais da sua vida.

2. - A eucaristia é o centro da nossa fé… Nela se realiza e vive de modo misterioso e profundo a comunhão de Deus connosco e de nós com Deus…

3. - Nele se realiza e vive de modo misterioso a comunhão de uns com os outros na comunhão de Deus…

1. - Os primeiros cristãos não puderam viver sem o domingo… Não puderam viver sem a eucaristia. 

2. - E nós, que é que temos feito do domingo, o Dia do Senhor?

3. - Como é que normalmente vivemos a celebração da eucaristia aos domingos?

1. - Porque é que tantos batizados estão a perder o apreço e o gosto pela eucaristia, cume e centro da vida cristã?

2. - Queremos voltar à casa do pai…

3. - Vamos voltar à Casa do Pai…

1. - Na eucaristia sentimo-nos em Cristo, reconhecemo-nos uma nova criatura.

2. - Sentimo-nos reconciliados. Acolhemos e partilhamos a reconciliação

3. - A Eucaristia é banquete de festa e de alegria. É banquete em que nos reencontramos e recuperamos a vida… É refeição que nos sustenta no gosto de viver…

1. - A Eucaristia é comunhão, é alegria, é refeição do dia a dia! O cristão não pode viver sem esta refeição!

Todos: Nós, os batizados, não podemos viver sem a Eucaristia!

2.- Ouçamos um bocadinho do que nos diz o catecismo da Igreja Católica sobre a Eucaristia.

«Era sobretudo "no primeiro dia da semana", isto é, no domingo, o dia da Ressurreição de Jesus, que os cristãos se reuniam "para partir o pão" (At 20,7). Desde aqueles tempos até os nossos dias, a celebração da Eucaristia perpetuou-se, de sorte que hoje a encontramos em toda parte na Igreja, com a mesma estrutura fundamental. Ela continua sendo o centro da vida da Igreja». (§1343)

«Assim, de celebração em celebração, anunciando o Mistério Pascal de Jesus "até que ele venha" (1 Cor 11,26), o povo de Deus em peregrinação "avança pela porta estreita da cruz" em direção ao banquete celeste, quando todos os eleitos se sentarão à mesa do Reino». (§1344)

- Todos: - Irmãos, a Igreja vive da Escritura, da Palavra de Deus que Deus nos dirige. A Igreja vive da Eucaristia. Vivemos da comunhão de Deus connosco. Queremos que a nossa paróquia e os nossos lares sejam casa e escola da comunhão fraterna, casa e escola da Eucaristia.

 

FILME: O MILAGRE DE FÁTIMA - HISTÓRIA DAS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA AOS PASTORINHOS …

quarta-feira, 6 de março de 2013

Tu renuncias?

Renúncia!
Sim! Eu renuncio...
Eis o plano e a palavra da Quaresma.
Eis o caminho para a minha Quaresma.

Jesus dá o mote, desde o princípio,
No deserto, ante a tentação
Diante do tentador...
Dá-nos o exemplo
Para fazer de Deus, em todo o tempo,
A prioridade maior,
Primazia à Palavra do Senhor!

Sim! Renunciar!
O Santo Padre também dá exemplo!
E cumpre plenamente o dito anterior:
"Sou humilde servo!"
"Sou um pobre trabalhador da vinha do Senhor".

Sim! Esta Quaresma é tempo de renunciar!
Não é fugir ou evadir-se,
Escapar ou deixar...
É em tudo confiar no Deus que é Amor

Renunciar à riqueza material,
Ao poder vazio de sentido...
Renunciar ao espectacular atractivo,
À razão só racional.
Ser rico de sentimento
E à Palavra dar todo o assentimento.

Renunciar é mais que palavra de ordem,
É a inteireza da mensagem.
Arrisca renunciar
E conseguirás ao Amor chegar

E tu?
A que renuncias na tua Quaresma?
Fonte: aqui

terça-feira, 5 de março de 2013

ORAÇÃO PELO PRÓXIMO PAPA



Sua Santidade Bento XVI renunciou ao ministério como Papa e resignou à Cátedra de São Pedro na quinta-feira, dia 28 de Fevereiro de 2013. Nas suas últimas mensagens recordou-nos a importância da oração. Ele próprio, disse, irá agora acompanhar o caminho da Igreja em oração e contemplação, e com a mesma devoção com que ele aceitou o ministério petrino a 19 de Abril de 2005.

“Não abandono a cruz, mas permaneço de forma nova junto do Senhor Crucificado. Deixo de trazer a potestade do ofício em prol do governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim dizer, no recinto de São Pedro.“




 Nestes dias, em que os Cardeais se reúnem em Roma a fim de eleger o novo Papa, esta ajuda da oração é de extrema importância. É uma súplica ao Espírito Santo para que conceda a força e a luz que guiará os Cardeais na sua decisão. À semelhança dos Apóstolos reunidos em torno de Maria no cenáculo, podemos pedir, em oração unânime, o dom do conselho. O Conclave não é uma reunião em que simplesmente se elege por maioria, mas uma assembleia que escuta as propostas de Deus, as indicações do Bom Pastor, Cabeça da Igreja.
 
O verdadeiro poder da oração reside num abandono confiante a Deus. Como comunidade internacional de mais de 700.000 amigos e benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre, podemos pedir muito a Deus através de um simples e sincero acto de abandono. O sacerdote italiano Dolindo Ruotolo, que morreu com fama de santidade, escreveu que a oração mais eficaz consiste numa única frase curta:
"Ó Jesus, eu abandono-me a Vós! Cuidai Vós!"

Com as palavras que recebeu do próprio Jesus, escreveu a seguinte oração:
 
“Entregar-se a Mim não significa deixar-se tomar pelo medo, preocupação, desespero e, só depois, recorrer a Mim numa oração fervorosa para que eu vos socorra. Entregar-se a Mim significa, fechar tranquilamente os olhos da alma e abandonar-se a Mim. Aquilo que vos perturba e prejudica é a obstinação em reflectir e ponderar nas vossas preocupações, atormentando-se ainda em querer fazer, a qualquer preço, tudo por si mesmos. Quantas coisas faço quando, porém, sou Eu que actuo, quando a alma em necessidade se dirige sem reservas a Mim nos seus interesses espirituais e materiais, esforçando-se por olhar para Mim enquanto pode dizer cheia de confiança: ‘Cuidai Vós!’ As tuas orações não valem tanto como um acto de abandono. Reflecte nisso. Não há oração mais eficaz do que esta.”
Senhor, cuidai Vós! Revelai-nos e enviai-nos o Papa que Vós escolhestes.

Fonte: aqui

segunda-feira, 4 de março de 2013

Na Paróquia de S. Pedro de Tarouca: Sagrado Lausperene


Durante esta semana, está a decorrer nesta comunidade paroquial o sagrado Lausperene.

3/3–Teixelo: 10-12,30h

3/3 - Gondomar: 15.30-18h

4/3  - Cravaz: 15.30-18h

5/3 - Valverde: 15.30-18h

6/3 - Esporões: 15.30-18h

7/3 - Arguedeira: 15.30-18h

8/3 - Sra das Necessidades: 15.30-18h

9/3 - Igreja: 17-24h

 Em tempo da Quaresma, em pleno Ano da Fé, é uma oportunidade propícia de oração, de diálogo, de escuta d'Aquele que por nós e para nós quis ficar na Sacramento Santíssimo.
Após a Eucaristia, há um momento de oração comunitária apoiada num guião elaborado para o efeito. Depois tem lugar um tempo de silêncio para que cada um possa ouvir e falar com o Senhor que nunca se cansa de nós, nos escuta e fala ao coração de cada um.
Segue-se a bênção do Santíssimo Sacramento.
Depois, nalguns povos, há um momento de partilha bíblica dinamizado pelos catequizandos mais velhos.
No sábado, após a Missa com crianças, estas têm também o seu momento de adoração. Para os jovens, está reservado o período 23-24 horas.
O sábado tem um período longo de adoração, que vai pela noite dentro, de modo a possibilitar que as pessoas que trabalham possam também ver contemplado o seu direito de estar com Senhor.

domingo, 3 de março de 2013

Estamos já no final do segundo trimestre, deste Ano da Fé

Estamos já no final do segundo trimestre, deste Ano da Fé. Iniciámos hoje a terceira semana da Quaresma. A barca da Igreja navega, em águas tumultuosas, e agora, anda em busca de um timoneiro, com mais vigor, à altura de tão difícil maré. São sinais de alarme, avisos à navegação, que vêm de tantos lados, para não sucumbirmos ao naufrágio da fé. Estou consciente da gravidade desta hora? Estou consciente, de que a necessária renovação da Igreja, se realizará, também através do meu testemunho de vida nova? Estou consciente da minha necessidade de purificação, de conversão, de mudança, da mente, do coração, da vida, em ordem à renovação da fé? Estou a aproveitar, mais e melhor, os tempos de formação, de celebração, de oração, para me converter a uma fé mais esclarecida, vivida, celebrada e rezada? Na prática, rezo mais? Leio mais? Levo mais a peito, a missa dominical, como mistério admirável da fé, e não como sacramento descartável, que dispenso a troco de tudo e de nada? Estou mesmo disponível para mudar os meus hábitos e interesses, para recolocar Deus, como centro e prioridade da minha vida? De que estou à espera, se me é dado este ano, tão especial, para esta mudança?!

sábado, 2 de março de 2013

FESTA DA CATEQUESE 2013

--
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

EU ACREDITO
 
Para uma freguesia do interior - embora seja a sede do concelho - o número de crianças é interessante. Temos cerca de 353 catequizandos do 1º ao 10º ano (incluindo Teixelo, claro). Quando se sente a natalidade- inverno em tantas e tantas freguesias deste interior, tão pouco zelado pelo poder central, não posso deixar de me sentir contente com as crianças que ainda vamos tendo. Graças a Deus!
Gostei da festa. Pela presença de muitos pais e amigos das crianças. Sobretudo, pelo trabalho realizado pelas crianças e jovens. Um aplauso para eles do tamanho da Serra de Santa Helena! É justa uma palavra de enorme apreço pelo trabalho, dedicação, persistência dos catequistas. Muitos parabéns! São fantásticos! Senti-os a viver profundamente o momento, dentro das várias tarefas que desempenharam.
Acrescento que os apresentadores estiveram à altura das circunstâncias. Felicito-os por isso.
Um bem-haja à Câmara Municipal pelo espaço gratuitamente cedido, aos seus funcionários pela forma como colaboraram e a Vitor Cardoso pelas projecções.
Ficou-me no coração a vivência das representações teatrais em que se salientava a FÉ. A alegria de acreditar em Jesus, de O seguir, de se deixar interpelar por Ele. A partir de vários episódios bíblicos, os grupos foram representado, transportando-os para o nosso tempo.
Através de poemas, representações, cânticoss, textos, citações bíblicas,gravações, power point, os catequizandos ofereceram ao público a beleza e o encanto da fé em Jesus.
Gostei de ver o público concentrado durante as peças teatrais. É mesmo bom ver as pessoas contentes! E olhem que há gente nova com muito jeito mesmo para a representação! 5 estrelas.

Pecados cardeais

Está a haver pressão para que os cardeais de alguma forma envolvidos em escândalos, leia-se pedofilia, principalmente por não terem agido com a devida transparência e celeridade (mas quem é que agiu, até há um par de anos?) não participem no conclave. Caiu o escocês (por acusações de conduta imprópria) e fala-se dos ex-arcebispos de Los Angeles e de Bruxelas.

Fica assim patente uma estranha conceção de participação, para não dizer democracia (está dito): só podem votar os puros, os imaculados, os cardeais não pecadores. Levada ao limite, esta conceção trama o Espírito Santo. Como há de Ele escolher o novo Papa se não há nenhum cardeal sem pecado? Se fosse "quem não tiver pecados, atire o primeiro voto", jamais haveria fumo branco.
 
Fonte: aqui

As últimas horas enquanto Papa - JN

As últimas horas enquanto Papa - JN

sexta-feira, 1 de março de 2013

Contar histórias de Jesus Cristo aos pequeninos

Sabe-se que, um dos principais objetivos de se contar histórias para as crianças é o da recreação, pois incentiva o instinto lúdico e criativo, enriquece as experiências, e diversas formas de linguagem são desenvolvidas para a melhor compreensão, amadurecimento e desenvolvimento pessoal e cognitivo. A arte de contar histórias propicia a partilha da alegria, o sentimento de euforia e amor que são guardados na lembrança desde muito cedo, como momentos divertidos, amorosos e inesquecíveis. Além do mais, contribui para ampliar o vocabulário,ajuda na formação do caráter, desenvolve a consciência entre o bem e o mal, e proporciona à criança vivenciar aquilo que ela imagina enquanto está ouvindo, e muito mais.
Dentro da proposta de evangelização, as histórias de Jesus formam as crianças para a ética e a moral, valores adequados aos princípios de vida cristã. E os ensinamentos cristãos devem ser passados numa linguagem apropriada e de forma lúdica, através do teatro, da música e dos desenhos. Eles transmitem valores importantes para o crescimento espiritual e despertam o raciocínio e o interesse para agirem de acordo com os princípios cristãos.
As crianças gostam de ouvir histórias e, com as histórias de Jesus Cristo elas aprendem desde cedo a conhecer e praticar as virtudes cristãs, ensinadas nos Evangelhos. E uma característica das crianças é querer ouvir muitas vezes a mesma história, e isso acontece porque ainda não conseguem captar toda a mensagem de uma só vez, portanto, quantas vezes elas pedirem para repetir a mesma história, tantas vezes deve ser lida, contada ou dramatizada.
É importante ressaltar que toda história, quando contada por um adulto, serve como base para a formação e a construção da identidade da criança, a partir dos princípios que se quer passar. Se a história é cristã, ela passa valores cristãos e fraternos; se são contos ou lendas passam valores sociais e solidários, e assim por diante.
"O primeiro contato da criança com um texto é feito oralmente, através da voz da mãe, do pai, ou dos avós, contando contos, trechos da Bíblia, histórias inventadas (tendo a criança ou os pais como personagem), contados a qualquer momento do dia ou num momento de aconchego, à noite, antes de dormir,em que a criança está se preparando para um sono gostoso e reparador, e para um sonho rico, embalado por uma voz amada."1 Ouvir histórias é sonhar acordado, e contar histórias para as crianças é se conectar ao mundo infantil.
A criança, quando ouve uma história, percebe que a voz do adulto está se dirigindo a ela como uma palavra de amor, pois, compartilhar um ensinamento é compartilhar um sentimento também, por isso, contar histórias é considerado, de fato, um ato de amor que envolve entrega, diálogo e afeto entre o que conta e o que ouve a história.
Contar histórias de Jesus Cristo para as crianças estimula o sentimento de amor e é um modo de ensinar como vivê-lo desde pequeninas, formando adultos mais seguros, pacíficos e preparados para enfrentar situações difíceis, com amor!
Fonte: aqui

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"A barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor”

-
Última audiência pública do pontificado
Bento XVI afirmou hoje no Vaticano que a sua decisão de renúncia ao pontificado, que se conclui esta quinta-feira, implicou uma “inovação” e disse que a mesma foi para o "bem da Igreja".
“Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito”, explicou o Papa, em português, perante mais de 150 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a última audiência pública do pontificado.
À imagem do que fez no último dia 11, quando anunciou a resignação, Joseph Ratzinger, de 85 anos, explicou a sua renúncia com a idade avançada e a falta de forças.
“Sentindo que as minhas forças tinham diminuído, pedi a Deus com insistência que me iluminasse com a sua luz para tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja”, precisou.
O Papa agradeceu “o respeito e a compreensão” com que foi recebida a sua decisão de renunciar ao pontificado e deixou uma promessa: “Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja, na oração e na reflexão, com a mesma dedicação ao Senhor e à sua esposa que vivi até agora e quero viver sempre”.
Bento XVI sustentou que um Papa “não está sozinho na condução da barca de Pedro [Igreja Católica], embora lhe caiba a primeira responsabilidade”.
Nestes quase oito anos, sempre senti que, na barca, está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor”, prosseguiu.
O Papa evocou o dia da sua eleição, a 19 de abril de 2005, lembrando que na altura falou num “grande peso” que lhe era colocado sobre os ombros.
“O Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e sustentaram”, observou.
Bento XVI disse que vai continuar a “acompanhar a Igreja” com a sua oração e pediu aos fiéis que rezem por si e pelo seu sucessor.
“Peço que vos recordeis de mim diante de Deus e sobretudo que rezeis pelos cardeais chamados a escolher o novo sucessor do Apóstolo Pedro. Confio-vos ao Senhor, e a todos concedo a Bênção Apostólica”, apelou, em português, uma das 12 línguas em que o Papa interveio esta manhã.
Bento XVI apresentou a sua renúncia no último dia 11, com efeitos a partir de quinta-feira, por causa da sua “idade avançada”, abrindo caminho à eleição do seu sucessor.
A última renúncia de um Papa tinha acontecido há quase 600 anos, com a abdicação de Gregório XII, em 1415.
In agência ecclesia

“Fé Comprometida. Cidadania ativa”


Para o Dia Nacional da Cáritas, 3 de Março
 
1. Ao propor o Ano da Fé, que estamos a celebrar, o Santo Padre afirmava: a fé “é companheira de vida, que permite perceber, com olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós.
Solícita a identificar os sinais dos tempos, no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornarse sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo” (Porta Fidei, 15).
A fé, como dom a acolher e vida a praticar, é chamada a estar presente em todos os
acontecimentos e âmbitos do viver humano. Como encontro íntimo com Cristo a fé “caminha” nos conteúdos e situações da vida humana, sem excluir nenhuma dimensão ou sector. Tudo lhe diz respeito e tudo deve ser visto a partir dela. Assumida como encontro com Cristo, deve traduzir-se em critérios, comportamentos, atitudes que tornem visível a solicitude dum Pai Criador, manifestada através do amor redentor do Filho muito amado e concretizada na variedade imensa de talentos e qualidades das pessoas como fruto do Espírito de Amor presente e atuante na história.
2.Este necessário envolvimento da fé na vida desperta o cristão para a história humana, sabendo que os sinais que os tempos nos oferecem nos interpelam, pedem a nossa responsabilidade, exigem o nosso compromisso. Como cidadãos e cristãos nunca poderemos alhear-nos das condições de vida das pessoas e dos problemas da sociedade. Antes, somos chamados a tomar consciência do bater do seu coração, animados interiormente por um “coração que vê” e quer tornar visíveis no mundo os sinais do amor gratuito de Deus pela humanidade, sinais esses que se concretizam através da fidelidade e generosidade do agir humano.
Passar ao lado da realidade ou ignorá-la nas suas interpelações à consciência humana e crente contradiz uma fé esclarecida e comprometida. Percorrendo os caminhos dos homens e mulheres do nosso mundo e do nosso tempo, concretizamos o compromisso da fé através duma cidadania ativa, atenta às responsabilidades da hora presente, convicta da força transformadora dos gestos e dos sinais que, como expressão da fé, apontam para uma humanidade renovada. Se a fé é luz e força que faz compreender o quotidiano humano e procura transformá-lo para o bem (de cada um e da comunidade no seu conjunto), não podemos desresponsabilizar-nos, deixando de pensar a vida segundo os critérios do Evangelho e de colocar as orientações que dele decorrem na praça do diálogo e do confronto tolerante com os nossos concidadãos. Trata-se de uma colaboração a prestar através da reflexão (Semana Social) e da acção em ordem a que seja possível um novo modelo de sociedade.
São muitas as dificuldades que se apresentam e as forças adversas que pressionam em sentido contrário. É mais fácil permanecer no imobilismo, na desconfiança ou até num certo saudosismo do passado do que abrir-se à novidade de estilos de vida diferentes, de decisões estruturais indispensáveis, de compromissos voltados para futuro. O Evangelho é o mesmo de sempre, indicando-nos o caminho promissor e libertador do amor a Deus e ao próximo. Acreditar no Evangelho de Jesus e seu sentido para o viver humano individual e colectivo não é nunca um fato privado duma relação pessoal com Deus: “a fé implica um testemunho e um empenho público”; fé consciente e caridade activas não se separam; mais ainda, a caridade não é uma simples consequência da fé, mas expressão, vivência da própria fé, fé em acto.
3. Perante a simbologia da palavra crise, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI lança o desafio: “para sair da crise financeira e económica actual, que provoca um aumento das desigualdades, são necessárias pessoas, grupos, instituições que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana para fazer da própria crise uma ocasião de discernimento e de um novo modelo económico.”
Sabemos que a Igreja Católica, por graça de Deus e fidelidade de muitos homens e mulheres que a constituem, tem marcado a diferença no campo social, tornando manifestas, em múltiplas situações, a amplitude e a profundidade do amor cristão. Factos recentes sinalizam o reconhecimento disso mesmo: a “Carta de Louvor” atribuída pelo Conselho de Ministros à Obra Católica Portuguesa das Migrações e o “Prémio Direitos Humanos” atribuído pela Assembleia da República à Cáritas Portuguesa.
Contudo, há sempre um caminho a percorrer na fidelidade ao Evangelho e na consciência da cidadania responsável. Este tempo quaresmal que estamos a viver exige-nos um exame de consciência, reavaliando a autenticidade e a qualidade do que vamos fazendo, olhando mais ampla e profundamente para as tarefas que estão à nossa frente. Mergulhado nas circunstâncias concretas e complexas deste mundo, o cristão nunca esquece que a meta a alcançar e o maior de todos os prémios a receber é a vida eterna! Os reconhecimentos civis são um indicativo de que estamos no bom caminho e fortalece-nos na nossa determinação, mas, à luz do Evangelho, sabemos que o caminho a percorrer é longo, sempre de novo ameaçado pelas nossas fragilidades.
Aliás, Jesus é muito claro na sua advertência: “Se não vos arrependerdes…”. E, mais tarde, Paulo sublinhará na Primeira Carta aos Coríntios: “Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou.”
4. Por tudo isto, o Dia Nacional da Caritas deve ser uma ocasião para favorecer uma maior consciencialização sobre o lugar que a caridade deve ocupar nas nossas vidas e reforçar a coragem duma indispensável presença interventiva na sociedade. A fé incute-nos o dever de oferecer e propor aos homens e mulheres deste século XXI uma nova gramática do humano, onde a caridade seja estilo coerente e feliz de vida e, assim, a relação entre as pessoas e o funcionamento das estruturas da sociedade consigam ser expressões mais consentâneas de um mundo onde vale a pena viver. Apesar de todas as contrariedades e obstáculos, quando a fé e o amor caminham
juntos, podemos experimentar que, de facto e como recorda o filme de Roberto Benini, afinal “A vida é sempre bela”.
+ Jorge Ortiga, A. P.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Bento XVI na antevéspera de partir

--
Momentos insólitos
do Pontificado de Bento XVI


 

Bento XVI não publicará a encíclica sobre a fé – embora em fase avançada – que devia apresentar na primavera. Já não tem tempo. E nenhum sucessor é obrigado a retomar uma encíclica incompleta do próprio predecessor. Mas existe outra encíclica de Bento XVI, escondida no seu coração, uma encíclica não escrita. Ou melhor, escrita não pela sua pena mas pelo gesto do seu pontificado. Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade.
A 19 de abril de 2005 um homem que pertence à raça das águias intelectuais, temido pelos seus adversários, admirado pelos seus estudantes, respeitado por todos devido à acutilância das suas análises sobre a Igreja e o mundo, apresenta-se, recém-eleito Papa, como um cordeiro levado para o sacrifício. Utilizará até a terrível palavra «guilhotina» para descrever o sentimento que o invadiu no momento em que os seus irmãos cardeais, na Capela Sistina, ainda fechada para o mundo, se viraram para ele, eleito entre todos, para o aplaudir. Nas imagens da época, a sua figura curvada e o seu rosto surpreendido testemunham-no.
Depois teve que aprender o mister de Papa. Extirpou, como raízes arraigadas sob o húmus da terra, o eterno tímido, lúcido na mente mas desajeitado no corpo, para o projetar perante o mundo. Foi um choque para ambas as partes. Não conseguia assumir a desenvoltura do saudoso João Paulo II. O mundo compreendia mal aquele Papa sem efeito. Bento XVI nem teve os cem dias de "estado de graça" que se atribuem aos presidentes profanos. Teve, sem dúvida, a graça divina, fina mas pouco mundana. Contudo teve, ainda e sempre, a humildade de aprender sob os olhares de todos.
Foram sete anos terríveis de pontificado. Nunca um Papa teve, num certo sentido, tão pouco "sucesso". Passou de polémica em polémica: crise com o Islão depois do seu discurso de Ratisbona, onde evocou a violência religiosa; deformação das suas palavras sobre a Sida durante a primeira viagem à África, que suscitou um protesto mundial; vergonha sofrida pelo explodir da questão dos sacerdotes pedófilos, por ele enfrentada; o caso Williamson, onde o seu gesto de generosidade em relação aos quatro bispos ordenados por D. Lefebvre (o Papa revogou as excomunhões) se transformou numa reprovação mundial contra Bento XVI, porque não tinha sido informado sobre os discursos negacionistas da Shoah feitos por um deles; incompreensões e dificuldades de pôr em ação o seu desejo de transparência quanto às finanças do Vaticano; traição de uma parte do seu grupo mais próximo no caso Vatileaks, com o seu mordomo que subtraiu cartas confidenciais para as publicar...
Não teve nem sequer um ano de trégua. Nada lhe foi poupado. Às violentas provações físicas do pontificado de João Paulo II, ao atentado e ao mal de Parkinson, parecem corresponder as provações morais de rara violência desta litania de contradições sofrida por Bento XVI.
Ao renunciar, o Papa eclipsa-se. À própria imagem do seu pontificado. Mas só Deus conhece o poder e a fecundidade da humildade.
Jean-Marie Guénois
Copiado do SNPC.
Fonte: aqui

Bento XVI vai ser «Papa emérito»

 
Cidade do Vaticano, 26 fev 2013 (Ecclesia) – Bento XVI vai ser chamado “Papa emérito” após o final do seu pontificado, esta quinta-feira, anunciou hoje o porta-voz do Vaticano, em conferência de imprensa.
O padre Federico Lombardi adiantou que após a renúncia de Joseph Ratzinger, este manterá os títulos de “sua santidade Bento XVI”, “Papa emérito” e “Romano Pontífice emérito”.
O responsável confirmou que a denominação foi escolhida “de acordo com o Santo Padre”.
Bento XVI vai manter a “batina branca simples” como vestimenta, mas deve deixar de usar a 'mozeta' (capa curta que cobre os ombros) e os habituais sapatos vermelhos que o acompanharam desde 2005, quando foi eleito como sucessor de João Paulo II.
O padre Lombardi gracejou com esta situação e disse que o Papa alemão está muito satisfeito com os sapatos que lhe foram oferecidos em León, na viagem ao México, em março de 2012.
De acordo com a constituição apostólica ‘Universi Dominici Gregis’ (1996) de João Paulo II, o anel do pescador e o selo de chumbo do pontificado, insígnias oficiais do Papa, vão ser “anulados” pelo cardeal camerlengo. D. Tarcisio Bertone, e os seus colaboradores.
O gesto tem o significado de sublinhar que no período da Sé vacante - tempo entre o fim do pontificado e a eleição do Papa - ninguém pode assumir prerrogativas próprias do bispo de Roma.
Feito em ouro, o Anel do Pescador tem uma representação de São Pedro num barco, a pescar, e o nome do Papa em volta da imagem.
“O Papa já não utilizará o anel do pescador”, sublinhou o porta-voz do Vaticano, mas vai utilizar outro anel.
Bento XVI apresentou a sua renúncia no último dia 11, com efeitos a partir de quinta-feira, por causa da sua “idade avançada”, abrindo caminho à eleição do seu sucessor.
A última renúncia de um Papa tinha acontecido há quase 600 anos, com a abdicação de Gregório XII.
A Igreja Católica entra esta quinta-feira, depois das 20h00 de Roma (menos uma em Lisboa), no período de Sé vacante.
O cardeal decano, D. Angelo Sodano, vai enviar na sexta-feira uma “carta de convocação” aos cardeais para as congregações gerais, órgão interino de governo da Igreja.
“É verosímil que as congregações comecem após o sábado e o domingo [2 e 3 de março], o mais rapidamente possível”, afirmou o padre Federico Lombardi.
A data de início do próximo Conclave vai ser determinada durante estas reuniões gerais [congregações] de cardeais.
O Conclave, palavra com origem no latim 'cum clavis' (fechado à chave), pode ser definido como o lugar onde os cardeais se reúnem em clausura para eleição do Papa.
In agência ecclesia