quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal Muito Além



 Natal do amor
Natal da solidariedade
Natal sem dor
Natal de verdade.

Natal de quem tem pouco
Natal de quem nada tem
Natal com Jesus
Natal muito além.

Natal do sorriso da criança pobre
Natal do presente que faz bem
Natal do gesto nobre
Natal de todos, deles também.

É tempo de esperança
É tempo do coração
É tempo de bonança
Não esquecendo do irmão.
Rô Fonseca


Os presos questionam o Papa

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Veja aqui.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O contributo da pobre

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Veja AQUI



Dois em um. O quadro que melhor explica o Natal

 
"Adoração dos Magos e Crucificação de Jesus",
de Benedetto Bonfigli (séc. XV)
Fonte: aqui

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Preparar o Natal com Mafalda Arnauth

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A fadista Mafalda Arnauth dá voz, entre hoje e sábado, a textos do jesuíta e artista esloveno Marko Rupnik nos programas do projeto ‘Passo a Rezar’, este Natal, revelaram os responsáveis do site, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
A nota destaca a escolha da cantora num momento em que se festeja “o fado como património da humanidade”.
“As meditações de Rupnik propõem um itinerário a partir das grandes figuras bíblicas do Natal, conciliando a profundidade espiritual dos textos com a riqueza das imagens e dos ícones orientais, o campo onde este artista se move”, precisa o comunicado.

O site www.passo-a-rezar.net, inaugurado a 17 de fevereiro de 2010, propõe, para download ou escuta imediata, uma oração diária (de segunda a sexta-feira e uma proposta diferente para o fim de semana), com cerca de dez minutos, em formato mp3, tendo como inspiração um dos textos bíblicos da liturgia do dia.
O objetivo deste projeto é “disponibilizar gratuitamente aos utilizadores da Internet uma proposta de oração-meditação, em português, para ser escutada em qualquer aparelho áudio que suporte o formato mp3”.
Este site é uma iniciativa do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração (província portuguesa da Companhia de Jesus) e conta com a colaboração do Grupo Rcom (Renascença comunicação multimédia) para a gravação e edição dos conteúdos.
In ecclesia

domingo, 18 de dezembro de 2011

A Paróquia visita as suas famílias

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A Igreja que sai para fora das igrejas e vai ao encontras das pessoas e das famílias. Vinte colaboradores paroquiais entregarão de casa em casa o Boletim do Natal .
Obrigado a estes colaboradores.
Profundamente enraizado no Plano Pastoral e contextualizado por esta quadra festiva, o Boletim leva ainda informações da vida da comunidade às pessoas.
É um gesto de simpatia e de atenção. Esperamos o melhor acolhimento e desejamos ter contribuído para vivência do Natal cristão.

Nesta 4ª semana do Advento...

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ADVENTO
MENSAGEM BÍBLICA
DIMENSÕES DA FÉ
ATITUDES
4ª semana
“Como será isto, se eu não o conheço?”
“confiar”
Cultivar a VERDADE na família, pois sem verdade não existe confiança.

sábado, 17 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Deus Existe. Eu Encontrei-o (2)


André Frossard resumiu tudo o que lhe aconteceu na referida igreja, numa frase: «Percebi que existe uma ordem no universo e que existe Alguém no qual nos movemos e existimos e que é Deus, a quem os cristãos chamam Pai».

E o jornalista e escritor conta que muitos dos seus amigos procuraram desmistificar a sua conversão. Uns achavam que era fruto de algum desgosto ou de uma conversa ou leitura de livro religioso ou mesmo de questões filosóficas que o teriam assaltado. Mas não, reponde André Frossard, até entrar naquela igreja nunca havia posto o problema de Deus.

Outros achavam que ele, a partir da sua conversão, havia perdido o seu livre-arbítio.

«Quanto ao meu livre-arbítrio – responde Frossard – só dispus realmente dele depois da minha conversão, quando compreendi que Deus podia salvar-nos de todas as sujeições a que ficaríamos inexoravelmente acorrentados sem Ele».

«Eu, que até aí detestava os padres, busquei um para me preparar para o Baptismo. Recebi com alegria os seus ensinamentos. Uma coisa me surpreendeu: a Eucaristia. Parecia-me incrível que Cristo, para ficar connosco, tivesse escolhido o pão, que é o alimento dos pobres. Descobri também que existe um outro mundo, onde acontecerá a ressurreição dos mortos. Nesse mundo que há-de vir, seremos saciados da nossa sede e fome de vida em abundância e de felicidade para sempre».

«Antes da minha conversão, detestava a Igreja Católica. O que eu lia dava-me dela uma imagem muito feia. Falavam do pecado dos seus membros, mas não contavam tudo o que nela existe de belo. Nunca me falavam dos seus santos, como Francisco de Assis, que tanto admiro».

«O Deus que eu encontrei é uma família de três pessoas. E a segunda, Jesus Cristo, viveu neste mundo, foi morto e ressuscitou».

«Quando entro numa igreja deserta, recordo-me desse dia em que, por dom de Deus, se fez luz na minha vida. Saio com mais entusiasmo para, como jornalista e escritor, dar testemunho da minha fé e da minha esperança».

André Frossard nasceu em 1915 e faleceu em 1995. Foi jornalista em vários periódicos, escritor de diversos livros e membro da Academia de Letras de França. Para além disso foi um resistente da ocupação francesa pelos nazis. E em toda a sua vida, a partir da sua conversão, deu testemunho do seu amor a Deus e à Igreja.

In O Amigo do Povo

IV Domingo de Advento - Ano B

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Anúncios de Natal, que verdadeiramente nos surpreendem!Anúncios especiais, inesperados, surpreendentemente extraordinários!
1. Na primeira leitura, o rei David tem uma enorme surpresa! Não é Ele que vai fazer uma Casa, não é Ele que vai construir um Templo, para o Senhor, seu Deus! É o Senhor, Ele mesmo, que irá construir a Sua morada! Não já num Templo, não já numa Casa! Mas vai construi-la, a partir da sua descendência, a partir da sua própria família: «Serei para Ele um Pai e Ele será para mim um Filho». Ficamos a saber, que Deus vem morar no meio de nós, vem morar não numa «casa» feita pelas nossas mãos, mas numa família, que é obra do seu amor!
2.O Evangelho fala-nos de outro anúncio, o mais belo, inesperado e extraordinário anúncio, que alguma criatura podia alguma vez acolher. Deus fala ao coração de Maria, convidando-a para ser a Mãe de Jesus! Maria recebe um anúncio impensável, misterioso, extraordinário: Deus quer fazer dela a digna morada de seu Filho! Deus quer que o Seu Filho nasça do seu seio, cresça e viva na família de Nazaré. Maria estava noiva de José. E José era da tal descendência de David, à qual estava prometido o Messias, o Salvador. Por isso, o Filho que vai nascer é o Filho de Deus, há tanto tempo esperado! Curiosamente, este grande anúncio não foi feito, como de costume, no Templo, mas precisamente «em casa», onde Maria estava, vivia e esperava tanto o Filho de Deus, que O alcançou no seu seio!
3. Este anúncio enche de alegria o coração de Maria! A saudação do anjo não é a habitual, entre os judeus! É original e diz: «Alegra-te, rejubila, ó cheia de graça. O Senhor está contigo». Maria é saudada com esta «alegria», uma alegria reservada à Filha de Sião, Àquela que estava chamada a ser a verdadeira morada de Deus, uma morada não feita de pedras, mas de carne viva, de um coração vivo, que na realidade Deus deseja tomar como seu verdadeiro templo!Podemos dizer que a primeira palavra do Novo Testamento é um convite à alegria: "rejubila, alegra-te. Esta é a Boa nova: Deus não está distante de nós, não é desconhecido, enigmático, talvez perigoso. Deus está próximo de nós, tão próximo que se faz criança, e nós podemos tratar este Deus por "tu". Conhecer, acolher e amar este Deus é verdadeiramente a "boa nova", que nos traz a alegria e a felicidade.
4. Afinal, também nós percebemos que a alegria, a felicidade que o Natal nos traz, vem de dentro, de casa. Por isso, - como não há dois sem três – aqui vos deixo um terceiro anúncio. É um anúncio publicitário. Vamos ouvi-lo, pelo menos três vezes: (colocar em cena, este anúncio, retirando-lhe a palavra final: ikea:

“Se o chegar a casa o faz feliz… Se o não fazer nada, o faz feliz… Se o estar acompanhado, o faz feliz…Se o experimentar coisas novas o faz feliz…Se o barulho da chuva o faz feliz… E então se é assim tão simples, porque não está feliz? Porquê? A felicidade vem de dentro de casa. Viva mais a sua casa”!
5. Pois é mesmo isso: a felicidade vem de dentro, vem de dentro de casa. E o desafio desta semana, o desafio do Natal, é fazer chegar esta alegria à Casa de cada um, como o fez Maria. O verdadeiro presente de Natal é a alegria, e não as prendas caras que exigem tempo e dinheiro. Nós podemos transmitir esta alegria de modo simples: com um sorriso, com um gesto bom, com uma pequena ajuda, com um perdão! Levemos esta alegria, e o júbilo partilhado voltará para nós! Em particular, procuremos transmitir a alegria mais profunda, a de ter conhecido Deus em Jesus Cristo. Esta felicidade vem de dentro, de dentro de casa! Por isso, neste Natal, viva mais a sua casa! É aí mesmo, na sua Casa, que Deus quer vir, nascer e acontecer!
Fonte: aqui

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ORAÇÃO DO ADVENTO

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Senhor, eu te espero novamente.
Povoa de esperança o espaço que restou dentro de mim.
Enxuga a lágrima que ainda molha a minha face.
Ajuda-me a repartir os sorrisos que vingaram
neste espaço de barro que sou eu, e onde um dia semeaste a fé.
Repete este milagre de, embora divino,
caberes por inteiro no meu coração humano.
Volta para mim, desta maneira simples de chegar
E permanece comigo, ajudando-me a crer
que ainda é tempo de sonhar com a paz.
Senta-se à minha mesa e prova o pão do meu suor.
Caminha do meu lado para entenderes o meu cansaço.
Escuta meus anseios, para compreenderes minha luta.
Volta para mim, desta maneira simples de chegar.
Volta silencioso como a aurora e plenifica de luz o meu amanhecer.
Volta silencioso como a flor e perfuma de amor o meu desejo.
Volta para mim, desta maneira simples de chegar.
De minha parte, estarei te esperando
como terra seca, que procura orvalho;
como noite escura que procura luz;
como fonte imóvel que procura impulso.
Volta para mim, desta maneira simples de chegar.
E que te possa descobrir
em todos os presépios e casas,
em todas as manjedouras e berços,
em todas as Marias e Josés.
José Acácio Santana

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Monumento ao menino não nascido

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A 28 de outubro de 2011, foi inaugurado na Eslováquia, o monumento ao menino não nascido, obra de um jovem escultor daquele país. O monumento expressa não só o pesar e arrependimento das mães que abortaram, mas também o perdão e o amor do menino por nascer para com a sua mãe. A cerimónia de inauguração contou com a presença do ministro da Saúde do País. A ideia de construir um monumento aos bebés por nascer veio de grupo de mulheres jovens mães muito conscientes do valor de toda a vida humana e do mal que se inflige também à saúde da mulher.

In Blog Povo

A Igreja e as grandes reformas

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“As grandes reformas da Igreja não vêm da sua hierarquia, vêm do povo de Deus. O Espírito age quando e onde quer. Deixemos que ele possa também agir em nós na fidelidade ao Evangelho e a Jesus Cristo” - D. José Cordeiro, Bispo de Bragança

Perguntas e respostas sobre o ADVENTO

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1. Quais as grandes festas do Ano Litúrgico?
R. O Natal e a Páscoa. No Natal celebramos a vinda do Messias Salvador. E na Páscoa a salvação operada pela morte e ressurreição de Jesus.
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2. O que é que nos oferece a Igreja para nos prepararmos convenientemente para essas duas grandes festas?
R. A Santa Igreja, com seu amor de mãe e sua sabedoria de mestra, instituiu o Advento, que nos predispõe para o Natal, e a Quaresma, que nos prepara para a Páscoa.
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3. Em que consiste propriamente o Advento?
R. O Advento é um tempo propício de penitência, mas também de alegria e esperança na vivência do mistério da encarnação de Deus que veio para nos salvar. Ele se fez homem no seio da Virgem Maria e assumiu plenamente a nossa humanidade, igual a nós em tudo, excepto no pecado, como nos lembra o apóstolo Paulo.
O Advento é tempo de preparação da celebração desse grande evento da história humana: a visita do nosso Deus e Pai pelo nascimento de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, há dois mil anos e a sua vinda hoje também à nossa vida e ao nosso coração. E para além disso tempo que nos convida a estar vigilantes, à espera da sua vinda gloriosa para nos julgar.
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4. Qual é a virtude mais importante a cultivar no Advento?
R. A virtude da esperança. Apesar da crise em que muitos vivem, os cristãos não podem passar a vida a lamentar-se. Têm de seguir o exemplo dos alemães e dos japoneses do fim da guerra, que perante a destruição não só das suas economias mas também das suas casas e cidades puseram mãos ao trabalho de reconstrução e se tornaram países prósperos. Mal é quando um cristão tem uma visão pessimista e dramática da realidade. Essa atitude não é construtiva. O cristão é um homem de fé. Ele sabe que Deus tem a última palavra e o bem acaba sempre por vencer.
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5. Que atitude nos sugere o Advento?
R. É preciso ter bem presente que este mundo é passageiro e a realidade última é o Reino de Deus. Reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz.

Não dê conselhos, dê exemplos!

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As "Botas do Advento"

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Igreja exige políticas centradas na dignidade humana

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Perante a actual "conjuntura difícil" que afecta a sociedade portuguesa, os bispos exigiram esta terça-feira, "políticas concretas" que tenham em conta dignidade das pessoas.

"A dignidade - e dignificação prática - de cada pessoa humana é o princípio e também o fim duma sociedade propriamente dita", assumem os prelados na nota pastoral "Crise, discernimento e compromisso", aprovada esta terça-feira em Fátima, durante a reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
"Na presente conjuntura nacional, é em torno deste primeiro princípio que se devem definir e avaliar as políticas concretas, por mais exigentes que sejam" refere o documento, frisando que "legisladores e governantes, empresários e gestores, famílias e cidadãos, todos devemos ter em primeiríssima conta a dignidade das pessoas que somos e os outros igualmente são, sobretudo os que vêem tal dignidade contrariada na prática ou obviada no futuro".
De acordo com os bispos "a qualidade das decisões e das políticas afere-se prioritariamente com este critério".
Assumindo que não cabe à Igreja Católica "as decisões autónomas que competem ao Estado democrático", os bispos admitem que a actual crise "pode e deve ser uma ocasião de discernimento crítico sobre o que nos trouxe aqui e de compromissos concretos sobre o modo de colectivamente nos melhorarmos".
Para os bispos a actual crise sendo económica e social "não deixa de ser cultural e de convicções". Por isso, "além da indispensável acção dos vários corpos sociais e políticos, requer aprofundamento e até mudança no que cada um mova como expectativa ou ideal, para a vida própria e alheia".
"Têm sido assacadas responsabilidades ao excessivo endividamento público e particular, ao aumento de despesa estatal e à diminuição geral das poupanças, bem como a um crescimento económico insuficiente, pouco sólido e socialmente desigual. Os financiamentos externos diminuem e exigem juros e contrapartidas dificilmente suportáveis. A economia e o investimento sofrem essas restrições do financiamento e subsistem debilidades estruturais nos diversos sectores, da agricultura à indústria e aos serviços. O desemprego reduz drasticamente as condições de vida de muitas famílias e particulares, a classe média enfraquece e agudiza-se a desproporção dos rendimentos" revela o documento.
Na Nota Pastoral, os bispos falam da "resposta social do Estado" que "é dificultada pela falta de meios financeiros, com reduções previsíveis e preocupantes em diversos campos da segurança social", alertando que a escassez de recursos "não deve omitir a subsidiariedade", pois isso "redundaria em desmotivação e desistência, exactamente o contrário do que o país requer agora".
Segundo os prelados "nada se conseguirá de consistente e duradouro sem a consciencialização do que está realmente em causa e do que necessariamente terá de evoluir ou mesmo mudar na sociedade em geral e nas opções concretas de cada um".
Na nota pastoral, de três páginas, os bispos lembram que o trabalho e o emprego "são bases indispensáveis de sobrevivência e dignificação humana", pelo que "é urgente" a sua garantia". E lembram: "é o Estado o primeiro órgão dinamizador do bem comum, mas é a sociedade no seu todo que deve vivificar constantemente".
"Os sacrifícios que nos são pedidos e as exigências que nos são apresentadas são de todos e para todos, sem dispensar ninguém", conclui a nota pastoral.
Fonte: aqui

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Prenda de Natal para o Daniel

O Daniel tem 27 anos e está paralisado desde os cinco meses e meio.
O Daniel, sem dizer uma palavra, comunica e de que maneira! Podemos não o entender, mas a mãe que o acompanha com um desvelo e uma dedicação sem limites, entende-o claramente. Em cada gesto, em cada olhar, em cada esboço de movimento, ela percebe perfeitamente aquilo que o filho quer dizer.

O Daniel está totalmente dependente da mãe, viúva, para tudo. Não sei que mais admirar: se o sorriso acolhedor e sereno daquele jovem; se a paciência, carinho e dedicação de sua mãe. A sensação é sempre a mesma: uma profunda humildade perante o mistério da vida e a convicçaõ de que os nossos momentos difíceis nada são ao pé de quem tanto sofre, sorrindo. Por tudo, obrigado, Daniel! Obrigado à mãe do Daniel!
E interessante, no meio de tanta limitação, naquela casa não se ouvem queixumes. Bela lição.

Há anos, um incêndio destuiu a antiga casa do Daniel e na voracidade do fogo, ardeu a sua cadeira-de-rodas. Por isso agora o jovem está permanentemente na cama. Ele precisa de uma nova, adaptada ao seu estado, mas a mãe não pode. Será que alguém pode doar-lhe uma cadeira?

A notícia chegou hoje. O Daniel vai ter a sua prenda de Natal. A cadeira-de-rodas de que tanto precisa.
A MAPEC oferece-lha.
Muito obrigado.

domingo, 11 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

3ª Semana do Advento: dimensão da fê a vivenciar e atitudes a promover

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ADVENTO
MENSAGEM BÍBLICA
DIMENSÕES DA FÉ
ATITUDES
3ª semana
“Então quem és tu?”
“acreditar”
Ajudar cada membro da família a superar-se, a vencer barreiras e problemas…

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

III Domingo de Advento - Ano B

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Leituras:  aqui


«O Deus da Paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve puro, para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo» (I Tes.5,23)!

«O Deus da Paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve puro, para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo» (I Tes.5,23)!
1. Deus não nos quer a meias! Não nos quer, por partes. Quer-nos inteiros, de corpo e alma, bonitos por fora, belos por dentro. Ele quer que todo o nosso ser, carne e espírito, corpo e alma, das mãos aos pés, dos pés à cabeça, da cabeça ao coração, se conserve puro, isto é, capaz de amar e de ser amado! E todo o nosso ser é puro, quando transparece a beleza e a santidade do amor de Deus! Na pessoa humana, este amor é, ao mesmo tempo, espiritual e carnal, “abarca o corpo e o corpo exprime o amor espiritual” (Familiaris Consortio, 21). Por outras palavras, não há nada na linguagem corporal, da afectividade e do amor, que, ao tocar o corpo, não toque também a alma! Temos de o saber: “Nem o espírito ama sozinho, nem o corpo: é a pessoa, que ama, no seu todo, de que fazem parte o corpo e a alma. Somente quando corpo e alma se fundem numa unidade, é que a pessoa se torna plenamente ela própria”(Bento XVI, DCE 5).
2. Assim, por exemplo, as palavras, os sentimentos, os desejos, e quaisquer gestos de ternura, devem sempre comunicar a verdade inteira do amor humano e transparecer a beleza do amor divino! Um gesto de carícia, um beijo, o contacto com o corpo de alguém, significa também e sempre tocar a própria alma do outro, fazer vibrar as cordas do nosso coração, numa aproximação que nos afecta totalmente.
3. A pureza de coração, a chamada «castidade», é, no fundo, o amor que anda de mãos dadas com a verdade! “A castidade – uma palavra “maldita” do nosso tempo – não pode ser vista como “corte” e “castigo”, mas como «educação e treino para superar toda a mentalidade de tipo apropriador e dominador, em relação a outra pessoa. Opõe-se frontalmente àquela mentalidade, que tende a usar e abusar de todas as coisas, como se fôssemos únicos donos de nós mesmos, do nosso corpo, e das nossas pulsões, e também das pessoas e do mundo que nos rodeia» (Carlo Maria Martini). A santificação de todo o nosso ser, «espírito, alma e corpo», implica, portanto, que todas as palavras e gestos da nossa afectividade “devam ser orientados, elevados e integrados pelo amor, que é o único a torná-los verdadeiramente humanos”. Rui Veloso canta uma bela música, onde diz: “Amar é o verbo revelado / Pela boca da divindade / Só deve ser invocado / Em caso de necessidade! (…) Não invoquem o amor em vão / É pecado, como deitar fora o pão /”. Eu não diria melhor, para falar de «pureza de coração», do domínio de si ao dom de si.
4. Esta pureza de coração, de intenções e actos, exige, portanto, uma limpeza diária, uma atenção constante. Por isso, a segunda palavra desta semana é «revisão de vida», dos pensamentos, das palavras, dos actos e omissões. Era isso que São Paulo recomendava quando nos dizia: «Avaliai tudo e guardai o que for bom». Aprendamos, pois, a fazer o “exame de consciência” diariamente, ao deitar, e antes de adormecer, para chegarmos a esta séria revisão de vida e examinarmos a nossa vida no amor. Pais e filhos podem ajudar-se mutuamente, colocando algumas perguntas, no silêncio do quarto, para responderem, cada qual, diante de Deus.
5. Irmãos e irmãs: Deus, que vem até nós, não é apenas uma pessoa importante! Ele é tudo. E, por isso, pede-nos tudo: espírito, alma e corpo. E só quando Deus é tudo em nós, é que todo o nosso ser se torna puro!Eis então duas palavras a gravar esta semana: pureza e revisão de vida. São atitudes do coração, que nos ajudam a construir a família, sobre o alicerce sólido do amor e da comunhão!

Eis-me! Estou a crescer! Para vós...










Olá!
Sou o vosso "MENINO" que está a crescer! Não me abandonem agora, por favor!
Ajudem-me e ajudar-vos-ei.
Uma bela caminha de Advento para todos. Rumo ao Natal.
Sou o vosso,
Centro Paroquial Santa Helena da Cruz

Desperta!

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«Desperta, ó homem!
Por ti, Deus Se fez homem» (Santo Agostinho, Sermões, 185).
Desperta, ó homem do terceiro milénio!
No Natal, o Omnipotente faz-Se menino e pede ajuda e protecção; o seu modo de ser Deus põe em crise o nosso modo de ser homens; o seu bater às nossas portas interpela-nos, interpela a nossa liberdade e pede-nos para rever a nossa relação com a vida e o nosso modo de a conceber.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A comunidade em Oração da Tarde

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Neste dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a comunidade fora convida para a Oração da Tarde. Um grupo interessante compareceu.
Diante de Jesus Sacramentado, orientados pela projecção power point, a família paroquial rezou, meditou, cantou, louvou e pediu.
O tema principal da reflexão rezada foi o diálogo em família: algumas condições para que esse diálogo se torne um espaço de acolhimento do outro e doação ao outro, de escuta e de presença, de comunicação do coração ao coração! Clareza, mansidão,  confiança, prudência, paciência, oração...

Um casal presidiu ao terço em cujos mistérios foram  apresentadas intenções pelas famílias. Seguiram-se as Vésperas, rezadas a partir do texto projectado. Ao fim da Leitura Breve, cinco pessoas leram o texto de meditação sobre as condições para o diálogo em família. Seguiu-se um tempo de silêncio. É que precisamos de escutar o que ELE nos diz. Terminámos com a Bênção do Santíssimo Sacramento.
Gostei da serenidade das pessoas, da sua participação. Apreciei a entrega de quem preparou os cânticos, e o trabalho de quem tratou graficamente o power point e o projectou com um precisão de relógio suíço. Foi muito agradável estar com a Mãe juntinho d'ELE. O único Salvador.

Se eu fosse pintor, como apareceria Maria de Nazaré no quadro pintado?

Normalmente as imagens que  contemplam  Maria de Nazaré, revelam um rosto sempre tristonho, cabisbaixo e de mãos sempre voltadas para o céu como se enjoasse este mundo.

Não tenho o mínimo jeito para a pintura. Se tivesse, gostaria de pintar quadros de Maria de Nazaré.
Não me faltavam episódios para a pintura, mas ressaltaria alguns aspectos: alegria serena da crente profunda que Ela foi; a Sua abertura à esperança que não engana; o amor profundo, envolvente, que existia entre Maria e José; o Seu gosto em estar com as pessoas; o amor à liberdade que a levou a ser a humilde serva do Senhor; a Sua condição de discípula sentada aos pés de Jesus para escutar a Boa Nova do Reino; a alegre de apóstola ao serviço do Evangelho.
Por exemplo:
- Maria de Nazaré, sorrindo serenamente, com o Menino nos braços estendidos para uma multidão de famintos de Deus, de paz, justiça social, fraternidade, sentido para a vida vida...
- Maria de Nazaré de mão dada com José, em cujos olhares de imensa ternura se embebecia, feliz, o Jesus jovem.
- Maria de Nazaré, caminhando para a fonte, de cântaro na mão, ouvindo desabafos, levando uma palavra de consolo e de esperança, sorrindo. Maria que gosta de estar com as pessoas,  celebrar a alegria da vida, estar no mundo.
- Maria de Nazaré, serena, no meio da multidão, contente por estar entre os ouvintes da Palavra de Jesus, mas totalmente focalizada na Mensagem que guarda e medita no coração.
- Maria de Nazaré junto à Cruz. No seu olhar, imensos pedregulhos de dor combinam-se com céus de esperança de que a morte do Inocente não seria em vão.
- Maria no cenáculo com os seus irmãos na fé, aguentando firme na esperança do cumprimento da promessa. O Espírito Santo, conforme prometido por Jesus, haveria de vir.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição: Feriado com história

A solenidade da Imaculada Conceição, que a Igreja Católica assinala esta quinta-feira, é uma marca essencial “da espiritualidade da alma e da identidade do povo português”, defende o reitor do Santuário de Vila Viçosa, na arquidiocese de Évora.
O padre Francisco Couto assinala a data, num texto publicado na mais recente edição do semanário da Agência ECCLESIA, conjuntamente com o padre Senra Coelho, historiador do Instituto Superior de Teologia de Évora.
Os sacerdotes recordam que não se trata de “uma simples festa cristã” mas sim de uma devoção que “engloba indubitavelmente” a construção da independência nacional.
O dia da Imaculada Conceição é feriado nacional em Portugal e a Conferência Episcopal informou a Santa Sé e o Governo da sua vontade de que a data permanecesse “intocável” nas alterações promovidas pelo Executivo.
A ligação entre Portugal e a Imaculada Conceição ganhou destaque em 1385, quando as tropas comandadas por D. Nuno Alvares Pereira derrotaram o exército castelhano e os seus aliados, na batalha de Aljubarrota, e consolidaram a afirmação da identidade lusitana.
Em honra a esta vitória, o Santo Condestável fundou a igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa, e fez consagrar aquele templo a Nossa Senhora da Conceição.
A antiga igreja de Nossa Senhora do Castelo, espaço onde se ergue atualmente o santuário nacional, afirmou-se nos finais do século XIV como o primeiro sinal desta devoção, em toda a Península Ibérica.
Um segundo passo deu-se durante o movimento de restauração da independência que acabou com o domínio castelhano em Portugal e que culminou com a coroação de D. João IV como rei de Portugal, a 15 de dezembro de 1640, no Terreiro do Paço, em Lisboa.
O mesmo D. João IV, atento a uma religiosidade que também já envolvera a construção de monumentos como o Mosteiro da Batalha, o Convento do Carmo e o Mosteiro da Conceição, coroou a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal durante as cortes de 1646.
“A Solenidade da Imaculada Conceição liga dois acontecimentos decisivos na História da independência de Portugal e no contexto das Nações Europeias”, referem os dois teólogos, que recordam depois a forma como o debate e a celebração desta festividade começou a ganhar forma, no nosso país e em toda a Europa.
A Universidade de Coimbra “tem um papel importante em todo este processo”, adiantam, já que todos os seus intelectuais “defenderam o dogma sob forma de juramento solene”.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria seria proclamado pelo Papa Pio IX, a 8 de dezembro de 1854, através da bula ‘Ineffabilis Deus’.
“De tal modo a Imaculada Conceição caracteriza a espiritualidade dos portugueses, que durante séculos o dia 8 de dezembro foi celebrado como "Dia da Mãe" e João Paulo II incluiu no roteiro da Visita Pastoral de 1982 dois Santuários que unem o Norte e o Sul de Portugal: Vila Viçosa no Alentejo e o Sameiro no Minho”, sublinham os padres Francisco Couto e Senra Coelho.
In ecclesia

Deus Existe. Eu Encontrei-o (1)

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André Frossard é um dos muitos convertidos à fé cristã. Ele próprio conta a sua história num livro intitulado "Deus Existe. Eu Encontrei-o." Este livro deu a volta ao mundo inteiro e suscitou entusiasmo e desprezo. Como sempre! Há quem veja e há quem não queira ver; há quem ouça e há quem não queira ouvir.
André Frossard era o filho do primeiro secretário do Partido Comunista Francês: a sua família era ateia e afastada de toda a problemática religiosa. Ele observa com fina ironia:
«Na nossa casa, nem por distracção se aflorava o assunto "religião". Éramos ateus perfeitos, daqueles que nunca se interrogam sobre o seu ateísmo.»
No entanto, aos vinte anos de idade, André Frossard tem um extraordinário e inefável encontro com Deus. Ele começa assim o relato memorável desse encontro:
«Agora, acontece que, por um acaso extraordinário, conheci a verdade sobre a mais debatida das causas e sobre o mais antigo dos problemas: Deus existe. E eu encontrei-o!
«Encontrei-o por combinação – antes deveria dizer: por acaso, se o acaso tivesse algo a ver com esta espécie de aventura. Encontrei-o com o assombro e aturdimento de quem, ao virar a esquina habitual da costumada rua de Paris, visse diante dos olhos, em vez da praça e do cruzamento de todos os dias, um mar inesperado que se estende até ao infinito, lambendo com as suas ondas as paredes das casas. Um momento de espanto que ainda dura. Nunca me habituei à existência de Deus.»
E prossegue assim o relato da sua experiência: «Ás cinco e dez de uma tarde (era o dia 8 de Julho de 1935), entrei numa capela do bairro latino de Paris para procurar um amigo e saí às cinco e um quarto, com um amigo que não era deste mundo. Entrei céptico e ateu (…) e mais que céptico e ateu, entrei indiferente e tão preocupado com outras coisas do que com um Deus que eu nem sequer pensava em negar (…)»
«Em pé junto da porta, busquei com o olhar o meu amigo e não consegui reconhecê-lo (…)
O meu olhar passa da sombra à luz, retorna aos fiéis, sem ir atrás de nenhum pensamento, vai dos fiéis às religiosas imóveis, das religiosas ao altar e, depois, não sei porquê, detém-se na segunda vela que arde à esquerda da cruz».


Foi assim que Frossard recebeu uma luz, que o converteu completamente a Deus, como direi no próximo número.
In O Amigo do Povo

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vaticano II, 50 anos de história

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Veja aqui. 
E também aqui

JESUS NÃO ESTÁ SÓ NA RELIGIÃO, ESTÁ (antes de mais) NA VIDA

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Veja AQUI um fantástico post que todos, cristãos ou não, precisamos de saborear e de interiorizar.

2ª SEMANA DO ADVENTO

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ADVENTO
MENSAGEM BÍBLICA
DIMENSÕES DA FÉ
ATITUDES
2ª semana
“Quem é esse que ‘vai chegar depois de mim’?”
“preparar”
Saber descobrir o que de bom e de belo existe em cada membro da família

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A senhora que não comprou a rifa

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Uma nova igreja em construção na periferia de uma grande cidade. Para servir milhares de pessoas. Bem sabemos como as periferias dos grandes centros urbanos crescem desmesuradamente.
Um grupo de pessoas deita mão às mais variadas iniciativas para angariar dinheiro. Uma construção daquele tipo fica muito cara. Além do templo, a edificação contempla lar, centro de dia, instalações para catequese e formação. Nada disto existia na localidade em causa.
Uma das iniciativas foi o lançamento de uma rifa.

Aquela pessoa minha amiga telefonou-me há dias para tratar de uns assuntos pessoais. Na conversa, falou-me do entusiasmo da população daqueles bairros com a nova  Igreja. Enumerou iniciativas, contou peripécias, falou de grande união entre todos e de todos com o pároco.
No meio do entusiasmo, uma situação que relatou mudou o tom da sua voz.  Dirão os leitores que é um caso insignificante. Em si mesmo, claro que é. O significado é que não é nada insignificante.
Na escola onde trabalha a pessoa que me telefonou, há uma senhora ligada à Igreja, oriunda de uma zona rica da cidade,  e cuja militância cristã é bem conhecida de todos. Dirigiu-se a ela  para lhe vender uma rifa. Confiante na sua fé pública e entusiasta, pensava que a dita senhora iria acolher com entusiasmo a dita rifa e que até compraria mais do que uma. Engano. Negou-se peremptoriamente a colaborar. Razão?  "Na minha paróquia, temos feito muitas obras e não precisamos de andar com essas coisas."

Pois é. E não saímos da "quintalização" da Igreja. Falamos de uma Igreja "una, santa, católica e apostólica", mas na prática a  "minha igreja" tem as fronteiras da minha paróquia!!!
Amor? Solidariedade? Partilha? Colaboração? Há quem fale muito nisto, mas na vida retém-nas na gaveta.
Gandhi tinha muita razão quando dizia que os cristãos têm uma doutrina muito bonita, mas na vida negam-na.
Por isso, o que magoou a pessoa que me telefonou não foi a aquisição da rifa, foi o que isso significou numa pessoa que se diz crente!

Religião e política

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«Aqueles que dizem que a religião não tem nada a ver com política não sabem o que é religião». - Mahatma Gandhi.


 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Diocese de Lamego: Evangelizar e ouvir a população são prioridades do novo bispo

Desertificação da diocese «é uma realidade a que não se pode fugir», considera D. António Couto

O novo bispo de Lamego, D. António Couto, estabeleceu como prioridades o anúncio da mensagem cristã e a auscultação da população, antes de definir os projetos para uma diocese com cada vez menos pessoas.
“A grande missão de um bispo, do seu presbitério e de todo o povo de Deus que lhe está confiado, seja em que região, língua ou cultura for, terá de ser sempre levar Jesus Cristo ao coração das pessoas. E é isso que eu pretendo”, vincou o responsável em entrevista ao programa ECCLESIA na RTP-2.
O prelado que a 29 de janeiro toma posse da diocese lamecense, no norte de Portugal, sublinha que a “grande maioria” dos europeus foi batizada mas em termos “de coração cristão” o Velho Continente tem “pouca gente”.
“Que não se seja só cristão porque um dia se foi batizado e está registado nos livros, mas que se seja cristão com a vida. É este o cristianismo que nos interessa”, frisou o também presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização.
O bispo que já foi superior dos Missionários da Boa Nova vai encontrar um território que está a perder a identidade cristã, especialmente no domínio da família, segundo o padre José Melo, coordenador de um estudo sócio religioso realizado pela diocese.
As conclusões da investigação apontam para um “processo de grande desertificação e, associado a ele, a descristianização”, pelo que as “as referências cristãs estão a diluir-se com um grau acentuado”, relatou à ECCLESIA.
O sacerdote explicou que os efeitos do desaparecimento gradual do catolicismo têm “incidência especial na família”, que além de “desestruturada” adquire “novas configurações um tanto alheias à índole cristã”.
D. António Couto considerou que a desertificação da diocese é uma “realidade a que não se pode fugir” e salientou que a sua “primeira linha de rumo” em qualquer lado é “ir ter com as pessoas” e “ver quais são os seus problemas”.
Só depois avançará com projetos para “avivar o cristianismo”, em conjunto com os fiéis, dado que não gosta de “trabalhar sozinho”.
In ecclesia

II Domingo de Advento - Ano B

1. «Consolai, consolai o meu Povo! Falai ao coração»! Eis o imperativo de um verdadeiro diálogo, em que a verdade a caridade andam juntas, em que a inteligência e o amor, caminham de mãos dadas! É um imperativo, que soa e ressoa, como verdadeira «boa nova» (Mc.1,1), no vasto deserto da solidão, que hoje se vive, a começar pelo isolamento que se verifica dentro das quatro paredes de uma casa, sem calor humano, onde as pessoas deixaram de falar ou de se falar! Dizer que não há tempo, para dialogar é o mesmo que afirmar que não há tempo para estar casado, nem tempo, para criar laços e construir uma família!
2. Permiti-me recordar-vos, desde já, algumas condições, para que esse diálogo não transforme a nossa linguagem “numa fonte de mal-entendidos”, mas se torne um espaço de acolhimento do outro e doação ao outro, de escuta e de presença, de comunicação do coração ao coração!
1º Primeiro, a clareza, para que todas as palavras e gestos sejam compreendidos por ambas as partes. Esta clareza supõe atenção ao que se diz e atenção ao que o outro diz. Esta clareza exige falar verdade. Faltar à sinceridade é destruir, pela base, qualquer diálogo!
2º Outra característica é a mansidão, aprendida na escola de Cristo, como Ele nos recomendou: “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11, 29). O diálogo não é orgulhoso, não é altivo, não é ofensivo. A autoridade vem-lhe da verdade que expõe, da caridade que difunde, do exemplo que propõe; é proposto, não é imposto. O diálogo é pacífico, evita os modos violentos, é paciente e é generoso. Por isso, ele supõe a humildade, adisposição para reconhecer com apreço a parte de verdade que o outro tem e a parte de erro ou culpa que eu possa ter.
3º Outra condição do diálogo é a confiança, a boa fé, a recta intenção, com que cada parte para a conversa, sem preconceitos, aceitando o outro, respeitando-o e colocando-se do seu lado, para compreender o seu ponto de vista. Só a confiança facilita a partilha de sentimentos, de vivências, de confidências, e enlaça os corações, numa adesão mútua ao Bem e à verdade, sem interesses egoístas.
4º O diálogo supõe a prudência: é preciso saber as condições psicológicas e morais, daquele(s) com quem quero falar: se é criança, se é inculto, se está indisposto, se parte para a conversa desconfiado ou hostil. Essa prudência leva a tomar pulso à sensibilidade alheia e a modificarmos as nossas palavras e modos, para não sermos desagradáveis, nem incompreensíveis.
5º Saibamos ainda preparar um diálogo sério com o outro, conversando primeiro com Deus, pedindo-lhe discernimento e sabedoria, para aquilo que queremos compreender, propor, mudar ou alcançar. Tomemos como guia e inspiração do diálogo com o outro, não as nossas opiniões, razões e vontades, mas uma palavra do evangelho. E peçamos a Deus que seja Ele a preparar a hora, o modo e o lugar, para um diálogo frutuoso na paz.
3. Custa muito chegar a um verdadeiro diálogo. E por isso, o diálogo exige uma espécie de “martírio da paciência”, o esforço e a coragem de todos os dias, para ir ao encontro do outro, em diálogos frequentes, prolongados e sinceros. Esta arte do diálogo – caríssimos casais, pais e filhos - exige tempo, muito tempo, paciência, muita paciência, para ser tomado a sério e retomado, uma e outra vez e mais uma vez, sem quebrar o fio frágil da comunicação! Não por acaso, alguém nos disse que a «paciência é a última porta da sabedoria» (Agustina Bessa-Luís), é mesmo «a medula do amor» (Sta. Catarina), no relacionamento com os outros. E São Paulo, no hino à caridade, fala-nos da paciência, como primeiro atributo do amor!
4. Irmãos e irmãs: “Parece-me muito importante, nos dias de hoje, ressaltar o valor da paciência, virtude que pertencia à bagagem normal dos nossos pais, mas que hoje é menos popular, num mundo que exalta a mudança e a capacidade de se adaptar a situações sempre novas e diversas. Sem tirar nada a estas qualidades, o Advento chama-nos a incrementar a paciência, aquela tenacidade interior, aquela resistência do ânimo que nos permitem não desesperar, na expectativa de um bem que demora para chegar, mas a esperá-lo, aliás, a preparar a sua vinda, com confiança laboriosa” (Bento XVI).
5. Diálogo e paciência: eis então duas palavras mais, a gravar no guarda-chuva, mas sobretudo a escrever no diário íntimo da nossa vida familiar!
Caríssimo pai ou mãe, caríssimo casal, querido (a) filho (a): neste tempo, que te é dado, oferece o tempo, para os outros. E comunica, na verdade e na caridade paciente, de acordo com este repetido apelo de Santo Agostinho: “Se calas, cala por amor. Se falas, fala por amor. Se corriges, corrige por amor. Se perdoas, perdoa por amor. Põe no fundo do coração, a raiz do amor. Dessa raiz não pode crescer senão o bem”.
E lembra-te sempre do fruto mais precioso do diálogo e da paciência é o de criar laços: «foi o tempo que gastaste com a rosa, que tornou a tua rosa tão importante»! (Saint Éxupery, O Principezinho).
Fonte: aqui

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento  impulsiona-nos a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.
Deus é fiel às suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.
Converidos a Cristo, convertidos ao amor aos irmãos. Num mundo de crise e de crises, os crentes são chamados à fraternidade solidária enraizada no amor.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza económica, mas principalmente aquela que leva a confiar, abandonar-se e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

A Celebração do Advento


O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, as flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição do roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e a que se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).

A coroa do Advento

Vários símbolos do Advento  ajudam-nos a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, altura em que Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações como preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa chama-nos à alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

MESTRES DO ADVENTO

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ISAIAS
É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.



JOÃO BATISTA
É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).
A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-l'O como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA
Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e  manifestar-Se ao mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos de nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.
Em Maria realiza-se a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.


JOSÉ
Nos textos bíblicos do Advento, destaca-se José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de David e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".
José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.