sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Imagem de N.ª Senhora de Fátima vai peregrinar por todas as dioceses

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A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) quer unir a Igreja Católica na celebração do centenário das Aparições na Cova da Iria, até 2017, anunciando a passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora por todo o país.
"Houve a ideia de fazer peregrinar a imagem de Nossa Senhora [guardada na
basílica do Santuário] pelas dioceses", no período de um ano, 2015-2016, com um programa que "há de ser estabelecido", adiantou hoje aos jornalistas, em Fátima o secretário da CEP.

A ideia é "procurar levar Nossa Senhora de Fátima aos quatro cantos de Portugal, não apenas como ocasião de festa, mas também de formação cristã, de renovação dos católicos".
Presente na assembleia da CEP esteve o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, que apresentou o programa para a preparação do centenário e lançou a proposta da peregrinação, que foi aceite pelos bispos.

De acordo com o testemunho – reconhecido pela Igreja Católica – das crianças Francisco e Jacinta Marto (beatificadas em 2000) e Lúcia dos Santos, conhecidas como Pastorinhos de Fátima, ocorreram seis aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e imediações, uma a cada mês, entre maio e outubro de 1917.

O padre Manuel Morujão revelou ainda que o episcopado abordou o funcionamento do Conselho Nacional para o Santuário, que inclui o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa,os três Metropolitas das arquidioceses portuguesas (patriarca de Lisboa, arcebispo primaz de Braga e arcebispo de Évora), o bispo de Leiria-Fátima e o reitor.

"Dada a relevância do Santuário de Fátima no contexto português, que ninguém contesta, todos querem favorecer a pastoral que aqui se pratica, para que seja o mais possível de qualidade", disse o padre Manuel Morujão.

A última vez que a imagem peregrina de N.ª Senhora de Fátima visitou a nossa diocese de Coimbra foi em 1957 e 1958. E foi uma festa indiscritível que marcou muita gente em todas as paróquias, a ponto de os mais velhos ainda hoje falarem nisso.
In O Amigo do Povo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CRISTO, REI DO UNIVERSO - XXXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM - A


2o de Novembro. 34º Domingo do Tempo Comum. Celebramos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo.

1. Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo! Assim O proclamamos, mesmo sabendo que Jesus rejeitou o título de rei, quando este tinha um significado político, à maneira dos "chefes das nações" (Mt 20, 24). Ao contrário, durante a sua paixão, ele reivindicou uma singular realeza diante de Pilatos e respondeu: "Tu o dizes, eu sou rei" (Jo 18, 37); mas pouco antes Jesus tinha declarado: "o meu reino não é deste mundo" (Jo 18, 36). De facto, a realeza de Cristo é a atuação da realeza de Deus Pai, que governa todas as coisas com amor e com justiça!
2. O Evangelho insiste precisamente sobre a realeza universal de Cristo juiz, com a maravilhosa parábola do juízo final! As imagens são simples, a linguagem é popular, mas a mensagem é extremamente importante: é a verdade sobre o nosso destino último e sobre o critério com o qual seremos avaliados: as obras de misericórdia. "Tive fome e deste-me de comer. Tive sede e deste-me de beber. Era forasteiro e recolheste-me" (Mt 25, 35) e assim por diante. Quem não conhece esta página? Faz parte da nossa civilização. Marcou a história dos povos de cultura cristã: a hierarquia de valores, as instituições, as numerosas obras benéficas e sociais. De facto, o reino de Cristo não é deste mundo, mas realiza todo o bem que, graças a Deus, existe no homem e na história. Se pomos em prática o amor ao nosso próximo, segundo a mensagem evangélica, então criamos espaço para o senhorio de Deus, e o seu reino realiza-se no meio de nós. Se ao contrário, cada um pensa só nos próprios interesses, o mundo vai inevitavelmente em ruínas!
3. É bom recordarmos hoje o teste definitivo da nossa existência. Esta será a pergunta: «que fizeste tu a esse irmão que encontraste a sofrer no teu caminho»? Nós gostaríamos de poder resolver tudo duma forma muito simples: dando dinheiro, trazendo a nossa esmola e contribuindo nos peditórios! Mas as coisas não são tão simples. «As exigências do amor que aqui se indicam não se satisfazem com o dinheiro, pela simples razão de que a própria forma de adquirir esse dinheiro volta a fazer crescer a pobreza que se quer remediar» (Joann Baptist Metz). O amor aos necessitados não pode ficar reduzido a «dar dinheiro», até porque não tem sentido mostrar a nossa solidariedade ao necessitado, com dinheiro adquirido, talvez de maneira injusta e sem compaixão de nenhuma espécie! Para o homem bíblico, «dar esmola» é mais do que isso: equivale a «fazer justiça» em nome de Deus, àqueles a quem os homens a não fazem!
4. A tradição das obras de misericórdia encontra, hoje, uma renovada atualidade, precisamente porque vai ao encontro de algo essencial, que corre hoje o risco de se perder na piedade dos nossos discursos e das nossas práticas religiosas: ou seja, a caridade é um encontro de rostos, discernimento concreto das necessidades do corpo e da alma, é gesto e palavra, capacidade de relação, de escuta e de atenção. É, por isso, atividade eminentemente espiritual, precisamente no seu acontecer, no corpo, e graças ao corpo. É cuidado do outro e ação pelo outro e, ao mesmo tempo, cuidado de si e ação e trabalho sobre si, de modo que quem bem o faz, para si o faz. «Faz isto e viverás», diz a Escritura (cf. Lv 18,5; Dt 4,1; 5,29; 6,24; Lc 10,28).
5. Numa época em que o virtual se sobrepõe ao real, é preciso questionar uma certa caridade “à distância”, sem encontro frente a frente, sem compromisso pessoal, sem gestos de proximidade! Uma caridade reduzida a filantropia ou a beneficência social poderá revelar o encontro com Cristo no outro?! Nestes tempos difíceis, voltar às obras de misericórdia significa apreender a caridade, como arte do encontro, como arte da relação, como arte de viver, mas significa sobretudo novo impulso de humanidade, para não permitir que o cinismo, a barbárie e a indiferença levem a melhor! No final da vida, o decisivo não é afinal a fé, nem a religião, nem a boa intenção. No final da vida, seremos julgados, diante do grande amor divino, seremos julgados pelo simples e verdadeiro amor humano!
Fonte: aqui e aqui

Um quadro que jamais poderemos esquecer

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Meus Amigos:
Por vezes, não reparamos no Mundo real que nos transforma e nos deixa imunes a muitas coisas.
A imagem que vos trago aqui hoje, é arrepiante,  é a de um quadro que jamais poderemos esquecer.

Veja então este vídeo:
AQUI

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SOPÉ DA MONTANHA



Leia aqui o último nº do Sopé da Montanha.

Programa pastoral da diocese de Lamego para 2011-12 tem como tema «A Família e a Igreja, nos Caminhos da Nova Evangelização»

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O bispo de Lamego disse hoje que quer apostar na formação dada aos noivos antes do seu casamento católico, tendo também sublinhado que a evangelização na família deve passar mais por exemplos do que por palavras.
A preparação para o casamento “é absolutamente necessária e urgente para que a receção do sacramento do Matrimónio seja o assumir de um compromisso que insere os que o celebram dentro de uma Igreja viva”, afirmou D. Jacinto Botelho à Agência ECCLESIA.
“Isto reclama uma formação muito grande. Temos de apostar seriamente na preparação remota, próxima e imediata do Matrimónio, para que os nossos casais sejam verdadeiras Igrejas domésticas, onde se respira um ambiente cristão”, acrescentou o prelado.
O plano pastoral para 2011-12, que vai ser apresentado este domingo, Dia da Igreja Diocesana de Lamego, intitula-se “A Família e a Igreja, nos Caminhos da Nova Evangelização”.
O responsável sublinhou que é preciso redobrar a “consciência de que a família, para ser evangelizadora, tem de ser a primeira a ser evangelizada”, objetivo que se cumpre através da “autenticidade de vida”: “As pessoas estão muito mais abertas aos testemunhos do que aos mestres, e a estes só aceitam se forem testemunhas”.
O tema do plano pastoral foi escolhido na sequência da auscultação que a Conferência Episcopal realizou a dioceses e congregações religiosas, no âmbito do projeto ‘Repensar Juntos a Pastoral da Igreja em Portugal’.
“Muitas pessoas da diocese responderam e uma das referências mais significativas da urgência da reflexão é a família, concretamente o comportamento das pessoas dentro da Igreja”, explicou D. Jacinto Botelho.
O próximo Sínodo dos Bispos, sobre ‘A nova evangelização para a transmissão da fé cristã’, de 7 a 28 de outubro de 2012, e o ‘Ano da Fé’, entre o mesmo mês e novembro de 2013, período que o prelado quer que seja vivido “com toda a consciência e intensidade”, contribuíram também para escolher o tema do plano pastoral.
D. Jacinto Botelho apresentou em 2010 a renúncia ao Papa Bento XVI por ter completado 75 anos, de acordo com as normas do Direito Canónico, estando à espera da designação do seu sucessor.
“Aguardo com muita serenidade. De certeza que não vai demorar a nomeação do meu substituto, até porque o pedido foi feito há mais de um ano”, afirmou o prelado, adiantando ser “possível” que “brevemente” se conheça o nome do novo bispo de Lamego.
O prelado que há 11 anos dirige a diocese lamecense, no distrito de Viseu, considera ser “natural” que os fiéis estejam “numa certa expectativa”, que não quer que seja “passiva” mas “dinâmica”.
Depois da apresentação do plano pastoral aos 200 responsáveis de movimentos e organismos esperados às 10h00 de domingo no Seminário Maior, o programa do Dia da Igreja Diocesana prossegue às 16h00, na sé, com uma missa onde vai ser ordenado um diácono.
A ordenação vai ser integrada no programa comemorativo dos 50 anos do Seminário Maior de Lamego, assinalados em setembro.
In ecclesia

Bispo de Beja critica lógica que coloca «economia acima do direito à realização das pessoas»

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O bispo de Beja considera que as políticas de contenção impostas pela atual conjuntura financeira não podem omitir “principios básicos de dignidade humana”, como o direito ao trabalho e à assistência social.
“Um aumento explosivo do desemprego e a falta de meios para proteger os mais frágeis põem em perigo a própria sociedade”, realça D. António Vitalino (...)
Para o prelado, o problema está, antes de mais, centrado numa lógica que coloca “o dinheiro e a economia acima do direito à realização das pessoas”.
Uma “realização integral” que, acrescenta, não se obtém “apenas no trabalho remunerado” mas em muitas outras áreas “fora do circuito económico”.
“Os pensadores, os contemplativos, a vida de convivência familiar, o cultivo da amizade, o voluntariado religioso e social e muitos outros, contribuem para a beleza e realização da humanidade”, sustenta o bispo de Beja.
Aquele responsável desafia as comunidades cristãs a contribuírem para mudar este paradigma através do “testemunho de vidas com sentido na dimensão pessoal, familiar, social, cultural, política e económica”.
“Vidas com esperança, amor e alegria, valores que nem sempre o dinheiro, o poder e o consumo fomentam”, conclui.
In ecclesia

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O que diz a Igreja sobre a maçonaria....

- "Os fiéis que pertencem a associações maçónicas estão em pecado grave", escreveu, em 83, o actual Papa, Joseph Ratzinger

- "A procura de influência da maçonaria em sectores da vida portuguesa, aliada ao PS, é conhecida", diz D. António Marcelino

- "Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser maçom", avisa D. José Policarpo

Fonte: aqui

domingo, 13 de novembro de 2011

Sussurros de Deus

Esporões festeja o seu padroeiro

Terminam hoje as festas em honra de São Martinho, padroeiro da povoação dos Esporões.
Nesta altura do ano, as festas são poucas por estas bandas, daí decorre que, caso o tempo colabore, muita gente acorra aos festejos. Embora intermitentes em alguns dias, a chuva e o vento não obstaculizaram demasiado o desenrolar dos festejos que correram bem, em paz, alegria,  com são convívio entre as gentes.
Se em 11 de Novembro, dia litúrgico de São Martinho, coube ao pároco presidir à Missa, hoje foi o P.e Paulo Alves, Reitor do Seminário Maior, quem presidiu às cerimónias religiosas (Missa e procissão).
Parabéns à povoação e aos mordomos pela forma como decorreram as festas.  No próximo nº do Sopé da Montanha, como é costume, será noticiada a comissão de festas 2012.

CEGADA
Não sabe o que é? Veja aqui. Ou então para o ano procure aparecer nos Esporões na noite do dia 10 de Novembro.
A povoação dos Esporões conserva esta antiquíssima tradição que envolve a participação de muitos dos seus habitantes.
Depois do cortejo pela rua, termina numa "assembleia" em que chega, vestido a rigor, "Sua Eminência" que faz o aguardado "discurso de cariz satirizante". Em seguida, a "fraternidade de São Marinho" recita os mandamentos enquanto um irmão-mor bebe um copo a cada um deles. Só que os "mandamentos" não são estáveis, tendem a aumentar, de acordo com o apetite do bebedor...
Uma festa bonita em que o povo faz a festa em vez de consumir festa...

sábado, 12 de novembro de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Tarouca - 25 anos dos Serviços de Apoio Social

Foi com muita alegria e serenidade que, no dia 12 de Novembro, a Santa Casa  da Misericordia de Tarouca comemorou os 25 anos de início dos Seriços de Apoio Social - Abertura do 1º Lar e Centro de Dia para Idosos.
Às 19 HORAS, foi celebrada a Eucaristia na Capela do Lar, presidida pelo pároco de Tarouca e capelão da Santa Casa e concelebrada pelo pároco de Salzedas. A animação coral esteve a cargo de pessoas ligadas à instituição, sendo as leituras proclamadas por gente ligada aos corpos sociais. No cortejo de oferendas participaram idosos e outras pessoas da assembleia.
Seguiu-se a Ceia/Convívio, onde foi feita a entrega de Diplomas de Mérito aos funcionários com 25 anos de Serviço: D. Olga, D. Marina, sr José Duarte e Dr Germano. Também o provedor, que já o era antes da existência destes serviços agora em comemoração, foi homenageado pelos funcionários.
Antes deste acto, usaram da palavra os presidentes da Assembleia Geral, do Conselho Fiscal e o provedor. Todos exaltaram o papel da instituição, a beleza do serviço social prestado e o empenho dos funcionários, torcendo por um futuro digno deste passado.
A propósito, recarda-se que trabalham na instituição 150 pessoas, o que corresponde a mais de seis milhões de euros anuais  só em ordenados...
Depois de vibrantemente aplaudidos, todos os agraciados disseram da gratidão, carinho e mor à Santa Casa que lhes ia na alma. Publicamos a seguir um poema, lido em nome dos homenageados.
A importância destas comemorações vem do facto de representarem o início de um novo ciclo de Serviços desta instituição.
Foi uma festa familiar destinada aos Corpos Sociais da Instituição,  a todos os seus funcionários e colabordores.

EM NOME DOS HOMENAGEADOS
Uns versos vos vamos dizer
Nesta pequena homenagem
O muito que temos a agradecer
Nesta caminhada de coragem

Há vinte e cinco anos começamos
Com o nosso pequeno lar
Poucos idosos e poucas funcionárias
Uma grande família a se formar

Nos anos noventa a Misericórdia cresceu
Foi a creche, o ATL e o Infantário
Com as novas valências decorreu
Não deixando de falar no Apoio Domiciliário

Com o leme de dinamizar e expandir
E nunca pretender parar
Outro edifício para reconstruir
A Unidade de Saúde é para continuar

Mas o mais dificil chegou
Não foi a clínica de fisioterapia
A casinha de chocolate encontrou
Para ao concelho dar mais alegria

Foi assim ver a Misericórdia a evoluir
Mas com ela nós também
Com os valores humanos a construir
Para nos fazer crescer no bem

É bom saber dar o valor
A quem nos ajudou a conquistar
À Mesa e ao senhor Provedor
Para a nossa evolução alcançar

É bom trabalhar na Santa Casa da Misericórdia de Tarouca

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

XXXIII Domingo do Tempo Comum - Ano A

1.Com o ano litúrgico a dar as últimas, é altura de pedir e de prestar contas! E a parábola dos talentos, aí está, a chamar-nos à responsabilidade, sobre o que fizemos do muito ou do pouco e de tudo o mais que recebemos. Os talentos, mais do que qualidades ou capacidades, representam, afinal, todos os bens e riquezas, que o Senhor Jesus, ao ir-se deste mundo, nos deixou em herança, para que os façamos frutificar: a sua Palavra, expressa no Evangelho; o Baptismo, que nos renova no Espírito Santo; a oração do "Pai-Nosso", que elevamos a Deus como filhos unidos no Filho; o seu perdão, que Ele mandou levar a todos; o sacramento do seu Corpo imolado e do seu Sangue derramado. Numa palavra: o Reino de Deus, que é Ele mesmo, presente e vivo no meio de nós. Este é o tesouro que Jesus confiou aos seus amigos, no final da sua breve existência terrena!Ora, o que Cristo nos concedeu, multiplica-se quando é doado! É um tesouro feito para ser despendido, investido, compartilhado com todos!
2.A parábola dos talentos insiste na atitude com que acolhemos e valorizamos os dons. Que destino damos aos talentos recebidos? Multiplicamo-los, partilhando-os e comunicando-os aos outros? Ou congelamo-los, escondendo-os e guardando-os, só para nós? Arriscamos, investindo-os e fazendo-os frutificar? Ou escondemo-los, atados e paralisados pelo medo? A atenção da parábola parece concentrar-se no servo, a quem foi confiado um só talento! Pensava ele responder fielmente a Deus, com a sua postura conservadora, a salvo de todo o risco! Tal suposta fidelidade oculta coisas más, como a rigidez, a cobardia, o imobilismo, a comodidade e a falta de fé na criatividade do Espírito. A verdadeira fidelidade a Deus não se vive a partir da passividade e da inércia, mas da vitalidade e risco de quem procura escutar hoje os seus chamamentos!
[3.A mensagem de Jesus é clara: não ao conservadorismo, sim à criatividade! Não à obsessão pela segurança, sim ao esforço arriscado para transformar o mundo. Não à fé enterrada, envergonhada e conformada, sim ao seguimento alegre e comprometido de Jesus. Bem sei que é mais cómodo não se comprometer com nada, que possa complicar a vida e defender o nosso pequeno bem-estar. Mas essa é a melhor forma de viver uma vida estéril, pequena e sem horizonte. O mesmo acontece na vida cristã. O nosso maior risco é congelar a nossa fé e apagar a frescura do evangelho!
4.Ora, a tarefa da Igreja não é conservar o passado. Por isso, as virtudes que se devem desenvolver, no interior da Igreja actual, não se chamam «prudência», «conformidade», «resignação», «fidelidade ao passado». Tem antes o nome de «audácia», «capacidade de risco», «busca criativa», «escuta do Espírito», que tudo faz novo. Disse-o Bento XVI aqui no Porto:“Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro: seria morrer a prazo, enquanto presença de Igreja no mundo”.Arriscar não é, pois, um caminho fácil. Mas não há outro, se queremos aproveitar a vida, comunicar a experiência cristã num mundo em mudança (cf. Pagola, O Caminho aberto por Jesus, 248).]
5.Neste ano pastoral, dedicado à família, e neste dia de oração pelos seminários diocesanos, que nos pode dizer, na prática, esta parábola?
Ela fala-nos, em primeiro lugar, da urgência de educar os nossos filhos, e desde a mais tenra idade, na experiência de que a vida é um dom de Deus, um dom recebido, um empréstimo contraído, para se tornar um dom enriquecido. E este dom por sua vez, já frutificado, há de tornar-se dom oferecido aos outros.
Em segundo lugar, para chegar a esta generosidade, no serviço de Deus, em favor dos outros, importa aprender a viver com sobriedade, com simplicidade, apreciando as pequenas coisas e valorizando os pequenos gestos de amor e de serviço desinteressado!
A chamada crise, de vocações para o sacerdócio ou para o matrimónio, não é senão o reflexo de uma crise mais profunda, de confiança na vida, dessa vida, tantas vezes, enterrada e apodrecida, por esse medo asfixiante e paralisante de a dar e de a consagrar, inteira e para sempre, a Deus e aos outros” (cf. Amaro Gonçalo, Homilia no XXXIII Domingo Comum A 2008)!
6.A quantos de vós, que desejam seguir Cristo, como casais, pais, sacerdotes e fiéis leigos, eu vos digo, mais uma vez e mil e uma vezes: não tenhais medo! Não tenhais medo do risco, a começar pelo risco de amar e de amar até ao fim! Digo-vos isto, especialmente a vós, os mais novos, conhecendo bem a vossa dificuldade em encontrardes um trabalho estável, e sabendo como isso é causa de grande incerteza, sobre o futuro. Sei mesmo como essa incerteza vos leva a adiar decisões definitivas, e como esse medo afecta negativamente o crescimento da sociedade, que não valoriza a riqueza de energias, de competências e de criatividade da vossa geração!
7.Mas é preciso vencer a omnipotência do medo, com a ousadia da fé! E, por isso, eu insisto: queridos jovens, não tenhais medo de enfrentar estes desafios! Nunca percais a esperança! Tende coragem, também nas dificuldades, permanecendo firmes na fé. Tende a certeza de que, em todas as circunstâncias, sois amados e protegidos pelo amor de Deus, que é a vossa força. Deus é bom. E nada vos pode separar do amor de Deus! Devolvei-lhe, multiplicado, tudo o que dEle recebeste de graça e emprestado!
Fonte: aqui

11 de Novembro: São Martinho


Muitas vezes, não somos o que somos. Acabamos por ser o que os outros fazem de nós.

As conotações sobrepõem-se, frequentemente, à realidade.

Ninguém escapa a esta tendência. Nem sequer os santos.

S. Martinho, celebrado neste dia, é associado às castanhas e ao vinho.
Mas ele é, sobretudo, o homem da solidariedade, da caridade, do amor. Não tanto do amor em forma de palavra. Mas da palavra em forma de amor. O amor é mesmo o maior discurso.
Eis, pois, alguém que soube captar exemplarmente o núcleo do Evangelho: a presença de Cristo no Irmão, no Irmão Pobre.
S. Martinho era pobre e humilde e é como pobre e humilde que entra no reino dos Céus.
Fonte: aqui

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Esperança em tempo de crise. Mensagem dos Bispos de Portugal

Estimados concidadãos e também vós, os imigrantes que connosco constituís Portugal, neste difícil fim de 2011:
É com inteira proximidade e muito afeto que vos dirigimos esta mensagem, querendo assinalar o nosso compromisso com todos, especialmente os mais atingidos pela presente crise e as grandes interrogações que ela levanta.
Atravessamos dificuldades grandes, como grandes são as incertezas quanto ao futuro, tanto na economia como na vida social, para a generalidade dos cidadãos e muito especialmente os mais pobres e frágeis. Como bispos católicos, devemos e queremos estar absolutamente com todos, em especial com quem mais precisa de palavras e gestos de esperança: esta nasce da solidariedade e de um Deus que nunca nos abandona. Na compreensão cristã da vida, a generosidade e a coragem com que se superam as dificuldades são fermento de uma sociedade nova.
Não é a primeira vez na nossa história que os sobressaltos na vida habitual e nas expectativas normais se tornam ocasiões de consciencialização e decisão coletivas. Aproveitemos este momento, que não desejávamos, para aprofundar valores que não deveríamos esquecer nunca, pois são a própria base duma sociedade justa e saudável.
É certo que se juntaram fatores externos e internos, como muitas análises, mais ou menos coincidentes, não deixam de evidenciar. Excessiva especulação financeira e pouca consistência económica somaram-se negativamente e tanto nos enfraqueceram internamente como nos prejudicaram internacionalmente. Alimentámos, ou alimentaram-nos, aspirações que agora são impossíveis de concretizar. Falha hoje a própria base material em que tudo o mais se sustenta, ou seja, uma vida económica saudável e suficientemente apoiada pelo investimento e pelo crédito, que garanta trabalho digno para todos: trabalho que é condição indispensável para o sustento e a realização das pessoas e das famílias.
Acompanhamos o esforço dos vários responsáveis nacionais e internacionais, agora mais premente pela magnitude dos problemas. É cada vez mais claro que a política internacional não pode reduzir-se, nem muito menos submeter-se, a obscuros jogos de capital que fariam desaparecer a própria democracia. Esta só acontece onde todos se reconhecem, respondendo cada um pelo que faz ou não faz, à luz de valores e direitos que a todos interessam e suportam. O capital provém do trabalho, que, realizando a pessoa humana, mantém prioridade absoluta. Nem podemos abster-nos da vida democrática, nem devemos cair nas mãos de novos senhores sem rosto. Também aqui se há de respeitar a verdade, condição básica da justiça e da paz.
Nesta curta mensagem, que pretende ser um sinal de presença, oferecemos o que nos é mais próprio como Igreja Católica em Portugal:
– A nossa solidariedade ativa, como é exercida diariamente pelas instituições sociais católicas, com todas as possibilidades que tivermos e em franca colaboração com tudo o que se faça na sociedade em prol de um bem que tem de ser verdadeiramente comum e não deixe ninguém em condições desumanas.
– A nossa insistência nos valores e princípios fundamentais da doutrina social da Igreja, que aliás compartilhamos com a racionalidade humana em geral, concretizando-se em quatro pontos axiais: a dignidade da pessoa humana; o bem comum; a subsidiariedade, que suscita e apoia a contribuição específica de cada corpo social; e a solidariedade, expressão da fraternidade, que nunca procura o bem particular sem ter em conta o bem de todos.
– A certeza, mais uma vez afirmada, de que compartilhamos “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias” dos nossos concidadãos, querendo reproduzir agora os sentimentos daquele Cristo, que tendo nascido há dois mil anos, quer “renascer” também no Natal que se aproxima – e com a mesma luz para idênticas trevas.
Com todos e cada um de vós,
Os Bispos de Portugal
Fátima, 10 de novembro de 2011
In ecclesia

Breve perfil biográfico de D. João da Silva Campos Neves

Como estamos a celebrar o cinquentenário da inauguração do Seminário Maior de Lamego cuja construção se deve ao grande impulso do bispo D. João Campos Neves, aqui deixamos um breve perfil biográfico deste grande bispo que presidiu aos destinos desta diocese durante 22 anos.
É que um povo sem memória é um povo sem futuro.

- Nasceu na freguesia de Cepos, concelho de Arganil no dia 31 de Julho de 1889, filho de José Maria da Silva e de Maria do Carmo Neves, recebe o baptismo no mesmo ano no dia 1 de Setembro.
- Em Outubro de 1904, com 15 anos ingressa no Seminário de Coimbra, como aluno externo, onde conclui os estudos preparatórios e o curso teológico em 1910.
- Enquanto seminarista recebe o sacramento da confirmação, prima tonsura e os quatro graus das ordens menores, no dia 17 de Dezembro de 1904.
- Recebe o diaconado a 6 de Agosto de 1911 e em 23 de Dezembro do mesmo ano é ordenado presbítero na capela da Costeira de Carregosa, concelho de Oliveira de Azeméis, pelas mãos de D. Manuel de Bastos Pina, bispo conde de Coimbra, celebrando a primeira missa em Cepos a 25 de Dezembro de 1911.
- Enquanto sacerdote da diocese de Coimbra é nomeado prefeito, professor de latim e filosofia e ecónomo no seminário de Coimbra, secretário e tesoureiro da Comissão Diocesana dos Indultos Pontifícios e presidente da Congregação Académica de Maria Imaculada de Coimbra, é o organizador e orientador das grandes peregrinações nacionais ao Santuário Lourdes - França, sendo o responsável pelos peregrinos da diocese de Coimbra, é nomeado beneficiado e mais tarde cónego capitular da Sé Catedral de Coimbra.
- Em 27 Maio de 1931 a Santa Sé nomeou-o Bispo de Vatarba e Auxiliar do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Cerejeira. A sua sagração episcopal realizou-se na igreja de São Domingos em Lisboa, a 25 de Julho de 1931, sendo o bispo sagrante o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Cerejeira.
- Enquanto bispo de Vatarba tem a missão de bispo missionário, ao percorrer a diocese administrando o sacramento do crisma, pregando e promovendo o levantamento da disciplina e o afervoramento da vida cristã, de tal maneira cumpriu essa missão que ficou conhecido como «O Bispo das Estradas», foi o grande organizador da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima nas comemorações do Tricentenário da Padroeira no ano de 1946, a todo o Patriarcado, acompanhando sempre a imagem por todas as terras por onde passou.
- Em 29 de Outubro de 1948 é transferido pela Santa Sé, de bispo titular de Vatarba para bispo residencial da diocese de Lamego, da qual tomou posse, por procuração, em 2 de Fevereiro de 1949 e nela deu entrada em 6 de Março do mesmo ano.
- Como bispo de Lamego, destaca-se a sua acção pastoral presente nos seus escritos; em 107 Provisões, 21 Decretos, 14 Exortações Pastorais, 5 Pastorais, 2 Instruções Pastorais e 2 Saudações Pastorais e muitos outros escritos. Estruturou as bases jurídicas das instituições diocesanas, através da realização do Sínodo Diocesano de 31 de Agosto a 2 de Setembro de 1953 e a promulgação das Constituições Sinodais da Diocese de Lamego em 8 de Setembro de 1953.
- Organizou e acompanhou em 1950 a peregrinação da imagem de Nossa Senhora de Fátima, a toda a diocese e promoveu grandes peregrinações diocesanas a Fátima e aos Remédios. No campo da catequese, organizou Congressos Eucarísticos, Congressos Catequísticos e Concentrações Catequísticas por toda a diocese.
- Fruto do seu grande empenho e amor aos seminários/seminaristas e aos sacerdotes, é reconstruído o seminário menor de Resende em 1957 e construído de raiz o seminário maior de Lamego que é inaugurado no dia 17 de Setembro de 1961. Vê todos os seus esforços recompensados com a ordenação de 75 sacerdotes durante os 22 anos como bispo de Lamego. Foram também construídas várias igrejas novas e reconstruídas outras, tal como várias capelas, residências e salões paroquiais, adquiridos passais para os párocos mais pobres, tendo fundado também a «Mútua do Clero», para dar assistência aos sacerdotes idosos e doentes.
- Como grande bispo construtor foi ainda o responsável pelo acabamento do escadario dos Remédios e a Casa de São José e muitas outras obras.
- A 27 de Maio de 1962 a diocese de Lamego presta-lhe uma grande homenagem, por ocasião das suas bodas de ouro sacerdotais e o trigésimo aniversário da sua ordenação episcopal. O Papa João XXIII concedeu-lhe o título honorífico de bispo assistente ao sólio pontifício e seu prelado doméstico. Está também presente em várias sessões do Concilio Vaticano II.
- No dia 2 de Fevereiro de 1972 com 81 anos, lê a Saudação de Despedida, na Sé Catedral de Lamego deixando a governação da diocese nas mãos do seu sucessor D. Américo Henriques.
- Morre no dia 2 de Março de 1980, às 7 e 15h da manhã, na Casa de São José, os seus restos mortais repousam na capela-mor da Sé Catedral de Lamego.
Fonte: aqui

AOS EMIGRANTES DA FREGUESIA DE TAROUCA:

 Se é emigrante na Suiça, França, Alemanha ou noutro qualquer país...

NÃO QUER COLOBORAR NA VENDA DAS RIFAS?

Se um emigrante ou grupo de emigrantes se dispusesse, nos enviaríamos as rifas pelo correio ou outro qualquer meio...

Caro (a) emigrante, a Freguesia também é sua. Colabore. Diga-nos que quer colaborar e o endereço.

Obrigado.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mobiliário para Centro Paroquial

Ao início da tarde deste dia, tive uma reunião por causa do mobiliário para o Centro Paroquial. Para não haver atrasos. Assim logo que o edifício esteja pronto, poderemos começar a dar catequese aí.
Cadeiras e mesas de acordo com a fase etária, quadros e fixadores, bengaleiros e receptores de guarda-chuvas, cestos de papéis, armários e secretárias, algum equipamento relacionado com as novas tecnologias... Tudo após estudo da estrutura do edifício.
Fizeram-se opções por cores, prevendo-se as salas onde irão funcionar os vários grupos. Os mais pequeninos no piso zero e os restantes no 1º piso. Isto para evitar o perigo das escadas para os mais novinhos.
Acrescente-se que a entrada principal para o edifício  ficará frente à casa de D. Dores. Os meninos entrarão num espaço relvado e murado com gradeamento. A segurança é indispensável, ainda mais sabendo como as crianças hoje são super-saltariquentas... Depois há a porta principal que dá acesso ao piso zero e de onde parte uma escadaria em caracol para o piso 1.
O segundo módulo, enterrado, será uma sala maior para reuniões e dotado de novas tecnologias. Quando um grupo, uma associação, uma irmandade, os jovens, os pais, quiseram aí trabalhar, apoiadas nestes novos meios, poderão utilizar este espaço.
Como sabemos, fica a faltar o 3º módulo, ainda a ser estudo pelo arquitecto. Aqui irão funcionar os arrumos da paróquia, a garagem da carrinha, a sala onde o GASPTA coloca os objectos recolhidos para a solidariedade, e um espaço para a reactivação do escutismo. Por cima destas dependências, surgirá um espaço amplo, multiusos para as grandes celebrações (a Igreja é pequena) e para grandes encontros e eventos culturais e festivos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

“Formar pastores consagrados totalmente a Deus e ao seu povo”

--O bispo que preside à comissão responsável pela formação dos padres católicos em Portugal, D. António Francisco dos Santos, quer que os seminários estejam ligados às famílias, paróquias e sacerdotes.
Na mensagem para a Semana dos Seminários, que decorre desde hoje até 13 de novembro, o responsável salienta que “é grande a importância do ambiente da família, essencial o acolhimento da comunidade e imprescindível o testemunho dos sacerdotes no surgir da vocação e na ação desenvolvida ao longo do percurso formativo”.
“Quanto maior for esta proximidade e mais efetiva e afetiva esta articulação entre todos, mais eficaz se torna a ação formativa e mais saudáveis e consistentes se revelam os diferentes resultados da formação”, considera o presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios.
D. António Francisco dos Santos destaca “a renovada alegria e o acrescido interesse” com que famílias, padres e paróquias acolhem “o surgir da vocação entre os jovens e o interesse manifestado na celebração da Semana dos Seminários”, que este ano decorre sob o tema “Formar pastores consagrados totalmente a Deus e ao seu povo”.
“‘Formar pastores’” implica uma compreensão abrangente da formação, que não se limita à dimensão pastoral propriamente dita, mas estende-se à dimensão “humana, espiritual e intelectual”, aponta o responsável, para quem “os Seminários, mais do que as casas ou as estruturas, são as pessoas”.
O “longo caminho” na “exigente missão” de formação, que “não termina com a Ordenação presbiteral”, requer “o moldar do coração e da inteligência aos critérios do evangelho” indica a mensagem, que alude à “beleza das coisas últimas” e o apelo “ao absoluto, ao definitivo e ao permanente” feito a quem segue Cristo.
A nota refere também que as Jornadas Mundiais da Juventude, como a que decorreu em Madrid em agosto de 2011, têm sido “para muitos jovens”, hoje padres ou religiosos, momentos de “mais compromisso em Igreja e de atenta descoberta e generosa resposta à vocação para a vida sacerdotal ou consagrada”.
In ecclesia

domingo, 6 de novembro de 2011

RIFAS PARA O CENTRO PAROQUIAL: Informações

1. A Paróquia Tarouquense agradece à pessoa que teve a iniciativa de lançar este SORTEIO. Pensou na ideia, partilhou-a com o Pároco, contactou os patrocinadores, elaborou as rifas, pediu ajuda gráfica, mandou fazer a sua impressão, procedeu à distribuição. Sem qualquer custo para a Paróquia.  E sempre com alegria e disponibilidade. Por decisão sua, não se indica o nome dessa pessoa benfeitora.
Muito obrigado.

2. Cada bilhete custa 1 euro.

3. A Paróquia agradece também aos 40 patrocinadores pela oferta generosa e pronta.

4. O sorteio terá lugar na Festa da Catequese, em 17 de Março.

5. Pede-se às pessoas que guardem o seu bilhete até esta data para poderem verificar se lhes saiu e o que lhes saiu.

6. Na Igreja Paroquial, há cadernetas. Pedimos que haja boa vontade e alegria de as levar e vender. A Paróquia fica-lhes agradecida por este serviço à comunidade.

Somos as rifas para o CENTRO PAROQUIAL

Olá!
Somos as rifas para o CENTRO PAROQUIAL.
Estamos à espera de uma mão amiga que nos faça chegar às pessoas. Não quer dar uma ajudinha na nossa distribuição pelas pessoas? Ficamos gratas.
Cada uma de nós custa apenas um euro e oferecemos 40 prémios muito interessantes.
Sabe? É para ajudarmos a crescer o nosso "menino" que está desejoso de ser útil às pessoas.
Bem-haja!


INFORMAÇÃO: Nós, as rifas, estamos na Igreja Paroquial à espera que nos vá buscar para nos fazer chegar a todas as pessoas. Dê-nos a satisfação de nos levar no seu coração,  no seu interesse e no seu empenho.

sábado, 5 de novembro de 2011

7º Aniversário da Associação dos Esporões

O povo dos Esporões festejou hoje  o 7º aniversário da Associação dos Esporões.
A Eucaristia foi muito bem dinamizada por um coral constituído para o efeito. Que bom seria que integrassem  o coral da Paróquia! E porque não??? Todos somos precisos e ninguém ocupa o lugar de ninguém.
O Pároco, na homilia, felicitou a Associação pelos serviços prestados ao povo, sabendo proporcionar um espaço de convívio pacífico, de jogos populares e de são relacionamento.É que há sempre muita gente por lá, mormente nas noites de Verão e aos fins-de-semana. Citou a este propósito o cântico que diz: "Canta, canta, amigo, canta! Tu sozinho não és nada, juntos temos o mundo na mão" para concluir que a pessoa humana é "um ser em relação." Ninguém nasce ilha ou vive para ser ilha.
Interessa estar na vida conforme nos aponta Jesus: "“Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens, é detestável para Deus”.
Seguiu-se um almoço  na sede da Associação muito bem confeccionado por voluntários, prosseguindo o convívio pela tarde fora, com jogos populares e outras actividades.
Parabéns à direcção da Associação e a todos os associados.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SEMANA DOS SEMINÁRIOS


Mensagem do nosso Bispo
 De 6 a 13 de Novembro decorre, como nos anos transactos, a Semana dos Seminários.
Ela terá na nossa diocese este ano um particular significado, atendo à celebração jubilar da inauguração do novo edifício do Seminário Maior, realização dum sonho alimentado ao lon­go de gerações, depois do esbulho realizado pelo Governo a seguir à proclamação da República.
Como há cinquenta nos testemunhou o Senhor D. João, o grande Prelado do empreendi­mento, aquela construção foi um milagre da Providência. Poderemos dizer que fruto da Graça é toda a missão que o Seminário ao longo dos anos vem desenvolvendo no serviço da formação dos novos sacerdotes. Tem todo o sentido a aplicação da Palavra da Escritura: Se o Senhor não edificar a Sua casa, em vão trabalham os que a constroem.
Por isso voltamos a pedir-vos a riqueza da vossa oração, lembrando a recomendação de Jesus: Rezai ao Senhor da Messe para que envie operários para a Sua seara. Recordemos o pensamento que Sua Santidade, Bento XVI, escreveu no seu livro Jesus de Nazaré: “O chama­mento dos discípulos é um acontecimento de oração – são por assim dizer gerados na oração, na intimidade com o Pai. […] Os trabalhadores da messe de Deus não se podem escolher sim­plesmente como um empresário procura os seus operários: mas devem ser pedidos a Deus, e por Ele mesmo serem escolhidos para este serviço.”
Sabemos como sempre a piedade da oração é sumamente valorizada com o sacrifício voluntário, nomeadamente quando ele é expressão do esforço da conversão que nos é pedida, para garantir a autenticidade de cristãos.
Contamos convosco, caríssimos diocesanos, com a solicitude das vossas preces e da vos­sa mortificação. Não podemos dispensar a caridade desta comunhão. Tomai consciência que os seminários são vossos, são casas que vos pertencem e as suas equipas formadoras e os nossos seminaristas ficam contentes com a vossa visita, sinal do vosso carinho e da vossa solidariedade.
Há cinquenta anos, no discurso da inauguração, sublinhou o Senhor D. João os grandes sacrifícios pedidos aos cristãos da Diocese e a sua exemplar generosidade. Sempre os seminá­rios se mantiveram com a caridade dos fiéis. Num tempo tão difícil como o que vivemos e ex­perimentamos, limitadíssimos nas economias, compreendereis que a vossa esmola, muito mais sacrificada, dadas as circunstâncias, é particularmente necessária, mas, como o óbolo da viúva, provocará a resposta gratificante do Senhor que se não deixa vencer em misericórdia.
Que Jesus, Maria, Senhora de Lurdes, Ana e José, padroeiros dos nossos seminários, os abençoem e cubram com a sua protecção todos os fiéis da Diocese de Lamego.
+ Jacinto, Bispo de Lamego



XXXII Domingo do Tempo Comum A

1. Tarde de mais, para meia dezena de moças, que consumiram toda a provisão de azeite, no longo tempo da espera! A demora do noivo resultou, para elas, numa situação crítica e fatal. O aviso da parábola é, pois, oportuno: aqueles que não têm reservas interiores, capazes de manter, em todo o tempo da espera, o coração a arder, arriscam, no meio da crise, a perder o presente do futuro! Assim, a quem falta, por exemplo, o azeite da energia interior, que vem da fé, a quem tem a candeia do seu coração vazia de amor, faltará também a luz da esperança, para atravessar a longa noite dos tempos ou a escura travessia da sua vida!
2. Mas a parábola escandaliza-nos, sobretudo, com a aparente frieza das virgens prudentes, que se recusam a ir em socorro das suas amigas desprovidas. Pensamos nós, que não lhes fica nada bem negar a provisão de azeite, a quem já não sobra um pingo de bom senso ou uma pinga de esperança.
Mas Jesus parece querer dizer-nos outra coisa muito clara: há riquezas pessoais e recursos interiores que não se emprestam; há valores que não se conquistam por doação ou transferência bancária. Quando já não se tem energia interior, quando se perde o contacto com a fonte e se gasta tudo e depressa, quando se descuida do necessário investimento espiritual, quando já não se alimenta a própria fé, e se entra numa prática religiosa relaxada… então depressa chegará o tempo crítico, em que se apagará toda a esperança! E, nessa altura, não há “boa alma” que me valha; terei eu de assumir as minhas responsabilidades, pelas escolhas que fiz e pelo que fiz do que me confiaram. De facto, ninguém pode viver a fé, a esperança, o amor, a oração, a relação, no lugar de outro. E fica claro: também a fidelidade ou a virgindade, não se improvisa, nem se empresta, nem se resolve, nem se devolve, pedindo a outros, o que deixei apagar-se em mim!
3. Na sequência das duas últimas homilias, em torno da transmissão da fé, na família cristã (cf. XXXI Domingo A) e da vocação dos esposos à santidade («Todos os Santos»), gostaria hoje de continuar estas catequeses familiares, a partir da parábola evangélica, com um apelo sério, a todos os jovens que “estão numa relação com”, aos namorados e aos noivos que se preparam para o casamento!
Vede bem: esta parábola fala-nos de uma festa de casamento, ao mesmo tempo que exalta a sensatez, de quem sabe viver o tempo da espera, sem queimar todo o azeite, que há-de chegar, para a noite do encontro definitivo com o Esposo! Esta parábola fala-vos indirectamente do valor da espera e, porque não, da virgindade, mesmo se esta parece uma proposta virtual, a que poucos ousam dizer “gosto”!...
4. Como vos disse há dias o Santo Padre, “vivei esse tempo do namoro, na expectativa confiante do dom total do amor! Tal amor é acolhido, percorrendo uma estrada de consciência, de respeito, de atenções, que não deveis nunca ferir: somente nessa condição, a linguagem do amor permanecerá significativa mesmo com o passar dos anos. E não penseis, que viver juntos (a coabitação) seja garantia para o futuro. Queimar as etapas, leva a "queimar" o amor, que, ao contrário, tem necessidade de respeitar os tempos e a gradualidade nas expressões; tem necessidade de dar espaço a Cristo, o único que é capaz de tornar um amor humano fiel, feliz e indissolúvel. Evitai, por isso, fechar-vos em relacionamentos íntimos, falsamente tranquilizadores; não esqueçais, pois, que, para ser autêntico, também o amor exige um caminho de amadurecimento: a partir da atracção inicial e do "sentir-se bem" com o outro, educai-vos até "querer bem" ao outro”(Bento XVI, Encontro com os jovens namorados na Visita Pastoral a Ancona, Itália, 11 de Setembro de 2011).
5. Precisamos todos de viver e ajudar a viver, com a sabedoria da fé, estes tempos de crise, onde veio a faltar, sobretudo a0s jovens, o azeite da esperança, quando não encontram trabalho ou este é instável, levando-os a adiar decisões e a sentir desperdiçadas as suas grandes energias. Neste clima de incerteza, a tentação é valorizar as emoções e fugir aos compromissos, caindo na banalização das relações de afecto ou no egoísmo, que destrói qualquer forma de vida em comum.
6. Queridos jovens, a quem a Igreja tanto ama e admira, pela generosidade dos vossos ideais: deixai que retome as palavras do Papa e vos diga: “aprendei a viver este tempo de espera. Educai-vos, desde já, para a liberdade da fidelidade, que vos leva a proteger-vos reciprocamente, até viverdes um pelo outro. Preparai-vos para escolher, com convicção, o «para sempre», que é próprio do verdadeiro amor” (Ib.)!
7. E, por último, (...), não resisto a dar-vos uma sugestão: na parábola que ouvistes hoje, veio a faltar o azeite às amigas imprudentes do Esposo! Nas núpcias de Caná, veio também a faltar, para os convidados, o vinho da alegria! Nessa altura, Maria convidou os servos a dirigir-se a Jesus e deu-lhes uma indicação preciosa: "Fazei o que ele vos disser" (Jo 2,5).
Também eu vos digo: “tende como um tesouro essas palavras e tereis bem acesa a candeia da esperança e cheio o copo da alegria e da festa! Jesus é o vinho novo da Festa! (Bento XVI, Encontro com os jovens namorados, 11.09.2011). Jesus é o Ungido, com o óleo da alegria. É o Esposo, que vem em vosso auxílio! Ele aí vem!
Com as lâmpadas do coração bem acesas, na luz da fé, da esperança e do amor, ide ao seu encontro!
Fonte: aqui

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

GRANDE SORTEIO A FAVOR DO CENTRO PAROQUIAL

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Vale a pena! Vamos conseguir!
Então colabore com o Centron Paroquial:
- comprando as rifas
- distribuindo as rifas
CONTAMOS COM TODOS!
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Os prémios são muitos e cativantes...

RIFAS

AGRADECIMENTO

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Em Novembro, "Mês das Almas", o dia 2 é dedicado à comemoração de todos os Fiéis Defuntos

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Várias são as vivências que este dia suscita em cada um de nós.
- A saudade. Este humano sentimento ganha especial carga afectiva no dia dos finados. Que saudade imensa dos nossos entes queridos!
- A gratidão. Muito do que somos, temos e vivemos, devemo-lo a pessoas queridas e amigas que já nos deixaram. Tem sentido o desejo quente de queremos para eles paz, felicidade, todo o bem. Paz à sua alma.
- A Fé. Celebramos a vida para além da morte, na esperança da ressurreição do último dia, dos que partiram deste mundo, marcados com o sinal da fé e esperam ainda a purificação total para poderem chegar à visão de Deus.
- A Comunhão dos Santos em Cristo. Durante todo o ano, mas com maior insistência neste dia dois e em todo o mês de Novembro, celebramos aqueles que também já são santos (dizemos que são as santas almas do purgatório), mas que ainda precisam de se purificar a fim de entrarem na felicidade da absoluta perfeição de Deus. Quando rezamos pelos irmãos defuntos, fazemo-lo porque acreditamos no mistério da comunhão dos santos. Isto é, tudo o que fazemos de bom, todos os actos de amor, de autêntico amor, os outros beneficiam desse bem que fazemos. É a solidariedade no bem.
- O sentido da vida. De onde vimos? Para onde Vamos? Que fazemos aqui? Num mundo que nos distrai do essencial, alienando-nos com o superficial, Novembro é "toque de finados" para que nos recentremos, entremos dentro de nós, procuremos o sentido da vida.

Vaidade nos cemitérios?
Se as flores murcham,
Se as velas se derretem,
Se as lágrimas secam,
A oração recolhe-a Deus.
Claro que é bom manter o cemitério limpo, asseado, com as campas arranjadinhas. Diz o povo, e muito bem, "a limpeza, Deus a amou." É o respeito devido aos restos mortais dos nossos entes queridos.
Agora que se gastem fortunas em flores, em velas, em campas caríssimas, penso que será um exagero que os falecidos não apoiam nem Deus aplaude.
Às vezes penso se tais exageros nos cemitérios não serão uma descarga de consciência perante o pouco cuidado dispensado aos felecidos enquanto viviam...
Por outro lado, parece que quanto mais investimos no supérfluo, menos investimos no importante: a oração. A piedade cristã sempre viu na oração, particularmente na Missa, e na esmola as melhores expressões de solidariedade cristã para com os irmãos defuntos.
Às vezes pergunto-me a mim próprio se alguns defuntos, para além da Missa de corpo presente e da de 7º dia que o sacerdote celebra gratuitamente, terão mais alguma oração... por eles...

1 de Novembro - Dia de Todos os Santos: A santidade está ao alcance de todos

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Leia este bela reflexão que cai como uma luva neste dia:

"PARA TODOS (para si também), A SANTIDADE"

AQUI

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

NEM FINADOS, NEM AMANHÃ

1 de Novembro: Todos os Santos

2 de Novembro: Fiéis Defuntos

Os jornais assinalam que estamos na véspera do dia de finados.
Sem querer entrar em preciosismos, queria só pontuar uma dupla imprecisão. Quanto ao dia e quanto ao conteúdo do dia.
O dia em causa não é 1 de Novembro, mas 2 de Novembro.
Amanhã, é dia de Todos os Santos. Como o dia 2 não é feriado, as pessoas habituaram-se a ir aos cemitérios no dia 1. Este ano, já começaram a ir até no dia 30, por ser domingo. Em muitos locais, vão pela madrugada do dia 2.
E, depois, no dia 2 comemora-se os fiéis defuntos. Em alguns locais, diz-se apenas fiéis.
Finado vem de fim. Ou seja, indica aquele que se finou, acabou. Ora, nós acreditamos que quem morre continua vivo, na felicidade eterna.
Defunto vem do verbo fungor, que quer dizer cumprir.
Defunto é o que cumpriu. O que cumpriu a etapa terrena da vida. E está na fase eterna da existência.
No meio disto tudo, reconheçamos que as palavras são o que menos importa. Mas podem ajudar a perceber o que está em causa.
Nós sentimos que os nossos mortos não estão mortos. Eles sobrevivem. Em Deus. E em nós.
Fonte: aqui

Evitar a decadência

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A decadência do homem contemporâneo foi há dias definida pelo Papa, em Assis: resulta da ausência e negação de Deus e realiza-se silenciosamente, de modo subtil e, por isso, perigoso.
Gradualmente, o Homem, em vez de adorar a Deus, passa a adorar o dinheiro, o ter e o poder. Passa a sobrepor o interesse pessoal a tudo o resto, tornando-se cada vez mais violento. E assim se destrói a paz. E, ao destruir a paz, o Homem destrói-se a si mesmo.
É um terrível retrato, perante o qual nenhum de nós está imune, pois, mesmo que teoricamente nos afirmemos do lado de Deus, a Sua ausência no concreto da nossa vida é uma triste possibilidade. Como aqueles que dizem ter de uma religião, mas não praticam...
Está, pois, nas nossas mãos evitar a nossa própria decadência!

Aura Miguel

domingo, 30 de outubro de 2011

Individualismo ameaça catolicismo português, diz bispo do Porto

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«Imediatismo» e «tolerantismo» também contribuem para «erosão permanente», sublinha D. Manuel Clemente.

AQUI

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

XXXIº Domingo Comum - Ano A

-..
Leituras: aqui

COMENTÁRIO
1. «Dizem e não fazem»! Sobram as palavras e falta o exemplo! Não é ainda uma censura à austeridade do governo, que, pelos vistos, não chega aos bolsos de quem a impõe. A censura recai, em primeiro lugar, sobre os que se sentam na cadeira de Moisés, escribas e fariseus! E, neste sentido, o pobre pregador desta homilia, é o primeiro a «levar por tabela» e a ter de precaver-se do risco fatal de «andar a bater a penitência no peito dos outros»! Mas, em boa verdade, esta denúncia de incoerência entre “o dizer e o não fazer”, esta crítica a qualquer forma de abuso de poder sobre os outros, pode estender-se também a todos os que estão revestidos de autoridade, ou exercem cargos de direcção ou de educação, na sociedade ou na comunidade cristã.
E, sem querer sacudir a água do capote, temos de convir que não estão fora do alcance destas duras palavras de Jesus, os próprios pais, pai e mãe, que exercem uma autoridade própria, juntos dos filhos, de quem são, aliás, os primeiros educadores! É tal, a beleza e a riqueza da missão dos pais, que o profeta Malaquias tira da imagem do «pai» um título, que pertence, por inteiro, a Deus, em primeiro lugar. No Evangelho, Jesus confirma que «um só é o vosso Pai» e «um só é o vosso Mestre»! São Paulo compara o seu ofício pastoral ao de “uma mãe que acalenta os filhos que anda a criar”; parte daí mesmo, como se não houvesse melhor exemplo, para quem faz do anúncio do evangelho uma partilha da própria vida!
2. Caríssimos irmãos e irmãs: Estamos todos centrados e concentrados, durante este ano, na perspectiva da “Família”, como primeira experiência de Igreja e primeira escola de vida, de valores e de fé! Na família, «verdadeira Igreja Doméstica, os pais devem ser, para os filhos, os primeiros educadores da fé, mediante a palavra e o exemplo», diz o Concílio (LG11). «O testemunho de vida cristã oferecido pelos pais no seio da família chega aos filhos envolvido no carinho e respeito paterno e materno. Os filhos sentem e vivem plenamente a proximidade de Deus e de Jesus que os pais manifestam, até ao ponto desta primeira experiência cristã deixar neles uma marca decisiva que dura toda a vida. Este despertar religioso infantil no ambiente familiar tem por isso mesmo um carácter insubstituível” (DGC 226). Educar na fé os filhos, não é, pois, em primeiro lugar, instrui-los em assuntos religiosos ou desfiar em casa um catecismo; é sobretudo criar uma atmosfera de amor, que fale de Deus, e um ambiente de oração, que deixe Deus falar. De facto, todos os dias o vemos, lemos e sabemos: o que não se aprender e viver em casa, seja na humanidade e na ternura dos gestos de amor, seja na qualidade das relações de doação e de respeito, seja na abertura orante do coração a Deus, dificilmente se poderá aprender e viver fora de casa, no ambiente social ou na vida paroquial. Por isso, a futura evangelização, «depende em grande medida da Igreja doméstica» (João Paulo II, FC 52), isto é, da família cristã!
3. Talvez os meus ouvintes, contraponham a esta tese ideal, a antítese das palavras de Jesus: mas «eles dizem e não fazem». Eles pedem a catequese para os filhos, como quem delega e não como quem assume a responsabilidade de os educar na fé». Talvez outros me contestem ainda mais, com o frio realismo dos números, dizendo: «a família sofre hoje uma grave crise, que põe em causa a sua capacidade educadora e catequética». Há uma crónica falta de diálogo e um silêncio educativo, que quebram os elos da transmissão dos valores e da fé, através da família.
4. Eu diria, então, uma palavra de esperança e de confiança, na missão educativa da família cristã: creio que «apesar de tudo, a família actual tem grandes potencialidades e recursos para a educação da fé». Todos os estudos de opinião mostram que, mesmo em crise, a família é ainda a instituição mais relevante na vida e na felicidade das pessoas. E este potencial educativo da família supera em muito as condições de normalidade, em que esta possa funcionar ou não. Muitas famílias, estruturalmente disfuncionais, conservam, para lá das aparências, valências educativas muito fortes, que se concentram sobretudo na qualidade da sua capacidade de relação e de comunicação de valores, convicções e normas de conduta. Pode mesmo dizer-se que, em certas ocasiões, uma família desordenada e desestruturada, mas com uma boa dose de acordo e sensibilidade educativa, pode educar melhor que uma família dita normal, mas com pouco amor, entendimento mútuo e capacidade comunicativa. Todos os estudos apontam para a conclusão de que, nestes tempos de crise religiosa, o acolhimento da fé numa pessoa, depende basicamente da experiência religiosa que a família lhe tiver dado, desde o seu berço. Tende esta confiança: nenhum grupo humano pode competir com a família, no momento de oferecer aos filhos a base religiosa de valores, num clima de afecto. Contra ventos e marés, a família, em mudança, continua a ser o ambiente, no qual a educação religiosa não só é possível, mas é, inclusive, insubstituível. Nesta tarefa, nada nem ninguém se lhe pode comparar. “Esta função educativa da primária dos pais é de tal ordem que, onde não existir, dificilmente poderá ser suprida” (GE 2).
5. Queridos irmãos e irmãs: Façamos então tudo o que pudermos, para responsabilizar, motivar e acompanhar as famílias! Animemos as famílias, dando-lhes confiança na sua obra educativa. Mas não as deixemos sozinhas, nessa missão, para a qual hão-de contar sempre com a Igreja, como sua grande família. Ofereçamos-lhes sobretudo ocasiões e espaços de formação, de confronto, de acompanhamento, de ajuda.
O melhor que podemos fazer pelas famílias não é fazer coisas por elas ou em vez delas; é deixarmos que sejam elas a fazer; que se tornem elas mesmas agentes e protagonistas da missão! Queira Deus, que, ao longo deste ano pastoral, as nossas famílias se tornem cada vez mais «o coração da nova evangelização» (João Paulo II, EV 92).
Fonte:aqui

"Público" recorda "Nostra aetate"

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No "Público" de hoje. Recorda-se a aprovação da declaração "Nostra aetate", que introduziu um novo modo, mais cordial e dialogante, de relacionamento do catolicismo com as religiões não cristãs.
 

REPENSAR A IGREJA EM PORTUGAL - Conclusões III

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3. Caminhos para uma nova maneira de ser Igreja

3.1. Exigência de formação cristã

- Formação cristã em geral.

- Mostrar a igreja tal como é: nível humano, nível espiritual.

- Formação ligada à vida, que conduza as pessoas as pessoas à oração, à celebração e dos sacramentos e a uma coerência cristã.

- Acentuar a dimensão pneumatológica da fé.

- Cultivar a centralidade da Eucaristia.

- Valorização do Domingo.

- Promoção de valores éticos, morais, sociais, religiosos.

- Investir na formação de líderes / agentes de pastoral.

- Maior formação política e intervenção na coisa pública.

- Formação bíblica. Cursos bíblicos. Relevar a dimensão fraternal da fé bíblica.

- A evangelização das famílias, dos jovens, com um acompanhamento mais próximo e estruturado… Catequese para adultos. Formação aos pais (Aproveitar o tempo da catequese dos filhos...). Preparação dos jovens para o Matrimónio (CPM…) Uma pastoral familiar que acompanhe os casais: ao longo da vida, os casais em dificuldade, os divorciados recasados...

- Exigência de melhor preparação dos seminaristas não só intelectual mas

psicológica e moral.

- Formação para os Padres (Actualização)

3.2. Empenho criativo para uma nova evangelização

APRESENTAR UMA IGREJA QUE:

- Dê espaço e tempo à espiritualidade. Acolha as pessoas. Procure a coerência e autenticidade. Tenha lugar para a profecia. Se reconheça como mais próxima e menos mestra. Se apresente como congregadora da sociedade. Seja promotora de um Fraternidade desinteressada (universal), de um sentido comunitário e participativo aberto a todos. Seja promotora de uma sociedade onde há tolerância, compreensão do outro, cooperação e a realização de cada um, como ser humano, filho de Deus .Vá ao encontro das pessoas. Dê razões de esperança e de futuro. Seja presença no sofrimento e na morte. Seja sinal da dimensão transcendente da vida, manifestação permanente do Amor de Deus. Seja testemunha da alegria que brota do ser. Seja testemunha da doação e do serviço. Seja voz profética, exemplo na opção pelos pobres, procurando superar todas as formas de exclusão. interventiva na comunidade local;

- Seja promotora dos valores humanos e cristãos, tais como: a verdade, a dignidade inerente aos homens e às mulheres, os direito das crianças, o valor da família, da liberdade, a virtude da justiça, a igualdade das pessoas, a solidariedade e a paz que se transformem em padrões ideais da e para a vida humana;

- Apresente uma visão positiva do corpo e da sexualidade com menos discursos sobre o pecado e o negativo. Um Deus amor, mais do que um Deus poder. Um Deus bíblico. Uma mística, mais do que uma doutrina. Uma vida, mais do que uma teoria. Uma prática testemunhal. Uma nova linguagem, inteligível ao homem de hoje;

- Atenta aos problemas actuais da sociedade e sintonizando com as suas

preocupações. Conhecedora dos movimentos, correntes ideológicas, linhas de acção, desejos de mudança e transformação presentes na sociedade e especialmente atenta e preocupada com o desenvolvimento dos valores éticos e o desenvolvimento educacional;

- Tem na pessoa humana o seu caminho fundamental... Põe grande empenho no dialogo Fé – Cultura;

- Capaz de: sair dela mesma, vir ao mundo e dialogar, conhecer, identificar problemas e soluções; criar pontes de diálogo inter-religioso, ecuménico e inter-eclesial e de construir espaços de valorização comunitária em vez de redutos de individualismo... dentro ou fora dos lugares de culto; de assumir os erros e de procurar corrigi-los; de se deixar transformar para ser mais fiel à sua Missão.

Nesta Igreja os Presbíteros são chamados a ter em conta que:

“O papel do Sacerdote é essencial. É importante que o Sacerdote não esteja ausente durante todo o dia. O trabalho nas escolas é necessário, mas o Sacerdote deve assumir a relação de proximidade com as comunidades. É necessário que conheça as suas ovelhas”.

Assim, é preciso:

- dar mais atenção à acção (dinamização) pastoral ( um pouco abandonada); mais espaço e responsabilidades aos leigos

- Para lá da Eucaristia ter em conta outras possibilidades de oração na comunidade: Adoração do S.S., Terço, Laudes, Vésperas, etc....

- Promover uma imagem de Igreja menos institucional e mais próxima das pessoas. Encontrar novas maneiras de estar próximo de cada família. Uma solicitude maior para com os considerados "excluídos" da Igreja (divorciados, os que vivem em união de facto, etc...) Promover a unidade de todos e de cada baptizado dentro da comunidade. Continuar a evangelizar sem cansaço nem
desânimo

- Testemunhar um estilo mais simples e humilde; um espírito de desprendimento e pobreza evangélica; uma consciência mais sólida de presbitério em unidade

- Deve ter-se um especial cuidado na selecção dos candidatos ao sacerdócio e no recrutamento dos Formadores do Seminário.

3.3. Reorganização das comunidades cristãs

• Reorganização dos espaços pastorais (paróquias, arciprestados...)

• Dinamizar a vida pastoral a partir dos arciprestados

• Criar Equipas de Animação Pastoral Arciprestal

• Valorizar e potencializar os movimentos já existentes..

• Dar espaço aos novos movimentos e grupos eclesiais

• Implementar os diferentes Conselhos Paroquiais e Diocesanos

• Redistribuição dos Padres pelas diversos espaços pastorais e serviços diocesanos

• Reestruturação dos serviços diocesanos

• Centros de acolhimento e de partilha

• Partilha missionária com Igrejas mais necessitadas (Padres)

3.4. Sugestões diversas

• A Igreja deve afirmar-se com mais iniciativa, mais comunicação, abertura, e inovação em relação à sociedade. Deve assumir-se como parceira com outras para contribuir para a melhoria do bem-estar das populações.

• Deve caminhar para uma unidade /uniformidade de procedimentos, sobretudo em questões práticas ligadas à vida sacramental.

• A igreja em Portugal precisa de ter em conta a seguinte referência: 75% da sua população vive no litoral. Temos assim uma Igreja a dois ritmos: a que vive no interior e a que vive no litoral, com problemas e idiossincrasias diferentes que é preciso encarar rumo a uma evangelização dirigida a pessoas concretas. Assim como se reúnem os Bispos da Zona Centro, porque não criar as reuniões dos Bispos do Interior? Não teria mais pertinência?...

• É possível delegar responsabilidades, criar grupos de trabalho, criar momentos de partilha e de envolvimento. Acompanhar as comunidades não só do ponto de vista doutrinal e espiritual, mas também do ponto de vista social. Temos uma comunidade na qual o papel das mães é determinante, a quem é atribuído um conjunto de responsabilidades para as quais nem sempre estão preparadas. Julgamos necessários encontros sistemáticos, encontros de formação, onde também a igreja se preocupe com questões de natureza prática.

• É necessário descentralizar. Temos áreas com povoamento muito disperso, que muitas vezes conduz a situações de isolamento e carência daqueles que aí residem. Sugere-se a realização de assembleias de famílias, com desempregados, com desocupados, tentando arranjar soluções para
a melhoria da situação familiar.

• É necessária uma humanização e sociabilização que tão comum é no contexto dispersivo e  anónimo típico das cidades modernas, como nas áreas rurais com pouca população.

• É necessário celebrar e valorizar as famílias e o papel que lhe está associado. Porque não haver um domingo no ano, no qual se destacam os casais que comemoram 25, 50 anos de casados nesse ano? Facultar o destaque para estas situações e valorizar a partilha, o entendimento, a família…

4. 4. Propostas sobre a aplicação das decisões e sobre passos ulteriores a dar neste caminho sinodal.

- Encontro com delegados de todas as dioceses e outras pessoas envolvidas neste trabalho.

Objectivos: tomar consciência da situação global do país e das Diocese e dos desafios que nos são postos – clarificar perspectivas de acção (resposta pastorais) – articular procedimentos a seguir.

. A Semana Pastoral da Conferencia Episcopal pode atender a estes objectivos, entre outros...

- Definir as prioridades para a Igreja em Portugal.

- Criar Grupo de Apoio à Nova Evangelização em Portugal. (De apoio, porque as Dioceses é que devem ser as grandes dinamizadoras... E cada Diocese, de algum modo tem de percorrer o seu caminho.. Tal não impede, pelo contrário, exige,que se encontrem e valorizem aspectos comuns e determinantes a ter em conta. Deve ser um caminho na unidade e não na uniformidade – “sinodalidade”)

- Criar Equipas Diocesanas de Animação Pastoral (Nova Evangelização)

- Encontros ou Jornadas Pastorais em que os aspectos mais relevantes desta Consulta sejam apresentados. Objectivos: alargar a consciência da realidade – motivar para um novo impulso pastoral.

- Promover encontros para agentes de pastoral a nível diocesano e nacional para sensibilizar e motivar para os desafios da nova evangelização, a partir desta Consulta alargada.

- Promover cursos de animação paroquial (pastoral) de índole prática – “operativos”... Como organizar uma rede de comunicações na paróquia de modo que a informação chegue a todos?...

Como trabalhar com as famílias?... Como criar pequenos grupos (grupos de vizinhos, amigos)...

- Quanto possível promover projectos pastorais de intervenção global, que atendam ao conjunto de toda a comunidade cristã...