quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

1 de Fevereiro, 2026 - 04º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: aqui
 

“Família: Igreja em construção e dedicação”

Irmãos e irmãs,

As leituras deste domingo falam-nos de algo muito simples e, ao mesmo tempo, muito exigente: onde Deus gosta de construir a sua casa.

O profeta Sofonias diz-nos que Deus procura um povo humilde, simples, que confia n’Ele. São Paulo lembra-nos que Deus não escolhe os mais fortes, nem os mais perfeitos, mas aqueles que se deixam amar. E no Evangelho, Jesus proclama as Bem-aventuranças: um verdadeiro “retrato” do coração de Deus.

Tudo isto tem muito a ver com a família, tal como ela é hoje.

Vivemos num mundo que valoriza o sucesso, a imagem, a rapidez, o ter sempre razão. As Bem-aventuranças vão noutra direção: falam de mansidão, de misericórdia, de fome de justiça, de coração puro, de quem constrói a paz.
Ora, não é isto que todos desejamos para a nossa família?

A família é, muitas vezes, o primeiro lugar onde aprendemos a ser felizes… e também onde aprendemos a perdoar.
É na família que descobrimos que amar não é só sentir, é dedicar-se, insistir, recomeçar.

Quando Jesus diz: “Felizes os pobres em espírito”, está a falar de quem não se acha dono de tudo.
Quantas vezes, na família, é preciso ser “pobre em espírito”: reconhecer limites, pedir desculpa, aceitar ajuda.

“Felizes os mansos.”
A mansidão não é fraqueza. É a força de quem escolhe o diálogo em vez do grito, a escuta em vez da indiferença.
Hoje, quantas famílias precisam desta mansidão para não se perderem no cansaço, na falta de tempo, nas tensões do dia a dia?

“Felizes os misericordiosos.”
Não há família perfeita. Há famílias que aprendem a perdoar.
Perdoar não apaga tudo, mas abre espaço para Deus continuar a construir.

A família cristã é chamada a ser uma pequena Igreja em construção.
Não uma Igreja acabada, perfeita, mas uma Igreja onde se reza, onde se fala de Deus, onde se aprende a amar como Jesus.

E esta construção não se faz sozinha.
Constrói-se com presença, com tempo partilhado, com palavras simples, com gestos pequenos, mas fiéis.
Constrói-se quando os pais educam com amor, quando os filhos aprendem a respeitar, quando os avós transmitem a fé e a memória.

Hoje, neste Dia da Família, não celebramos famílias ideais, mas famílias reais, com desafios, fragilidades e esperança.
E escutamos uma boa notícia: Deus continua a acreditar na família.
É nela que Ele quer habitar. É nela que Ele quer ser visível no mundo.

Que esta Eucaristia nos ajude a renovar o desejo de sermos famílias segundo as Bem-aventuranças:
famílias que constroem, famílias que se dedicam, famílias onde Deus se sente em casa.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

25 de Janeiro, 2026 - 03º Domingo do Tempo Comum - Ano A . Domingo da Palavra de Deus

Leituras: aqui

Irmãos e irmãs,

Neste 3.º Domingo do Tempo Comum, a Igreja convida-nos a deter o olhar e o coração naquilo que está na origem da nossa fé: a Palavra de Deus. Uma Palavra que não é abstracta nem distante, mas luz que entra na história, que toca a vida concreta e abre caminhos novos.

A primeira leitura, do profeta Isaías, começa por descrever uma terra mergulhada na escuridão. Mas é precisamente aí que ressoa o anúncio:
“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.”
A Palavra de Deus nasce muitas vezes neste contraste: não ignora a realidade, não disfarça as sombras, mas faz nascer luz onde parecia não haver esperança. Não é uma palavra de condenação, mas de promessa; não é um peso, mas uma abertura.

No Evangelho, São Mateus mostra-nos Jesus a iniciar a sua missão na Galileia, essa mesma terra evocada por Isaías. E a primeira Palavra que Jesus proclama é simples e decisiva:
“Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus.”

Esta conversão não é, antes de mais, um moralismo ou uma lista de obrigações. É um convite a mudar de olhar, a orientar a vida a partir de uma boa notícia: Deus está próximo, o Reino já começou. A Palavra de Deus não vem exigir o impossível; vem despertar o coração para algo maior.

Logo a seguir, Jesus chama os primeiros discípulos. Não lhes faz um discurso elaborado. Diz apenas:
“Vinde comigo.”
E a Palavra é tão forte que eles deixam as redes e seguem-no. Aqui percebemos algo essencial: a Palavra de Deus chama, cria relação, põe a vida em movimento. Quem a escuta de verdade descobre que a vida pode ser mais ampla, mais livre, mais fecunda.

Celebrar hoje o Domingo da Palavra de Deus é recordar que a fé nasce da escuta. Não seguimos uma ideia nem uma ideologia, mas uma Palavra viva que nos chama pelo nome. Uma Palavra que continua a ecoar na Igreja, na liturgia, na oração pessoal e na vida comunitária.

Esta Palavra foi também decisiva na vida de São Paulo, cuja conversão celebramos nestes dias. Paulo é alguém que conhecia bem as Escrituras, mas foi preciso um encontro vivo com Cristo para que a Palavra se tornasse vida nova. A sua conversão recorda-nos que a Palavra de Deus não se esgota no conhecimento, mas transforma quando é acolhida como encontro.

Na segunda leitura, São Paulo dirige um apelo forte à comunidade de Corinto:
“Que não haja divisões entre vós.”
Estas palavras soam de forma especial neste momento em que se encerra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A Palavra de Deus não nos separa; pelo contrário, chama-nos à comunhão, ajuda-nos a recentrar a fé em Cristo e não em preferências pessoais ou divisões humanas.

Quando a Palavra ocupa o centro, a Igreja reencontra a sua unidade. Não uma unidade uniforme, mas uma unidade enraizada em Cristo, a única Palavra que salva.

Irmãos e irmãs, o convite deste domingo é simples e luminoso:
deixarmo-nos encontrar pela Palavra de Deus. Escutá-la com confiança, acolhê-la com alegria, permitir que ela ilumine as nossas decisões e fortaleça a nossa comunhão.

A Palavra continua a dizer hoje: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.”
Que essa luz nos alcance, nos una e nos ponha a caminho, como discípulos chamados, enviados e sustentados pela alegre proposta do Evangelho.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

18 de Janeiro, 2026 - 02º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: aqui

Irmãos e irmãs,

Estamos no início do Tempo Comum. “Comum” não quer dizer banal. Quer dizer o tempo da vida como ela é, com trabalho, família, dúvidas, alegrias, cansaços. É precisamente aí que Deus se revela.

O Evangelho de hoje mostra-nos João Batista a apontar Jesus e a dizer uma frase curtinha, mas explosiva:
“Eis o Cordeiro de Deus.”

Reparem: João não segura as pessoas para si. Ele aponta. Não se põe no centro. Diz, em linguagem simples: “Não sou eu. É Ele.”
E isto já é uma primeira pergunta para nós:
👉 Para onde é que eu aponto com a minha vida? Para mim ou para Cristo?

“Eis o Cordeiro de Deus” – um Deus que se dá

Quando ouvimos “cordeiro”, pensamos em fragilidade, mansidão. Nada de triunfalismos.
João não diz: “Eis o leão que vai esmagar os inimigos.”
Diz: “Eis o Cordeiro que tira o pecado do mundo.”

O pecado do mundo não é só o pecado “dos outros”.
É tudo o que divide, fecha, endurece:

  • a indiferença,

  • o orgulho,

  • a incapacidade de escutar,

  • as guerras, também as pequenas guerras dentro de casa e da Igreja.

Jesus não tira o pecado com violência, mas entregando-se.
É assim que Deus salva: amando até ao fim.

Chamados a ser luz, não holofotes

A primeira leitura dizia:
“Fiz de ti luz das nações.”

Não diz: “fiz de ti um juiz”, nem “um fiscal da fé”.
Diz: luz.

A luz não grita, não empurra.
A luz ajuda a ver, aquece, orienta.

Num mundo cansado de discursos agressivos, o cristão é chamado a ser:

  • alguém que escuta,

  • alguém que constrói pontes,

  • alguém que não apaga a mecha que ainda fumega.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Hoje começamos a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
E isto não é um detalhe no calendário. É coisa séria.

Jesus é um só Cordeiro, não está dividido.
Mas os cristãos, muitas vezes, estão.

Unidade não significa todos iguais, mas todos voltados para o mesmo Senhor.

Talvez não possamos resolver séculos de divisões…
👉 mas podemos começar por coisas simples:

  • rezar uns pelos outros,

  • falar com respeito,

  • deixar de usar a fé como arma,

  • lembrar que o que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa.

A divisão é um escândalo.
A unidade, mesmo imperfeita, é um testemunho.

Preparar o Dia da Palavra de Deus

Dentro de oito dias vamos celebrar o Dia da Palavra de Deus.

O Evangelho de hoje mostra-nos algo essencial:
João Batista reconhece Jesus porque escuta, porque vê, porque medita.
Ele conhece Deus porque vive em diálogo com a Palavra.

Talvez esta seja uma boa pergunta para levarmos para casa:
👉 Que lugar tem a Palavra de Deus na minha semana?

  • Está aberta… ou fechada na estante?

  • É lida… ou só ouvida de longe na Missa?

  • É luz para as decisões… ou apenas uma tradição?

Preparar o Dia da Palavra de Deus é simples e exigente ao mesmo tempo:

  • pegar no Evangelho,

  • ler devagar,

  • perguntar: “Senhor, o que me queres dizer hoje?”

Conclusão

Hoje, João Batista continua a apontar e a dizer-nos:
“Eis o Cordeiro de Deus.”

Não diz: “Eis a solução mágica para todos os problemas.”
Mas diz: “Eis Aquele que caminha contigo, carrega contigo, salva-te amando.”

Que esta Eucaristia:

  • nos torne mais unidos,

  • mais atentos à Palavra,

  • mais luz no meio da vida comum.

E que também nós, com a nossa vida, saibamos dizer sem muitas palavras:
“Não sou eu. É Ele.”

domingo, 11 de janeiro de 2026

Textos bíblicos sobre o Batismo

 1. 1 Coríntios 12,13

“Todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo.”

2. Gálatas 3,26–28

“Todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus, pois todos vós que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos sois um só em Cristo Jesus.”

3. Efésios 4,4–6

“Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança para a qual fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos.”

4. Romanos 6,3–5

“Não sabeis que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, assim também nós vivamos uma vida nova.”

5. Gálatas 3,27

“Todos vós que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo.”

6. 1 Pedro 2,9

“Vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido, para proclamar as maravilhas d’Aquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável.”

7. Romanos 8,14–17

“Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. […] Recebestes um Espírito de adopção filial, pelo qual clamamos: ‘Abbá, Pai’. O próprio Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus.”

8. João 1,12–13

“Aos que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que acreditam no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

9. Mateus 28,19–20

“Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos mandei.”


Considerações finais 

  1. Somos Igreja porque somos batizados
    O Batismo não é um acto privado: incorpora-nos num corpo concreto, visível e missionário. Ninguém é cristão sozinho. Ser batizado é pertencer à Igreja e assumir responsabilidade por ela.

  2. Todo o batizado participa na missão de Cristo
    Não apenas os ministros ordenados, mas todo o batizado participa da missão profética, sacerdotal e real de Cristo. A fé não é para ser guardada, mas anunciada, vivida e testemunhada no quotidiano.

  3. Batizado uma vez, filho de Deus para sempre
    O Batismo imprime uma identidade permanente: somos filhos no tempo e na eternidade. Mesmo na fragilidade, no pecado ou na distância, a filiação permanece como fundamento da esperança e da conversão.

  4. O Batismo é exigente para a vida diária
    Ser batizado implica viver de modo coerente: na família, no trabalho, na sociedade. Cada escolha pode tornar visível — ou obscurecer — a identidade cristã recebida.

  5. Viver o Batismo é assumir uma missão concreta no mundo
    O Batismo não termina na pia baptismal: começa aí. Ele envia cada cristão a transformar o mundo a partir de dentro, como discípulo-missionário.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Festa do Baptismo do Senhor – Ano A

Leituras: aqui

Oração

Senhor Deus, Pai de bondade,
que no rio Jordão manifestastes Jesus, vosso Filho amado,
e fizestes ouvir a vossa voz de amor e de vida,
nós vos louvamos e agradecemos pelo dom do nosso Batismo.

Por ele fomos mergulhados em Cristo,
renascemos para uma vida nova
e nos tornámos membros vivos da Igreja que caminha na história.
Fazei de nós uma comunidade fiel ao Evangelho,
aberta ao vosso Espírito
e comprometida com a construção do vosso Reino.

Ajudai-nos a viver o Batismo como vocação e missão,
não apenas como um rito do passado,
mas como um compromisso assumido para toda a vida.
Que, fortalecidos pela vossa graça,
sejamos sinais do vosso amor no mundo,
testemunhas da fé, da justiça e da esperança.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Escuteiros: Bíblia e Ceia de Natal

21 de dezembro de 2025. Sede do Agrupamento 1006 do CNE. Encontro natalício.
Antes da refeição, uma bela surpresa. Este Agrupamento havia apresentado candidatura junto da "Sociedade Bíblica", tendo em conta a oferta de livros sobre a Bíblia, adaptados às diversas idades que integram o escutismo. Cada um dos presentes, de acordo com o seu status etário, recebeu um livro.
Após a explicação do processo, levado a cabo por um Chefe, o Pároco felicitou o Agrupamento pela iniciativa e falou com os presentes sobre a Bíblia, e sua importância na vida de crentes. A Palavra de Deus é Deus feito Palavra.  Insistiu com as crianças e jovens presentes sobre a importância quotidiana da leitura bíblica, acolhendo o que Deus transmite em cada dia. 
Seguiu-se a refeição, alegre e simples, com vários momentos engraçados.
Força, 1006! Prá frente, minha gente!

Anúncio da Páscoa e das festas móveis

Irmãos caríssimos,
a glória do Senhor manifestou-se
e sempre se manifestará no meio de nós
até ao seu retorno.
Na sucessão dos tempos e das festas
recordamos e vivemos
os mistérios da salvação.
O centro de todo o Ano litúrgico
é o Tríduo do Senhor
crucificado, sepultado e ressuscitado,
que culminará no domingo de Páscoa, dia 5 de abril .
Em cada domingo,
Páscoa da semana,
a santa Igreja torna presente
este grande acontecimento,
no qual Cristo venceu o pecado e a morte.
Da Páscoa procedem todos os dias santos:
as Cinzas, início da Quaresma, dia 18 de fevereiro,
a Ascensão do Senhor, dia 17 de maio,
o Pentecostes, dia 24 de maio 
e o primeiro domingo do Advento, dia  29 de novembro.
Também nas festas da santa Mãe de Deus,
dos apóstolos, dos santos
e na comemoração de todos os fiéis defuntos,
a Igreja peregrina sobre a terra
proclama a Páscoa do seu Senhor.
A Cristo
que era, que é e que vem,
Senhor do tempo e da história,
louvor e glória pelos séculos dos séculos.
R. Amen.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

4 de Janeiro, 2026 - Solenidade da Epifania do Senhor - Ano A

 

Leituras: aqui

Irmãos e irmãs,

Celebrar a Epifania é celebrar um Deus que não se esconde, mas se manifesta. Um Deus que não pertence a um grupo fechado, mas que se dá a conhecer a todos os povos. A luz que hoje brilha em Belém não é só para Israel: é para o mundo inteiro.

A primeira leitura do profeta Isaías é um grito de esperança: “Levanta-te, Jerusalém!” A cidade estava ferida, em reconstrução, ainda marcada pelo exílio. Mesmo assim, Deus diz: a luz já está presente. Isto é importante: Deus não espera que tudo esteja pronto para agir. Ele manifesta-se no meio do caminho, enquanto o povo ainda constrói, ainda aprende, ainda recomeça.

Aqui já tocamos o nosso tema: Igreja sempre em construção e dedicação. A Igreja não é um edifício acabado. É um povo em caminho, iluminado por Cristo, chamado a levantar-se todos os dias.

No Evangelho, os Magos representam aqueles que se deixam inquietar. Eles veem uma estrela e não ficam parados. Levantam-se, partem, arriscam. A fé verdadeira nunca é acomodada. Quem encontra sinais de Deus não se instala: põe-se a caminho.

Herodes, ao contrário, também ouve falar do Menino, mas reage com medo e fechamento. Eis uma pergunta direta para nós:
* Somos como os Magos, que procuram e se dedicam, ou como Herodes, que se defende e se fecha?

Os Magos chegam a Jesus e fazem três gestos simples e profundos: prostram-se, oferecem dons e mudam de caminho ao voltar. Aqui está um verdadeiro itinerário espiritual e pastoral:

  • Prostrar-se: reconhecer que Deus é Deus e nós não somos. Uma Igreja em construção começa na humildade.

  • Oferecer dons: ouro, incenso e mirra. Não deram sobras, deram o melhor. Uma Igreja viva é feita de pessoas que se dedicam de verdade, não apenas quando sobra tempo.

  • Voltar por outro caminho: quem encontra Cristo não continua igual. Uma Igreja em dedicação é uma Igreja que se deixa transformar.

São Paulo, na carta aos Efésios, recorda-nos o grande mistério da Epifania: todos são chamados à mesma herança. Não há cristãos de primeira e de segunda categoria. A Igreja constrói-se quando inclui, acolhe, escuta e caminha junto.

Por isso, esta festa interpela-nos com força:
* Que tipo de Igreja estamos a construir?
* Uma Igreja fechada em si mesma ou uma Igreja que irradia luz?
* Uma Igreja de espectadores ou uma Igreja de discípulos dedicados?

A Epifania lembra-nos que Cristo continua a manifestar-se hoje, através de uma comunidade que serve, que se doa, que não desiste. Cada gesto de dedicação, cada passo na construção do bem comum, cada esforço silencioso é uma estrela que aponta para Jesus.

Irmãos e irmãs, levantemo-nos. A luz já brilha. Não esperemos que a Igreja esteja perfeita para nos comprometermos. Ela constrói-se com a nossa fé, com a nossa dedicação e com a nossa coragem de seguir por caminhos novos.

Que, como os Magos, saibamos reconhecer a estrela, caminhar juntos e oferecer ao Senhor não apenas presentes, mas a nossa própria vida. Amém.

Tema do Dia Mundial da Paz, 1 de janeiro 2026: “A paz esteja com todos vós. Rumo a uma paz desarmada e desarmante” (Leão XIV)


Mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial da Paz

O Papa convida a recordar a saudação de Jesus Ressuscitado: “A paz esteja convosco!” — não apenas como palavras bonitas, mas como um convite real a viver a paz no nosso dia a dia. Ele fala de uma paz que não depende de armas nem de força militar —uma paz desarmada e desarmante, que nasce do coração aberto e do diálogo, e não de medo ou ameaça. A paz que Jesus nos dá é humilde, perseverante, e transforma-nos por dentro. Ela cham-nos a: acolher a paz em nós mesmos; resistir à violência e ao medo; trabalhar pela justiça e pela confiança entre pessoas e povos. O Papa lembra que a paz é um caminho, não apenas um objetivo distante, e que começa nas pequenas escolhas de cada dia — nas nossas relações, na forma como tratamos os outros e como resolvemos conflitos.

Leia AQUI toda a  Mensagem do Papa!