sexta-feira, 16 de março de 2018

18 Março 2018 – 5º Domingo do tempo da Quaresma – Ano B

Leituras: aqui


Caminhada Quaresmal
5º Domingo: Dom da vida: o preço e o fruto da caridade
1.- A consciência da fragilidade acompanha sempre a nossa vida.
2.- Da fragilidade e da imperfeição. Temos a consciência de que neste mundo dificilmente alcançaremos a perfeição.
3.- E às vezes tal realidade custa-nos a aceitar.
1.- Mas Deus usa de bondade para connosco. De bondade e de pedagogia.
2.- Na revelação através do Povo de Israel, foi conduzindo o Seu Povo para patamares superiores de compreensão da verdade e para comportamentos e atitudes cada vez mais respeitadores da dignidade humana, à luz do sentir de Deus.
3.- Hoje na primeira leitura fala-se numa nova aliança com o Seu povo.
1. - Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, naqueles dias, diz o Senhor: Hei de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
2.- Percebemos aqui, por parte de Deus, a vontade de que as pessoas O sintam como amigo, e tenham uma relação com Ele a partir do íntimo do coração.
3.- Uma relação amiga e familiar, sustentada no perdão incondicional de Deus.
1.- Todos eles Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, diz o Senhor. Porque vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas.
2.- Outro ensinamento fundamental presente na Palavra de Deus que hoje nos é proposta é o do sentido da nossa vida como doação a Deus e aos outros. Diz-nos Jesus:
3.- Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna.
1.- Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará.
2. - E Jesus deu-nos o exemplo, sofrendo e oferecendo a sua vida por nós.
3.- A prática da caridade está dentro desta linha fundamental de Jesus: dar a vida pelos outros.
1.- Perder algo de si em favor dos outros.
3.- Um perder que é ganhar. Pois Deus nunca deixa sem recompensa quem é generoso e ajuda os outros.
Todos: Dar a vida aos outros é conservá-la para a vida eterna.
1.- Lembremos aqueles que nas comunidades cristãs estão na linha da frente do dar a vida pelos outros: Voluntariado - Instituições paroquiais de apoio social.
2.- Há entre nós voluntários, que se dedicam gratuitamente a visitar os doentes, a acompanhar pessoas e famílias em necessidade, a ajudar quem precisa.
3.- Há Lares de Idosos, Centros de Dia e Apoio Domiciliário. Há serviços sociais ligados às Santas Casas da Misericórdia. Tudo para tornar mais fácil e agradável a vida dos que são tocados pelo peso da idade ou outras fragilidades.
1.- Lembremos também as nossas famílias A família é o pequeno espaço onde, em cada dia, fazemos a experiência de dar a vida aos outros e pelos outros.
2.- Na família verificamos um constante dar e receber.
3.- Obrigado, ó Deus por tanta generosidade que há nas famílias.
1.- Pelos pais, que incondicionalmente se sacrificam pelos filhos. Tantos que vivem quase exclusivamente para os filhos!
2.- Obrigado, ó Deus, pelos avós. Por aqueles que, tendo criado os filhos, agora ajudam a criar os netos.
3.- São os mais novos que ajudam e acompanham os mais idosos. São as crianças, que com o seu sorriso e carinho dão alegria e conforto aos pais e aos avós.
1.- São as pessoas doentes, presença de Jesus que sofre, que se sacrifica, aceitando resignadamente as limitações e dependências dos outros.
2. – São as pessoas que acompanham e tratam dos doentes em família.…Às vezes durante muitos anos. Com muito carinho e com muitas dificuldades.
Todos: Dar a vida aos outros é conservá-la para a vida eterna.
3.- Podemos sempre perguntar: Como fazer para que o verdadeiro sentido da caridade, isto é do amor de Deus, passe por todas as instituições ligadas à comunidade cristã e aos espaços onde os cristãos se encontram? Como fazer para que nas nossas famílias se respire ainda mais o sentir de Deus no amor aos outros?
2. - Ouçamos o nosso Bispo na Mensagem para esta Quaresma:
3.- Façamos pois, amados irmãos e irmãs, do tempo da Quaresma um tempo de diferença, e não de indiferença. Dilatemos as cordas do nosso coração até às periferias do mundo, e que o nosso olhar seja de Misericórdia para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. 
1.- Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, algumas coisas para o efeito retiradas da algibeira, mas deu por nós a sua vida inteira. Dar-nos uns aos outros e dar com alegria deve ser, para os discípulos de Jesus, a forma, não excecional, mas normal, quotidiana, de viver. 
2.- Como em anos anteriores, peço aos meus irmãos e irmãs das 223 paróquias da nossa Diocese de Lamego para abrirmos o nosso coração a todos os que sofrem aqui perto e lá longe.
Todos: Jesus deu a vida por nós. Dar a vida aos outros é conservá-la para a vida eterna. Sigamos a Jesus.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Pe. Leontino Carvalho Alves, novo Arcipreste do Arciprestado de Armamar - Tarouca

Pe. Adriano Filipe Assis é o novo  Vice-Arcipreste do Arciprestado de Armamar - Tarouca

Após um mandato de 5 anos dos anteriores Arciprestes e cumprindo o que está estipulado, o sr. Bispo, após auscultar os sacerdotes de cada Arciprestado, nomeou os novos Arciprestes e Vice- Arciprestes.
No caso deste Arciprestado, os nossos parabéns aos Padres Leontino e Adriano!
Desejamos um feliz mandato, no reforço e vivência da comunhão sacerdotal.

Novo Bispo do Porto

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Veja aqui

terça-feira, 13 de março de 2018

O Papa ‘todo-terreno’


Francisco foi eleito há cinco anos. Apresentou-se como o Papa que veio do fim do fim do mundo e tem-se esforçado por trazer os descartados para o coração da Igreja. Não gosta muito de circular nas ‘auto-estradas’ das gentes bem de vida, preferindo os terrenos enlameados e acidentados de quem vive nas periferias e margens da história.
Francisco quer uma Igreja em saída, ocupada e preocupada com os milhões de pessoas que lutam pela sobrevivência e pelo reconhecimento da sua dignidade.
O seu humor é imagem de marca. Usa comparações que todos entendem. Basta recordar o pedido que fez às Irmãs Clarissas, em Assis, para que os seus sorrisos não fossem de hospedeiras de bordo ou, na mensagem desta Quaresma, a contestação aos charlatães e pavões.
As suas ideias sociais são claras, assentando no Evangelho das bem-aventuranças (Mt 5), da multiplicação dos pães (Mt 15) e da parábola do juízo definitivo (Mt 25). Ataca a economia que mata, as políticas de imigração que fecham portas a refugiados, as práticas familiares que abandonam as pessoas idosas (é pecado mortal!– gritou, enervado, numa audiência), a aposta no descarte de quem não dá lucro.
As suas viagens são cirúrgicas. Não é fácil de perceber porque vai a Lampedusa, ‘chorar os mortos que ninguém chora’ ou a Bangui, na República Centro-Africana, abrir o Jubileu da Misericórdia.
Apesar das oito décadas de vida agitada, o seu olhar está voltado para o futuro. Depois da Família (cuja reflexão está ainda em ebulição), o Papa Francisco aponta as baterias para os jovens (vem aí o Sínodo e, até lá, multiplicam-se encontros e reflexões) e a ecologia integral (com o Sínodo das amazónias marcado para 2019). E a reforma da cúria vai fazendo o seu caminho.
Francisco está a fazer uma revolução silenciosa na Igreja e no mundo. Sim, as suas intervenções marcam a agenda do mundo de hoje, mesmo daqueles que o enfrentam e atacam por discordar das suas posições. Cinco anos é pouco demais para que os frutos deste pontificado sejam palpáveis. Mas Francisco sabe o que quer e pede inspiração constante ao Espírito Santo sobre os caminhos a seguir para que o coração da humanidade bata ao ritmo do coração de Deus.
A Missão de Francisco é uma bênção. Sejamos dignos dela e aliados dele nesta construção de um mundo cada vez mais humano e fraterno. Como o Papa pediu aos jovens em Cracóvia, saltemos do sofá e entremos em campo. Neste jogo da vida não há lugar nem para bancada nem para banco de suplentes. Somos todos titulares!
Tony Neves, aqui

domingo, 11 de março de 2018

O peso das comodidades

«A maior parte dos luxos e muitas das chamadas comodidades não só não são indispensáveis, como são, pelo contrário, verdadeiros obstáculos ao progresso da humanidade.»

Conta-se que Sócrates ia para o meio das mercadorias e produtos oferecidos pelo mercado de Atenas para exclamar, satisfeito: «De quantas coisas não tenho absolutamente necessidade».

A sociedade moderna levou-nos, com o seu consumismo, a um nível altíssimo de necessidades não necessárias. Muitas “comodidades” são absolutamente exorbitantes, apenas úteis para enriquecer quem as produz e se destaca na habilidade de convencer-nos que sem elas não podemos viver decorosamente.

É este também o pensamento expresso pelo escritor americano Henry David Thoreau (1817-1862), na sua obra “Walden ou a vida nos bosques” [editado em Portugal pela Antígona], espécie de diário da sua vida durante dois anos sozinho numa cabana junto ao lago de Walden, no Massachusetts.

É verdade que pode também haver uma retórica da vida na natureza, primitiva e solitária, e talvez o próprio Thoreau seja algo indulgente em relação a ela.

Todavia, a lógica frenética dos consumos, a publicidade comercial marteladora, a preguiça e o prazer sem esforço encheram-nos de produtos que impelem para fora de nós mesmos a nossa, o compromisso, a sobriedade, a generosidade.

O estilo clássico da Quaresma era o da separação, da renúncia, da abstinência, do jejum. Agora, no máximo, conhece-se a dieta mas ignora-se o domínio de si, o essencial, a purificação do espírito da posse e da acumulação.

Um autêntico progresso moral ocorre quando nos libertamos das escórias, dos adornos, das comodidades inúteis. O apego às coisas torna-nos não só pesados fisicamente, mas pesados na mente e no coração, extinguindo a leveza e a liberdade da alma.

P. (Card.) Gianfranco Ravasi
In Avvenire
Trad: SNPC
Imagem: a_lisa/Bigstock.com
Publicado em 10.03.2018

Celebração do Sacramento da Confirmação

Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Paróquia de S. Pedro de Tarouca
Confirmação/Crisma
Dia 27 de maio de 2018, 11h

Em Tarouca: Dia Mundial da Juventude

Foto de Centro Paroquial Santa Helena.

Francisco/5.º aniversário: 20 ideias para ler o pontificado


VEJA AQUI

sábado, 10 de março de 2018

"Direta com Deus" no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios às 5.40h deste dia 10 de março

23 horas de 9 de março. Início da Via Sacra  no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. O temporal impediu que se fizesse pelo escadório.
Um grupo de pessoas soube dizer não ao convite do tempo para ficar em casa e arriscou. Não se arrependeu. Deus vale sempre a pena. Assinale-se a presença participante de um grupinho desta nossa Paróquia.
Seguiu-se a Exposição e a Adoração do Santíssimo Sacramento, presidida pelo Reitor do Santuário.  Também o Pároco de Tarouca presidiu a um momento de adoração coletiva e ao terço. A adoração  prolongou até às 6 horas do dia 10, altura em que o  Reitor do Santuário, após a Bênção do Santíssimo Sacramento, presidiu à Eucaristia de encerramento.
Aquelas horas passaram a correr, tal o enlevo, empenho e participação das pessoas. Os momentos de silêncio alternaram com a oração colectiva e participada.
Durante a noite houve quem se aproximasse do Sacramento da Confissão, experimentado a Misericórdia de Deus.
Como diziam as pessoas, foram momentos únicos, que encheram o coração e ajudaram a saborear por dentro o encanto da presença de Deus.
Lá do trono, a Senhora dos Remédios olhava para nós como que a chamar-nos para Seu Filho solenemente exposto no altar, recordando o pedido que fizera no Evangelho: "Fazei tudo aquilo que Ele vos disser."
Foi o Papa Francisco que lançou a toda a Igreja  o apelo das "24 horas para o Senhor".
Na comunhão da Igreja, os  que foram sentiram-se assim unidos  a Maria Santíssima.
Um bem-haja sincero ao P.e João António, Reitor do Santuário, pelo convite, acolhimento e à-vontade que nos ofereceu.
Parabéns a todos os que participaram e obrigado pelo testemunho.

AGORA PERGUNTEMO-NOS:
Tanta desculpa para não marcar presença!!!| "Está a chover"; "É muito tarde"; "Ora, ir para longe, ainda se fosse na nossa terra!"; "Era o que faltava gastar dinheiro com a gasolina!"; "Para rezar não é preciso isto"...
Pois, mas para ir para a night, para ouvir um cantor ou cantora da moda, para andar nas corridas e nos passeios, para jantar fora, para passar tempos numa grande superfície, etc, já não está frio, já não é tarde, já não interessa que seja longe, já não se liga à gasolina e outros gastos, já para isto tudo é preciso...
Quando chutamos Deus para canto ao serviço das nossas conveniências, os resultados aparecem e estão à vista de todos. Basta ver a TV!
Se Deus não tem lugar no coração das pessoas, se Deus não é o primeiro, quem ocupará o lugar de Deus? Quem é o primeiro na nossa vida? 

sexta-feira, 9 de março de 2018

4º Dia de Visita aos doentes

Pároco e elementos do GASTA continuaram hoje a visita quaresmal aos doentes de  Tarouca (o que faltava), CAO e Unidade de Saúde.
Uma palavra de muita estima e reconhecimento para com os elementos do GASPTA que marcaram presença nestas visitas às periferias existenciais onde o sofrimento, a solidão e a esperança caminham tantas vezes de mão dada.  Ao sr Manuel Gomes, nosso motorista, e às senhoras D. São, D. Mila,  D. Marília,  a nossa gratidão pela organização, realização da visita e pela prendinha levada a cada doente, como sinal do carinho  que a comunidade sente por quem sofre. Outros elementos do GASPTA gostariam de ter estado, mas os afazeres e compromissos impediram-nos.
Continuaremos  durante o ano a visitar doentes, sem fazer de disto notícia. Ouvindo mais do que falando, procurando levar um gesto de esperança e uma palavra de alegria.
Apelamos a todas as pessoas de boa vontade que ofereçam um bocadinho do seu tempo, indo ao encontro de quem sofre ou está sozinho. Se todos soubéssemos o que representa para quem sofre uma visita amiga!
Entretanto, como a oração é a mais nobre forma de caridade, rezemos por eles ao nosso bom Deus.

quinta-feira, 8 de março de 2018

11 Março 2018 – 4º Domingo do tempo da Quaresma – Ano B


Leituras: aqui



Caminhada quaresmal - 4º Domingo A
 caridade dom da salvação

1.- «Irmãos: Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou, a nós, que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida com Cristo- é pela graça que fostes salvos».
2.- Deus é rico de misericórdia para connosco e em Jesus Cristo oferece-nos a salvação.
3.- “A salvação não vem de vós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar”.
3.- Esta é a grande Boa Nova de Jesus. Deus é rico em misericórdia e salva-nos.
1.- Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
1.-Deus oferece-nos a salvação. Mas, por vezes, fechamos-Lhe o coração, esquecemo-nos d`Ele. Seguimos caminhos que não nos fazem felizes
2.- Porém Ele dá-nos sempre novas oportunidades. Põe-nos em caminhos que tornam possível recuperar a nossa vida para o bem e o amor.
3.- Na primeira leitura de hoje vemos como o Povo de Israel, esquecendo as indicações de Deus foi conduzido ao exílio da Babilónia, onde experimentou a tristeza, a dor, a angústia.
3.- Mas Deus foi acompanhando sempre a sua história com um olhar atento e de bondade. E um dia puderam regressar à sua pátria e reconstruir a sua vida como povo.
Todos: Deus é cheio de bondade e misericórdia para com todos. Oferece-nos o seu perdão. Dá-nos a salvação.
1.- É pela caridade de Deus que nós somos salvos.
3.- Anunciar a salvação de Deus, ajudar os outros a entender a vida à luz da bondade de Deus, eis a grande obra de caridade que somos chamados a praticar.
1.- Diz-nos o Papa Francisco: «não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus». (Papa Francisco Quaresma 2013)
2.- Não haja dúvida: a primeira caridade, a caridade mais importante é anunciar o Evangelho de Jesus.
3.- Este é o momento de lembrarmos e agradecermos aqueles que entre nós trabalham no anúncio do Evangelho: os catequistas, que ensinam a Palavra de Deus, as pessoas envolvidas em movimentos de apostolado, e os que, de vez em quando, acompanham pequenos grupos em oração e reflexão.
1.- É importante termos consciência que a catequese pela sua natureza, finalidade e tarefa assume-se ao mesmo tempo como um “ato de caridade, de amor ao próximo” e como processo “educativo” que “inicia” ao amor os seus destinatários.
2.- Vamos ouvir as palavras de um grande catequista do nosso tempo. Mais uma vez a voz do Papa Francisco na sua mensagem para esta Quaresma e tendo como preocupação os caminhos errados de salvação que nos aparecem hoje nos anúncios dos falsos profetas
1. - “Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas. Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem.
2.- Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!
3.- Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois se revelam dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que
oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar”.

Todos: Amigos! Anunciemos o Evangelho de Jesus. Pratiquemos a caridade de ensinar a sua doutrina. Aceitemos a sua Misericórdia.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Papa assinala Dia da Mulher com mensagem de gratidão
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Sopé da Montanha - nº recente

Está mesmo a chegar o último nº do Sopé da Montanha!
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Então leia, assine e divulgue o Sopé da Montanha. Amigo que mensalmente o visita...


quarta-feira, 7 de março de 2018

Visita aos doentes -3º dia

Pároco e elementos do GASTA continuaram hoje a visita quaresmal aos doentes de Cravaz, Valverde e parte de cima de Tarouca. Foram  13 os que visitámos em sua casa.
Depois destes 3 dias junto das periferias existenciais da dor, algumas notas:
1. A SOLIDÃO. Uma queixa comum. Mais do que a dor ou a limitação física as pessoas sentem a solidão. "Quase ninguém me visita"; "Passo dias e dias só"; "Não tenho com quem conversar"; "Que é feito de tantos que considerava amigos?"
2. A família e os amigos. Onde há família que cuida e acarinha ou amigos que  cuidam e acarinham, sente-se que os doentes têm outra disposição, outra serenidade, outra postura perante a limitação. Onde a família não aparece ou se mostra dividida, a dor é intensa e o desabafo chega em forma de lágrimas.
3. A fé. Onde há uma fé simples, genuína e enraizada, o doente tem outras razões de viver, sente Cristo como cireneu da sua cruz, reconhece que "ainda há quem sofra mais do que eu", compreende o valor salvífico do sofrimento, abre-se mais à esperança que brota de Cristo morto e ressuscitado.
4. Saturação. "que ando cá eu a fazer? Já tenho muita idade e estou a sofrer tanto..."; "Porque é que isto me havia de acontecer?"; "Se Deus me levasse...". Estes e outros desabafos surgem da alma dorida de muitos.

terça-feira, 6 de março de 2018

domingo, 4 de março de 2018

DIRETA COM DEUS 2018 - Santuário de Nª Senhora dos Remédios

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Começa  (ao pé da cidade) com a via-sacra pelo Escadório dia 9 de deste mês, às 23h. Continuaremos pela noite no Santuário: adoração, reconciliação (quem pretenda), terminando com Eucaristia às 06h da manhã do dia10.
Vamos nesta "DIRECTA com DEUS"?
Vamos attender ao pedido do Papa?
Afinal Lamego é tão perto... E ainda para mais é fim-de-semana...
Jovens, adultos, todos...
Convite para todos.
 

Num ambiente fantástico, onde se sente uma paz contagiante e se experimenta uma liberdade interior que só Deus oferece.
Não fique em casa! A experiência daqueles  momentos vai dar-lhe outro impulso para o dia-a-dia...

sexta-feira, 2 de março de 2018

Vídeo do Papa - Março 2018

Visita quaresmal aos doentes 2018 - 2º dia

Pároco e elementos do GASTA continuaram hoje a visita quaresmal aos doentes de Castanheiro do Ouro, Tarouca e Esporões. Foram  11 os que visitámos em sua casa.
A cama de um doente é uma universidade de vida, onde sempre se recebe mais do que aquilo que se dá. Mesmo quando não conseguem balbuciar palavras ou o fazem de forma quase impercetível.
Naquelas "aulas" passa a voz dorida, sentida, vivida da existência. Emana a serenidade, a calma cósmica de quem entende a vida à luz da fé e vê para além do humanamente entendível. Perpassa a cosmovisão da sociedade que somos  e para quem, tantas vezes, o doente e o idoso são descartáveis porque não rendem, não podem alinhar em farras e festas, não podem ajudar... Sente-se a solidão humana, o abandono, o esquecimento. Experimenta-se o carinho familiar e os desvelo de tanta gente que cuida, para além dos limites, dos seus doentes.  Sente-se a alma a retalhar-se perante o fracionamento da vida familiar onde muita coisa serve de desculpa para a não presença, o descuido, o egoísmo de tantos diante do sofrimento de um familiar.

Não quero, caro amigo(a) deixar de lhe fazer um pedido:
"Durante o ano, visite doentes pela sua saúde!"
Ganhará muito, deixando alguém mais feliz.
Saiba ouvir mais do que falar.
Não leve para junto de um doente queixumes pessoais. Dores já eles têm.
Saiba transmitir uma palavra de boa disposição, procurando fazer rir quem sofre.
Ressalte a beleza da fé e da esperança cristãs.

4 de março: 3º Domingo da Quaresma - Ano B

Leituras: aqui
CAMINHADA QUARESMAL
3º Domingo
A caridade na missão da “Cáritas”
1.- Continuamos a nossa caminhada quaresmal. Estamos a viver o terceiro domingo.
2.- E hoje, no Evangelho somos surpreendidos com a atitude de Jesus: expulsa do templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas. Fez um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas;
3.- E disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio».
1.- Isto faz-nos pensar. Jesus tão bom e cheio de misericórdia, numa atitude que à primeira vista não esperaríamos encontrar n`Ele.
2.- Se pensarmos bem não há nada tão libertador como a verdade e o amor. Era demasiada a confusão entre religião e dinheiro. Já não se sabia bem se algumas pessoas queriam a religião pela fé em Deus, ou pela oportunidade de negócio com lucros avultados.
3.-Isso tem acontecido ao longo de todos os tempos. E ainda hoje corremos o risco dessa mistura perigosa. Às vezes a vivência da nossa religião aparece muito ligada aos interesses económicos e a uma compreensão distorcida da fé.
2.- É verdade. Muitas vezes a nossa prática religiosa está muito ligada ao económico. E às vezes até entendemos a nossa relação com Deus à maneira de um negócio… Eu ofereço-Lhe isto, Ele dar-me-á aquilo…
1.- Jesus quer-nos a viver um sentido religioso puro e desprendido
Todos: «não façais da casa de meu Pai casa de comércio».
2.- Nesta semana somos convidados a pensar na Cáritas. A Cáritas é uma instituição com a finalidade de promover a ação organizada da Igreja ao serviço dos necessitados.
3. O terceiro domingo da quaresma é dedicado à Cáritas. É muito importante relembrar a todos a importância da Caixa da Renúncia como partilha de amor.
1.- Missão maravilhosa, de ajudar quem precisa. São muitas as pessoas ajudadas pela ação da Cáritas, perto ou longe de nós.
2.- E aqui o económico entra em abundância.
3.- Sim! Entra em abundância. Mas não é tudo. Podemos até dizer que nem é o mais importante.
1.- As mãos que dão, as mãos que partilham, se não tiverem um coração que ame, pouco valem!
2.- As nossas ofertas para os que precisam, partem do nosso coração… E aí está o seu valor. Às vezes economicamente parecem muito pouco. Mas aos olhos de Deus podem ser muito.
3. Agradeçamos tanto bem, nascido no coração de tanta gente e espalhado por tantas mãos benfazejas na ação organizada da caridade cristã.
1. Mas tenhamos em conta que aqui também se podem meter "os vendilhões do templo".
2. Sim! Pode acontecer que nem todos os envolvidos na missão da caridade cristã, tenham um coração cheio da caridade e das boas intenções de Deus.
3. E quando o coração não é o melhor, as mãos, em vez de serem mãos que partilham e ajudam os outros, podem tornar-se "mãos leves" que retêm para si, ou só para alguns, o que devia ser para outros.
1.- Também pode acontecer que as exigências de funcionalidade dentro da sociedade em que vivemos exijam custo algo elevados, desproporcionados em relação à ajuda que se presta, distorcendo de alguma maneira o sentido da caridade cristã.
2. Na verdade o risco da nossa generosidade não seguir o melhor caminho pode acontecer.
3. Mas nem por isso devemos deixar de ser generosos.
1.- Não o esqueçamos: cada um de nós e toda a comunidade cristã têm um papel fundamental na prática da caridade e na ajuda aos que precisam
2.- Escutemos o Papa Francisco na mensagem para esta Quaresma:
1.- Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja.
2.- A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8,10).
3.- Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade.
1.- Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião para tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?
Todos: - Ajudar os outros é colaborar com Deus.
2.- Deus está atento às nossas dificuldades, ajuda-nos, liberta-nos dos males que nos oprimem. Precisa de nós para levar a sua missão por diante.
Todos: - Somos chamados à conversão na caridade em ação

quinta-feira, 1 de março de 2018

Visita quaresmal aos doentes 2018




28 de fevereiro. Mau tempo: chuva, muito frio, árvores enfeitadas com estalactites de gelo, ausência de eletricidade e de comunicações até às tantas, caminhos ocupados por árvores ou seus ramos caídos, doença de alguns elementos do GASPTA... Nada impediu que se começasse a visita aos doentes.  Não se cumpriu o programa todo, mas avançámos para o terreno.
Começou-se por Gondomar, Quintela, Ponte das Tábuas, Arguedeira,  e cimo dos Esporões.
Onde a fé é profunda, a esperança fortalece-se e a serenidade impera. Quando a família apoia, acarinha e estimula, a cruz é mais leve e aumenta a vontade de lutar.
Nestas visitas, não há muito a dizer. Há muito para escutar. A presença é a melhor linguagem.
Releve-se a importância dos elementos do GASPTA. Não é tanto pela prendinha que levam aos doentes, mas pela presença, pelo carinho, pela familiaridade, pela boa disposição.
A casa de um doente é uma universidade de vida!
Quanto as pessoas ganhariam se passassem um bocado do seu tempo junto de um doente!
Não leve queixumes e os seus achaques para junto de um doente. Leve alegria, boa disposição e vontade de ouvir, sobretudo, escutar. Olhe que queixumes e achaques já o doente tem que chegue!