quinta-feira, 26 de março de 2026

29 de Março, 2026 - Domingo de Ramos - Ano A

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Homilia 

Hoje começamos com alegria: Jesus entra em Jerusalém e é aclamado. Mas rapidamente escutamos a Paixão segundo São Mateus. E percebemos: este não é um rei de poder, mas de amor até ao fim.

Na Paixão vemos a fragilidade humana — traição, medo, abandono — mas vemos sobretudo a fidelidade de Cristo. Ele não foge, não responde com violência, não desiste. Ama até ao fim.

Na cruz, Jesus entra no mais profundo da nossa dor: solidão, sofrimento, injustiça. Nada da nossa vida Lhe é estranho. E é precisamente aí que Deus nos salva — não evitando a cruz, mas transformando-a em amor.

Como diz São Paulo, Cristo humilhou-Se, fez-Se obediente até à morte — e por isso Deus O exaltou. Este é o caminho: o amor que se entrega é o amor que vence.

Por isso, não basta aclamar Jesus com ramos. Somos chamados a segui-Lo. A Semana Santa não é para assistir, é para viver.

E hoje isso torna-se muito concreto para nós: cuidar de Cristo nos pobres. Porque o mesmo Jesus que vemos na cruz continua presente nos que sofrem, nos esquecidos, nos que precisam.

A nossa Caixa da Renúncia quaresmal não é apenas um gesto simbólico. É um ato de amor. É dizer: “Senhor, não Te quero amar só com palavras, mas com gestos concretos.”

Assim, entramos verdadeiramente com Jesus em Jerusalém — não só com ramos nas mãos, mas com um coração que aprende a amar como Ele.

Senhor Jesus,
Tu que nos amaste até ao fim,
ensina-nos a seguir-Te no caminho da cruz.

Dá-nos um coração atento,
capaz de Te reconhecer nos pobres e nos que sofrem.

Ajuda-nos a viver com verdade
os nossos gestos de partilha e renúncia,
para que sejam sinal do Teu amor.

Faz-nos caminhar Contigo nesta Semana Santa,
com fidelidade e esperança,
até à alegria da Ressurreição.

Ámen.

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