segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Encerra-se o Ano Santo da Misericórdia, mas a Misericórdia permanece


No dia 20 de novembro, SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO, encerra o Ano Santo da Misericórdia.
Mas a misericórdia permanece, porque Deus é sempre misericórdia para nós.
Como um presente constante, Deus oferece a Sua misericórdia!
Como um desafio constante,  o apelo: "Sede misericordiosos como o Pai é misericordioso".
Como uma possibilidade constante, cada um se pode deixar tomar pela misericórdia divina.
Como uma necessidade constante, cada um precisa de dar e receber misericórdia.
Como superação constante, só a misericórdia nos liberta do justicialismo limitativo.
Como  empenho constante, só a misericórdia nos faz sentir como nossas as lágrimas e as dores do mundo.
Como alegria constante, a misericórdia envolve-nos nas vitórias e sonhos dos irmãos.
A MISERICÓRDIA LIBERTA!

domingo, 13 de novembro de 2016

Esporões festeja o seu Padroeiro













Festas em honra de São Martinho, padroeiro da povoação dos Esporões, entre 11 e 13 de novembro.
Nesta altura do ano, as festas são poucas por estas bandas, daí decorre que, caso o tempo colabore, muita gente acorra aos festejos. O tempo não obstaculizou  o desenrolar dos festejos que correram bem, em paz, alegria,  com são convívio entre as gentes.
Se em 11 de Novembro, dia litúrgico de São Martinho, houve Eucaristia na Capela, em 13 do mesmo mês teve lugar a Missa solene e a  procissão.
Parabéns à povoação e aos mordomos pela forma como decorreram as festas. 
Comissão de Festas - São Martinho 2017
Juiz: Carlos Alberto Oliveira Sarmento; Tesoureiro: João Miguel Oliveira Sarmento; Secretário: João Paulo  Oliveira Gordo; Mordomos: José Vitorino Oliveira Lucena, Adelino Jesus Martins, Vítor Diogo Lourenço Lucena, Armindo Carvalho Máximo;Mordomas: Daniela Sofia da Silva Cardoso, Clara Pinto Assunção, Vânia Oliveira Sarmento, Beatriz Santos Pinto

CEGADA
Não sabe o que é? Veja aqui. Ou então para o ano procure aparecer nos Esporões na noite do dia 10 de Novembro.
A povoação dos Esporões conserva esta antiquíssima tradição que envolve a participação de muitos dos seus habitantes.
Depois do cortejo pela rua, termina numa "assembleia" em que chega, vestido a rigor, "Sua Eminência" que faz o aguardado "discurso de cariz satirizante". Em seguida, a "fraternidade de São Marinho" recita os mandamentos enquanto um irmão-mor bebe um copo a cada um deles. Só que os "mandamentos" não são estáveis, tendem a aumentar, de acordo com o apetite do bebedor...
Uma festa bonita em que o povo faz a festa em vez de consumir festa...

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM C 2016


Leituras: aqui

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, / Muda-se o ser, muda-se a confiança: / Todo o mundo é composto de mudança, / Tomando sempre novas qualidades”.                     

1. Assim escreveu o nosso grande poeta Camões, que, por certo, conheceria o Evangelho deste domingo, mas estava longe de navegar por estes novos meios, que vieram atracar, esta semana, em Lisboa, na web summit, a grande cimeira tecnológica. Mais longe, e tão perto, foi a viragem política na América, numa espécie de terramoto, que poderá ter várias réplicas, aqui no cantinho europeu. O mundo é realmente composto de mudança e Nosso Senhor já nos tinha posto de sobreaviso. Não é amanhã, nem depois de amanhã, nem para o ano que vem, que tudo isto, que nos parece assustar, irá acontecer. É de ontem, é de hoje e é de sempre, que o mundo sempre gira, em mutação, em alta rotação!

2. Mas, neste mundo, composto assim de mudança, permanece, na pessoa, a necessidade do encontro, do pouso e do repouso, da aragem e da paragem, de um toque da ternura, do sabor da comida, do olhar cruzado, do rosto beijado, do corpo abraçado, do cheiro único da pessoa, da terra, dos frutos. A pessoa humana permanece a mesma! Cada vez mais ligada às máquinas, e ao virtual, e cada vez mais carente de uma presença, de uma proximidade pessoal, de carne e osso, de lágrimas e sorrisos! Tudo passa, tudo cai; tudo se se desmorona, para dar lugar a qualquer coisa nova, mas isto mesmo permanece: a infinita sede de amar e de ser amado. O amor é o que fica de tudo o que passa! Se não houver amor, a rede social enreda em vez de unir; a imagem cega em vez de iluminar; a aplicação prende, em vez de ligar. Convém não nos iludirmos com as falsas profecias da rapidez e da facilitação, que isto de viver, de amar e de sofrer, de edificar a vida sobre um fundamento sólido, é uma história vagarosa, que dá muito trabalho, e exige muita paciência.

3. Talvez pudéssemos resumir as palavras de Jesus, na sigla TPC, que todos conhecemos dos tempos da Escola, e que resumiria assim: “T”, de Testemunho; “P” de Perseverança. E “C” de Confiança.

T – De “Trabalho”, de empenho e compromisso, na transformação do mundo, mas sobretudo um “T” de Testemunho. Os tempos difíceis não são para lamentos, nostalgia ou desalento. Não é a hora da resignação, passividade ou demissão. A ideia de Jesus é outra: em tempos difíceis «tereis ocasião de dar testemunho». É agora precisamente que temos de ser testemunhas humildes, mas audazes e convincentes de Jesus, da Sua mensagem e do Seu projeto.

P – De “Perseverançaou de “Paciência”: «Com a vossa perseverança salvareis as vossas vidas». Entre os cristãos, falamos pouco da paciência, mas precisamos dela, mais do que nunca. É o momento de cultivar um estilo de vida cristã, paciente e tenaz, que nos ajude a responder a novas situações e desafios, sem perder a paz nem a lucidez. Não temos de perder a calma, mas de assumir a nossa própria responsabilidade.

C – De “Confiança”. Não se nos pede nada que esteja acima das nossas forças. Contamos com Jesus, que está connosco, até ao fim dos tempos. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. E não muda com as nossas mudanças. A Sua palavra, a Sua presença, o Seu amor, permanecem. Ele mesmo nos dará «língua e sabedoria a que nenhum dos nossos adversários poderá resistir ou contradizer». Mesmo, num ambiente hostil de rejeição ou desafeto, podemos viver a alegria do Evangelho.

Fiquem então com estas três palavras-chave. E não tenham medo de abrir as portas ao futuro!
Gonçalo Amaro

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

INAUGURAÇÃO DO CENTRO PAROQUIAL SANTA HELENA DA CRUZ

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Sopé da Montanha volta a visitá-lo...

Também este número é deveras importante!
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Mensagem de D. António Couto para a Semana dos Seminários 2016

sml-caras
MOVIDOS PELA MISERICÓRDIA DE DEUS
Com o jubileu da misericórdia ainda sobre a mesa, e com a figura maternal de Maria já a entrar-nos em casa com a celebração do centenário das Aparições em Fátima, eis-nos outra vez à entrada da Semana das Vocações e dos Seminários, que neste ano da graça de 2016 acontece de 06 a 13 de novembro, subordinada ao tema «Movidos pela misericórdia de Deus»
A raiz, o tronco, os ramos, as folhas, as flores e os frutos da temática desta Semana assentam no chão da conhecida «parábola da misericórdia» de Lucas 15, 1-32, que põe em destaque a figura de um Pai que se desfaz em misericórdia, e que corre ao encontro dos seus filhos pecadores, abraça-os e beija-os, sem nos fazer nenhuma advertência, nenhuma condição, apenas perdão, não dito, mas em ação, pura misericórdia envolvente, ao ritmo da comoção instintiva das suas entranhas maternais, fazendo irromper dentro de nós um vulcão de amor, tudo para lá daquelas situações em que simplesmente nos vêm as lágrimas aos olhos.
É-nos pedido, então, neste Semana, que ergamos o nosso coração em oração até este Pai misericordioso, para que «arraste com carinho» (cf. Jeremias 31,3; João 6,44) os seminaristas que frequentam os nossos Seminários de Resende, Lamego e Interdiocesano de S. José, sediado em Braga, para possibilitar aos nossos Seminaristas frequentar a Faculdade de Teologia da Universidade Católica.
Enquanto erguemos o nosso coração em oração até este Pai misericordioso, levando até ao coração de Deus os nossos Seminaristas, peçamos-lhe também, com insistência que «arraste» outros jovens para os nossos Seminários, para que amanhã não nos faltem sacerdotes de que necessitamos para servir da melhor maneira o Povo de Deus da nossa Diocese de Lamego e da Igreja inteira.
Peço, então, uma vez mais que, sendo generosos na oração, o sejamos também na dádiva de nós próprios, concretizada no Ofertório de Domingo, dia 13, que será destinado, na sua inteireza, para as necessidades dos nossos Seminários.
Que Deus nos abençoe e guarde em cada dia, e faça frutificar o labor dos nossos Seminários.
Lamego, 1 de novembro de 2016, Solenidade de Todos os Santos
+ António, vosso bispo e irmão

Trump eleito presidente


O bilionário, que conduziu uma campanha populista e contra o sistema, surpreendeu os EUA e o Mundo ao conquistar mais do que os 270 votos do colégio eleitoral necessários para poder entrar na Casa Branca pela porta grande.
Foi um vendaval republicano que varreu o mapa eleitoral norte-americano e que ajudou Donald Trump a vencer Estados essenciais como a Florida, o Ohio e a Pensilvânia, assim como os Estados do sul dos EUA, tradicionalmente republicanos. Para Hillary Clinton ficaram os Estados das costas Oeste e Este, que no entanto não foram suficientes para sequer se aproximar do republicano.
No final de uma noite muito longa, ao longo da qual foi forjando uma vitória inesperada, Trump assegurou pelo menos 288 votos do colégio eleitoral, bem mais do que os 215 conquistados por Hillary Clinton.
Leia mais: aqui
Refira-se ainda que o Partido Republicano manteve a maioria no Senado e no Congresso.


Os Estados Unidos mudaram?
1. Os Estados Unidos mudaram? Ou, afinal, não estarão a recusar as mudanças dos últimos tempos?
2. Olhando para estes resultados, será que os americanos estavam assim tão contentes com Obama?
3. Costumamos dizer que os Estados Unidos conhecem mal o resto do mundo. Mas será que o resto do mundo conhece bem os Estados Unidos?
4. Praza a Deus que, no novo Presidente, o percurso seja melhor que o discurso.
5. Atenção, políticos e comentadores. Os cidadãos podem não estar certos. Mas começam a estar fartos. Como lidar com esta saturação?
João António Teixeira

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Para um dia me fazerem aquilo que os da minha terra têm feito ao padre que lá está...


Era eu um jovem padre. Leccionava numa escola secundária. Numa das turmas do 11º ano, havia um rapaz muito alegre e bem disposto, boa semsibilidade ao transcendente, que me parecia poder dar num bom padre. Era um jovem de valores que transpiravam nas mais pequenas coisas. A determinada altura, disse-lhe que queria falar com ele no fim da aula.
Falámos, falámos, até que lhe perguntei:
- Olha lá, não queres ser padre? Olhou para mim com o ar mais espantado do mundo, virou o dedo na sua própria direcção e retorquiu:
- EUUUUUUUUUUU!!!???
A conversa prolongou-se. Da surpresa, passou à empatia. Quando eu esperava um "vou pensar", eis que repentinamente dispara:
- Nem pense! Padre, nunca! Para um dia me fazerem aquilo que os da minha terra têm feito ao padre que lá está...


Nesta Semana dos Seminários, dá que pensar.

domingo, 6 de novembro de 2016

O P.e Felisberto Pais


Li há pouco tempo o testemunho deste padre, já nos entradotes cinquenta...
O que mais me cativou foi ver a alegria que ressoava ao longo do testemunho. É uma homem feliz, de bem consigo, com os outros e de uma tremenda fé em Deus.
Não tem sido nada fácil a vida do P.e Felisberto.
Desde logo o seu feitio impulsivo não o ajuda nada, pese o esforço que testemunha para se autocontrolar.
Tem muita dificuldade em esconder o que sente. Como ele afirma, no seu caso é claro o aforismo: "O mal e o bem à cara vem".
As pessoas dizem que ele toca e canta maravilhosamente. Mas magoa-o o facto de as pessoas procurarem mais a sua voz do que Cristo, razão da sua vida.
A sua saúde é frágil, tendo já sido submetido a algumas intervenções cirúrgicas.
Não é um homem para se conformar com o que está. Desinquieta, desinstala, move, puxa pelas comunidades onde  desenvolve o seu ministério. Isso, se lhe tem acarretado a admiração de alguns, também lhe tem trazido a aversão de muitos que gostam de uma religião costumeira, agarrada a hábitos e tradições e que depois  o combatem com mentiras, boatos, desinformação, intoxicação da comunidade.
Gosta de ser próximo, fazer o que pode pelas pessoas sem deixar de se sentir Igreja e de laborar em espírito de Igreja.
Conta que ao ser nomeado pároco de uma nova comunidade, as pessoas foram logo queixar-se ao Bispo, "porque sabiam que ele gostava muito de fazer obras e nós não precisamos de uma religião que nos mexa com o bolso." Ao que o Bispo terá respondido "nunca acreditem numa religião que não vos mexa no bolso. Se ele é enviado para a vossa comunidade, é porque acredito que vos pode ajudar a preservar a vossa história e a projetar o vosso futuro coletivo". É que, segundo o testemunho do P.e Felisberto, a Igreja Paroquial estava em ruínas e, numa terra com tantos idosos, não havia um Lar que os acolhesse.
Com tudo isto, o P.e Felisberto Pais dá claramente a entender que é um homem feliz. Donde vem a sua felicidade?
De uma paixão por Jesus Cristo que procura aprofundar em largos períodos de oração e meditação.
De uma paixão pelas pessoas que as adversidades, contratempos e incompreensões jamais conseguem apagar.
De uma consciência limpa que o deixa descansar cada dia em paz.
De um amor enorme à Igreja, pois como afirma "não se anuncia a si mesmo, mas o Cristo da fé da Igreja!.

sábado, 5 de novembro de 2016

Magusto da Catequese 2016

No fim da Missa com Crianças, decorreu em 5 de novembro, no adro da Igreja, o magusto. Foi uma iniciativa da Junta de Freguesia de Tarouca que agradecemos.
Catequizandos, seus pais e catequistas estavam convidados.
No fim da Eucaristia, tudo estava preparado. Havia  castanhas assadas no forno, quentinhas e boas, distribuídas pelo adro. Claro que não faltaram as bebidas adequadas aos mais novos. Também havia  jeropiga para os mais velhos.
Foi um momento de agradável convívio entre todos, com a vantagem de as castanhas quentes aquecerem as mãos que o tempo já começa a esfriar.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

6 Novembro 2016 - 32º Domingo do Tempo Comum – Ano C


Leituras: aqui

1. Quem diz o que não deve, ouve o que não quer! A história rocambolesca contada pelos saduceus era a história de uma paternidade sete vezes falhada, de uma vida não transmitida, que desembocara sempre na morte! Mas Jesus não brinca com a coisa mais séria da vida! A história que Jesus conta é outra: é a história da vida verdadeira de Deus, da vida transmitida, dada pelo Deus vivo, e Deus dos vivos, Paternidade nunca falhada, mas sempre realizada. Portanto, negar a ressurreição é negar a vida que vem de Deus, e equivaleria a negar a própria existência de Deus. Se Abraão, Isaac e Jacob estão vivos, não é pelo facto de terem desposado mulheres e gerado filhos, mas pelo facto de serem eles mesmos «filhos de Deus», e, por isso mesmo, e para sempre, recebedores da própria vida de Deus. Portanto, apesar destes patriarcas terem morrido, Deus continua a ser o seu Deus, o seu protetor, o seu amigo. A morte não pode destruir o amor e a fidelidade de Deus, para com eles. Já assim o pensavam e acreditavam os sete irmãos macabeus! 

2. Mas a resposta de Jesus permite-nos dizer que a ressurreição não é, obviamente, a reanimação de um cadáver, ou o simples o prolongamento do jogo da vida presente. Há realmente uma diferença radical entre a nossa vida terrestre e essa vida plena, sustentada diretamente pelo amor de Deus, depois da morte. Essa vida é absolutamente «nova». É mesmo “outra” vida, vida plena, vida eterna, sem que deixe de ser a vida de cada pessoa, mas doravante sem os limites do tempo e do espaço, uma vida inteiramente transfigurada por Deus. Continuaremos, obviamente, a ser nós, esta pessoa que somos, envolta na teia dos laços que significam amor e amizade. Mas seremos nós mesmos, totalmente outros, porque inteiramente imersos e transformados pelo amor de Deus. Por isso, esta vida nova da ressurreição, podemos e devemos esperá-la com amor, mas não nos é possível descrevê-la ou explicá-la, como se fosse obra das nossas mãos.

3. A semelhança e a diferença, a continuidade e a novidade, entre a vida dos “filhos deste mundo” e a vida futura dos “filhos da ressurreição”, pode ser comparável àquela que se verifica na transformação da semente no seu próprio fruto! Neste sentido, o nosso corpo sepultado tem a sorte do Corpo de Jesus, qual “grão de trigo, que, uma vez lançado à terra, tem de morrer, para frutificar(cf. Jo 12,23-24)! Tem de ser consumido, para se consumar! O crente sabe, que naquele cadáver, entregue à terra, se desenvolveu uma vida, que está chamada, não a desintegrar-se, como cinzas ao vento, ou a diluir-se, como cinzas deitadas ao mar; ou a fundir-se como pó, no seio da mãe natureza (cf. Instrução Ad resurgendum cum Christo, n.º 3). Na ressurreição, esta vida única e original dada a cada um, será plenamente realizada e finalizada, quando Deus for tudo em todos (cf. 1 Cor 15,28).

4. As primeiras gerações cristãs mantiveram essa atitude humilde e honesta diante do mistério da ressurreição e da «vida eterna». Paulo diz aos crentes de Corinto: «o que os (vossos) olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu, isso Deus preparou para aqueles que O amam» (1 Cor 2,7). Estas palavras servem-nos de sã advertência e de orientação gozosa. Por um lado, o céu é uma «novidade» que está para além de qualquer experiência terrestre, mas, por outro, é uma vida «preparada» por Deus, para o cumprimento pleno das nossas aspirações mais profundas! O que é próprio da fé não é satisfazer ingenuamente a curiosidade, mas alimentar o desejo, a expectativa e a esperança colocada em Deus «de que Ele nos ressuscitará» (2 Mac 7,14) 

5. Iremos, de seguida, traduzir em 12 afirmações, o que significa a nossa fé na ressurreição. Procurai ouvir e meditar em cada frase, para que o Senhor vos console. E, nesta “feliz esperança, dirija os vossos corações para que amem a Deus e aguardem a Cristo, com perseverança” (2 Tes 2,16.3,5)!
Amaro Gonçalo

Intenções de oração do Papa Francisco para o mês de novembro


A Santa Sé publicou as intenções de oração do Papa Francisco para novembro, dedicadas aos países que acolhem refugiados, e à Colaboração entre sacerdotes e leigos. 
A intenção universal da Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração) para o mês de novembro de 2016 é: “Para que os países que acolhem um grande número de deslocados e refugiados sejam apoiados no seu empenho de solidariedade”.
Além disso, sua intenção de evangelização para este mês é: “Para que, nas paróquias, os sacerdotes e os leigos colaborem no serviço à comunidade sem ceder à tentação do desânimo”.
ORAÇÃO
Deus de bondade,
vivemos num mundo em guerra, feita tantas vezes em teu nome,
sem que aqueles que a fazem percebam o quanto vão contra a tua lei.
Milhares de pessoas são obrigadas a fugir,
para defender a própria vida e a das suas famílias.
Abre o coração de todos,
para que acolham os refugiados
e lhes deem condições para reconstruir a sua vida.
Este mês, também te peço para que haja uma maior colaboração entre sacerdotes e leigos, no serviço das comunidades cristãs.
Pai-Nosso; Ave-Maria; Glória… 
DESAFIOS PARA ESTE MÊS
- Conhecer e apoiar instituições de acolhimento de refugiados no meu país.
- Oferecer-me ao pároco ou responsável da comunidade para ajudar no que for mais necessário.
 Criar atitudes positivas e de entreajuda na minha comunidade, não cedendo à maledicência, divisão ou desânimo.
Fonte: aqui

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Dos mortos dizei apenas o bem

"No mundo a morte é uma limitação, a conclusão, o fim. Em Deus, a morte é sempre o início de uma nova vida. Quando um homem morre do ponto de vista terreno, ele continua a viver em Deus como vida eterna. Com a sua morte, com o seu desaparecimento do mundo visível, um lugar fica vago, mas não permanece vazio. Deus toma posse dele. De um ponto de vista terreno, a morte de um homem deixa um espaço na vida dos seus amigos e daqueles que o amam. Mas esse espaço fica disponível para Deus no coração do homem. Serve como uma forma de nos lembrarmos de Deus e gera devoção e entrega a Deus; é conquistado e preenchido por Deus. Dizemos, de mortuis nil nise bene. E de facto a nossa imagem dos mortos é gradualmente transformada; nos nossos pensamentos atribuímos-lhe mais e mais bem, mais qualidades divinas; imperceptivelmente idealizamo-lo, e sob o seu olhar tentamos viver de uma forma nova e melhor. Os mortos vivem de facto em Deus e através da sua morte a vida de Deus é-nos revelada de forma mais clara. Desde a morte de Cristo, toda a vida eterna nasce da morte" 

Adrienne Von Speyr
inThe Word Becomes Flesh, p.44

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

LAMENTAÇÃO E TRISTEZA!


Lamento e fico triste por estarmos a encher as cabeças das nossas crianças e a vesti-las nestes dias com máscaras de bruxas, lobisomens e diabos, tudo misturado com sangue, com terror, com vassouras e com mentiras, e não lhes falarmos da Vida Eterna nem as acompanharmos às igrejas e aos cemitérios, nestes dois dias, para elas celebrarem connosco o Dom da Vida Eterna, com AMOR, com PAZ, com ALEGRIA, com FELICIDADE SEM FIM.

 É que, nestes dois dias, não houve crianças nas igrejas, nem nos cemitérios, a cantar a glória de Deus, a felicidade dos Seus Santos, e a ajudar as Almas do Purgatório com as suas puras e santas orações.

É estranho e pouco compreensível que pais que se dizem crentes e católicos, que até mandam os filhos à catequese para eles poderem fazer as festas das comunhões, ainda não tenham dado conta que este "Dia das Bruxas" foi criado pelo laicismo ateu e descrente, para fazer esquecer e abandonar as celebrações da nossa fé na vida eterna. E já o conseguiram.
Como é nós que embarcamos todos nisto? E na maior!

Não habituamos as nossas crianças a ir à igreja, pelo menos ao Domingo; não as habituamos a ir ao cemitério homenagear e rezar pelos seus antepassados. As crianças, agora, ficam em casa agarradas aos telemóveis e aos computadores. Se assim continuamos, daqui a uns anos, não haverá ninguém a adorar a Deus, nem a venerar os seus maiores.

Se calhar, quando chegar a hora da Verdade, choraremos de arrependimento pelo que estamos agora a fazer, mas será tarde de mais.

Se calhar, quando nós partirmos de cá, e precisarmos de alguém que nos ajude na purificação da nossa alma (fomos e somos todos pecadores!) não teremos ninguém que nos ajude, e que reze por nós. Se a maior parte das nossas crianças não reza, nem vai à igreja, não vai à santa missa, nem sabe rezar...que esperamos nós?

"Fazer as comunhões" não chega! Fazer umas "festas lindas" de vez em quando, só? Só? Mas é o que vem acontecendo. A maior parte das crianças e dos jovens não vão à igreja, não querem saber da Santa Missa de Domingo. Mas, se os pais também não vão...como é que eles hão-de ir??? E somos todos católicos, apostólicos e romanos!

Em que tempo nós estamos!
E que enganados andamos!
Ai, quando chegar a HORA DA VERDADE!

Brincadeiras, sim. Mas Fé e Esperança ainda mais. Não acham?
Pobres destas crianças que são convidadas pelos seus educadores a celebrar o Dia das Bruxas, mas não são convidadas nem acompanhadas para celebrarem a Fé, a Esperança, e a Vida Verdadeira e eterna.

Resende, 2 de novembro de 2016
Pe. Joaquim Correia Duarte

A Solenidade de Todos os Santos ajuda “entender” o Dia dos Fiéis Defuntos, que se celebra hoje, 2 de novembro.

A Solenidade de Todos os Santos ajuda “entender” o Dia dos Fiéis Defuntos, que se celebra hoje, dia 2 de novembro.
“Estes dois dias ensinam-nos o que é essencial e mais belo. Não caminhamos só para a escuridão do túmulo, mas para a luz plena de Deus”.
“Vamos a caminho da plenitude, da santidade, da semelhança com Deus”. “Estas duas celebrações lembram-nos a dimensão da eternidade que a nossa vida terrena tem”.
...
“A vida é breve e mede-se pelo saldo de solidariedade que levamos para a eternidade”.
É necessário cultivar a dimensão final “ao longo do tempo terreno” porque é nesse momento que se colhe o que se foi semeando.
As liturgias dos dois primeiros dias de novembro ajudam a “cultivar a memória, a vida interior e a ter consciência das raízes” e, por outro lado, “lembram o essencial da fé cristã".
"Somos configurados com Criso na morte, passamos pela cruz, mas participamos igualmente na ressurreição da vida nossa”.
(D. Manuel Pelino numa mensagem vídeo publicada na rede social Facebook)