sexta-feira, 7 de julho de 2017

Vida de Santa Helena - Apelo para o homem de hoje


COM SANTA HELENA,
A CRUZ É O SINAL DO CRISTÃO
Vimos como episodicamente a Cruz se impôs ao Imperador Constantino. Reparámos como sua mãe procurou, achou e adorou a Cruz do Senhor!
Antes do édito de Milão, no meio das perseguições, os seguidores de Jesus Cristo identificavam-se com a figura do peixe cujas letras iniciais em grego correspondem ao siglado de “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. Não é que a Teologia da Cruz, desenvolvida e pregada por S. Paulo, não estivesse viva no coração e na mente dos discípulos; mas as questões de precaução impunham que publicamente houvesse algum recato e não se expusesse ao gáudio maledicente dos pagãos aquilo que era de mais caro à Redenção.
Com a acção de Helena em prol da Cruz e da morigeração dos costumes, pela produção legislativa e pela orientação política do magno imperador, a Igreja respirou fundo e pôde ostentar todas as insígnias marcantes desta religião revolucionária. Assim, o monograma de Cristo passou a figurar em monumentos das liturgias e da oficialidade e a Cruz passou a ser reconhecida e venerada como símbolo da vitória gloriosa sobre o combate singular travado entre Cristo e o Demónio.
O dístico da visão constantiniana “In hoc signo vinces” (com este sinal vencerás) passou a ser a palavra de ordem quer para as lutas diárias contra o mal quer quando os inimigos da fé tentam levar os crentes ou à abjuração ou ao pecado.
De entre a multidão de homens e mulheres que se devotaram à Cruz como árvore redentora e fautora da unidade eclesial, destaquem-se S. Paulo da Cruz e S. João da Cruz em que se misturaram a adoração mística e o fervor apostólico sob a moção da contemplação unitiva ao mistério do Verbo Incarnado e da sede de almas que o Senhor sentiu no alto da Cruz e que incute pelos séculos dos séculos aos seus mais aguerridos servidores.
 SANTA HELENA
PERDURA NA MEMÓRIA DO TEMPO
Não é demais repetir que Santa Helena fica indelevelmente registada nas Actas dos Santos ciosamente guardadas no Vaticano. Para lá de quanto possamos afirmar em contrário duvidoso, assinale-se quão diversificado é o número daqueles que a Ela se referem ao Longo da História da Igreja.
Se é certo que algumas aportagens se revestiram do cepticismo provocado pela usura do tempo, não menos fidedigno é o testemunho documental e não menos inequívoco será o sentido dinâmico de que disfruta a tradição fecunda na estabilização da doutrina e dos seus fundamentos.
A atestar tão claro apontamento, estão os múltiplos devotos, secundados por tantos e tão variados locais de culto à Santa: Basílicas e Igrejas, Santuários e Ermidas, sem descurarmos anónimas e modestas capelas.
Nem outra coisa seria de esperar de alguém que, no perfil da mulher forte de que nos fala a Bíblia, pautou o melhor da sua vida pelo sofrimento discreto, pela luta contra a intriga, pela aposta séria nas obras de misericórdia corporais e espirituais e pelo achamento e adoração do instrumento redentor. Não podemos esquecer o seu fino tacto educacional espelhado talvez mais na acção do que nas palavras, na sugestão de atitudes mais do que na fiscalização de comportamentos.
Por tudo quanto acabamos de expor, Santa Helena da Cruz é um farol polivalente de misticismo e de acção, de sofrimento e de apostolado, de labor e de oração.

A MEMÓRIA DO JUSTO SERÁ ETERNA

Piedosos devotos, neste último dia de retiro espiritual aberto a todos os que de boa vontade se dignaram fazer a sua sacrificada ascensão a esta Montanha Santa, a todos quantos quiseram de bom agrado privar da intimidade com Deus neste santuário, vai inteirinho o apelo do alto: Não vos deixeis enredar pelo materialismo da vida!Quereis a recompensa pelos vossos sofrimentos
Afeiçoai-vos à Cruz.
Quereis a prosperidade já neste mundo?
Afeiçoai-vos às coisas do alto e pugnai pela reinstalação dos valores do espírito.
Quereis assegurar a perenidade do vosso nome pelos séculos dos séculos?
Praticai a justiça, acolhei os irmãos e disponde de todos os momentos para estabelecerdes o diálogo com Deus e a seriedade para convosco próprios.
Não é pela riqueza ou pelo prestígio que conseguireis a glória para as vossas vidas e o gaudio da felicidade com o Senhor. A glória do mundo está carregada de vaidade e tem em si o carácter passageiro da vida.
A meta do cristão é o Cristo da Cruz redentora a abrir caminhos irreversíveis de Ressurreição.
Os instrumentos da Paixão do Nosso Salvador serão as joias insignes de todos quantos juraram a fidelidade ao Deus Criador, ao Filho que redime e ao Espírito
que santifica.
Viestes ao Santuário. Deus prossiga em vós o bem que em boa hora começou.
Que Santa Helena esteja a vosso lado sempre e que a Mãe das Dores vos conforte! Segui com elas o caminho do Sumo Bem!
Louvada seja sempre na Terra a Virgem Santa Maria! E que Deus seja, louvado e bendito em todos os seus anjos e santos. Que a Gloriosa Santa Helena da Cruz nos sirva de luzeiro e guia na vida e não se canse de rogar e interceder por nós junto de Deus!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

6º dia de Novena

 Santa Helena
 Nossa Senhora das Dores
 Novena da manhã
 Novena da tarde
Oração da noite

Numa tarde em que a chuva e o granizo resolveram aparecer. Chuva intensa e granito menos intenso do que no vale onde causou avultados prejuízos, a Capela estava cheia na Novena da tarde.
Tema de hoje
Na homilia, o P.e Sousa Lara falou do Sacramento da Confissão (ou Reconciliação).
- É sempre Deus quem perdoa, embora para tal se sirva do sacerdote, homem pecador como os seus irmãos.
- A confissão purifica-nos pelo poder imenso e misericordioso de Deus.
- A Confissão, dá-nos a graça de Deus para sermos mais fortes contra o mal e a tentação.
- A Confissão exige o arrependimento e o propósito de combater o pecado.
- Na confissão cada penitente confessa direta e abertamente os seus pecados e só os seus.
- A Confissão exige um profundo exame de consciência. Sem ele ficamos na rama, como quando dizemos "não mato nem roubo, não tenho pecados". E só matar e roubar são pecados? E o resto? O resto???
- A Confissão deve ser frequente.

Continuamos a acompanhar a vida de Santa Helena

 A CRUZ DO REDENTOR
-  SANTA HELENA ENCONTROU-A
-  A CRUZ MARCA O DESTINO DE CONSTANTINO
A sólida tradição, que remonta ao séc. IV, atribui a Santa Helena a invenção ou descoberta da Santa Cruz em que Jesus Cristo agonizara e morrera.
Também encontrou os cravos da crucifixão. De um deles fez um freio para o cavalo de Constantino Imperador, o seu filho; e de outro fez um diadema - que se havia de tornar na famosa Coroa de Ferro da Lombardia.
É notável o testemunho de Santo Ambrósio sobre a intervenção de Santa Helena no encontro da Cruz de Nosso Senhor:
Começou ela por visitar os Lugares Santos. O Espírito moveu-a a procurar o madeiro da Cruz. Aproximou-se do Gólgota e disse “Aqui está o lugar do combate. Onde está a vitória? Eu procuro o estandarte da salvação. Mas não o vejo”. Escava no chão, e afasta para longe o entulho.
Eis, porém, que ela encontra desordenados três patíbulos já arruinados, que o inimigo escondera. Mas pode acaso o triunfo de Cristo ficar no esquecimento?
Perturbada, Helena hesita, hesita como mulher. Inspirada divinamente, lembra-se de que foram crucificados dois ladrões com o Senhor. Fia-se, portanto, na cruz do meio. Talvez, ao caírem, se tenham confundido e trocado - pensa.
Voltando à leitura do Evangelho, repara ter sido aplicada à cruz do meio a inscrição: “ Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. Assim chegou à consecução da verdade e, devido ao título, foi reconhecida a Cruz da Salvação.
Helena encontrou, portanto, o título e adorou o seu Rei.
 
Se é verdade que a Cruz marca a vida de Santa Helena quer pelo sofrimento pessoal quer pelo encontro do estandarte da redenção, também ela reorientou a vida de seu filho Constantino e, consequentemente, a marcha do Império Romano naquela fase temporal.
Que Mãe e Filho se influenciaram mutuamente no caminho da conversão é um facto tão indiscutível como inenarrável. Fique, pois, aqui o destaque para o seu carácter benfazejo!
Julgamos oportuno referiras palavras dos hagiógrafos, pela mão de Eusébio de Nicomédia e de Lactâncio, segundo os quais, Constantino teve a visão do lábaro da Cruz. E, ainda, que na véspera da batalha de Ponte Mflvio contra Maxêncio, o Senhor lhe prometera a vitória, se mandasse gravar na bandeira e nos escudos o monograma de Cristo - XP.
Apesar de alguns quererem negar o carácter sobrenatural desta batalha, o certo é que, após ela, se Constantino não se converteu logo ou se não recebeu o baptismo de imediato, pelo menos começou a pautar-se pelos princípios Cristãos e deu a paz à Igreja. A legislação modificou-se no sentido Cristão e Constantino estabeleceu um regime de justiça e equidade, que triunfa sobre o Iegalismo.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

5º DIA DE NOVENA


SANTA HELENA PEREGRINA DA TERRA SANTA
Em 326, dirigiu-se Helena para a terra de Jesus, onde terá chegado já no ano seguinte. Após informação prévia, contactou com as três grutas místicas que embeveciam a piedade dos primeiros cristãos: a gruta em que nascera o Salvador; aquela em que foi deposto a seguir à Morte; e, por último, a “ gruta dos ensinamentos”, o seu refúgio nocturno, onde se Lhe revelaram os segredos mais sublimes. Levantou, nesses locais, três basílicas:a Anástasis (ou da Ressureição), perto do Calvário, sobre o Santo Sepulcro; a “Natividade” em Belém; e a “Igreja dos discípulos e da Ascensão” no monte em que o Senhor à vista deles Se elevou aos céus.
Foi lá, nessa fase de mística peregrina, que encontrou, como veremos mais tarde, a verdadeira Cruz do Senhor. Três elementos concorreram para o momentoso achamento:
As visões, a leitura da Bíblia e a observação atenta.
Quando, devido ao título - “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus” - chegou ao termo a demonstração da verdade e foi reconhecida a Cruz da Salvação, Helena prostrou-se e adorou o seu Rei, conforme nos refere Santo Ambrósio, arcebispo de Milão.
Falecida em Nicomédia pouco depois da visita à Terra Santa pelo ano de 327 ou 328 (há quem aponte ainda o ano de 330!), seus restos mortais foram transportados para Roma, onde se vê ainda hoje no Vaticano o sarcófago de pórfiro que os inclui.
Homilia
O tema de hoje foi a CARIDADE, a maior de todas as virtudes.
Amor à maneira de Jesus Cristo é quer o bem, é entregar-se pelo bem do outro.
O amor que Jesus anunciou e viveu não é aquele que passa nas televisões, nas novelas onde a palavra é repetida até à exaustão. O amor não usa o outro em proveito ou satisfação próprios, nem se reduz a um sentimento.
Amor é uma virtude.  À maneira de Deus que nos ama sem limites.
IDOSOS DA SANTA CASA E DO 'PROJECTO REJUVENESCER TAROUCA' EM SANTA HELENA
Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Tarouca e idosos do 'Projeto Rejuvenescer Tarouca' passaram, na tarde desta quarta-feira por Santa Helena. Num caso como noutro, acompanhados pelo respetivo pessoal de apoio.
Além do passeio, do convívio, do lanche, da música, participaram na Eucaristia na Capela, pelas 17h. O pároco falou-lhes de Santa Helena e apontou-a como referência, mormente nestes dois aspetos:
- Aos 80 anos, Helena parte para a Terra Santa para tentar descobrir a Cruz do Redentor. Em todas as idades podemos ser úteis, realizar algo pelos outros.
- Santa Helena, a crente coerente que fazia da sua intimidade com Jesus a força da sua ação. Os idosos, dignos dos seus cabelos brancos, devem procurar sempre ser um exemplo de fé e de prática cristã para os mais novos.
As pessoas estavam contentes e o ambiente humano foi agradável. Muito contribuiu o trabalho do pessoal de apoio para que os idosos se sentissem bem.
Santa Helena e a sua Serra são um rejuvenescimento de alma.



terça-feira, 4 de julho de 2017

4ª DIA DE NOVENA


SANTA HELENA FEZ-SE CRISTÃ!
Na conversa que Jesus teve com Nicodemos ficou bem assente que é necessário renascer da água e do Espírito Santo e S. João vai longe na reflexão ao afirmar que não podemos negar a água do Baptismo àqueles sobre quem Deus derramou o seu espírito de adopção filial.

Num contexto de paganismo predominante, é normal que as pessoas nascessem unicamente para o mundo. Dado que os cristãos até há bem pouco tempo eram intolerados e mesmo perseguidos (e Diocleciano não fugiu à regra, pois, estes homens e estas mulheres seguiam parâmetros religiosos que punham em causa os ditames do Império), não era usual promover o baptimo das crianças.

Os adultos eram motivados através da Palavra e convidados a encetar a caminhada catecumenal, para que a adesão a Cristo fosse marcada pela consciência responsável incompatível com a reversibilidade.

Compreendemos, pois, que Helena, nascida de família pagã, se mantivesse por longo tempo na condição social em que viu a luz do mundo. Pensa-se mesmo que ainda era pagã quando se casou. Alguns testemunhos garantem que foi convertida por Luciano de Antioquia e que terá sido ela quem influiu na conversão de seu filho Constantino. Eusébio de Cesareia contraria tal asserção e afirma que foi Constantino que a converteu a ela.

Não temos dúvida de que o processo da conversão de Helena, bem como o da conversão de Constantino, foi altamente moroso. Dadas as circunstâncias da época, outra coisa não seria de esperar. Que o imperador Constantino, apesar da intervenção miraculosa com que o Céu o mimoseara na véspera da batalha de Ponte Mílvio contra Maxêncio, protelou ao máximo a recepção do baptismo - é rigorosamente verdade.

Também para Helena nem sempre a vida foi linearmente benfazeja na corte imperial. Esta estava obviamente atreita ao mundo de intrigas que a Santa debelou graças ao seu hábil espírito de atenção e tacto de vida sócio-familiar. Os biógrafos não se esquecem de salientar a sua inteligência e bondade.
Não sabemos ao certo quanto se tornou Cristã. Todavia, é inteiramente certo que ao abraçar o Cristianismo, o fez em definitivo e as obras ficaram à vista:
Em Roma, como referimos, manda edificar a Basílica de Santa Cruz; a partir da corte, aproveita as prerrogativas imperiais para praticar de forma eminente as obras de misericórdia; e em 326, dirige-se para a terra de Jesus, onde se informou das três grutas místicas, tão queridas à piedade dos cristãos dos primeiros séculos.
Morreu em Nicomédia (hoje “Ismite") depois da visita à Terra Santa.
Tema da pregação
Para o fim da tarde, armou-se um vento na Serra, que, sem ser frio, era desagradável. Felizmente, tal não afastou as muitas pessoas que marcaram presença atenta e participativa.
Na homilia, o P.e Sousa Lara, naquele belo estilo simples e quase coloquial, falou da Fé, como confiança n'Aquele que nunca se engana nem nos engana. Os homens, mesmo os mais confiáveis, podem enganar-se. Muitas vezes há pessoas que tentam enganar outras ou ocultar-lhes parte da verdade. Com Deus nada disso acontece. Nunca Se engana e nunca nos engana. Deus é absolutamente fiável, mesmo quando comunica fora do nosso âmbito de compreensão ou de percepção.
Deus entra em contacto connosco através da mais bela carta de amor, a Bíblia. Ora quando recebemos uma mensagem ou uma carta de alguém que nos é querido, que fazemos? Lemos imediatamente. E que fazemos com a Bíblia?
A fé abre-nos à esperança daquilo que sabemos possível mas ainda não temos. E o mais importante que advém da nossa fé é esperança do Céu, esse encontro total e definitivo com Deus que nos realizará plenamente.
Esquecendo as palavras de Jesus que disse "Esforcai-vos por entrar pela porta estreita, porque largo é o caminho que leva à condenação", muita gente hoje pensa que o Céu é um dado adquirido, como se Deus tivesse a "obrigação" de o dar a toda a gente. De facto dá, mas é preciso percorrer o tal caminho da "porta estreita".
Evitar o caminho do mundanismo que o tempo oferece, para percorrer com alegria o caminho de Deus que a Bíblia nos propõe. 

O Vídeo do Papa de julho 2017


O Vídeo do Papa: Todos nós conhecemos alguém que se afastou da fé. Vamos ajudá-lo a viver a alegria de Jesus e peçamos com o Papa para que tal pessoa redescubra a beleza da vida cristã.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

3º dia de Novena

UM RECONHECIMENTO MERECIDO
Constâncio Cloro, como já vimos, repudiou a esposa legítima em favor de uma carreira político-militar, em troca de uma posição social mais elevada e por uma mulher que de certeza não amava. Tantas vezes ingrato e egoísta, o homem é mesmo assim. Helena faz parte de um passado... Da união matrimonial Helena teve um filho a quem chamaram Constantino que o pai agregou a si e à sua carreira levando-o para longe da mãe, que permaneceu na sua condição de humildade, trabalhando e sofrendo, mas sempre de um modo digno, deixando em definitivo de confiar na vaidade do mundo. Constantino não esquece nunca aquela mulher forte que o havia amamentado, que sofrera a dor de um duro e imerecido abandono. Tinha-lhe muito amor e não parou de a encher de honras.
O desprezo a que a mãe fora votada tinha de acabar.E quando ele se tornou Imperador de Roma, reconhece em sua mãe todo o valor de que ela é depositária, chama-a do “ exílio dourado” em que ela estava a viver em Tréviros, havia mais de 20 anos, e leva para junto de si aquela que lhe dera a vida. Depois, construiu-lhe em Roma um palácio magnífico e conferiu- lhe o título “Augusta”. A partir de agora o nome da mãe do imperador é Flávia Helena Augusta. E mandou cunhar moeda com efígie de Helena aparecendo ela coroada com o diadema imperial.
Após tantos sofrimentos, dores e lágrimas, é-lhe reconhecido o direito de ser feliz... Helena é a mãe do Imperador. Todavia, a nova condição não a torna nem soberba nem vaidosa. A sua capacidade de dedicção anda agora, sem esquecer os deserdados da sorte, em torno de seu filho e do seu desempenho do múnus imperial. Inimiga da vil intriga, labuta pela tranquilidade pessoal, pela concórdia familiar e pela paz no Império de modo que todos encontrem na vida social o lugar a que têm direito

 
Tempo ótimo. Bom ambiente humano.
Na homilia, o P.e Sousa Lara falou-nos da conversão a partir do testemunho da conversão de São Paulo. Uma mudança não apenas moral mas vivencial, que envolve: pensamentos, sentimentos, emoções, total. A conversão envolve toda a vida e a vida toda.
A pessoa é chamada a descobrir a pessoa de Jesus Cristo, deixar-se transformar por Ele. Encantada e fascinada pela pessoa de Jesus, a pessoa vê-se a si mesma, os outros e a vida de uma forma outra.

Festa de Nossa Senhora das Dores

2º Dia de Novena. Festa de Nossa Senhora das Dores. Dia muito agradável na Serra. Clima fantástico!
Muita, muita  gente. Momentos de convívio, relaxamento, serenidade.
Nestas ocasiões a capela é sempre pequena para albergar os devotos.
Após  a Eucaristia,  teve lugar a procissão com o terço.
O pregador ajudou-nos a perceber que não é verdade que "todas as religiões são iguais". Enquanto as restantes religiões começam com "o que é preciso para agradar a Deus", o cristianismo começa com "Deus que se preocupa com o homem". O cristianismo apresenta-nos Deus que vem pessoalmente salvar o homem em Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
A salvação é oferecida por Deus a todos, não se deve aos nossos merecimentos, mas ao amor de Deus que que a todos quer salvar.
Para os cristãos Deus é Pai. Nunca desiste de nós, embora respeite a nossa liberdade. O homem só se condena quando, livremente, não aceita a salvação que lhe é oferecida.
NUMA TERRA E TEMPO LÁ LONGE
A Bitínia, antiga região da Ásia Menor, tinha por capital a cidade de Nicomédia. Faz actualmente parte da Turquia. Sendo a Bitínia parte integrante do enorme Império Romano, percebe-se com facilidade como se envolveu a Santa nos esquemas imperiais.
Foi pelo ano 247 da nossa era, ou no ano 255 segundo alguns, que nesta região, mais propriamente em Drepanon, foi dada à luz a pequena Flávia Helena que mais tarde, quando seu filho Constantino a chama para a partilha da corte imperial, a torna “augusta”! Daí o seu nome completo de Flávia Helena Augusta.
Na sua família nada se destaca de peculiar, a não ser a modéstia e humildade em resultado das poucas posses que ostenta. Como o comum dos mortais, Helena cresce e mistura-se com tantos e tantas que têm de trabalhar para sobreviver, se não para comer o pão que o diabo amassou, pelo menos para ganhar com o suor do rosto e com o trabalho das mãos o sustento condigno.
Pela estalagem onde esta flor moça servia, passou um oficial jovem com as suas tropas, de seu nome Constâncio Cloro, que se enamorou dela e, sentindo-se atraído, a desposou.
Uns vinte anos mais tarde, quando o Imperador Diocleciano chama Constâncio Cloro para junto de si, fazendo-o César das Gálias em 292 ou 293, Helena é trocada por Teodora, uma princesa imperial. Já não é digna de acompanhar este militar cuja condição agora é ilustre.
Humanamente torna-se incompatível a pobreza, a humildade e o desconhecimento com os altos voos ditados pelo prestígio e pelo poder.
Em nome de interesses pouco dignos e menos humanos vê-se Helena repudiada, embora sem deixar de gozar de alguma simpatia por parte do marido repudiante.
Talvez a explicação para tal simpatia atenuada resida no facto de o casal ter gerado em Nish, na Sérvia, pelo ano de 272, um filho que sempre ficou marcado pelo perfil de singeleza de sua dedicada mãe. Este é Constantino, o futuro imperador.

domingo, 2 de julho de 2017

Quintela, Vila Pouca e Ponte das Tábuas veneram Nossa Senhora das Necessidades


Nossa Senhora das Necessidades,  Padroeira de Quintela, Vila Pouca e Ponte das Tábuas, foi venerada por estas populações e outros devotos em 2 de julho.
A capela de nossa Senhora das Necessidades, de planta hexagonal, é uma das joias arquitetónicas da paróquia, a merecer sempre uma visita de quem aprecia arte.
A Festa, embora muito simples, lembrou-nos o ditado: "Há quem pague a festa e há quem faça a festa". Centrada no aspecto religioso, a Eucaristia foi um momento belíssim.  Animada pelo coral paroquial, teve a participação ativa e dinâmica dos presentes. O povo fez a festa!
A Eucaristia foi ali vivida como ela é. Uma comunidade reunida à volta de Cristo, sob a protecção e o exemplo de Nossa Senhora, que canta, reza, participa, se sente a família de Deus.

sábado, 1 de julho de 2017

1ª dia da Novena de Santa Helena


QUEM É SANTA HELENA?
Tanto os escritos como os testemunhos da tradição oral levam-nos inevitavelmente aos pés de Santa Helena da Cruz, a mãe de Constantino, o primeiro imperador romano cristão. Pela relação positiva entre mãe e filho, estabeleceram uma fecunda cumplicidade que proporcionou à Igreja a paz e um surto considerável de progresso quer na reflexão doutrinal quer nalguns empreendimentos cristãos. Sem ela, teria sido impossível a publicação do edicto de Milão em 313 que possibilitou o avanço tranquilo e galopante do dinamismo católico.
Flávia Helena teve origem humilde e vida difícil.
Exemplo de trabalho e dedicação numa das estalagens do tempo, nem por isso deixou de cair nas boas graças do oficial Constâncio Cloro que talvez pela sua beleza a tomou por esposa de segunda categoria, de acordo com o direito consuetudinário romano.
Todavia, quando o marido é chamado para as campanhas militares das Gálias, esquece-a de vez e ela fica entregue à sua solidão, até que o filho Constantino, ao ser feito imperador, a mandou vir da Bitínia para Roma.
Depois de recebida pelo Papa, mandou construir a Basílica de Santa Cruz na cidade eterna.
Acompanhou o Imperador, seu filho, nas campanhas que fez na Asia Menor e depois, foi até à Palestina.
Chegou a Jerusalém em 326 ou 327. Mandou construir o templo da Ressurreição sobre o Santo Sepulcro, perto do calvário; a igreja dos Discípulos e da Ascensão, no Monte das Oliveiras; e a da Natividade sobre a gruta de Belém.
Graças a visões reveladoras, encontrou as três Cruzes da Paixão e conseguiu identificar a Cruz em que Jesus Cristo agonizou e morreu.
Apareceram-lhe também os cravos da crucifixão.
Em termos da imagem, Santa Helena veste como Imperatriz e as suas insígnias são a Santa Cruz e os cravos da crucifixão; em alternativa, aparece- nos como peregrina da Cruz (Terra Santa), acompanhada do filho.

QUEM É SANTA HELENA?

-A esposa de César das Gálias,Constâncio Cloro? Sim, mas só enquanto ele foi um jovem oficial do Império.

-A mãe de Constantino Magno? Sim, mas viu-se privada da companhia do filho uns vinte anos.

- Helena é a jovem humildemente trabalhadora, a esposa casta, a mãe extremosa.

-A mulher repudiada, entregue a si própria e à vontade de Deus; a mãe alcandorada às honras do Império; a amante da Cruz do Redentor!
 
Neste 1º dia de Novena, o pregador, P.e Sousa Lara, falou-nos das doenças do mundo para nos indicar uma esperança: o amor indefetível de Deus por cada pessoa.
Propôs-nos o caminho da conversão continuada, segundo o desafio de Cristo - "Convertei-vos e acreditai no Evangelho" - e a mensagem da Senhora aos pastorinhos de Fátima, que bem podíamos resumir nesta palavra- CONVERSÃO.
 
Estava, felizmente, bastante gente que esteve atenta e participou bem na celebração. O tempo também ajudou. Sem estar um calor de morrer, o clima era agradável.
A Novena é uma festa de simplicidade, de convívio, de mútua ajuda, de serenidade.
A Novena tem 3 momentos fortes: às 8h, às 18.30h e às 22h.
 
Venha participar na Novena. Deus espera-o. Santa Helena e a Senhora das Dores gostam de o receber. Você precisa.
 
Faça da Capela o centro da Serra. Entre, reze, participe! O resto é... o resto.