A Igreja é a
comunidade dos que acreditam em Jesus Cristo, O seguem e procuram viver segundo
os Seus ensinamentos. É importante sublinhar uma verdade fundamental: a
Igreja existe por causa de Cristo, nasce de Cristo e só n’Ele encontra a sua
razão de ser. Sem Cristo, a Igreja perderia a sua identidade, a sua missão
e o sentido da sua existência.
Quem constitui a Igreja?
A Igreja é constituída
por todos os baptizados: leigos, religiosos e ministros ordenados (diáconos,
padres e bispos), unidos na fé em Jesus Cristo. Todos são chamados a participar
na vida e na missão da Igreja, cada um segundo a sua vocação e
responsabilidade.
Quem fundou a Igreja e
para quê?
Foi Jesus Cristo quem
fundou a Igreja e lhe confiou a missão de anunciar o Evangelho, testemunhar o
amor de Deus e chamar todos à salvação. A Igreja não anuncia a si mesma:
anuncia Cristo, morto e ressuscitado, centro da fé cristã e fonte da esperança.
Para que existe a
Igreja?
A Igreja existe para
anunciar Cristo, celebrar os sacramentos, testemunhar o amor de Deus e conduzir
as pessoas ao encontro com Ele. Através da oração, da evangelização e do
serviço ao próximo, procura ajudar todos a viver segundo o Evangelho.
Qual é a vocação
universal da Igreja?
A vocação universal da
Igreja é a santidade. Todos os baptizados, sem excepção, são chamados a ser
santos, vivendo unidos a Cristo e seguindo o Seu exemplo de amor, humildade e
serviço. Esta vocação não é exclusiva dos padres, dos religiosos ou de pessoas
extraordinárias: é para todos, todos, todos! Cada pessoa é chamada a viver a
santidade na sua condição concreta, na família, no trabalho e na sociedade,
através das pequenas e grandes escolhas de cada dia.
Qual é o papel da
Igreja na sociedade actual?
Fiel a Cristo, a
Igreja é chamada a defender a dignidade humana, promover a justiça e a paz,
combater a pobreza e a exclusão e cuidar dos mais frágeis. A sua missão não se
limita aos templos: deve chegar às famílias, aos locais de trabalho e a todos
os ambientes da sociedade, levando a luz do Evangelho.
Qual é o papel dos
leigos na Igreja?
Os leigos são membros
fundamentais da Igreja. Pelo baptismo, participam na missão de Cristo e são
chamados a testemunhar o Evangelho na família, no trabalho e na sociedade. A
sua missão vai muito além da colaboração nas actividades paroquiais: consiste
também em transformar o mundo à luz dos valores cristãos, através da sua vida,
das suas escolhas e do seu compromisso com os outros.
Porque é tão
importante a participação dos leigos?
Porque a Igreja não é
apenas o clero: é todo o Povo de Deus, unido em Cristo. Os leigos não são
simples colaboradores dos sacerdotes; são membros activos e responsáveis da
missão da Igreja. Com os seus dons e talentos, ajudam a levar Cristo aos
lugares onde vivem e trabalham, contribuindo para a transformação cristã da
sociedade.
Qual é a diferença
entre as tradições humanas e a Tradição da Igreja?
As tradições humanas
são costumes, práticas e formas de expressão que se desenvolvem ao longo do
tempo e podem mudar de acordo com as épocas e as culturas. A Tradição da
Igreja, por sua vez, é a transmissão viva da fé recebida de Jesus Cristo e dos
Apóstolos, sob a acção do Espírito Santo, ao longo das gerações.
A Tradição, juntamente
com a Sagrada Escritura, transmite e ajuda a compreender a única Revelação de
Deus. Nem todos os costumes religiosos são, por isso, elementos essenciais da
fé. É importante distinguir aquilo que pertence ao núcleo da fé cristã daquilo
que são práticas culturais ou devocionais, legítimas, mas susceptíveis de
mudança. As tradições humanas podem mudar; a Tradição apostólica guarda e
transmite fielmente a fé que a Igreja recebeu de Cristo.
Que Igreja precisamos
de construir hoje?
Precisamos de uma
Igreja centrada em Cristo, fiel ao Evangelho, próxima das pessoas, acolhedora e
missionária. Uma Igreja que escuta, serve e testemunha com obras aquilo que
anuncia com palavras. Uma Igreja mais livre do mundanismo e da dependência
de tradições humanas que, por vezes, se sobrepõem ao essencial da fé. Uma
Igreja que não se limite a justificar as suas práticas com expressões como
«sempre foi assim», «é costume» ou «o povo quer», mas que saiba discernir, à
luz do Evangelho, o que verdadeiramente conduz a Cristo. Os costumes podem ter
valor, mas não podem ocupar o lugar de Jesus nem impedir a renovação necessária
da Igreja. Precisamos de uma Igreja em que todos os baptizados reconheçam a sua
vocação à santidade e assumam, com liberdade e responsabilidade, a missão que
Cristo lhes confiou.

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