sexta-feira, 12 de março de 2010
Papa reafirma a importância do celibato
quinta-feira, 11 de março de 2010
A confissão
Sabemos que há por parte de muitos cristãos uma grande dificuldade de se reconhecer pecador. Pelo menos perante os outros. O que é certo é que Jesus falou muitas vezes na necessidade dos seus ouvintes se arrependerem e deixarem o pecado. Se não – ouvimos no Evangelho – morrereis todos de maneira semelhante, isto é, em pecado.S. João Evangelista escreve na sua primeira carta, que faz parte do Novo Testamento, o seguinte:
"Se dissermos que não temos pecados, somos mentirosos e enganamo-nos a nós mesmos. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda a iniquidade".
Cristo exerceu, durante a Sua vida pública, o poder de perdoar os pecados e deu esse poder aos Apóstolos: "Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados, a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".
No entanto, há hoje por parte de muitos cristãos uma rejeição da confissão. Ora a confissão dos pecados (acusação), mesmo do ponto de vista simplesmente humano, liberta-nos e facilita nossa reconciliação com os outros. Pela acusação, o homem encara de frente os pecados dos quais se tornou culpado: assume a responsabilidade deles e, assim, abre-se de novo a Deus e à comunhão da Igreja, a fim de tornar possível um futuro novo. A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da penitência: "os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois às vezes esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos". (Catecismo no. 1455, 1456)
Nos termos da doutrina da Igreja "a confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja" (D. C. – cânone 961 § 1)
quarta-feira, 10 de março de 2010
FALAR CLARO AOS PAIS
Se é mãe,
Não pode deixar de ler este post e os respectivos comentários.
Aqui: AQUI
Aliás, este post, bem como os comentários, são muito oportunos para TODOS!!!"
Uma bela oração quaresmal
terça-feira, 9 de março de 2010
A Igreja precisa mudar de mentalidade
O homem traz um bólide nas mãos: o planeta terra
O bom do rapaz não prestou atenção. Com o bólide nas unhas, pensava que tudo era dele. Conselhos do amor paterno??? Para quê? Ele é que sabia! Queria era gozar a vida, sentir o prazer da adrenalina... Era o maior! Ultrapassagens a torto e a direito, nada de respeitar sinais e na estrada os outros é que tinham obrigação de se acautelar... O mundo era dele.
Esbarrou-se. O carro ficou em péssimo estado e ele muito mal tratado, quase à beira da morte.
Terá aprendido a lição? Será que reconhece que os pais tinham razão? Ou dirá que a culpa foi dos pais?
Deus criou-nos por amor. Deu-nos a liberdade. Depois deu-nos este maravilhoso carro, chamado planeta Terra. "Crescei e multiplicai-vos. Povoai a terra e dominai-a". Mas Deus disse ao homem que a terra era uma criatura, com as limitações de todas as criaturas. Por isso, para saber lidar com a situação, ofereceu-lhe os seus conselhos de Pai infinitamente misericordioso e preocupado com o ser humano, os Dez Mandamentos.
Que faz o homem? Esquece-se de Deus. Segue os seus caprichos, manias, paixões. Acha-se ele mesmo um "deus" ou então endeusa elementos criados. Os mandamentos divinos ficam na "caixa da farinha" e até é capaz de criar leis que se opõem às leis de Deus.
Lida com o nosso planeta como se ele fosse perfeito, divino, sem se proteger e se acautelar, apesar do domínio que a sua inteligência já lhe permite exercer. Não respeita a "máquina" que traz ãs mãos.
Depois, quando as situações de sofrimento acontecem, barafusta contra Deus, revolta-se contra Ele, questiona o proceder divino... Ou então entra em estado de alarmismo, vendo um Deus castigador em cada desgraça acontecida. Normalmente este alarmismo baseia-se em certas "aparições" que, a conveniência se evocam e moldam.
A adversidade não é castigo; é oportunidade.
Deus SÓ pode ser fonte do bem, nunca do mal.
Deus é amor. Só. E sempre!
segunda-feira, 8 de março de 2010
8 de Março - DIA INTERNACIONAL DA MULHER
domingo, 7 de março de 2010
Um provérbio para a sua semana
"Aquele que não consegue suportar o que é mau, não vive para saber o que é bom." - Provérbio judeu
As ideias que temos acerca de Deus pouco (ou nada) correspondem a Ele.
«Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo.
E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante." (Evangelho deste Domingo)
"Muitas vezes, pensamos num Deus castigador, num Deus vingativo, num Deus cruel. Era o que corria no tempo de Jesus. O Evangelho deste Domingo dá-nos conta disso.
Os que são perseguidos e mortos estão a receber castigo? Por amor de Deus!
Deus não está com os que oprimem, mas com os oprimidos.
A adversidade não é castigo; é oportunidade.
Deus, aquele que é e aquele que está, é a chama de que nos fala o livro do Êxodo: arde, mas não queima; ilumina, mas não extingue.
É Deus que toma a iniciativa. É Ele que nos chama. É Ele que nos ama.
Já reparamos no mal que, em nome de Deus, podemos fazer a Deus?
Deixemos que Deus seja Deus. E Deus é amor. Só. E sempre!" - In NO FUNDO DO POÇO
sábado, 6 de março de 2010
7 de Março - DIA DA CARITAS
Sem caridade não existimos como cristãos, afirma São Paulo com a força apostólica do seu testemunho. De facto, ainda que possuidores do dom da profecia, detentores de ciência, com fé capaz de transportar montanhas ou generosidade motivadora da oferta dos bens aos pobres, sem caridade nada somos.
3º DOMINGO DA QUARESMA - ANO C
A figueira estéril
No Evangelho deste terceiro Domingo da Quaresma temos um apelo forte de Jesus à conversão e à necessidade de fazermos boas obras. Partindo de factos violentos que chocaram as pessoas, como a queda da torre de Siloé e o morticínio provocado por Pilatos, Jesus disse-lhes:
"Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."
E para acentuar a necessidade de todos fazerem o bem e produzirem boas obras, Jesus proferiu a seguinte parábola:
"Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não o achou. Pelo que disse ao viticultor: ‘Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não o encontro. Cortá-a; para que está ela a ocupar inutilmente a terra?’
Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, muito bem; se não, então mandarás cortá-la.’
A figueira é o símbolo de cada um de nós. Os frutos ausentes são a "falta de arrependimento" e boas obras. O tempo pedido é símbolo do poder da oração e da graça e paciência de Deus para com o seu povo. O corte é símbolo do juízo de Deus e da morte eterna ou condenação de todo aquele que não produz frutos de boas obras. Adubar é trazer mais estimulo para a vida cristã através dos exercícios espirituais, tais como a oração, a meditação na Palavra de Deus, o jejum que exercita e predispõe a melhor cumprirmos e acatarmos o apelo do bem.
Conclusão:
Se não tivermos cuidado, podemos ser postos fora do Reino dos Céus, porque não nos preocupámos em fazer as obras de caridade de que fala o capítulo 25 do Evangelho de S. Mateus. A Quaresma é o tempo oportuno para nos convertermos e sermos cristãos de verdade.
In O Amigo do Povo
sexta-feira, 5 de março de 2010
A dinâmica pastoral da comunidade em análise
Os conselheiros, que maioritariamente foram eleitos pelos povos e grupos da Paróquia, analisaram o Plano pastoral e projectaram algumas acções nele contempladas.
Aspectos positivos mais referenciados:
- O Pároco fez um apanhado geral das actividades desenvolvidas.
- O Plano Pastoral decorreu como o previsto.
- O trabalho discreto, que não dá nas vistas, mas que é evangélico e fundamental na dinâmica pastoral da comunidade (visita semanal aos doentes pelos ministros extraordinários da Comunhão, distribuição do boletim casa-a-casa pelo Natal, toda a movimentação pessoa a pessoa para a acção “Eucaristia com famílias”, compromisso das famílias no fim de cada uma dessas Eucaristias, etc, etc).
- Foi brilhante a acção “Eucaristia com famílias”. Foi brilhante o testemunho das famílias. Uma festa em que todos participaram, rezaram e cantaram.
- Alguns povos estão a pedir a repetição da acção “Eucaristia com famílias”. Muitas pessoas falam desta experiência com encantamento e afirmam que o tempo lhes pareceu pouco.
- Apreço pela presença do coral, do casal representante das famílias no Conselho Pastoral e do Pároco, que representaram a Igreja toda em cada celebração. Todos estiveram bem e merecem a gratidão da comunidade.
- Foi dignificante a atitude de muitas famílias que agradeceu ao coral e lhe dirigiu convite para passarem pelas suas casas.
- Ainda bem que o Plano Pastoral manteve a celebração das Bodas de Prata e de Ouro. Este ano estiveram mais casais que manifestam alegria, interesse e foram participantes. Esta celebração foi como que o culminar da acção “Eucaristia com famílias”. Soube bem e foi significativo ouvir o coral a cantar exactamente os cânticos das “Eucaristias com Famílias”.
- Esta acção “Eucaristia com Famílias” teve o condão da novidade. Havia algum receio que sobretudo as pessoas mais velhas reagissem menos bem às novidades desta Eucaristia. Mas toda a gente aceitou perfeitamente.
- Houve situações que foram entendidas como consequência da acção “Eucaristia com famílias”, como por exemplo, maior participação na Eucaristia semanal nalguns povos e a maior afluência de casais à celebração das Bodas de Prata e de Ouro.
- O Lausperene correu bem. No geral esteve mais gente presente - a Igreja Paroquial foi um dos casos. Houve povos em que ninguém arredou pé durante as 3 horas de adoração. As pessoas souberam guardar silêncio. Neste aspecto, a comunidade cresceu, descobrindo a importância do silêncio como momento de grande intimidade com Deus.
- A proposta simples e concreta para ajudar a vivenciar a Quaresma foi mobilizadora. A distribuição da pequena Oração da Quaresma, seguida do compromisso público de ser feita em família, foi interessante. Alguns falaram mesmo que, sendo em família, há mais facilidade em ser lembrada, pois existe sempre que advirta… Também a tónica posta no compromisso individual tendente à conversão pessoal, foi desafiante. Houve ainda quem tirasse cópias e distribuísse a referida oração por pessoas fora da paróquia, sabendo depois que os filhos mais novos não cessam de lembrar aos pais que é preciso rezá-la.
- A Via Sacra do ano passado correu muito bem e teve impacto até mais fora da paróquia. Andou na internet e muita gente ficou feliz com esta acção que envolveu muitas pessoas para além do grupo de jovens que foram de uma entrega a toda a prova.
- Há jovens que levam os seus/suas namorados/as para a reunião de jovens. Há jovens fantásticos, disponíveis, interessados, que nos ajudam no crescimento humano e cristão. Ainda há dias, no encontro ecuménico de Taizé , realizado no Porto, estiveram presentes 6 jovens desta comunidade, sendo que um deles integrou a organização.
- A adaptação da Paróquia às novas tecnologias (projecção na Missa, site, blog, jornal, boletim, etc) que é muita apreciada por outras pessoas fora da comunidade quando tal facto lhes é referido.
- A generosidade da comunidade em relação ao Haiti. Também muita gente se mobilizou para apoiar o pequeno Pedro. Foi ainda referido que, segundo comunicação do nosso Bispo, a renúncia quaresmal contemplará as vítimas do temporal na Madeira.
- A importância do apostolado pessoa a pessoa. Cada tempo é sensível a determinada forma de comunicar. Hoje a “comunicação do altar” já não é o que era em outros tempos. Estamos na época da comunicação pessoa a pessoa. Ainda agora se viu a propósito da “Eucaristia com famílias”: nos locais onde os cristãos vieram cá para fora, convidaram, apelaram, chamaram… Muita gente. Onde os cristãos ficaram “nas covas”, pouca gente. Ficou a mensagem para TODOS!!!
Aspectos negativos mais referenciados:
- As pessoas foram habituadas a “uma religião limitada, curta e rápida”. Quando as coisas felizmente mudaram, algumas pessoas mais velhas estranham. Os mais novos precisam de outros incentivos que podem chocar os hábitos dos mais velhos, mas é fundamental acolher os mais novos…
- Existem algumas críticas quanto a alguns grupos da paróquia… Que as pessoas nem sempre aparecem… Que só aparecem nalgumas ocasiões… Lindo! E quem critica aparece? Oferece-se para alguma coisa? Depois criticam quando as pessoas não podem aparecer, mas esquecem-se de apreciar as muitas vezes que aparecem! Se os críticos exigissem muito, mas muito mais a si mesmos e menos aos outros, tudo seria bem diferente para melhor!!!
- Os associados de algumas associações e irmandades questionam o respectivo pagamento, porque no funeral de determinado familiar seu não foi a cruz ou a bandeira. NINGUÉM nega a bandeira ou a cruz a nenhum associado. Mas ARRANJAR quem a transporte no funeral pertence à família do defunto, que fique claro. Além disso, as irmandades e associações têm outras despesas em prol dos associados. Lembra-se, por exemplo, o estipêndio da Missa mensal.
- Há muita dificuldade em motivar os jovens para, de uma forma persistente, integrarem o Grupo de Jovens ou outros grupos paroquiais. Fazem o Crisma e depois desaparecem. São-lhes apresentadas várias alternativas e… nada! É urgente que as famílias despertem para o encaminhamento cristão dos seus filhos, que os pais sejam os primeiros e mais empenhados mobilizadores dos filhos para os vários grupos da Igreja.
- A comunidade, toda ela, deve-se mobilizar para mobilizar, integrar e dar espaço aos seus jovens, numa constante abertura a novos métodos.
- Temos muitos jovens instalados, fechados no seu mundo, vivendo numa dependência alienante das novas tecnologias, saltitando de efémero em efémero, sem profundidade…
- São precisas várias pessoas para figurantes na próxima Via Sacra de Sexta-Feira Santa. O Grupo de jovens já falou com os crismandos, mas há necessidade de mais gente adulta e menos adulta. Quem se oferece?
- Houve quem falasse que a adoração ao Santíssimo deveria ter menos tempo, pois num ou noutro caso, esteve muita gente no princípio e no fim, mas no meio quase ninguém.
- A comunidade precisa muito de crescer em gratidão e em apreço para com quem para ela trabalha, seja quem for. O calor humano reforça, motiva e mobiliza para a entrega.
Propostas:
- Festa da catequese, em 20 de Março, dedicada ao pai, sob o tema: “Pai, exemplo e referência de valores”. Espera-se a presença daqueles a quem é dedicada a festa.
- Sábado de Ramos, Comunhão Pascal da Paróquia e Jubileu.
- Semana Santa, nos termos costumados.
- A mensagem do Conselho pastoral para as famílias, a entregar de casa em casa no dia de Páscoa, terá com tema “Todos somos Igreja – corresponsabilidade na missão”
- O tema para as catequeses de Setembro tem a ver com o Mistério da Morte que é sempre celebração da vida.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Renúncia quaresmal da diocese comtempla a Madeira
Após a tragédia que se abateu sobre a Madeira, o Senhor D. Jacinto, nosso Bispo, entendeu que devia manifestar a solidariedade da nossa Diocese para com aquela Região Autónoma, alterando, por forte imperativo, o que na sua mensagem quaresmal havia comunicado.Havia sido decidido enviar para o Haiti o fruto da renúncia quaresmal, mas diante da catástrofe sofrida, o quantitativo da renúncia diocesana será repartido com a Diocese do Funchal.
A verdade vem sempre ao de cima
Mas nem todos os ateus alinham por esse diapasão. É o caso de Bruce Sheiman que escreveu um livro com o sugestivo título: "Um Ateu Defende a Religião: Por que a humanidade está em melhor situação com a religião do que sem ela".
Nessa obra, Sheiman diz que, apesar de não ser uma pessoa de fé, sabe que "a religião oferece uma combinação de benefícios psicológicos, emocionais, morais, existenciais, físicos e até mesmo à saúde que nenhuma outra instituição pode dar."
E mais à frente diz: "A religião também pode trazer malefícios, mas as acções benéficas realizadas diariamente por biliões de pessoas é a verdadeira história da religião, que acompanha o crescimento e a prosperidade da humanidade".
Um dos benefícios da religião é dar sentido à vida. De acordo com Sheiman, estamos conscientes de que vivemos num mundo de grande poder e potencialidade, mas, em contraste com os animais que só vivem numa relação utilitarista com o mundo, os seres humanos estão conscientes de que este mundo existe fora de nós mesmos.
O autor, em seguida, relata alguns exemplos de sociedades primitivas que procuravam dar sentido a suas vidas por meio da religião. Os mitos e rituais dos povos ajudaram a unir a realidade material e mortal com o ‘eterno e espiritual’. Ao longo do tempo, temos crescido como civilização em grande parte devido à religião, argumenta. Isto leva-nos a concluir que a religião global teve um impacto positivo, conclui.
Seria possível imaginar a alternativa de uma trajectória de progresso sem religião. Mas isso seria inacreditável, de acordo com Sheiman. Os historiadores não podem identificar qualquer outra força cultural tão robusta como a que a religião realizou ao longo dos séculos.
Sheiman também critica a leitura selectiva da história, realizada por parte de alguns ateus, que só realçam o que de negativo fez esta ou aquela pessoa religiosa, mas esquecem o que de formidável tantos outros religiosos fizeram.
In O Amigo do Povo
quarta-feira, 3 de março de 2010
O Livro da Verdade: A Sagrada Escritura
A Bíblia Cristã tem duas grandes partes: o Antigo e o Novo Testamento ou a Antiga e Nova Aliança.O Antigo Testamento é uma colecção de 46 livros, na qual encontramos a história de Israel. Como surgiu, como viveu escravo no Egipto, como foi governado, como estabeleceu as suas leis e viveu a sua religião.
Esta colecção apresenta os seus costumes, a sua cultura, os seus conflitos, derrotas e espe-ranças.
O Antigo Testamento é a história do povo de Israel em Aliança com Deus, que nos relata a forma como esse povo se comportou em relação a Javé e qual é o projecto que Deus quis realizar no meio da humanidade através desse povo.
Esse projeto aparece bem claro nesses livros: considerar só Deus como Absoluto, para que as relações entre as pessoas possam ser fraternas e ter como centro a Liberdade e a Vida.
Vendo como Israel foi fiel ou não a esse projeto e como Deus agiu no meio dele, poderemos compreender melhor a outra parte da Bíblia, chamada Novo Testamento…
Antigo Testamento - primeiros Livros:
1.º Livro: Génesis – que significa nascimento, origem – conta como começaram as coisas a existir.
"No princípio, Deus criou os céus e a ter-ra…" (Gen1,1). Foi a criação do mundo e de tudo quanto existe…
2.º Livro: Êxodo – que quer dizer saída. De facto, neste livro conta-se a saída do povo de Deus do Egito, onde era escravo. Conta como Deus apareceu a Moisés…
"Por isso, vai. Eu envio-te ao Faraó, para tirares do Egito o Meu Povo, os Filhos de Israel…" (Ex 3, 10).
3.º Livro: Levítico – provém do nome Levi, a tribo de Israel que foi escolhida para exercer a função sacerdotal no meio do seu povo. O povo recebeu de Deus as leis, de que precisava para fazer a vontade de Deus.
"…Ama o teu próximo como a ti mesmo…" (Lv 19,18).
4.º Livro: Números – porque começam com um grande recenseamento do povo hebreu no deserto. Para os hebreus, a saída do Egito foi uma lenta e penosa caminhada em busca de uma terra. Neste livro, a caminhada transforma-se em majestosa marcha organizada de todo um povo.
"Fazei um recenseamento completo da comunidade dos filhos de Israel…" (Num1,2).
5.º Livro: Deuteronómio – que significa segunda lei. Este livro procura transmitir um projeto de sociedade nova, baseado na fraternidade entre os homens e na partilha de tudo o que Deus concedeu a todos.
"São estes os estatutos e normas que poreis em prática na terra cuja posse Javé…" (Dt 12-26).
Estes livros de que vos falo, chamam-se Pentateuco, que quer dizer cinco livros. Foram estes cinco os que o sacerdote Esdras apresentou ao povo pela primeira vez…
Fonte: CARITAS IN VERITATE
Deus e o futebol
No futebol, existe a equipa titular, os suplentes e aqueles jogadores que não são convocados para a partida. Na relação com Deus, há quem O queira sempre a titular na sua vida. Outros só se lembram d'Ele quando precisam. Ainda alguns que nunca Lhe ligam. Ouvimos agora e logo: "Que Deus exista ou deixe de existir, para mim é-me indiferente, nem aquece nem arrefece."
Como a natureza tem horror ao vazio, algo ocupa o lugar de Deus no coração das pessoas quando ELE de lá é corrido. Se Deus não ocupa a base e o topo da pirâmide da vida, então as outras peças da puzzle ficam sem apoio e sem organização. Resta a atabalhoação e o acaso.
Por isso a dignidade da pessoa humana tem pouca dignidade, a vida vale menos do que uns euros, o sexo reduz-se à genitalidade, os milhões de pessoas na miséria não merecem mais do que um encolher de ombros, o ter absolutiza-se em relação ao ser, a família deixou de ser espaço de encantamento e passou a ser hotel que presta serviços, no casal apoucam-se as virtudes e engrandecem-se os defeitos, a honestidade e o serviço cedem lugar à corrupção, à chantagem e ao compadrio ...
Ou aceitamos na nossa vida o Deus que nos liberta, ou podemos ficar esmagados pelas peças do puzzle em desmoronamento.
terça-feira, 2 de março de 2010
Como era a pessoa de Jesus Cristo, segundo Públio Lêntulo
Apresentamos a descrição de Jesus, traduzida de uma carta de Como era a pessoa de Jesus Cristo, segundo Públio Lêntulo a César Augusto, Imperador de Roma.Públio Lêntulo terá sido predecessor de Pôncio Pilatos como governador da Judeia, na época em que Jesus Cristo iniciou seu ministério.
A carta de Públio Lêntulo é interessante e reveladora, mas não há pela garantia quanto à autenticidade. Há até duas versões para a mesma. Naquele tempo, era frequente a proliferação de textos apócrifos. Em qualquer caso, é um texto que espelha a sensibilidade ambiental (extra-bíblica) acerca da personalidade de Jesus.
De Públio Lêntulo ao César Romano:
- Soube ó César, que desejavas informações acerca desse homem virtuoso que se chama Jesus, que o povo considera um profeta, e seus discípulos, o filho de Deus, criador do céu e da terra.
Com efeito, César, todos os dias se ouvem contar dele coisas maravilhosas. Numa palavra, ele ressuscita os mortos e cura os enfermos.
É um homem de estatura regular, em cuja fisionomia se reflete tal doçura e tal dignidade que a gente sente obrigado a amá-lo e temê-lo ao mesmo tempo.
A sua cabeleira tem até às orelhas, a cor das nozes maduras e, daí aos ombros tingem-se de um louro claro e brilhante; divide-se uma risca ao meio, à moda nazarena.
A sua barba, da mesma cor da cabeleira, e encaracolada, não longa e também repartida ao meio.
Os seus olhos severos têm o brilho de um raio de sol; ninguém o pode olhar em face. Quando ele acusa ou verbera, inspira o temor, mas logo se põe a chorar.Até nos rigores é afável e benévolo.
Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas muitas vezes foi visto chorando. As suas mãos são belas como seus braços, toda gente acha sua conversação agradável e sedutora.
Não é visto amiúde em público e, quando aparece, apresenta-se modestissimamente vestido. O seu porte é muito distinto. É belo.
Sua mãe, aliás, é a mais bela das mulheres que já se viu neste país.. Se o queres conhecer, ó César, como uma vez me escreveste, repete a tua ordem e eu te o mandarei.
Se bem que nunca houvesse estudado, esse homem conhece todas as ciências. Anda descalço e de cabeça descoberta.
Muitos riem, quando ao longe o enxergam; desde que porém se encontram face a face com ele, tremem e admiram-no.
Dizem os hebreus que nunca viram um homem semelhante, nem doutrinas iguais às suas. Muitos crêem que ele seja Deus, outros afirmam que é teu inimigo, ó César.
Diz-se ainda que ele nunca desgostou ninguém, antes se esforça para fazer toda gente venturosa.
Fonte:http://fimdostempos.net/jesus-publios.html
7 de Março - DIA DA CARITAS
segunda-feira, 1 de março de 2010
«Unidades pastorais» - um projecto pastoral a desenvolver
Segundo o estudo, com pouco mais de metade dos actuais sacerdotes, o Arciprestado poderá ter assistência pastoral suficiente.
Isto leva a pensar. Se a nossa Diocese avançasse para um projecto destes, quantos sacerdotes não poderiam ajudar outras dioceses??? E não seria uma aposta deste género um fruto apostolicamente saboroso deste Ano Sacerdotal?
Claro que seria preciso ultrapassar "o apego a tradições e modos de operar que as jovens gerações olham com pouca confiança".
Claro que deixaria de ser possível celebrar Missa em tudo o que é lugar sagrado, tantas vezes para meia dúzia de pessoas.
Claro que os leigos teriam que assumir de vez o seu lugar na Igreja. Mas não é isto que o Concílio indica?
As unidades pastorais, servidas por 2, 3, 4 sacerdotes são, penso sinceramente, o caminho da pastoral:
- Mais entreajuda sacerdotal
- Mais diversidade e complementaridade pastoral
- Mais campo de trabalho para os leigos
- Mais caridade na solicitude pastoral (possibilitando a ajuda a zonas mais carenciadas de sacerdotes).
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Temporal causa estragos na Capela de Santa Helena
O seus 1100 metros de altitude colocam a Serra de Santa Helena`"à mão de semear" das grandes tempestades, como aquela que ultimamente se abateu sobre o nosso país.Acabara de presidir à Eucaristia das 11 horas. Já na sacristia, um membro do Conselho Económico informa-me que o recente temporal fez estragos na Capela de Santa Helena. Disse-me ainda que membros deste Conselho se deslocariam à Serra logo a seguir ao almoço para analisar os prejuízos.
Eu é que já não consegui almoçar sem ver com os meus olhos o que se passara. E, apesar do compromisso que tinha assumido com uma simpática família ao aceitar o convite que me fez para almoçar, não consegui deixar de me deslocar à Serra. Tudo o que me soa a destruição em Santa Helena me marca fortemente. Ia preparado para o pior...
Que vi? A cruz da capela caiu e jaz em pedaços pelo largo fronteiriço. Uma parte do telhado foi arrancada pelo vento, estendendo-se os fragmentos pela Serra fora.
Já estive com alguém do Conselho Económico que fez a análise prometida após o almoço. Iremos logo, logo proceder à reparação dos estragos, contando com a colaboração e ajuda de todos.
Bodas de Prata e Bodas de Ouro
Todos os casais que este ano celebram 25 ou 50 anos de casados haviam sido convidados pessoalmente para esta Eucaristia. Apareceram bastantes, felizmente, embora a comunidade gostasse que tivessem sido todos a aceitar o convite formulado. Parabéns aos que estiveram presentes!
Porquê esta celebração em plena Quaresma?
- Para dar continuidade à Eucaristia com Famílias que aconteceu em todos os povos.
- A Quaresma prepara-nos para a Páscoa. A penitência e cruz quaresmais têm sentido libertador. Também na vida familiar a cruz que a acompanha tem sentido de libertação. As doenças, os problemas económicos, as dificuldades na educação, a conflitualidade proveniente de feitios diferentes, de educação diferente, do egoísmo e da limitação humana preparam o casal para um amor mais consistente, mais profundo, mais enraizado, mais humano, mais ressuscitado.
Na homilia, o pároco lembrou as dificuldades dos casais, mas também as suas vitórias e apelou a um amor sem prazos de duração.Só a fidelidade merece um grande amor.
Em seguida os casais renovaram as suas promessas matrimoniais, servindo-se de um guião que lhes havia sido anteriormente entregue.O Pai Nosso foi cantado dando as mãos aos seus filhos, fruto do seu amor e da sua dedicação. No Abraço da Paz, o beijo filial teve sabor de gratidão, como o expressaram os filhos.
No fim da Eucaristia, enquanto o coro cantava os "Parabéns a você", o pároco, em nome da comunidade, distribuía pelos casais uma pequena lembrança, símbolo do grande apreço que a paróquia, família de famílias, nutre pelas suas famílias.
Vi as famílias presentes felizes, algumas não escondendo mesmo a sua emoção. Senti bailar muitas vezes dentro de mim aquele frase: Tudo pela família, nada contra a família".
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Terminou a adoração ao Santíssimo Sacramento
Em cada dia, um povo foi convidado a dedicar três horas a Jesus Sacramentado. Houve momentos de oração colectiva, apoiados pelo livrinho elaborado para o efeito, e momentos de silêncio, de intimidade com o Senhor. Felizmente que a comunidade já não prescinde deste silêncio eloquente.
O tempo não colaborou, em geral. Chuva, vento, frio. Então hoje, meu Deus!
Este sábado foi intenso. Das 13.30 horas às 15.30 horas, houve adoração na capela do Lar. Das 17 horas até às 24 horas, adoração na Igreja Paroquial.
Porque era o último sábado do mês, um grupo da catequese foi participar e dinamizar a Eucaristia no Lar. Com os idosos, também eles e alguns dos seus pais que estavam presentes fizeram um tempo de adoração à divina Eucaristia. Edificante a maneira como se portaram, rezaram, cantaram, louvaram o Senhor. Imagino a alegria de Jesus pela presença dos seus "mais pequeninos": idosos e crianças! Senti a fé e o carinho destes para com Jesus. Muito bonito e edificante!
Depois da Eucaristia com crianças (hoje, por causa do temporal, faltaram bastantes), seguiu-se um tempo de adoração. Como os miúdos estiveram bem! Cantaram, rezaram, fizeram um momento de silêncio. Apesar do frio, de uma hora da catequese, da celebração da Missa, não revelaram cansaço, nem irrequietude durante a adoração. Senti-os bem, felizes por estarem com Jesus.
Também hoje os jovens dinamizaram um hora de "adoração jovem". Diferente, mas bela, serena, edificante, plena de fé.
Obrigado, Senhor, por esta disponibilidade do Teu Amor! Sempre nos esperas, porque sempre nos amas! Nestes dias, experimentamos aquela palavra de Bento XVI: "Tu não tiras nada e dás tudo."
Felicitações às pessoas que em bom número acorreram, estiveram, conversaram com o Senhor, O escutaram, Lhe abriram o coração, O deixaram entrar na sua vida.
Quantos desabafos chegaram ao coração de Cristo! Quantos gritos de alma! Quantos pedidos! Quanta gratidão e louvor! Quantos compromissos! Quanta paz!
Agradecimento sincero ao Diác. Amorim pela forma generosa e comprometida como colaborou com o Pároco e a comunidade durante esta semana de adoração. Agradecimentos a todos os colaboradores paroquiais pelo trabalho desenvolvido em prol da eficiências destes momentos. Parabéns a todos os que, apostolicamente, ajudaram outros a ir até Jesus. Parabéns a todos os que foram.
Valeu a pena.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
2º DOMINGO DA QUARESMA - ANO C
As leituras deste domingo convidam-nos a reflectir sobre a nossa “transfiguração”, a nossa conversão à vida nova de Deus; nesse sentido, são-nos apresentadas algumas pistas.
A primeira leitura apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Com Abraão, somos convidados a “acreditar”, isto é, a uma atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às promessas.
A segunda leitura convida-nos a renunciar a essa atitude de orgulho, de auto-suficiência e de triunfalismo, resultantes do cumprimento de ritos externos; a nossa transfiguração resulta de uma verdadeira conversão do coração, construída dia a dia sob o signo da cruz, isto é, do amor e da entrega da vida.
No Evangelho:
• O facto fundamental do episódio da transfiguração reside na revelação de Jesus como o Filho amado de Deus, que vai concretizar o plano salvador e libertador do Pai em favor dos homens através do dom da vida, da entrega total de Si próprio por amor. É dessa forma que se realiza a nossa passagem da escravidão do egoísmo para a liberdade do amor. A “transfiguração” anuncia a vida nova que daí nasce, a ressurreição.
• Os três discípulos que partilham a experiência da transfiguração recusam-se a aceitar que o triunfo do projecto libertador do Pai passe pelo sofrimento e pela cruz. Eles só concebem um Deus que Se manifesta no poder, nas honras, nos triunfos; e não entendem um Deus que Se manifesta no serviço, no amor que se dá. Qual é o caminho da Igreja de Jesus (e de cada um de nós, em particular): um caminho de busca de honras, de busca de influências, de promiscuidade com o poder, ou um caminho de serviço aos mais pobres, de luta pela justiça e pela verdade, de amor que se faz dom? É no amor e no dom da vida que buscamos a vida nova aqui anunciada?
• Os discípulos, testemunhas da transfiguração, parecem também não ter muita vontade de “descer à terra” e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. Representam todos aqueles que vivem de olhos postos no céu, mas alheados da realidade concreta do mundo, sem vontade de intervir para o renovar e transformar. No entanto, a experiência de Jesus obriga a continuar a obra que Ele começou e a “regressar ao mundo” para fazer da vida um dom e uma entrega aos homens nossos irmãos. A religião não é um “ópio” que nos adormece, mas um compromisso com Deus que Se faz compromisso de amor com o mundo e com os homens.
O Daniel
Ele comunica. A mãe entende-o às mil maravilhas. Mas o que é que as mães não entendem nos seus filhos? Aquilo que para nós é ininteligível ou não passa de um som anárquico, a mãe traduz de forma perfeita.
O Daniel é portista convicto. Sabe a hora e o canal em que vai jogar o Porto que, quando ganha, o deixa feliz.
Numa coisa ele é intransigente. Não gosta nada que lhe mexem nas imagens sagradas que tem no seu quarto. Jesus é para ele o seu tudo. Por isso, manifesta a sua satisfação quando semanalmente o ministro extraordinário da comunhão aparece. Pelo bater à porta já o conhece. E vive aquele momento da Comunhão de forma intensa, serena, íntima.
Aquela cabeça é um verdadeiro computador do último grito. Por isso, apesar do ritmo frenético a que se sucedem as notícias, ele vai buscar fácil e fielmente notícias que a televisão lhe trouxe há muito tempo.
Como tem um irmão na GNR, retém especialmente casos policiais com os quais confronta o mano quando este o vem visitar.
Naquela casa, tudo é universidade. Um jovem a quem a grave doença não deixa passar de menino. O sofrimento que não se queixa. O sorriso que nos inunda de paz. A inteligência que se comunica sem a verborreia das palavras. A mãe serena, devotada, entregue à cruz de seu filho, sem jamais esboçar uma palavra de desalente e muito menos de revolta.
Ao pé desta situação, apetece a perguntar a todos nós:
- Que direito temos nós de nos queixarmos? Que significado tem a nossa cruz comparada com esta cruz?
Se formos capazes de irmos mais vezes até junto dos doentes com um coração de "carne", aprenderemos facilmente a relativizar o que é relativizável e a centrarmo-nos no fundamental.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Mal .... Bem.... Sofrimento... Silêncio
«O abade PASTOR dizia: Sejam quais forem os teus sofrimentos, a vitória sobre eles está no silêncio».
In Ditos e Feitos dos Padres do Deserto (Assírio e Alvim)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Adorar a Cristo na Eucaristia, servir a Cristo nos doentes
Dirá então o Pai àqueles que estiveram à sua direita: 'vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos está preparado desde a criação do mundo.
Tive fome e vós deste-me de comer; tive sede e vós deste-me de beber; estive desabrigado e recolheste-me; nu e vestistes-me; doente e visitastes-me; estive no cárcere e fostes ver-me.'
E os justos perguntar-lhe-ão: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer; com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos sem abrigo e te recolhemos ou nu e te vestimos? Ou quando foi que te vimos enfermo ou no cárcere e te fomos visitar?'
E o Rei responder-lhes-á: 'em verdade vos digo que todas as vezes que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes."
Capítulo 25 do Evangelho de S. Mateus
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DESISTIR? NUNCA!
Por isso, Irmão, não comeces a desistir e nunca desistas de começar. Mesmo que te custe.
Aquilo que esperas vai acontecer. Não saberemos quando, mas vai acontecer. «A esperança espanta o próprio Deus», como dizia Péguy. Portanto, ela vai, uma vez mais, surpreender.
http://theosfera.blogs.sapo.pt/
NÃO TE IMPORTES DE CHORAR
Com efeito, há tanto para chorar à nossa volta. Há tanto para chorar dentro de nós. O nosso egoísmo. O nosso ensimesmamento. A nossa resistência à vontade de Deus. A nossa férrea oposição ao desígnio do Pai. A nossa mediocridade. A nossa indiferença. O nosso repentismo. A nossa tibieza. O nosso calar perante a injustiça. O nosso falar exaltante sobre as falhas dos outros.
Não são estes sobejos motivos para chorar? Mas não basta.
Só Deus redimirá as nossas lágrimas: as que deslizam furtivas e as que correm convulsas.
Vai, por isso, ao encontro do Senhor. Não hesites em pedir o Seu perdão. Oferece-Lhe o teu arrependimento. Ele presentear-te-á com a torrente da Sua misericórdia.
Há quanto tempo não celebras o Sacramento da Reconciliação? Há quanto tempo não te aproximas de Cristo presente no sacerdote?
Também és dos que dizem confessar-se directamente a Deus? Então e a confissão sacramental é feita a quem? Não é Cristo que está na pessoa do padre? Onde mora, afinal, a tua fé?
O padre também peca? Pois peca. Tanto ou mais que tu.
Mas não achas maravilhoso — e sumamente comovente — acolher o perdão divino através de um instrumento tão frágil? Tão parecido contigo? Porque complicas pois o que Cristo simplificou?
Ser um homem como tu a oferecer-te Deus, em forma de perdão, não achas que é um dos maiores prodígios que se pode conceber?
http://theosfera.blogs.sapo.pt/
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
O cansaço da Fé é a maior heresia da actualidade
In Correio da Manhã
Um dos grandes desafios para a Igreja no nosso país é promover a formação dos cristãos
Fonte: Rádio Renascença
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Nós por cá
Senti que têm sido momentos importantes, vividos, intensos, sentidos. Aquelas três horas diante do Senhor exposto, com um povo que adora a Santíssima Eucaristia, são uma bênção para todos.
Realço o facto de as pessoas já terem descoberto a importância do silêncio. Se há momentos de oração colectiva, apoiada pelo guião elaborado para o efeito, também existem momentos de profundo silêncio em que a alma se enche de graça, escuta o Senhor e com Ele fala.
Como diz Bento XVI, a nossa fé é uma fé eucarística. Sem a Eucaristia, os católicos são como barcos perdidos no meio do mar.A Eucaristia é bússola, é luz, é força, é conforto, é alimento, é caridade. Assim, e neste contexto, o tema da pregação tem sido o slogan deste período do ano pastoral: "SOMOS COMUNIDADE NO TESTEMUNHO DA CARIDADE".
Parabéns aos povos onde já se realizou a adoração ao Santíssimo Sacramento pela maneira séria, bonita e disponível como souberam estar com o Senhor. Esperamos que assim continue.
Também foram visitados hoje doentes de Gondomar e Quintela. Seguem-se amanhã os doentes de Arguedeira e Esporões.
O pároco, e elementos do GASPTA, que oferece uma pequena recordação aos doentes, estiveram junto dos irmãos a quem a cruz da dor bateu à porta. É sempre uma universidade aberta a cama de um doente."Vinde, benditos do Meu Pai, porque estive doente e fostes-me visitar" - Jesus Cristo.
Vi silêncios magoados de quem não pode falar; ouvi choros de quem não aguenta mais a força do sofrimento; senti vozes sofridas que se abrem à esperança; houve desabafos de quem está cansado de estar sozinho; testemunhei a serenidade de quem aceita a situação e com ela convive; reparei na solicitude de gente que trata com desvelo os seus doentes...
E deixo o apelo que imensas vezes tenho feito à comunidade: VISITEM OS DOENTES! Quando sentem a nossa presença, o nosso coração que acolhe os seus desabafos, o nosso sorriso de amizade, ai eles sentem-me melhor! Nem sempre precisarão que lhe digamos muito, mas sempre necessitam que os ouçamos muito.


