Irmãos e irmãs,
A Palavra de Deus deste domingo convida-nos a olhar para aquilo que ocupa o primeiro lugar no nosso coração.
Na primeira leitura, uma mulher de Suném acolhe o profeta Eliseu com generosidade. Não faz nada de extraordinário: abre a porta da sua casa e oferece hospitalidade. Mas esse gesto simples torna-se uma bênção. Acolher o homem de Deus foi acolher o próprio Deus.
No Evangelho, Jesus retoma esta mesma ideia e diz-nos que quem acolhe os seus discípulos acolhe o próprio Cristo. E acrescenta algo surpreendente: até um copo de água dado por amor não ficará sem recompensa. Aos olhos de Deus, nenhum gesto de bondade é pequeno.
Mas Jesus vai mais longe. Pede que O coloquemos acima de tudo e de todos. Não porque queira ocupar o lugar daqueles que amamos, mas porque só quando Deus está em primeiro lugar é que todas as outras relações encontram o seu verdadeiro sentido.
A segunda leitura recorda-nos que, pelo Baptismo, fomos unidos à morte e à ressurreição de Cristo. Não fomos baptizados apenas para cumprir uma tradição, mas para viver uma vida nova.
Por isso, a pergunta que a Palavra hoje nos deixa é muito concreta: Cristo ocupa realmente o primeiro lugar nas minhas escolhas, ou apenas um lugar entre muitos outros? E ainda: sei reconhecê-Lo e acolhê-Lo nas pessoas que encontro todos os dias?
Que esta Eucaristia nos ajude a renovar a nossa amizade com Cristo e a traduzir a nossa fé em gestos simples de acolhimento, serviço e caridade.
Amen.
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