terça-feira, 4 de março de 2014

QUARTA-FEIRA DE CINZAS - Início da Quaresma





  • Fez-se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza” (cf. 2 Cor 8,9)

  •  "IDE ATÉ AO CORAÇÃO DE DEUS E DOS IRMÃOS"


É na quarta-feira de cinzas que começa a quaresma. Passam-se quarenta dias antes do Tríduo Pascal. O nome “oficial” da quarta feira de cinzas é “O Dia das cinzas”. O motivo pelo qual este dia ficou conhecido como quarta-feira de cinzas é que são 40 dias antes do Tríduo Pascal, e o primeiro dia é sempre uma quarta-feira.
O período da quaresma tem como objetivo ser um tempo no qual as atividades e hábitos pecaminosos são abandonados. A quarta-feira de cinzas é o início deste período de arrependimento, conversão, mudança de vida
A Bíblia contém inúmeras narrativas de pessoas usando “poeira e cinzas” como símbolo de arrependimento e/ou sofrimento (Gênesis 18:27; II Samuel 13:19; Ester 4:1; Jó 2:8; Daniel 9:3; Mateus 11:21). 

 Ao receber  as cinzas sobre a cabeça, ouviremos mais uma vez um claro convite à conversão que pode expressar-se numa fórmula dupla: "Convertei-vos e acreditai no evangelho", ou: "Recorda-te que és pó e em pó te hás-de tornar".
A imposição das cinzas serve para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte, abrindo-nos à misericórdia e ternura de Deus que nos salva. Só em Cristo a nossa vida encontra pleno significado.

"Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?" - Papa Francisco

 "A Quaresma convida-nos a dilatar o nosso coração até às periferias do mundo, olhando com um olhar de graça por e para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, mas deu a sua vida por nós. O Papa Francisco lembra-nos que a nossa esmola, que é igual à caridade, se for verdadeira, tem de doer! E eu acrescento que tem de doer e de nos encher de alegria (Tobias 4,16). " - Bispo de Lamego

JEJUM E ABSTINÊNCIA QUARESMAIS
Quarta-Feira de Cinzas e Sexta-Feira Santa são dias de jejum e abstinência.
Todas as sextas-feiras da Quaresma são dias de abstinência.

 
 Jejum: é a forma penitencial que consiste a privação de alimentos. Na disciplina tradicional da Igreja fazia-se limitando a alimentação diária a uma refeição, podendo tomar-se alimentos mais ligeiros às outras.
Ainda que convenha manter-se esta forma tradicional de jejuar, contudo os fieis poderão alternativamente privar-se de uma quantidade de alimentos ou bebidas que constituam verdadeira privação ou penitência.
O preceito do jejum obriga os fiéis que tenham feito 18 anos até terem completado os 59.

Abstinência: escolha de uma alimentação simples e pobre. Tradicionalmente equivalia a privar-se de carne. Poderá ser substituída pela provação de outros alimentos e bebidas, sobretudo mais requintados e dispendiosos ou de especial preferência. Lembrem-se os fiéis de que o essencial do espírito de abstinência é o que dizemos acima, ou seja, a escolha de uma alimentação simples e pobre e a renúncia ao luxo e ao esbanjamento. Só assim a abstinência será privação e se revestirá de carácter penitencial.
A abstinência reveste-se de significado especial nas sextas-feiras da Quaresma.
O preceito da abstinência obriga os fiéis a partir dos 14 anos completos.
Aos que tiverem menos de 14 anos, deverão os pastores de almas e os pais procurar atentamente formá-los no verdadeiro sentido da penitência, sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem.
Estas determinações apenas se aplicam em condições normais de saúde, estando os doentes, por conseguinte, dispensados da sua observância.

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