sexta-feira, 8 de maio de 2020

Higienização de espaços e pessoas, distanciamento entre participantes e inexistência de contacto físico nos vários sacramentos vai marcar o culto católico

Conferência Episcopal Portuguesa  divulgou oito dezenas de orientações para as celebrações no contexto da pandemia onde se inclui o «obrigatório o uso de máscara»



Bendizemos ao Senhor Jesus Cristo que não nos abandonou neste tempo difícil e agradecemos à Virgem Santa Maria a intercessão nas nossas necessidades, para sermos capazes de compreender e viver todos os acontecimentos pessoais e comunitários como momentos de salvação.
O novo coronavírus continua a propagar-se em Portugal, já que estamos ainda no início desta pandemia. Na parte que lhe cabe, a Igreja tem a grave responsabilidade de prevenir o contágio da enfermidade, em coordenação com as legítimas autoridades governativas e de saúde.
Entretanto, face ao controlo progressivo da pandemia provocada pelo coronavírus COVID-19 no nosso País e ao início das medidas de desconfinamento, esperamos retomar brevemente as celebrações litúrgicas comunitárias e abertas e demais atos de culto público, o que corresponde à natureza da Igreja, assembleia do Senhor.
Reafirmamos o nosso regozijo pela redescoberta e revalorização criativas de numerosas formas pessoais e familiares de prática religiosa, de oração e liturgia doméstica. Com esta nova vitalidade, poderemos enfrentar melhor os meses que nos esperam, sabendo bem que será preciso ainda esperar algum tempo até ao integral restabelecimento da vida eclesial e religiosa. Nada pode substituir a vida sacramental plena. Mas bem sabemos que as celebrações públicas do Culto Divino constituem o cume e a fonte, embora não sejam o todo da nossa vida de fé, esperança e caridade.
Ao mesmo tempo que se retoma a participação comunitária na Liturgia, há que garantir a proteção contra a infeção. Por isso, a Conferência Episcopal Portuguesa convida todos os fiéis a fazerem por si próprios todos os possíveis para limitar esta pandemia e propõe algumas medidas de proteção que dimanam da caridade fraterna.
Estas normas de proteção deverão ser concretizadas em cada Diocese, modificando-as, se for o caso, tendo em conta o que a autoridade de saúde dispuser em cada momento. O bem comum convida todas as Dioceses a caminharem juntas.


ANTES DA MISSA


1.    Na impossibilidade de cumprir presencialmente o preceito dominical, convida-se à leitura orante da Palavra de Deus e à oração em casa, aproveitando-se a transmissão mediática das celebrações, também disponível para os que não podem ir à igreja por razões de saúde ou idade.

2.    Pede-se aos fiéis que estão ou se sentem doentes que não vão à Missa. No respeito pelas diretivas das autoridades de saúde, poderão receber a comunhão em suas casas recorrendo ao serviço dos ministros extraordinários da Comunhão, logo que possível, devendo observar as mesmas regras de higienização da Comunhão na Missa dominical.

3.    Convidam-se fiéis pertencentes a grupos de risco a não frequentar a Missa dominical; por razões imperiosas, poderão ir à Missa durante a semana, em que há menos fiéis.
4.    Devem afixar-se, em sítios bem visíveis, cartazes a lembrar as regras de higiene e de distanciamento (anexos da Direção Geral de Saúde).

5.    As comunidades cristãs deverão organizar equipas de acolhimento e ordem que auxiliem os fiéis no cumprimento das normas de proteção.

6.    Nos horários previstos para as celebrações, as portas de entrada da igreja, claramente identificáveis, deverão estar abertas para evitar que quem acede tenha de tocar nos puxadores ou maçanetas. A comunidade cristã confiará a um pequeno grupo de pessoas a tarefa de velar pelo correto decorrer das entradas.

7.    Sempre que possível, as portas de entrada sejam distintas das de saída e haverá percursos sinalizados de sentido único de modo a evitar que as pessoas se cruzem.

8.    Os fiéis devem higienizar as mãos à entrada da igreja com um produto desinfetante. As pessoas a quem a comunidade cristã confia esta tarefa porão à disposição frascos dispensadores com uma quantidade suficiente de produto desinfetante e verificarão que todos, sem exceção, desinfetam as mãos.

9.    É obrigatório o uso de máscara, a qual só deverá ser retirada no momento da receção da Comunhão eucarística.

10. O acesso dos fiéis às Missas dominicais, às celebrações da Palavra e a outros atos de culto será limitado no número de participantes, de acordo com a dimensão da igreja e as regras aplicáveis, pelas autoridades competentes, a todos os eventos em espaços fechados.

11. Deve respeitar-se a distância mínima de segurança entre participantes de modo que cada fiel disponha, só para si, de um espaço mínimo de 4m2; deve garantir-se, com medidas adequadas, que as distâncias necessárias sejam respeitadas (por ex: barrando acesso a alguns bancos ou alternando as filas, afastando cadeiras; marcando os lugares com cores ou outra sinalética). A regra do distanciamento não se aplica a pessoas da mesma família ou que vivam na mesma casa.

12. Para descongestionar as igrejas com maior afluência de fiéis e quando os sacerdotes já celebrarem a Santa Missa no número de vezes canonicamente permitido, poderão oferecer-se celebrações na ausência de presbítero, com distribuição da comunhão, nas condições previstas. Para evitar que alguns fiéis sejam mandados embora ao chegar a uma igreja com a lotação já preenchida, sugerem-se, onde for viável, diligências de reserva e numeração dos lugares; pode também privilegiar-se o acesso, rotativamente, aos diferentes lugares, povoações ou arruamentos de cada comunidade cristã.

13. Sempre que a meteorologia o permita e haja espaços adequados, faça-se um uso generoso da possibilidade de celebrar atos de culto ao ar livre. Nessas situações dê-se precedência nos assentos às pessoas mais velhas.

14. As pias de água benta junto às entradas da igreja continuarão vazias.

DURANTE A MISSA


15. Os fiéis ocupam os lugares previstos, mantendo as distâncias estabelecidas, sob a supervisão das pessoas a quem a comunidade cristã confia esta tarefa. Não se separam as famílias ou os que vivem na mesma casa. As primeiras pessoas a entrar devem ocupar os lugares mais distantes da porta de entrada.

16. Os fiéis que sintam algum mal-estar durante alguma celebração devem sair imediatamente, acompanhadas pelas pessoas que a comunidade cristã tiver designado.

17. Habitualmente, além do sacerdote e diácono, a celebração pode desenrolar-se com o número de acólitos adequado ao espaço existente no presbitério para que se cumpram as regras do distanciamento. Nas mesmas condições, podem também intervir um ou dois leitores que poderão estar situados na assembleia. Analogamente, para a dinamização musical das celebrações recomenda-se que haja um número adequado de cantores, acompanhados de algum instrumento, de preferência o órgão.

18.  Os leitores e cantores desinfetarão as mãos antes e depois de tocarem no ambão ou nos livros. Não haverá folha de cânticos nem se distribuirão desdobráveis com as leituras ou qualquer outro objeto ou papel.

19.  Os recipientes para recolher a coleta não se passarão no momento do ofertório, mas serão apresentados à saída da igreja pela equipa de ordem e acolhimento, seguindo os critérios de segurança apontados.

20. Os sacristães, acólitos ministrantes e outros colaboradores da igreja, equipados com máscaras e luvas descartáveis, devem manusear e limpar os utensílios litúrgicos, e secá-los com toalhas de papel, não reutilizáveis.

21.  O sacerdote e o diácono, se estiver presente, desinfetarão as mãos antes da apresentação dos dons. Apenas o sacerdote e o diácono (não os acólitos) pegam nas oferendas e nos vasos sagrados.

22.  O cálice e a patena deverão estar cobertos com a respetiva pala, apenas se destapando no momento em que o sacerdote celebrante os toma nas suas mãos para a consagração; as píxides devem manter-se fechadas com a respetiva tampa.

23.  O gesto de paz, que é facultativo, continua suspenso.

24. Na procissão para a Comunhão, os fiéis devem respeitar o distanciamento aconselhado. Se for o caso, marcar-se-ão as distâncias no pavimento da igreja. Sendo inevitável uma maior proximidade, os ministros que a distribuem usarão máscara.

25.  O diálogo individual da Comunhão («Corpo de Cristo». – «Amen.») pronunciar-se-á de forma coletiva depois da resposta «Senhor, eu não sou digno…», distribuindo-se a Eucaristia em silêncio.

26.  Na receção da Comunhão, observem-se as normas de segurança e de saúde, nomeadamente em relação ao distanciamento físico entre os comungantes e à higienização das mãos.

27.  Continua a não se ministrar a comunhão na boca e pelo cálice. Eventuais concelebrantes e diáconos comungam do cálice por intinção.

28.  No caso de o sacerdote celebrante ser mais idoso ou pertencer a algum grupo de risco, deve ser substituído, na distribuição da Comunhão, por algum diácono ou ministro extraordinário.

29.  As regras relativas à higiene e ao distanciamento entre participantes aplicam­-se, de igual modo, às demais ações litúrgicas e aos outros atos de piedade.


DEPOIS DA MISSA


30. As pessoas a quem a comunidade cristã confiou a tarefa de abrir as portas de saída devem fazê-lo depois da bênção final.

31.  Os fiéis deixam a igreja, segundo uma ordem fixada em cada comunidade cristã no respeito pelas regras de distanciamento, e não se aglomeram diante da igreja. Algum membro da equipa de acolhimento e ordem velará por isso. As primeiras pessoas a sair devem ser as que estão mais próximas da porta de saída.

32. Após a Missa, proceda-se ao arejamento da igreja durante pelo menos 30 minutos, e os pontos de contacto (vasos sagrados, livros litúrgicos, objetos, bancos, puxadores e maçanetas das portas, instalações sanitárias) devem ser cuidadosamente desinfetados.


OUTRAS CELEBRAÇÕES E ATIVIDADES PASTORAIS


33.  Todas as celebrações e atividades pastorais, quando se realizarem ainda em ambiente de epidemia devem observar as seguintes orientações e estão condicionadas ao escrupuloso cumprimento das normas de higiene, distanciamento e outras formas de proteção (uso de máscara e de luvas) que as autoridades de saúde prescreverem.

1. Batismo de crianças


34. Para a signação, no acolhimento, o ministro procederá conforme está previsto na admissão de catecúmenos (RICA, rubrica do n. 83): traça uma cruz diante da fronte de cada batizando, sem contacto físico; os pais, mas não os padrinhos (a não ser que também eles coabitem com a criança a batizar) farão o sinal da cruz na fronte do filho.

35. Para a unção pré-batismal proceder-se-á conforme está previsto no n.º 51 do Ritual Celebração do Baptismo das Crianças: o ministro dirá a fórmula prevista, seguida do gesto da imposição das mãos sobre cada criança, mas sem contacto físico.
36. Em todas as celebrações do Batismo proceda-se à bênção de água fresca e limpa. Na administração da água batismal, haja o cuidado de que a água derramada no ato do batismo não possa ser reutilizada, sendo antes escoada pelo sumidouro ou para uma vasilha distinta, evitando qualquer tipo de contacto entre os batizandos. O ministro poderá usar para todos os batismos a mesma concha, previamente higienizada.

37. Em relação à unção pós-batismal, autoriza-se a exceção já prevista na rubrica do n.º 125 do Ritual para o caso de o número dos batizados ser muito grande: omite-se a unção e diz-se a oração com a adaptação prevista no Ritual.

38. Nenhum dos demais ritos da Liturgia do Batismo supõe qualquer contacto físico a não ser dos pais com a criança que é batizada.

39. Com estes procedimentos, pode ser autorizada a celebração de Batismos quer de uma só criança, quer de várias, com condicionamentos em relação à ocupação do espaço e às normas de higiene e distanciamento iguais às previstas para a celebração da Missa dominical.

2. Iniciação cristã dos adultos


40. Nos ritos do catecumenado, tanto de exorcismo como de bênção, a imposição das mãos far-se-á sempre sem contacto físico; o gesto do sopro será substituído pelo gesto de estender a mão direita em direção aos candidatos e catecúmenos, conforme está previsto nas rubricas (RICA 79).

41.  Na signação da fronte e dos sentidos, o celebrante traça uma cruz diante da fronte dos candidatos, de modo a evitar o contacto direto (RICA, rubrica do n. 83); se os candidatos forem muitos, o celebrante traça uma cruz sobre todos os candidatos ao mesmo tempo (RICA, rubrica do n. 84), enquanto os catequistas e garantes traçam uma cruz diante da fronte dos candidatos, de modo a evitar o contacto direto; na signação dos sentidos, o celebrante profere as fórmulas, enquanto os catequistas e garantes traçam o correspondente sinal da cruz sobre cada candidato, mas sem contacto físico.

42.  Os livros dos Evangelhos a distribuir a cada catecúmeno deverão estar previamente higienizados e o celebrante procederá à higienização das mãos antes de proceder à sua eventual distribuição; esta far-se-á evitando qualquer contacto entre celebrante e catecúmenos.

43.  Omitem-se os ritos auxiliares já previstos como eventuais no Ritual (RICA 89).

44.  As unções previstas no tempo do catecumenado far-se-ão exclusivamente nas mãos dos catecúmenos, que as estenderão com as palmas para cima; o celebrante realizará a unção servindo-se de um pouco de algodão embebido no óleo dos catecúmenos, tendo o ministro o cuidado de não tocar diretamente nas mãos dos catecúmenos. Havendo algum contacto, o ministro procederá à higienização dos dedos envolvidos antes de proceder à unção de outro catecúmeno. Após a celebração, o algodão utilizado nas unções será incinerado.

45.  No rito da eleição, em vez de cada candidato inscrever o próprio nome, os nomes de todos os eleitos constarão numa lista e proceder-se-á conforme previsto na rubrica do RICA 146. No ato da eleição, os padrinhos aproximam-se dos eleitos, mas não lhes tocam no ombro, a não ser que sejam familiares que vivam na mesma casa.

46.  Nas celebrações dos escrutínios, os padrinhos aproximam-se dos afilhados durante as preces pelos eleitos, mas abstêm-se de lhes por a mão direita no ombro, a não ser que sejam familiares que vivam na mesma casa.

47.  No rito do «Effathá» o ministro procederá como está previsto na celebração do Batismo de Crianças: estenderá a mão direita na direção dos eleitos e pronunciará a fórmula prevista (RICA 202).

48.  Na celebração dos Sacramentos da Iniciação, proceda-se à bênção de água fresca e limpa, como sempre sucede na Vigília Pascal. Na administração da água batismal, haja o cuidado de que a água derramada no ato do batismo não possa ser reutilizada, sendo antes escoada pelo sumidouro ou para uma vasilha distinta, evitando qualquer tipo de contacto entre os batizandos. O ministro usará para todos os batismos a mesma concha, previamente higienizada, ou a sua mão, evitando qualquer contacto físico.

49.  Se, por motivos especiais, não se seguir a celebração da Confirmação, a unção pós-batismal será substituída como se indicou na celebração do Batismo de crianças.

50.  Na imposição da veste branca, rito que se pode omitir, os padrinhos e madrinhas que ajudam os afilhados a revestir a veste higienizam as mãos antes de o fazer, a não ser que sejam familiares dos afilhados e vivam na mesma casa.

51.  No rito da Confirmação proceda-se como em seguida se dirá para este Sacramento. Os padrinhos aproximam-se dos afilhados e, com máscara, dizem o nome do afilhado ao Bispo abstendo-se, porém, de tocar no seu ombro a não ser que vivam no mesmo agregado familiar.

3. Confirmação


52. As celebrações da Confirmação estão sujeitas às mesmas restrições e condicionamentos da Missa dominical.

53. Os Bispos ponderarão a possibilidade de adiar a celebração do Sacramento da Confirmação. Optando-se pela sua celebração, ministro e crismandos usarão máscara de proteção no momento da crismação.

54.  Sendo vários os crismandos, use-se um pouco de algodão embebido do Santo Crisma para cada crismação, tendo o ministro o cuidado de não tocar diretamente na fronte do crismando. Havendo algum contacto, o ministro procederá à higienização dos dedos envolvidos no contacto antes de proceder à crismação de outro crismando. A saudação da paz limitar-se-á ao diálogo, sem contacto. Após a celebração o algodão utilizado na crismação será incinerado.

55.  Os padrinhos aproximam-se dos afilhados e, com máscara, dizem o nome do afilhado ao Bispo abstendo-se, porém, de tocar no seu ombro.

4. Primeiras Comunhões


56. As festas da primeira Comunhão estão sujeitas às mesmas restrições e condicionamentos da Missa dominical.

57. As crianças preparadas para a Primeira Comunhão, e cujos pais assim o desejem, podem, de acordo com o pároco, fazê-la particularmente ou em pequeno número numa Missa dominical, sem excluir uma posterior participação numa celebração mais solene.

5. Sacramento da Reconciliação


58. Na celebração do Sacramento da Reconciliação, para além das medidas gerais, deve escolher-se um espaço amplo que permita manter o distanciamento entre confessor e penitente, que usarão máscara, sem comprometer a confidencialidade e o inviolável sigilo sacramental.

59. Ao terminar, aconselha-se reiterar a higiene das mãos e a limpeza das superfícies utilizadas.

6. Unção dos enfermos


60. Redobrem-se os cuidados de higiene e usem-se máscaras de proteção, evitando-se o contacto físico na imposição das mãos.

61. Na administração do óleo dos enfermos use-se um pouco de algodão embebido no óleo dos enfermos, de modo a evitar contacto físico.

62. Os sacerdotes mais idosos ou enfermos não devem ministrar este Sacramento a pessoas que estejam infetadas por coronavírus.

7. Ordenações


63. Em termos de participantes, as ordenações estão sujeitas às mesmas restrições e condicionamentos da Missa dominical.

64. Com mais do que um candidato, terá de haver procedimentos de higienização entre a realização dos gestos que impliquem contacto com cada ordinando.

65. A imposição das mãos, em silêncio, do Bispo ordenante sobre a cabeça dos ordinandos, requerida para a validade da ordenação, não terá contacto físico.

66. Na ordenação de novos presbíteros, reduza-se a representação do presbitério (membros do Cabido, formadores do Seminário, párocos de naturalidade, de residência e de estágio…); só esses farão o gesto da imposição das mãos, mas sem estabelecer contacto físico com os ordinandos (tal não é requerido ad validitatem); na saudação de acolhimento na Ordem, o abraço da paz será substituído por uma vénia recíproca coletiva.

67. Na ordenação dos diáconos, reduza-se a presença dos demais diáconos ao mínimo indispensável para a liturgia estacional. Na saudação de acolhimento na Ordem, o abraço da paz será substituído por uma vénia recíproca coletiva.

68. Antes e depois do gesto de obediência (mãos nas mãos) e da unção, ordinandos e Bispo higienizarão as mãos.

69. Os presbíteros e diáconos que auxiliarem os recém-ordenados a revestir-se com os paramentos da sua ordem também higienizarão as mãos.

8. Matrimónio


70. As celebrações matrimoniais estão sujeitas às mesmas restrições e condicionamentos da Missa dominical.

71. Os anéis (alianças) deverão ser manipulados exclusivamente pelos noivos.

9. Exéquias


72. As exéquias cristãs devem ser celebradas na igreja (com celebração da Palavra ou da Eucaristia) e/ou no cemitério com a presença dos familiares, tendo em conta as normas de segurança.

73. Apesar de tal ser difícil nestes momentos de dor, não deixe de se recomendar a omissão de gestos de afeto que impliquem contacto pessoal e a importância de se manter a distância de segurança.

10. Visitas à igreja para a oração ou adoração ao Santíssimo


74.  As igrejas podem estar abertas durante o dia para visitas individuais de oração ou adoração ao Santíssimo Sacramento, desde que se observem os requisitos determinados pelas autoridades de saúde. Os fiéis abster-se-ão de tocar em qualquer imagem ou objeto expostos.

75. As visitas turísticas devem ser condicionadas, segundo as orientações das autoridades competentes.

11. Ações formativas e atividades pastorais


76. As atividades pastorais nos espaços eclesiais (paróquias, centros pastorais, casas de retiro, etc.) como reuniões, ajuntamentos, iniciativas culturais e de restauração, entre outras, seguirão as regras previstas pelas autoridades competentes.

77.  As atividades de catequese e outras ações formativas continuarão a ser realizadas apenas por meios telemáticos até ao final deste ano pastoral.

78. Os Bispos ponderarão a possibilidade de adiar outras atividades, incluindo as visitas pastorais.

12. Peregrinações e romarias


79. Peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia, continuam suspensas até novas orientações.


Lisboa, 8 de maio de 2020

quinta-feira, 7 de maio de 2020

10 Maio 2020 - 5º Domingo da Páscoa - Ano A

Leituras: aqui


Semana da Vida

 “A fragilidade humaniza a vida”
"Só é verdadeiramente humana uma sociedade compassiva, capaz de promover a justiça social e os mecanismos da solidariedade que a reequilibrem quando as consequências da fragilidade humana partilhada por todos se abatem sobre alguns”.

terça-feira, 5 de maio de 2020


Vídeo do Papa - Maio 2020



Temos clara noção de qual é a missão dos diáconos na Igreja? Eles trazem para o clero o mundo da família e da sua profissão. Eles têm muito a oferecer. São homens com uma vocação familiar de servir a Deus e a seus irmãos; vocação muito clara e necessária para a Igreja. O serviço à liturgia, à Palavra e aos mais desfavorecidos está no centro de sua missão.
Diz o Papa: "Os diáconos não são sacerdotes de segunda categoria. Formam parte do clero e vivem sua vocação em família e com a família. Estão dedicados ao serviço dos pobres, que levam em si mesmos o rosto de Cristo sofredor. São os guardiões do serviço na Igreja. Rezemos para que os diáconos, fiéis ao serviço da Palavra e dos pobres, sejam um sinal vivificante para toda a Igreja.”
Veja o vídeo aqui
O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

AS MINHAS DIFICULDADES

ABERTURA DAS IGREJAS PARA CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS COMUNITÁRIAS, PREVISTA PARA 31 DE MAIO
AS MINHAS DIFICULDADES
Para lá do perigo de contágio que é real, grande e verdadeiro...
1.---Saber quantas pessoas podem entrar e estar em cada igreja. Temos de medir com fita métrica? É que, o que está determinado, até agora, é que em espaços fechados inferiores a 100 m2 só poderão estar 5 pessoas. Ora, a maioria das nossas igrejas tem à volta de 100 m2, embora algumas tenham mais.
Já medi a igreja da paróquia que sirvo, e, para se manter a distância legal e conveniente entre os participantes, só lá cabem 28 a 30 pessoas. E AS OUTRAS?
2.---Vamos ter de pôr um porteiro ou guarda em cada porta, a controlar as entradas, e a estorvar de entrar quem vem mais tarde, só porque os lugares legais possíveis já se encontram ocupados?
E os outros que pretendem entrar? Mandamo-los para casa? Está correcto deixarmos entrar alguns, e barrar a entrada a outros? Com que critério?
3.----Ver-me a mim e ver os cristãos presentes todos "mascarados".
Acho isso uma coisa ridícula numa igreja. Perdoem-me, mas ´não me sinto bem com isso. E quando quiserem comungar? Vão tirar a máscara? Com que cuidado e com que risco?
4.----Se começarem a aparecer casos de contágio na minha paróquia (ainda não há nenhum) não irão responsabilizar a igreja e a paróquia (com verdade ou com mentira) das doenças ou das mortes?
5.---Não seria preferível continuarmos, por mais tempo, até haver mais segurança, a celebrar as Santas Eucaristias pela TV , ou a transmiti-las pelas instalações sonoras das nossas igrejas, ao menos nos meios rurais? É isso que eu tenho vindo a fazer, com agrado geral, e com participação atenta quase geral, mesmo de alguns que não vinham à igreja, segundo me dizem. Na hora da Sagrada Comunhão, convido os que desejaríam comungar, a fazerem a sua Comunhão Espiritual.
6.---É verdade que não é a mesma coisa, mas a vida e a saúde da nossa gente, não é coisa em que se possa facilitar. Tenho a certeza que Deus também pensa assim.
7.---Quanto às Missas de Corpo Presente, agora autorizadas com abertura da igreja aos familiares, sem qualquer norma mais concreta - só assim! - como vai ser? É que há pessoas que morrem que têm dezenas ou centenas de familiares. Vão todos poder entrar? Só os filhos? Só os filhos, os genros e as noras, os netos e os cunhados? Ou também os primos e os sobrinhos? Vai ser o pároco a ter de pôr-se na entrada das igrejas para só deixar entrar quem acha que deve entrar???
7.----Quanto aos sacramentos da Confissão e da Santa Unção, com as necessárias cautelas, sempre estiveram e estão disponíveis para quem o desejar e pedir.
DESCULPEM A MINHA IGNORÂNCIA E DIFICULDADE EM LIDAR COM ESTE GRANDE PROBLEMA.
POSSO ESTAR ERRADO, MAS É O QUE EU PENSO.
Joaquim Correia Duarte, Facebook

sábado, 2 de maio de 2020

Comunicado sobre a «retomada gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia»


COMUNICADO DO CONSELHO PERMANENTE DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA
 
1. Face ao controlo progressivo da pandemia provocada pelo coronavírus Covid-19 no nosso País e ao início de medidas de desconfinamento, reiteramos o nosso agradecimento à população em geral e aos cristãos em particular pela atitude responsável de prevenção ao longo desta situação, seguindo as normas e orientações da Igreja e das autoridades governamentais e de saúde.
Rezamos pelas inúmeras vítimas desta epidemia e seus familiares, estamos solidários com os doentes infetados por este terrível vírus e agradecemos o precioso trabalho dos que estão na linha da frente como os profissionais de saúde, as forças de segurança e os que trabalham nos lares e outras instituições sociais.
Manifestamos o nosso regozijo pela criatividade das comunidades cristãs na intensificação das formas de praticar a fé entre os jovens e nas famílias e pela ação sociocaritativa das instituições da Igreja para com os mais carentes e desempregados.
Comungamos do sofrimento de tantos cristãos privados da participação efetiva na celebração sacramental da Eucaristia, cume e centro da vida cristã, na esperança de um mais rápido reinício das celebrações comunitárias da Eucaristia, fonte da nossa alegria pascal.

2. O último comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa de 21 de abril anunciava “orientações gerais, em diálogo com as autoridades governamentais e de saúde, para quando terminar esta terceira fase do estado de emergência, com a retomada possível e gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia e outras manifestações cultuais”.

3. Terminado o estado de emergência e tendo em conta os dados apresentados pelas autoridades de saúde e governamentais, percebemos que em Portugal a situação parece ter evoluído favoravelmente. Esperamos que se mantenha a responsabilidade cívica de todos os cidadãos, em atitude de prudência e de acatamento das decisões das autoridades governamentais e de saúde, para que não aconteça um retrocesso rápido da situação.

4. Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-C/2020, que estabelece uma estratégia de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da doença COVID-19, o Governo decidiu para 30-31 de maio, no que diz respeito a “cerimónias religiosas”, o reinício das “celebrações comunitárias de acordo com regras a estabelecer entre DGS e confissões religiosas”.

5. Tendo em conta somente estes elementos, a retomada gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia, já anunciada pelo Governo, deverá iniciar-se, em princípio, a 30 maio, véspera da Solenidade do Pentecostes. A data depende ainda da avaliação que o Governo se propõe fazer da situação, nesta primeira etapa do desconfinamento. As Dioceses insulares terão em conta as indicações das respetivas autoridades regionais.

6. As celebrações dos sacramentos que implicam contacto físico, como as unções, devem ser adiadas para o próximo ano pastoral ou, nalguns casos particulares como o batismo e a unção dos doentes, podem ser realizadas com as devidas cautelas de saúde e normas de segurança.

7. Para o sacramento da Reconciliação, é preciso seguir as normas de segurança de saúde e garantir o devido distanciamento entre o confessor e o penitente, protegendo sempre o inviolável segredo da confissão.

8. As exéquias cristãs devem ser celebradas no templo (com celebração da Palavra ou da Eucaristia) e/ou no cemitério com a presença dos familiares, tendo em conta as normas de segurança que impeçam a transmissão do coronavírus.

9. As catequeses e outras ações formativas continuarão a ser realizadas apenas por meios telemáticos até ao final deste ano pastoral.

10. Procissões, festas, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares passíveis de forte propagação da epidemia ficarão adiados para o próximo ano pastoral.

11. As igrejas podem estar abertas durante o dia para visitas individuais, desde que se observem os requisitos determinados pelas autoridades de saúde.

12. Proximamente daremos indicações comuns sobre aspetos litúrgicos e medidas sanitárias a ter em conta nas celebrações e nos templos, as quais poderão ser utilizadas pelas Dioceses, em coordenação com as autoridades locais de saúde no que diz respeito aos procedimentos práticos.

13. Neste mês de maio, imploramos a bênção do Senhor e a intercessão da Virgem Maria, para que sejamos livres deste grande flagelo, próximos daqueles que são mais afetados pelas dificuldades, orientados pela fé, diligentes na caridade e guiados pela esperança do Senhor ressuscitado que estamos a celebrar neste tempo de Páscoa.

Lisboa, 2 de maio de 2020    

Parabéns, caras mães!

“Proclamemos com o nosso compromisso, que as Mães são verdadeiras beneméritas da sociedade, pois sabem transmitir em todos os momentos, mesmo nos piores, a ternura, a beleza do perdão e a força da coragem”.
Que cada mãe e  todas as mães  se sintam recompensadas pelo carinho, respeito, atenção, gratidão e colaboração de seus filhos e maridos.
   
Feliz Dia das Mães
para todas as mães da Paróquia de São Pedro de Tarouca,
para todas as mães que nos dão o prazer de ser amigas deste Blog,
para todas as mães do mundo!
Parabéns, caras mães!
Que tenham um grande e belo dia!

AOS MEUS PAROQUIANOS

AOS MEUS PAROQUIANOS 
das Comunidades Paroquiais de São Pedro de Tarouca e do Divino Espírito Santo de Almofala

1. Iniciamos, ontem, o mês de Maio, mês de Maria, mês da Mãe do Céu e da Mãe da Terra. Para nós, portugueses, tem um significado muito especial, sobretudo, depois de, em Maio de1917, nos ter visitado a Virgem, em Fátima. Mas, já muito antes, a devoção à Mãe do Céu estava de tal maneira entranhada no coração dos portugueses que a nossa terra era conhecida, desde a idade medieval, como a Terra de Santa Maria.
2. Durante este mês, todos os caminhos vão dar a Fátima. As circunstâncias atuais não nos permitem celebrar, nesse lugar santo, nem em comum e presencialmente, esta devoção. Todavia, não podemos esquecer a Mãe.
3. Primeiro: Há que satisfazer o pedido que Ela veio propor em Fátima: Rezar o terço todos os dias. Não poderemos juntar-nos nas nossas igrejas, ou capelas como noutros anos anteriores, para fazermos o Mês de Maria. Mas podemos fazer da nossa casa uma igreja. O concílio Vaticano II chama à família a “igreja doméstica”.
4. Segundo: Proponho que sejam os filhos a meditar os vários mistérios a começar pelos mais pequeninos, adolescentes, jovens... Os pais presidem iniciando e terminando a oração e pedindo a bênção de Deus para toda a família.
5. Terceiro: Proponho, também, que se construa um terço, com os vários materiais à mão: madeira, cortiça (rolhas), bolas de ping pong, plasticina, rosas, (rosário vem de rosas), etc.
6. Quarto: Esse terço deverá ser colocado nas portas, nas janelas, nas varandas das casas, para que todos se lembrem que estamos no mês de Maria. Recordo os ramos e a cruz, em períodos de Quaresma e Páscoa colocados em nossas casas que foi tão bonito. Agora seria a continuação.
7. Quinto: Os filhos não esqueçam, de, no dia da mãe (3/05) primeiro domingo de Maio, dar um carinho muito afetuoso às suas mães. Saúdo, em especial, as mães das minhas comunidades, e em geral, todas as mães, agradecendo-lhes a transmissão de valores em ordem à preparação da sociedade de amanhã.
8. Peço-vos, caras famílias, que não esqueçam a “Catequese em Tua Casa”, em cada dia para seu grupo de catequese como já sabeis.
9. Finalmente, quero enviar um abraço, cheio de saudades, a todas e todos os meus paroquianos. Até breve.
O vosso Pároco:
P.e Carlos

Neste mês de maio, Mês de Maria, satisfaçamos o pedido que Ela veio propor em Fátima: Rezar o terço todos os dias.

Mistérios da Alegria (GOZOSOS)

( segunda-feira e sábado)

1.º Mistério | A anunciação do Anjo a Nossa Senhora (Lc 1,26-38)
2.º Mistério | A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel (Lc 1,39-56)
3.º Mistério | O nascimento de Jesus em Belém (Lc 2,1-20)
4.º Mistério | A apresentação do Menino Jesus no Templo (Lc 2,22-38)
5.º Mistério | O encontro do Menino Jesus no Templo 
entre os Doutores (Lc 2,41-50) 

Mistérios da Luz (LUMINOSOS)

(quinta-feira)

1.º Mistério | O batismo de Jesus no Rio Jordão (Mt 3,13-17)
2.º Mistério | A revelação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2,1-11)
3.º Mistério | O anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão
(Mc 1,14-15)
4.º Mistério | A transfiguração do Senhor (Lc 9,28-36)
5.º Mistério | A instituição da Eucaristia (Lc 22,14-20)

Mistérios da Dor (DOLOROSOS)

(Terça-feira e sexta-feira)

1.º Mistério | A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (Mt 26,36-46)
2.º Mistério | A flagelação de Jesus (Mt 27,24-26)
3.º Mistério | A coroação de espinhos (Mt 27,27-31)
4.º Mistério | Jesus a caminho do Calvário e o encontro com sua Mãe
(Lc 23,26-32)
5.º Mistério | A crucificação e morte de Jesus (Jo 19,17-30)

Mistérios da Glória (GLORIOSOS)

(quarta-feira e domingo)

1.º Mistério | A ressurreição de Jesus (Mt 28,1-10)
2.º Mistério | A ascensão de Jesus ao Céu (Act 1,6-11)
3.º Mistério | A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora
e os Apóstolos(Act 1,12-14 e 2,1-4)
4.º Mistério | A assunção de Nossa Senhora (Lc 1,48-49)
5.º Mistério | A coroação de Nossa Senhora como Rainha dos Anjos
e dos Santos (Ap 12,1-17)

sexta-feira, 1 de maio de 2020

A Igreja Católica celebra a 1 de maio, desde 1955, a festa litúrgica de São José Operário, como forma de associar-se à comemoração mundial do Dia do Trabalhador.



Maio, sempre encantado e encantador!
Maio, Mês de Maria, Mês das Flores, Mês do coração.
Em Maio tem lugar o Dia das Mães, que é já neste domingo.
E porque hoje, 1 de maio, é o Dia do Trabalhador, celebramos S. José, o carpinteiro, esposo da Virgem Maria, patrono e modelo dos trabalhadores de todos os tempos.

1. Em virtude da pandemia que hoje atinge o mundo, há famílias a viver em agonia. Pessoas que perderam o emprego, outras que viram o seu rendimento a diminuir e muitos que sentem angústia pelo futuro em virtude da crise económica que certamente vem aí.
Que Maria Santíssima, esposa do trabalhador de Nazaré, Mãe de Misericórdia, volte os seus olhos misericordiosos para esta gente e interceda junto de Deus pelas suas necessidades.

2. Sempre ouvimos e sentimos que a falta de emprego é um dos maiores flagelos que podem atingir as pessoas, as famílias e as sociedades. Na Bíblia, Livro do Génesis, Deus criador disse ao homem: comerás o pão com o suor do teu rosto. E ainda: povoai e dominai a terra. Pelo trabalho, seja ele qual for, o homem colabora com Deus na obra da criação. Daí a importância do trabalho para a realização pessoal e comunitária.
Que Maria Santíssima, esposa do trabalhador carpinteiro, ajude cada desempregado a procurar trabalho sem desfalecer e ajude a sociedade a abrir portas de emprego a quem o procura.

3. O mundo do trabalho não está ausente de espinhos. Na mesma empresa, temos trabalhadores a ganhar pouquíssimo enquanto os chefes e administradores ganham imenso. Trabalhadores a serem injustiçados perante o seu rendimento, não subindo na escala de ordenados. Trabalhadores vistos não como pessoas, mas como máquinas de produção. Trabalhadores expostos, achincalhados publicamente. Pessoas que se veem ultrapassadas por outras menos qualificadas no acesso ao emprego, só porque não têm cunhas nem padrinhos. Trabalhadores que não veem reconhecidos os seus direitos laborais e se calam porque precisam do emprego…
Maria Santíssima trabalhadora doméstica e a esposa do trabalhador José, volvei misericordiosamente o vosso olhar para estes vossos filhos e filhas, tirai os espinhos da sua vida laboral, ajudai-os a lutar pela esperança de um mundo novo que há-de vir.

4. A cruz, Senhor! A cruz de tantos pais que se levantam cedíssimo para prepararem os filhos para a escola, passam longo e stressante tempo na condução para os deixarem na escola e depois, de cara alegre, vão trabalhar, dando o melhor. A cruz de tantos pais que, após um dia extenuante de trabalho, têm que ir buscar os filhos, cuidar deles em casa, ajudá-los nas suas tarefas escolares e tratar da vida da casa, sem tempo para o descanso e para a vivência familiar. A cruz de tantos jovens que lutam e se esforçam sem animadoras perspectivas de emprego. A cruz de tantos idosos que trabalharam toda a vida e se veem com reformas de miséria que mal dão para os remédios.
Maria, trabalhadora do lar de Nazaré e esposa do trabalhador carpinteiro, interceda junto de Deus que levanta os corações abatidos, abençoa as famílias, protege e ampara os desanimados.

5. Há tantos mortos-vivos, Senhor! Gente que não quer trabalhar e vive às custas da sociedade. Gente que desistiu de lutar e se arrasta pela vida. Gente que só pensa em prejudicar os outros. Gente que se entrega aos vícios, dependências e atividades ilícitas. Gente que assalta, rouba e prejudica. Gente violenta. Gente que escraviza. Sem trabalho digno, não se vive dignamente. Sem trabalho digno, não se é livre, é-se escravo.
Maria Santíssima, Senhora das Dores, Senhora de ao pé da cruz, com o teu amor delicado de Mãe, coloca no coração de cada cidadão  o amor e a liberdade de Jesus. Se Cristo nos libertou é para sermos realmente livres!