quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
O Vídeo de Papa - Dezembro de 2017 - Pelos idosos
Intenção
Pelos idosos, para que, sustentados pelas famílias e pelas comunidades cristãs, colaborem com a sua sabedoria e experiência na transmissão da fé e na educação das novas gerações.
Oração
Pai de bondade, neste mês em que celebramos o nascimento do teu Filho Jesus,
damo-nos conta que a Encarnação acontece no seio de uma família,
como o lugar onde Deus veio habitar entre nós.
A família é o núcleo da sociedade,
a primeira escola de socialização,
onde se aprende a lidar com as diferenças e as riquezas de cada um.
A história de cada família
é marcada pela experiência de vida dos mais velhos,
que deixam um testemunho importante
para as gerações futuras.
Senhor Deus,
ensina-nos a valorizar o contributo dos mais idosos,
a não os descartarmos,
e a prestarmos atenção aos seus ensinamentos
e às suas lições de vida.
Desafios
– Visitar familiares ou conhecidos idosos neste tempo de Natal e levar-lhes a alegria do nascimento de Jesus. – Promover na própria comunidade algum momento de partilha de histórias de vida da parte de alguns idosos, orientado para os mais jovens.
– Estar atentos a situações de abandono ou fragilidade de pessoas idosas e ajudar a resolvê-las.
domingo, 3 de dezembro de 2017
Papa Francisco a dois países asiáticos, Myanmar e Bangladesh

Resumo da Visita do Papa Francisco a dois países asiáticos, Myanmar e Bangladesh.
Belas imagens legendadas oferecem um resumo desta importante Viagem Apostólica.
Aqui
sábado, 2 de dezembro de 2017
Jovens em movimento






Os jovens da comunidade paroquial tarouquense em trabalhos a favor dos outros.
Desde a colaboração na recolha de alimentos do Banco conta a Fome, passando pela preparação e montagem do presépio e terminando na elaboração do símbolo do Advento.
Entretanto, já preparam outras ações, como a Vigília Mariana que terá lugar no dia 8 deste mês, às 21h, na Igreja Paroquial. Eles contam com a presença de todos.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
3 Dezembro 2017 – 1º Domingo do Advento – Ano B
Leituras: aqui
CAMINHADA DO ADVENTO
1º Domingo do ADVENTO
Momento: início da Missa
(Do fundo da Igreja, surge o cortejo dos catequizandos onde apenas
transportam o símbolo do Advento que colocam junto ao altar. Depois, alguns
catequizandos, lendo alto e devagar, explicam o sentido do símbolo…)
1º Leitor: Estamos a começar o
Advento e, com o Advento começa o Novo Ano Litúrgico, que será o Ano B.
2º Leitor: A palavra Advento
significa vinda, chegada. Então no ADVENTO, celebramos as três vindas do
Senhor. O Senhor veio há 2017 anos; o Senhor vem hoje à vida das pessoas e
comunidades; O Senhor virá no fim dos tempos, cheio de poder e de glória. Então
será o novo céu e a nova terra.
3º Leitor: Para símbolo da nossa
caminhada do Advento, temos, este ano, a MEIA, onde antigamente, na noite de
Natal, eram colocadas as prendas para os mais pequeninos.
1º Leitor: Então
a meia recorda-nos as prendas de Natal. A maior prenda é Jesus que nasceu
pobrezinho na manjedoura, vindo ao mundo para nos salvar. Diz o Evangelho que
Deus amou o mundo de tal maneira que lhe ofereceu o Seu Próprio Filho. Jesus Cristo é o «rosto humano de
Deus e rosto divino do homem.”
2º Leitor: A meia
protege do frio. E neste tempo de Dezembro, bem preciso é…O nosso tempo está
cheio de muitos frios que são as várias pobrezas.
3º Leitor: Muitas são as pobrezas do nosso tempo: a pobreza material e económica;
a pobreza cultural; a pobreza
relacional; a pobreza espiritual e
anímica. Vamos reflectir sobre estas pobrezas ao longo do Adento.
1º Leitor: Neste
Ano Pastoral, cujo tema é a Caridade, o tempo do Advento apela a que, à volta do mistério do Natal, as
pessoas olhem e reconheçam os pobres de hoje e cultivem sentimentos e atitudes
de apreço e solidariedade. Daí o slogan do Advento:
Todos: O POBRE É IRMÃO. VAI, DÁ-LHE ATENÇÃO!
2º Leitor: A meia também aconchega o pé. O amor de
Deus aconchega-nos e envolve-nos constantemente. É um amor bonito, que nunca
cheira a suor, que oferece o perfume novo da salvação, que liberta do pecado e
do mal. O Natal é o grande abraço de Deus aos homens! Corramos para Aquele que
vem ao nosso encontro.
3º Leitor: É
natural que as pessoas procurem ter o “seu pé-de-meia” para se precaverem no
futuro. Na vida da fé, o nosso “pé-de-meia” consiste em acolher na nossa vida
Jesus Cristo que vem, amá-l’O, e segui-l’O, procurando amar os outros com o
mesmo amor com que Ele nos ama. Assim nos preparemos para o encontro com o
Senhor na eternidade.
1º Leitor: O
pecado é como a meia rota ou como a meia que cheira a suor. O Papa Francisco
disse há dias que é urgente que os cristãos não caiam no pecado da indiferença
em relação aos pobres e deserdados da vida. Porque:
Todos: O POBRE É IRMÃO. VAI, DÁ-LHE ATENÇÃO!
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
No próximo Domingo, começa o Novo Ano Litúrgico
MAS O QUE É O ANO LITÚRGICO?
1. O ano litúrgico, ou ano cristão, é o espaço de tempo ao longo do qual a Igreja recorda progressivamente a salvação realizada por Deus. A Igreja distribui por esse período os diversos tempos litúrgicos que celebram o mistério de Cristo.2. O ano litúrgico dura de fato um ano, mas não começa nem termina nos dias 1º de janeiro e 31 de dezembro, como o ano civil. Suas datas de começo e fim são móveis.
3. O início do ano litúrgico começa com as vésperas do I Domingo de Advento, que ocorre no dia 30 de novembro ou no domingo mais próximo a essa data. O Advento, portanto, é o primeiro tempo litúrgico do ano cristão e prepara-nos para o Nascimento de Jesus. Seu término acontece logo antes das vésperas do Natal do Senhor.
4. Nas vésperas do Natal do Senhor, tem início o segundo tempo litúrgico do ano cristão: o Tempo do Natal. Estende até o domingo depois da Epifania, ou seja, o dia 6 de janeiro ou o primeiro domingo seguinte ao dia 6 de janeiro.
5. Na segunda-feira imediatamente seguinte ao domingo da Epifania, começa o Tempo Comum, que se divide em duas etapas. A primeira etapa vai até a terça-feira de carnaval, incluindo-a. Na Quarta-Feira de Cinzas, o Tempo Comum é interrompido pela sequência de Quaresma, Tríduo Pascal e Tempo Pascal. Somente a partir da segunda-feira seguinte ao domingo de Pentecostes, que encerra o Tempo Pascal, é que começa a segunda etapa do Tempo Comum, que ocupará todo o restante do ano cristão, terminando logo antes das vésperas do I Domingo de Advento.
6. O Tempo da Quaresma começa na Quarta-Feira de Cinzas e se prolonga até imediatamente antes da celebração da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa.
7. A partir da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, que celebra a instituição da Eucaristia durante a Última Ceia de Cristo com seus Apóstolos, começa o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor. Seu ápice é a Vigília Pascal e seu término são as vésperas do Domingo da Ressurreição.
8. No domingo da Páscoa da Ressurreição, começam os cinquenta dias do Tempo Pascal, que termina no domingo do Pentecostes. O Tempo Pascal, liturgicamente, é como se fosse um único e longo dia de festa pela Ressurreição de Cristo. Seus primeiros oito dias constituem a Oitava da Páscoa: são dias de exultação, celebrados como solenidades do Senhor.
9. As cores litúrgicas dos vários tempos litúrgicos estão representadas na imagem acima.
O branco simboliza a luz, a alegria, a ressurreição, a vitória,
a inocência, a pureza, a purificação, a alegria e a glória.
O vermelho
simboliza o sangue, o fogo do amor, do Espírito Santo, da caridade ou do
martírio. Simboliza sobretudo o sangue de Cristo e dos sues mártires.
O verde,
a cor base dos vegetais, simboliza a esperança e a vida. Está ligado ao
crescimento.
O roxo
simboliza a penitência, a contrição, a serenidade, a sobriedade, a temperança e
a esperança contra as adversidades.
Quanto ao
tempo do Advento, há uma tendência a se usar o violeta ou violáceo, em vez do roxo,
para diferenciá-lo do tempo quaresmal (penitência) e acentuar a dimensão de alegre expectativa da vinda
do Senhor.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
O Evangelho de São Marcos no Ano B

O próximo dia 3 de dezembro, primeiro domingo do Advento, marca o início do Ano litúrgico, tendo o ano litúrgico anterior sido encerrado com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Como é o Ano B, toma-se geralmente como leitura do Evangelho na celebração litúrgica da Eucaristia dominical o texto de São Marcos.
Apesar de
escrito num grego simples e mesmo popular, o texto reveste-se de intenso
encanto literário, o que desmente a ideia de alguns que veem neste Evangelho
uma simples manta de retalhos com base em relatos soltos
de que Marcos seria herdeiro e fiel depositário.
A tradição
antiga, que remonta ao séc. II, atribui a obra do autor do segundo Evangelho canónico
a Marcos, identificado com João Marcos, filho de Maria, em cuja casa os
cristãos se reuniam para orar (vd At 12,12). Com Barnabé, seu primo, Marcos acompanha Paulo
durante algum tempo na primeira viagem missionária (vd At 13,5.13; 15,37.39) e depois aparece com ele, prisioneiro em Roma (vd Cl 4,10), mas liga-se mais a Pedro, que o trata por ‘meu
filho’ na saudação final da sua 1.ª Carta (1 Pe 5,13). Marcos terá escrito o Evangelho pouco antes da
destruição de Jerusalém, que aconteceu no ano 70 e talvez logo após o Apóstolo Paulo
ser martirizado por volta de 64 d.C.
Apesar
de não estar entre os discípulos originais de Jesus Cristo, Marcos ter-se-á
convertido posteriormente e tornou-se assistente do Apóstolo Pedro e pode ter
escrito seu Evangelho com base no que aprendeu com ele.
Marcos
e sua mãe, Maria, viveram em Jerusalém; sua casa era um local de reunião dos
primeiros cristãos (vd At 12,12). Marcos deixou Jerusalém para
ajudar Barnabé e Saulo (Paulo) em sua primeira jornada missionária (vd
At 12,25; 13,4-6.42-48).
Mais tarde, Paulo escreveu que Marcos estava com ele em Roma (vd
Cl 4,10; F1m 1,24) e
elogiou Marcos como companheiro, que era “muito útil para o ministério” (2Tm
4,11). Pedro
referiu-se a ele como “meu filho Marcos” (1Pe 5,13), sugerindo a proximidade do seu
relacionamento.
***
O livro, de
redação tersa e ritmo veloz com frases carregadas de grande dramatismo, reflete
a catequese que Pedro, testemunha presencial dos acontecimentos, espontâneo e
atento, ministrava à sua comunidade em Roma. É o menos extenso dos quatro livros
do Evangelho e situa-se no Cânon entre os dois mais extensos Mateus e Lucas e a
seguir a Mateus, o de maior uso na Igreja. Até ao século XIX, Marcos foi pouco
estudado e comentado, para não dizer praticamente esquecido. Santo Agostinho anacronicamente
considerava-o como um resumo de Mateus. Agora, é comum afirmar-se que todos os
outros Evangelhos, sobretudo os Sinóticos, supõem e utilizaram mais ou menos o
texto de Marcos, assim como o seu esquema histórico-geográfico da vida pública
de Jesus: Galileia, Viagem para Jerusalém, Jerusalém.
A
investigação aprofundada desde o século XIX, em torno da origem e da génese dos
Evangelhos, trouxe Marcos à luz da ribalta; hoje, é geralmente considerado o
mais antigo dos quatro, embora se creia que antes circulavam em folhas soltas
relatos e extratos de discursos escritos em aramaico tradicionalmente tidos
como “os ditos do Senhor”. Na verdade, a obra do evangelista supõe uma fase
mais primitiva da reflexão da Igreja acerca do Acontecimento Cristo, que a
originou; e só ele conserva o esquema da mais antiga pregação apostólica,
sintetizada em Atos 1,22: começa com
o baptismo de João (1,4) e termina com a Ascensão do Senhor (16,19).
Inicia-se repentina e dramaticamente e
mantém um ritmo rápido, relatando acontecimentos numa sucessão muito veloz.
Marcos usa com frequência os termos logo e imediatamente, devido ao efeito do ritmo rápido e de
ação. Apesar de mais de 90% do material de Marcos ser encontrado nos relatos de
Mateus e Lucas, os relatos de Marcos incluem detalhes adicionais que nos ajudam
a apreciar mais a compaixão do Salvador e a reação das pessoas ao Seu redor (vd
Mc 9,14-27 e Mt 17, 14-18).
Por exemplo, Marcos relatou a receção ampla e entusiástica do Salvador pelo
povo da Galileia e em outros locais no início de Seu ministério (vd
Mc 1,32-33.45; 2,2;3,7-9; 4,1).
E narrou cuidadosamente a reação negativa dos escribas e dos fariseus, cuja
oposição rapidamente passou de apenas ter pensamentos céticos (vd
Mc 2,6-7) para
conspirar a fim de destruir Jesus (vd Mc 3,6).
Entre
os temas importantes vêm as questões sobre quem era Jesus e quem entendeu a sua
identidade, bem como o papel do discípulo (diferente da multidão,
embora recrutado de entre as mais pessoas)
como alguém que precisa de “tomar a sua cruz e seguir Jesus” (Mc
8,34). Ademais, Marcos
é o único a relatar a parábola da semente que cresceu sozinha (vd
Mc 4,26-27), a cura
dum surdo na região de Decápolis (vd Mc 7,31-37) e a cura gradativa dum cego em
Betsaida (vd Mc 8,22-26).
Este Evangelho
contém pormenores – como citações traduzidas do aramaico, expressões latinas e
explicações dos costumes judeus – que parecem direcionados a um público de
romanos e pessoas de outras nações pagãs, bem como os que se converteram ao
cristianismo, mais provavelmente em Roma e por todo o Império Romano. Muitos
creem que Marcos pode ter estado com Pedro em Roma durante o período marcado
por duras provas de fé para muitos membros da Igreja que residiam em diversos
locais do Império Romano.
Um
terço deste Evangelho relata os ensinamentos e as experiências do Salvador
durante a última semana da sua vida terrena. Marcos prestou testemunho de que o
sofrido Filho de Deus finalmente triunfou sobre o mal, o pecado e a morte –
testemunho que significou que os seguidores do Salvador não precisavam de ter
medo, porque, ao enfrentarem perseguição, provações ou mesmo a morte, estariam
a seguir o Mestre. Deviam perseverar com confiança, sabendo que o Senhor os
ajudaria e que a suas promessas serão sempre cumpridas
***
Evidenciando
alguma pobreza de vocabulário e uma sintaxe menos cuidada, Marcos é parcimonioso
em discursos, apresenta apenas dois discursos de fôlego: o capítulo das
parábolas (cap. 4) e o discurso escatológico (cap. 13). Mas é exímio na arte de contar, apresentando muitas
narrações – o que faz com nítido realismo e sentido do concreto, enriquecendo
os relatos com pormenores e dando-lhes vida e cor. A este respeito, são típicos
os casos do possesso de Gerasa, da mulher com fluxo de sangue e da filha de
Jairo, no cap. 5. Presta especial atenção às palavras textuais de Jesus em
aramaico, por ex. “Talitha qûm” (5,42) e “Eloí, Eloí,
lemá sabachtáni” (15,34). E é de
referir o dia-tipo da atividade de Jesus, descrito na assim chamada “jornada de
Cafarnaúm” (1,21-34). De entre
as perícopas e simples incisos próprios de Marcos, menciona-se o único texto
bíblico em que Jesus aparece como “o Filho de Maria” (6,3), ao contrário dos outros que falam de Maria, mãe de
Jesus.
***
Pode
dizer-se, porventura de uma forma demasiado simples, que Marcos se torna
espectador com os leitores acompanhando-os na realidade ora normal ora
surpreendente. Como eles, acompanha e vive o drama de Jesus de Nazaré,
desenrolado em dois atos, coincidentes com as duas partes deste Evangelho. Ao
longo do primeiro, vai-se perguntando: Quem
é Ele? E Pedro responderá por si e pelos outros, de forma direta e
categórica: “Tu és o Messias!” (8,29). O segundo ato pode esquematizar-se com
pergunta-resposta: De que maneira se realiza Ele, como Messias? Morrendo e
ressuscitando (8,31; 9,31; 10,33-34).
Este
Evangelho apresenta, assim, uma Cristologia simples e acessível: Jesus de
Nazaré é verdadeiramente o Messias que, pela Morte e Ressurreição, demonstrou,
como o reconheceu o centurião romano, ser verdadeiramente o Filho de Deus (15,39) que a todos possibilita a salvação. “Pois também o
Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em
resgate por todos” (10,45). Foi esta
a finalidade da sua encarnação.
Este plano é
desenvolvido ao longo das 5 secções em que podemos dividir o Evangelho de Marcos,
segundo a Bíblia dos Capuchinhos: I. Preparação do ministério de Jesus
(1,1-13); II. Ministério na Galileia (1,14-7,23); III. Viagens por Tiro, Sídon e a Decápolis
(7,24-10,52); IV. Ministério em Jerusalém
(11,1-13,37); V. Paixão e Ressurreição de Jesus:
(14,1-16,20).***
Ou de outra maneira:
Do cap. 1 ao cap. 4, Jesus é batizado por João
Batista e começa a pregar, chama discípulos e realiza milagres. Conforme a
oposição contra Ele aumentava, ensinava mais por parábolas.
Do cap. 5 ao cap. 7, Jesus continua
a realizar muitos milagres, demonstrando a sua compaixão pelas pessoas. Depois
que João Batista é morto, Jesus alimenta mais de cinco mil pessoas e caminha
sobre as águas. E ensina contra falsas tradições.
Do cap. 8 ao cap. 10, Jesus Cristo continua a
realizar milagres. Pedro testifica que Jesus é o Cristo. O Salvador profetiza
três vezes sobre o seu sofrimento, a sua Morte e a sua Ressurreição, mas os
discípulos não entendem plenamente o significado. Ele ensina-os sobre a
humildade e o serviço exigidos aos discípulos.
E do cap. 1 ao cap. 4, durante a última semana
da sua vida terrena, o Salvador entra em Jerusalém, ensina os discípulos, sofre
no Getsémani e é crucificado. Por fim, Jesus Cristo ressuscita e sobe aos Céus.
***
Tal como os
outros evangelistas, Marcos apresenta-nos a pessoa de Jesus e o grupo dos
discípulos como primeiro modelo da Igreja.
Em relação ao Jesus Cristo, mais do que em qualquer outro Evangelho, Jesus,
“Filho de Deus” (1,1.11; 9,7; 15,39), revela-se profundamente humano, de contrastes por vezes desconcertantes:
é distante (4,38-39) e acessível
(8,1-3), repele (8,12-13) e acarinha (10,16); impõe “segredo” acerca da sua pessoa e do bem que faz e manda apregoar o
benefício recebido; manifesta limitações e até aparenta ignorância (13,32). É verdadeiramente o “Filho do Homem”, título da sua
preferência. Desta sorte, a pessoa de Jesus torna-se misteriosa, porque encerra
em si, conjunta e simultaneamente, um homem verdadeiro e um Deus verdadeiro.
Vai residir aqui a dificuldade da sua aceitação por parte das multidões que O
seguem e mesmo por parte dos discípulos.
Na primeira
parte deste Evangelho (1,14-8,30), Jesus
mostra-se mais preocupado com o acolhimento do povo, atende às suas
necessidades e ensina; na segunda parte (8,31-13,37) volta-se preferencialmente para os Apóstolos que
escolheu (3,13-19): e com
sábia pedagogia vai-os formando, revelando-lhes progressivamente o plano da
salvação (10,29-30.42-45) e
introduzindo-os na intimidade do Pai (11,22-26).
Quanto ao Discípulo de Jesus, este Jesus, tão simples e humano, é também muito
exigente para com os discípulos. Desde o início da sua pregação (1,14), arrasta as multidões atrás de si e alguns
discípulos seguem-no (1,16-22). Porém, após
a escolha dos Doze (3,13-19), começa a
desenhar-se uma certa separação entre este grupo mais íntimo e as multidões.
Todos seguem Jesus, mas de modos diferentes. Este seguimento exige esforço e
capacidade de abertura ao divino, que se manifesta em Jesus de forma velada e
indireta através dos milagres que Ele realiza. É por meio dos milagres que o
discípulo descobre no Filho do Homem a presença de Deus, vendo em Jesus de
Nazaré o Filho de Deus. Porque a pessoa de Jesus é essencialmente misteriosa,
para o seguir, o discípulo precisa de fé a toda a prova: sente-se duvidoso,
inseguro e tentado a abandoná-lo, vendo nele apenas o carpinteiro de Nazaré.
Por isso, Jesus é também um incompreendido: os seus familiares pensam que Ele
os trocou por uma outra família (3,20-21.31-35); os doutores da Lei e os fariseus não aceitam a sua
interpretação da Lei (2,23-28; 3,22-30), nas
questões do sábado e da expulsão dos demónios; os chefes do povo e dos
sacerdotes veem-no como um revolucionário perigoso e dilemático para o seu “status quo” (11,27-33). Por isso, desde o início do Evangelho, se desenha o
destino de Jesus: a morte (3,1-6; 14,1-2).
Mas, os
discípulos “de dentro” não são muito melhores do que “os que estão de fora” (4,11). Também eles sentem dificuldade em compreender o
mistério da pessoa de Jesus, que tem que lhes explicar as parábolas: parecem-se
com os cegos (8,22-26; 10,46-53), que olham
e não veem, e com os surdos que ouvem sem escutar (cf 4,11).
A
incompreensão é uma das mais negativas caraterísticas do discípulo no texto de
Marcos. É este o motivo por que, ao confessar o messianismo de Jesus (8,29), Pedro pensava num messias (termo
hebraico que significa “Cristo” em grego) mais
político que religioso e que libertasse o povo dos dominadores romanos. Isso
aparece claro quando Jesus desvia o assunto e anuncia pela primeira vez a sua
Paixão dolorosa (8,31). Pedro,
não gostando de tal messianismo, começa a repreender o Mestre, vindo este a
mandar-lhe que se retire e a acusá-lo de defender os interesses dos homens e
não os de Deus (8,31-33). O que ele
queria era como todos os discípulos de todos os tempos um cristianismo sem
esforço e sem grandes compromissos, quando o Mestre trazia um messianismo
radical a mover inteligências, corações e atitudes. A revolução é de dentro
para fora e não de fachada e transitória.
Apesar da
incompreensão manifestada pelos discípulos em relação aos seus ensinamentos,
Jesus não desanima e continua a ensiná-los na perspetiva da cruz e do serviço
pela Vida (8,31-38;
9,30-37; 10,32-45). O
efeito não foi muito positivo: no fim da caminhada para Jerusalém e depois de
Ele lhes ter recordado as dificuldades por que iria passar a sua fé (14,26-31), ao verem-no atraiçoado por um dos Doze e preso (14,42-45), “deixando-o, fugiram todos” (14,50-52):
“Então,
os discípulos, deixando-o, fugiram todos. Um certo jovem, que o seguia envolto
apenas num lençol, foi preso; mas ele, deixando o lençol, fugiu nu.”.
E Pedro
negou-O, como o fazemos tantas vezes, que também o traímos e fugimos dele.
Este é,
certamente, o Evangelho onde qualquer cristão se sentirá mais bem retratado.
2017.11.28 –
Louro de Carvalho
terça-feira, 28 de novembro de 2017
domingo, 26 de novembro de 2017
sábado, 25 de novembro de 2017
Festa da Catequese assinala o 1º aniversário da inaguração do Centro Paroquial
Para uma paróquia do interior - embora seja a sede do concelho - o número de crianças é interessante. Temos cerca de 350 catequizandos do 1º ao 10º ano. Quando se sente a natalidade - inverno em tantas e tantas freguesias deste interior, tão pouco zelado pelo poder central - não podemos deixar de nos sentir contentes com as crianças que ainda vamos tendo. Graças a Deus!
Hoje foi a festa da catequese. Presença de muitos pais e amigos das crianças. Bom o trabalho realizado pelas crianças e jovens. Um aplauso para eles do tamanho do Amor de Deus! Viveram profundamente o momento, dentro das várias tarefas que desempenharam. É justa uma palavra de enorme apreço pelo trabalho, dedicação, persistência dos catequistas. Muitos parabéns! São fantásticos!
Hoje foi a festa da catequese. Presença de muitos pais e amigos das crianças. Bom o trabalho realizado pelas crianças e jovens. Um aplauso para eles do tamanho do Amor de Deus! Viveram profundamente o momento, dentro das várias tarefas que desempenharam. É justa uma palavra de enorme apreço pelo trabalho, dedicação, persistência dos catequistas. Muitos parabéns! São fantásticos!
Os apresentadores estiveram à altura das circunstâncias. Merecem aplauso.
Obrigado a quem colaborou com o trabalho e adequação do som, bem como a quem realizou as projeções.
Na Eucaristia vespertina de Cristo Rei, celebramos um Deus de amor que Se faz Pastor para orientar e aquecer o coração dos crentes e afirma as Obras de Misericórdia como caminho do Reino.
Obrigado a quem colaborou com o trabalho e adequação do som, bem como a quem realizou as projeções.
Na Eucaristia vespertina de Cristo Rei, celebramos um Deus de amor que Se faz Pastor para orientar e aquecer o coração dos crentes e afirma as Obras de Misericórdia como caminho do Reino.
Seguidamente, os 10 grupos de catequese desenvolveram o tema "a Caridade" que orienta este Ano Pastoral.
A mensagem bíblica sobre a caridade, a caridade como forma de vencer desencontros, expressões da caridade, um Deus que pede para acolhermos o Seu amor, a beleza da caridade... Tudo passou naquele palco pela bela atuação dos mais novos. Através de representações, cânticos, textos, mensagens bíblicas dramatizadas, gravações, power point, os catequizandos ofereceram ao público a beleza e o encanto da Caridade, porque Deus é Caridade.
A mensagem bíblica sobre a caridade, a caridade como forma de vencer desencontros, expressões da caridade, um Deus que pede para acolhermos o Seu amor, a beleza da caridade... Tudo passou naquele palco pela bela atuação dos mais novos. Através de representações, cânticos, textos, mensagens bíblicas dramatizadas, gravações, power point, os catequizandos ofereceram ao público a beleza e o encanto da Caridade, porque Deus é Caridade.
O público esteve concentrado durante as atuações. É mesmo bom ver as pessoas contentes! E olhem que há gente nova com muito jeito mesmo para a representação! 5 estrelas.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Já estão em Vouzela os donativos da comunidade tarouquense




Partiram ao início da tarde rumo a Vouzela os 3 veículos que transportavam os donativos da comunidade tarouquense. Regressaram já ao início da noite a casa.
- 2 dos veículos levavam os donativos recolhidos por ocasião do Dia Mundial dos Pobres. O 3º veículo levava alimento para animais, recolhido pelo sr. Manuel Gomes que tem conseguido vários carregamentos, sendo este mais um deles.
Saliente-se, mais uma vez, o trabalho generoso e devotado do GASPTA na recolha, arrumação e organização dos bens recolhidos. Foi ainda o GAPTA que contactou algumas zonas afetadas pelos incêndios, tendo-se decidido por aquela que estava mais perto de nós e mantinha fortes carências.
Deste encontro com pessoas e responsáveis de Vouzela, o que ressaltou?
- A amabilidade agradecida com que nos receberam.
- A indicação e verificação claras de que roupa de corpo eles não precisavam, pois disso tinham em abundância.
- A existência de carências relacionadas com a destruição de habitações: como materiais de construção, móveis e eletrodomésticos... Coisas para reabilitação de casas ardidas e coisas para preenchimento de uma habitação normal.
Foi bela esta aventura solidária da Paróquia, nesta Ano Pastoral sob o tema da Caridade.
Aplauso e agradecimento às pessoas desta comunidade paroquial pela generosidade.
Reconhecimento e agradecimento ao GASDPTA pelo enorme trabalho responsável que levou a efeito.
Reconhecimento e gratidão a quem nos apoiou. A começar pela Câmara e Junta que nos cederam os veículos e condução. A todas as pessoas que se empenharam, colaboraram e ajudaram.
Dois apelos finais:
1. Que nos preocupe sempre a "pobreza envergonhada". Aqueles que precisam mesmo, mas têm vergonha de dizer que precisam. Se conhecer casos destes, procure ajudar, encaminhando para o GASPTA. Há lá roupa que pode ajudar essa gente. Sem dar nas vistas.
2. Se tiver ou souber quem tenha móveis de casa/eletrodomésticos que, embora usados, estejam em bom estado de conservação, as vítimas dos incêndios agradecem. Se quiser oferecer matérias de construção ou souber quem o queira fazer, as vítimas agradecem. Neste casos, contacte o GASPTA.
Obrigado
Papa sublinha obrigação de participar na Missa ao domingo e construir uma sociedade mais fraterna
Francisco voltou a reclamar atitude diferente de quem vê a Eucaristia como um «espetáculo»
O Papa Francisco sublinhou hoje, no Vaticano, que os católicos têm obrigação de participar na Missa ao domingo, com a preocupação de construir uma sociedade mais fraterna.
A audiência pública semanal contou com uma nova reflexão do Papa sobre a celebração da Missa, como "memorial do mistério pascal de Cristo", ou seja, não apenas uma "recordação", mas "tornar presente" o que aconteceu há 2 mil anos.
"Quando vamos à Missa é como se fôssemos ao Calvário, o mesmo", referiu.
À imagem do que aconteceu nas duas últimas semanas, o pontífice deixou reparos aos que vivem a celebração eucarística como se estivessem num "espetáculo".
Francisco questionou os presentes sobre qual seria a sua atitude se pudessem estar no Calvário, diante de Jesus: "Pensaríamos em bisbilhotar, tirar fotografias, de fazer uma espécie de espetáculo? Não, porque é Jesus".
"Estaríamos, com certeza, em silêncio, a chorar, também na alegria de sermos salvos. Quando entrarmos na igreja para celebrar a Missa, pensemos nisto: ali dentro, está o Calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim. E assim desaparece o espetáculo, a bisbilhotice, os comentários, tudo o que nos afasta desta coisa tão bela que é a Missa", acrescentou.
A reflexão do Papa realçou que a participação no sacramento da Eucaristia representa, para os católicos, entrar na “plenitude da vida” de Cristo.
“Com a Eucaristia, Jesus liberta-nos da morte física e do medo de morrer, bem como da morte espiritual, que é o mal e o pecado”, precisou.
A catequese semanal centrou-se nesta dimensão pascal da Missa, na passagem da morte para a vida, e na necessidade de amar a Deus e ao próximo.
“Recebamos muitas vezes o Senhor na Santa Comunhão, adoremo-lo nos tabernáculos e nos nossos corações. Sirvamo-lo nos nossos irmãos, para construir juntamente com eles uma nova comunidade humana, mais justa e fraterna”, pediu Francisco.
Francisco evocou ainda a celebração da memória litúrgica de Santa Cecília, mártir, e disse que os mártires deram a sua vida, em nome da fé, porque tinham a "certeza" da vitória de Cristo sobre a morte.
“Rezemos todos a Santa Cecília, para que nos ensine a cantar com o coração, que nos ensine o júbilo de termos sido salvos”, acrescentou, recordando a padroeira dos músicos.
O Papa deixou uma saudação particular aos peregrinos de língua portuguesa: “Convido-vos a olhar com confiança o vosso futuro em Deus, levando o fogo do seu amor ao mundo. É a graça da Páscoa que frutifica na Eucaristia e que desejo abundante nas vossas vidas, famílias e comunidades. De bom grado, vos abençoo a vós e aos vossos entes queridos”.
agência ecclesia
domingo, 19 de novembro de 2017
Dia Mundial dos Pobres. Parabéns, Paróquia de S. Pedro de Tarouca!


19 de novembro, Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco.
Sendo a CARIDADE o tema do nosso Plano Pastoral, o Conselho Pastoral decidiu inscrever no Plano Pastoral a celebração do Dia dos Pobres com recolha de víveres, roupa e brinquedos, como forma de a comunidade mostrar a sua solidariedade para com os mais carenciados, tendo as vítimas dos incêndios como preocupação principal.
Atempadamente o pároco explicou e enquadrou as atividades deste dia, quer nas Eucaristias dominicais quer através do jornal e da internet.
A adesão das pessoas foi admirável, excedendo todas as espectativas. Muita, muita generosidade!
Inicialmente previra-se a recolha dos objetos acima referidos nas Missas de sábado e domingo, mas logo se deu conta que tal era incomportável face à onde de generosidade em toda a paróquia. Em cada povo, as pessoas organizaram-se e encontraram um ponto de recolha, mantendo-se, claro, a Igreja Paroquial como um ponto de receção.
Alimentos muito diversificados - houve quem oferecesse dezenas e dezenas de quilos de batatas -, fartura de roupas e agasalhos, imensos brinquedos. Tudo trazia a marca do carinho e da delicadeza para com os pobres, até na maneira como foram apresentados os donativos.
Tendo em conta a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Pobres, em todas as Eucaristias deste fim de semana, as várias admonições, o momento penitencial, o cortejo de oferendas, os cânticos, o gesto do Pai Nosso procuram ajudar a comunidade a viver e a sentir a caridade para que
“Não amemos com palavras, mas
com obras.”
O GASPTA (Grupo sócio-caritativo da Paróquia de Tarouca) está agora a recolher, organizar e tratar os donativos para que sigam o mais rapidamente possível em direção dos necessitados, de modo especial as vítimas dos incêndios.
Muitos parabéns às pessoas desta comunidade paroquial. Foram pura e simplesmente fantásticas! Obrigado, em nome dos pobres.
Os nossos sinceros agradecimentos a quem colaborou na dinamização a nível de cada povo, a quem cedeu instalações, aos que ajudaram no transporte, aos agentes pastorais que deram o seu melhor para a vivência das Eucaristias.
Obrigado ao GASPTA por todo o empenho nesta ação caritativa.
Foi uma memorável celebração da Caridade!
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Depois dos telemóveis, o Papa pede fim de conversas e bisbilhotice durante a Missa
O Papa Francisco voltou a criticar comportamentos que fazem da Missa um “espetáculo” e, depois de há uma semana ter pedido o fim dos telemóveis na celebração, apelou esta manhã ao silêncio na assembleia.
“Quando vamos à Missa, às vezes chegamos cinco minutos mais cedo e começamos a bisbilhotar com quem está ao nosso lado. Mas não é o momento de bisbilhotar, é o momento do silêncio para preparar-se para o diálogo, é o momento de recolher-se no coração para preparar o encontro com Jesus”, apelou, na segunda catequese do novo ciclo de reflexões semanais sobre a Eucaristia.
Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Papa sublinhou que o silêncio é “muito importante nas celebrações litúrgicas”.
“Lembrem-se daquilo que vos disse na semana passada: não vamos para um espetáculo, vamos para o encontro com o Senhor e o silêncio prepara-nos e acompanha-nos. Permanecer em silêncio junto de Jesus”, recomendou.
Francisco falou da Missa como “a oração por excelência, a mais elevada”, um “momento privilegiado para estar com Jesus, e por meio dele, com Deus e com os irmãos”.
"Jesus ensina os seus discípulos a rezar a oração do Pai Nosso e, com ela, introdu-los no diálogo sincero e simples com Deus, animando-os a criar neles uma consciência filial, sabendo dizer ‘Pai’", assinalou.
No final da audiência geral, o Papa dirigiu uma saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, vindos de Portugal e do Brasil.
“Queridos amigos, sois chamados a ser testemunhas da alegria no mundo, transfigurados pela graça misericordiosa que Jesus nos dá na Santa Missa. Desça sobre vós e sobre vossas famílias a bênção de Deus”, concluiu.
Agência Ecclesia
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