quinta-feira, 20 de outubro de 2016

23/10/2016 - 30º Domingo do Tempo Comum – Ano C


No domingo passado, refletimos sobre a necessidade da Oração perseverante:
Um apelo muito atual ao homem moderno, tão ocupado e preocupado com tantas coisas, que quase não sobra tempo para si mesmo.
E o tempo que sobra gasta na TV ou outras diversões.
 
Mas não basta rezar, precisa rezar bem...
- E qual é o espírito que deve animar a nossa oração  para que seja agradável a Deus e proveitosa para nós?
 
As leituras da Liturgia de hoje  dão-nos uma resposta (Ver aqui):
 
Na 1ª Leitura, Deus afirma que escuta as súplicas dos HUMILDES:
"A oração do humilde penetra as nuvens..." (Eclo 35,15a-17.20-22a)
 
* A nossa oração só tem valor e é acolhida por Deus, quando parte de um coração pobre, humilde e justo e é solidária com todos os oprimidos e empobrecidos.
 
Na 2ª Leitura, Paulo, velho, preso, condenado à morte, medita e reza sobre a sua VIDA... (1Tm 4,6-8.16-18)
"Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé..."
 
* É o testamento de alguém que está com a consciência do dever cumprido e aguarda com humildade e confiança  a recompensa de Deus.
 
No Evangelho, Jesus mostra a ORAÇÃO HUMILDE de um pecador, que se apresenta diante de Deus de mãos vazias, mas disposto a acolher o Dom de Deus. (Lc 18,9-14)
 
- Os destinatários da Parábola do Fariseu "santo" e do Publicano "pecador" são: "alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros".
- Os dois rezam no Templo: um espera a recompensa e o outro a misericórdia...
  O modo de rezar dos dois é bem diferente:
  O Fariseu pelo caminho do orgulho, o Publicano pelo caminho da humildade.
 
+ O FARISEU: na frente... "de pé"... reza satisfeito pelo que é e pelo que faz:
- Sua oração é longa: é uma arrogante exaltação de si.
  Agradece a Deus por não ser como os demais, nos quais só vê erros e pecados.
- É autossuficiente: não precisa de Deus e despreza os irmãos.
  A sua Salvação não é dom de Deus, mas conquista de suas "boas obras".
 
+ O PUBLICANO: no fundo... de cabeça baixa... batendo no peito...
   Reconhece com humildade a soberania de Deus e a própria pequenez...
   Ele precisa de Deus e aceita a salvação que Deus lhe oferece.  
   - Sua oração é breve: resume-se em pedir perdão:
     "Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador..."
 
+ À primeira vista, daria a impressão que o fariseu era mau e o publicano bom.
No entanto, o fariseu era "bom praticante" e o publicano praticava injustiças.
Mas, quem se comportava bem foi condenado e o pecador voltou "justificado".
O fariseu ofereceu suas obras, o publicano sua miséria e seus pecados...
 
- E Jesus conclui:
  "Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado".
 

A Parábola fala-nos  de DOIS TIPOS de Pessoas:

 
+ O Fariseu é modelo do homem "justo", cumpridor de todas as leis, que leva uma vida impecável. Ninguém o pode acusar de ações contra Deus, nem contra os irmãos. Está contente por não ser como os outros.
Vai à missa todos os domingos... Paga o dízimo... Confessa de vez em quando... Mas na confissão "não tem pecados". Só tem boas obras a declarar...
Na Oração, ao invés de louvar a Deus, louva-se a si mesmo e despreza o pecador.
Umas práticas religiosas bem observadas lhe dão a segurança da salvação.
 
   * CRISTO quer uma religião em espírito e verdade, com o mandamento do amor.
 E ele a reduz a umas obrigações, para estar em dia com Deus...
 

+ O Publicano é modelo do homem humilde, que se reconhece pecador.

Sente necessidade de Deus, confia nele e lhe oferece seu pobre coração abatido.
 
* Aceita com humildade os meios da Confissão, da Missa e da Comunhão.
   Não se considera melhor do que os outros... Nem os julga...
 
+ Os novos Fariseus...
 
O FARISAÍSMO é uma atitude religiosa que nos impede de ver-nos como somos e deturpa nossa relação com Deus e com os irmãos.
Ninguém está isento da contaminação dessa perene soberba humana.
 
PUBLICANOS são todos aqueles que tomam consciência de seus erros e pedem perdão.
 
+ Quais são os sentimentos que animam o nosso coração na oração?
   - Do Fariseu ou do Publicano?
   - Como pretendemos voltar para casa?
 
- Será que muitas vezes não imitamos a posição de suficiência do fariseu?
- Ao invés de escutar Deus e suas exigências, preferimos convidá-lo a que admire a boa pessoa que somos?
- Não seria melhor,  colocar-nos ao lado do publicano,  reconhecendo com humildade nossa condição de pecadores,   confiando na misericórdia de Deus?
 
Assim voltaremos para casa participando mais perfeitamente
de sua justiça e de sua santidade.
 
Com este espírito, continuemos a nossa oração, para que ela seja realmente agradável a Deus e proveitosa para nós.
                                   Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 23-10-2016

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Papa lembra responsabilidade missionária de cada católico

Dia Mundial das Missões 2016 vai ser celebrado no próximo domingo
Foto: OMP
O Papa recordou hoje no Vaticano a celebração do Dia Mundial das Missões, que a Igreja vai assinalar este domingo, apelando ao compromisso missionário de cada católico.
Irmãos e irmãs, no próximo domingo vamos celebrar o Dia Mundial das Missões, ocasião preciosa para refletir sobre a urgência do compromisso missionário da Igreja e de cada cristão”, disse, durante a audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro.
Também nós somos chamados a evangelizar no ambiente em que vivemos e trabalhamos”, acrescentou Francisco, falando a cerca de 35 mil peregrinos.
A Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões 2016, divulgado em maio deste ano, sublinhava a importância da evangelização em contextos de dificuldades, saudando a “crescente presença feminina” na ação missionária da Igreja Católica.
“Sinal eloquente do amor materno de Deus é uma considerável e crescente presença feminina no mundo missionário, ao lado da presença masculina”, refere Francisco.
O texto intitulado ‘Igreja missionária, testemunha de misericórdia’ assinala que muitas mulheres, leigas ou consagradas, estão empenhadas em vários campos da missão, desde “o anúncio direto do Evangelho ao serviço sociocaritativo”.
Ao lado da obra evangelizadora e sacramental dos missionários, aparecem as mulheres e as famílias que entendem, de forma muitas vezes mais adequada, os problemas das pessoas e sabem enfrentá-los de modo oportuno e por vezes inédito”, sublinha.
Francisco elogia, a este respeito, uma acrescida atenção “centrada mais nas pessoas do que nas estruturas” e o “cuidado dos pobres”, a “capacidade de empatia com os mais pequenos, os descartados, os oprimidos”.
A mensagem liga o Dia Mundial das Missões de 2016 à celebração do Jubileu da Misericórdia (dezembro 2015-novembro 2016), convidando os católicos a “levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus a toda a família humana “.
O Dia Mundial das Missões cumpre este ano o seu 90.º aniversário e o Papa Francisco recorda que as dioceses católicas são chamadas a destinar as ofertas que se recolhem nessa data às “comunidades cristãs necessitadas de ajuda”.
Agência ecclesia


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Vai reunir o Conselho Pastoral Paroquial


Convocatória

Convocam-se os membros do Conselho Pastoral Paroquial para uma reunião a efetuar no próximo dia 21 de outubro de 2016 (sexta-feira) no Centro Paroquial, pelas 20.30 horas, com a seguinte ordem de trabalhos:
 

1. Leitura e possível aprovação da ata da reunião anterior.

2. Avaliação do Plano Pastoral 2015/2016.

3. Análise e votação do Plano Pastoral 2016/2017

4. Inauguração do Centro Paroquial

5. Procissões da Semana Santa

6. Outros assuntos (relacionados com os povos e os grupos que representam e com a vida paroquial).

Tarouca, 8 de outubro de 2016.

O Pároco 

Observação:

Pede-se a cada representante dos GRUPOS que traga as ações que cada GRUPO pretenda incluir no novo Plano Pastoral.

 Pede-se igualmente a presença de todos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

17 de outubro - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza


“Unamos as nossas forças, morais e económicas, para lutar em conjunto contra a pobreza que degrada, ofende e mata tantos irmãos e tantas irmãs”, disse o Papa antes da oração mariana do Ângelus, este domingo.

Ver  aqui

domingo, 16 de outubro de 2016

Durante a Hora de Inverno, não haverá a Missa do 3º domingo em Santa Helena


Durante os meses em que dura a "Hora de Inverno" - novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março - NÃO haverá o terço e a Missa do 3º domingo em Santa Helena. Por norma, o barzito também estará fechado.
Durante estes meses, a Missa da Irmandade de Santa Helena será no terceiro domingo de cada mês, às 8 horas, na Igreja Paroquial.
Em Abril, querendo Deus, voltaremos a Santa Helena para a Missa do 3º domingo, às 17 horas.


Lembramos que no último domingo de outubro, muda a hora, entrando a Hora de Inverno.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Semana das missões 2016 (16 a 23 de outubro)


Espírito Santo,
que desceste sobre os apóstolos
e os fizeste anunciadores do Evangelho: 

derrama os teus dons sobre cada um de nós
e torna-nos sensíveis aos apelos
e às necessidades dos nossos irmãos; 

desperta nos corações
das famílias, das crianças, dos jovens e adultos
o ideal missionário; 

dá força e coragem a todos quantos
se entregam totalmente
ao serviço da MISSÃO.
Ámen

Igreja missionária, testemunha de misericórdiahttps://saomiguelcomunidade.files.wordpress.com/2011/10/missoes1.png
O Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que a Igreja está a viver, proporciona uma luz particular também ao Dia Mundial das Missões de 2016: convida-nos a olhar a missão ad gentes como uma grande, imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material. Com efeito, neste Dia Mundial das Missões, todos somos convidados a «sair», como discípulos missionários, pondo cada um a render os seus talentos, a sua criatividade, a sua sabedoria e experiência para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira. Em virtude do mandato missionário, a Igreja tem a peito quantos não conhecem o Evangelho, pois deseja que todos sejam salvos e cheguem a experimentar o amor do Senhor. Ela «tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho» (Bula Misericordiae Vultus, 12), e anunciá-la em todos os cantos da terra, até alcançar toda a mulher, homem, idoso, jovem e criança.
Cada povo e cultura tem direito de receber a mensagem de salvação, que é dom de Deus para todos. E a necessidade dela redobra ao considerarmos quantas injustiças, guerras, crises humanitárias aguardam, hoje, por uma solução. Os missionários sabem, por experiência, que o Evangelho do perdão e da misericórdia pode levar alegria e reconciliação, justiça e paz. O mandato do Evangelho – «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (Mt 28, 19-20) – não terminou, antes pelo contrário impele-nos a todos, nos cenários presentes e desafios atuais, a sentir-nos chamados para uma renovada «saída» missionária, como indiquei na Exortação Apostólica Evangelii gaudium: «cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (n. 20).
(Da MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2016)


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

16 Outubro 2016 - 29º Domingo do Tempo Comum – Ano C




A Liturgia de hoje convida -nos a manter com Deus uma ORAÇÃO PERSEVERANTE.
Só assim será possível aceitar os projetos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos e acreditar no seu amor. 

Na 1a Leitura, MOISÉS não desiste de rezar. (Ex 17,9-13a)
O Povo de Deus está a caminho da Terra Prometida...
- Josué organiza seus homens para lutar contra os inimigos com as armas.
- Moisés, no alto da colina, de "mãos erguidas", faz uso da arma da Oração.
  Duas pessoas sustentam os braços cansados de Moisés.
  A vitória foi alcançada muito mais pelo auxílio de Deus,  do que pelo valor dos combatentes.
* Nas duras batalhas da vida, devemos contar com a ajuda e a força de Deus.
   Devemos manter, como Moisés, as "Mãos sempre erguidas" em oração,   sem nos deixar vencer pelo cansaço. 

Na 2a Leitura, PAULO indica uma fonte preciosa que alimenta a Oração: A Sagrada Escritura:
 "Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar,  para corrigir, para educar na justiça... Por ela, o homem de Deus  se torna perfeito, preparado para toda a boa obra". (2Tm 3,14-4,2)
 * A Bíblia é o fundamento da fé e o vigor das comunidades.
A Instrução bíblica constitui o equipamento vital do homem de Deus, aos ministros da Palavra, uma preparação conveniente, para que ela se torne atraente e chegue ao coração dos ouvintes.
O Documento de Aparecida afirma:
"Uma maneira privilegiada de ler a Bíblia é a LEITURA ORANTE DA BÍBLIA...Bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento do mistério de Jesus-Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus-Senhor do universo". (DA 249)  

No Evangelho, a VIÚVA não desiste de implorar. (Lc 18,1-8)
"Para mostrar a necessidade de REZAR SEMPRE, e nunca desistir", Jesus contou aos discípulos uma PARÁBOLA:
- Uma viúva injustiçada pede justiça... mas o juiz não lhe dá ouvidos...
   Ela tanto insiste, que o juiz acaba atendendo.
   A insistência da viúva vence a indiferença do juiz iníquo.
- Se até um homem mau cede diante de um pedido incessante,  quanto mais Deus, que é justo e santo, nos atenderá e salvará...
  A Oração deve ser um Diálogo insistente e contínuo...
* Deus está sempre atento aos nossos pedidos,  mesmo quando "parece" insensível aos nossos apelos, aos nossos clamores por justiça. Geralmente temos pressa...
   Ele sabe a hora e o momento para cada coisa.
   A nós resta moderar a impaciência e confiar totalmente nele. 

+ "REZAR SEMPRE"...
 - Significa nunca interromper o DIÁLOGO com Deus,   mesmo no aparente silêncio de Deus.
   "É a presença silenciosa de Deus na base   do nosso pensamento, da nossa reflexão e do nosso ser, que impregna toda a nossa consciência". (Bento XVI)
- Nesse diálogo, Deus transforma os nossos corações e   aprendemos a nos entregar nas mãos de Deus e confiar nele.
  Se interrompermos esse contado, se deixarmos "cair os braços",   logo fracassaremos. 

+ A Oração não é uma fórmula mágica
   para levar Deus a fazer nossa vontade ou até nossos caprichos.
   Não é um simples ato de piedade, ou expressão do sentimento;  mas antes um ato de fé e de amor,  que nos abre ao DIÁLOGO COM DEUS. 

+ Rezar é CONVERSAR com Deus: Falar e Escutar...
   As Orações não precisam de palavras complicadas.
   Existem orações escritas que rezamos, mas também as orações  que são feitas quando queremos conversar com Deus do nosso jeito.
   Deus é o nosso melhor amigo e gosta de nos ouvir. 

+ Rezar é fazer SILÊNCIO profundo
   para ouvir Deus, acolher a sua Palavra  e assim nos dispor a fazer a sua vontade... 

+ Rezar é uma RESPOSTA vivencial e verbal,
   que poderá assumir várias FORMAS: Ação de graças... Contemplação...  
   Profissão de fé... Declaração de entrega... Pedido... 

+ UM DESAFIO: (convite): 
     Nesta semana: encontrar todos os dias um tempo sagrado   para uma Oração (conversa) pessoal com Deus...
    A Oração perseverante ajudará a ser "Discípulos-Missionários"  

"Igreja missionária, testemunha de misericórdia":
Com essa mensagem para o Dia Mundial das Missões, o Papa nos convida a olhar a Missão "como uma grande e imensa obra de misericordiosa quer espiritual, quer material."                      
Recordemos o compromisso missionário da Igreja, rezando pelos missionários e dando a nossa oferta pelas missões.

                                    Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 16.10.2016

Aí está o novo Nº do Sopé da Montanha


Leia, assine e divulgue o Sopé da Montanha.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

11 de outubro - São João XXIII


* São João XXIII. É difícil encontrar alguém com uma humanidade tão santa. E com uma santidade tão humana!
* João XXIII, o Papa bom, um Papa que encantava pelos seus gestos, que tinha um ar (e um porte) de verdadeiro pai. Sem desdouro para ninguém (antes pelo contrário), João XXIII é uma das minhas referências de vida. João XXIII não está longe da Igreja. Ele está no coração dos crentes. Está no coração dos homens.
* Passados uns dias da sua eleição, João XXIII anota no seu diário: «Esta manhã devo receber cardeais, muitos príncipes e membros importantes de governos. Mas, de tarde, quero passar alguns instantes com homens comuns. que não possuam nenhum título nem nenhuma dignidade senão a de serem seres humanos e filhos de Deus». E é neste espírito que, um dia, se dirige a operários e a agricultores: «Não viestes ver o filho de um rei nem de um imperador nem de um grande deste mundo, mas um padre que, filho de gente pobre, foi chamado pelo Senhor para carregar o peso do pontificado supremo».
* O Papa Bom não podia deixar de insistir na centralidade da bondade. «Não há nada mais excelente que a bondade. A inteligência humana pode procurar outros dons eminentes, mas nenhum deles se pode comparar à bondade». E, atenção, «o exercício da bondade pode sofrer oposição, mas acaba sempre por vencer porque a bondade é amor e o amor tudo vence».
* «Ser manso e humilde não é a mesma coisa que ser fraco e negligente». Esta frase pertence ao Papa João XXIII. A mansidão aparenta ser ingénua, mas não deixa de ser incómoda. Aprendamos com Jesus. Ele foi mansamente incómodo e incomodamente manso.
* Como se calcula, foi fatigante para João XXIII o dia 11 de Outubro de 1962. Inaugurara-se o Concílio Vaticano II.
O Santo Padre tem necessidade de repousar. Passado o tempo combinado, o secretário passa pelo quarto para despertar o Sumo Pontífice. Só que este não responde. Estava na capela.
Como vos sentis, Santo Padre? - inquire Loris Capovilla.
Com o que o Senhor me proporcionou, sinto-me bem. Mas, mais do que nunca, necessito de colóquio interior e de oração prolongada. Nós não somos nada. É o Senhor quem faz tudo.
À noite, ocorre uma procissão de velas na Praça de S. Pedro. João XXIII resolve vir à janela do apartamento e dirige-se à multidão como só ele sabia. Termina assim: Quando voltardes a vossas casas, encontrareis aí os vossos filhos. Fazei-lhes uma carícia e dizei-lhes: «É a carícia do Papa.
* Já perto da agonia, a morte veio a 3 de Junho de 1963, o Papa João XXIII continuava a comover o mundo. Ernesto Balducci escreveu: «Quando Deus manda homens como o Papa João, não será certamente para que se escrevam livros sobre ele, mas para que seja impossível continuarmos a viver e a pensar como se ele nunca tivesse vivido»!
* Quando, em Março de 1963, disseram a João XXIII que não havia esperança de recuperar da doença (tinha um cancro no estômago), o Papa virou-se para o secretário e pediu: «Ajudai-me a morrer como convém a um Papa», rogando que entregasse na Secretaria de Estado o dinheiro que tinha. «Desejo que o Senhor me encontre pobre, como sempre fui».
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Nesta terça-feira, 11 de Outubro, faz 54 anos que se iniciou em Roma o Concílio Ecuménico Vaticano II.
O Concílio decorreu em Roma (entre 1962 e 1965), mas parece que nunca terá chegado verdadeiramente até nós. Apercebemo-nos, seguramente, de alguns dos seus sinais (nomeadamente a Missa em português), mas creio que ainda não chegamos a penetrar no coração das suas propostas.
Sucede que o principal contributo do Vaticano II foi redespertar a nossa atenção para a centralidade de Deus e de Jesus Cristo. Reconduziu-nos, portanto, para as fontes da fé.
O Concílio Vaticano II descreve-nos a fé como uma resposta à proposta de Deus.
A Igreja, em primeira instância, não é uma organização dirigida por uma estrutura. Antes de mais e acima de tudo, a Igreja é a presença no tempo do mistério eterno de Deus, desvelado em Jesus Cristo.
É assim que a Igreja, na diversidade de tarefas realizadas pelos seus membros, é uma fraternidade de crentes e de discípulos. Não são um mundo à parte, mas uma parte do mundo. Partilham as suas tristezas e comungam das suas esperanças.
É a linguagem do mundo que a Igreja deve falar até porque é ao mundo que ela é chamada a dirigir-se.
Por conseguinte, a Igreja não está numa batalha contra o mundo. Ela tem de constituir uma presença solidária no mundo, alertando para as suas injustiças e não desistindo de o apoiar nos seus sonhos.
Daí que Karl Rahner tenha apontado o Concílio como um «novo começo». Precisamente porque ele procurou extrair toda a força que nos vem dos começos, dos tempos de Jesus e dos Apóstolos.
Sobre o Concílio Vaticano II, são muitos os comentários, o que é bom, mas são poucos os estudos, o que é pena. Ambos são necessários, até porque se enriquecem mutuamente.
Para haver comentários, é mister haver estudos. Caso contrário, tudo arrisca a pairar sobre a espuma de umas aproximações fugidias, pouco consistentes.
O Concílio não entrou em choque com o passado. Não eliminou as heranças do passado (nem sequer a Missa em Latim, que pôde e pode continuar a ser celebrada).
Ao mesmo tempo, franqueou as portas ao presente e abriu as janelas ao futuro.
Já não é pouco. É bastante. É o bastante!
João António Teixeira, in facebook



domingo, 9 de outubro de 2016

A fé simples da Santíssima Mãe de Deus


“Conservemos intimamente esta fé simples da Santíssima Mãe de Deus; peçamos-Lhe a graça de saber voltar sempre a Jesus e dizer-Lhe o nosso obrigado pelos inúmeros benefícios da sua misericórdia.” - Papa Francisco

Papa vai criar 17 novos cardeais a 19 de novembro


Ver aqui

sábado, 8 de outubro de 2016

Abertura Solene da Catequese 2016/2017

PARÓQUIA DE S. PEDRO DE TAROUCA
 Missa de início da Catequese Paroquial
Compromisso de pais, catequizandos e catequistas...

Informações
Envio

 
 
8 de outubro. Com a Eucaristia, começa a Catequese Paroquial 2016/2017.
Iniciou-se a Missa, com o apoio do projector. No início da celebração, o pároco contextuou-a  no âmbitos do Plano Pastoral Paroquial e da  Catequese Paroquial.
Especial participação do 10º ano de catequese e seus catequistas nas monições e em vários momentos da Missa. Leituras feitas pelos catequistas.
Na homilia, o presidente da assembleia, no rasto das leituras, falou sobre as 3 palavras mágicas em que o Papa insiste: "Obrigado, Por favor, Obrigado". 
Antes do Oração da Paz, teve lugar o compromisso de catequistas, catequizandos e pais, seguindo a recitação coletiva desta oração, de mãos dadas. A Paz como dom de Deus que se partilha e se recebe dos irmãos.
Finda a Eucaristia, foi projetada, analisada e partilhada a "Carta de um filhos a todos os pais". Depois a coordenadora da catequese, D. Alda, explicou a pais e filhos as linhas de orientação da catequese paroquial e foram apresentados os catequistas de cada ano catequético.
Realizou-se então a chamada, apresentação e envio dos vários grupos da catequese, sendo entregue aos catequistas o plano da catequese aprovado na última reunião. Igualmente os catequistas do 7º ao 10º anos receberam a planificação das sessões de catequese.
Enquanto os grupos tinam o seu 1º encontro, os pais reuniam com o Pároco e a Condenadora da Catequese. Foram tratados temas como:
- Calendário das atividades catequéticas;
- Festa da Catequese que este ano ocorre no dia da inauguração do Centro Paroquial - 27 de novembro próximo;
- Possível junção das festas do Crisma e da Profissão de Fé no dia do Corpo de Deus no Salão do Centro Paroquial (assunto a rever, porque depende da disponibilidade do senhor Bispo);
- Procissões da Semana Santa;
- Lema do Ano Pastoral e outros assuntos diversos.
Seguidamente o Pároco e a Coordenadora acolheram os pais que quiseram pessoalmente expor as suas situações.
Tudo correu bem.
Bom ano catequético para todos.