segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Festa de Santa Tecla


 

15 anos depois, Valverde voltou a realizar a Festa em honra da sua padroeira, Santa Tecla.
Correu bem a Festa em honra de Santa Tecla, em Valverde, como é próprio de gente de bem.
Além dos foguetes, banda, conjuntos, as pessoas mostram-se acolhedoras, alegres e pacíficas.
No aspeto religioso, houve Missa solene e procissão no domingo, dia 4 de setembro.
Assinale-se, porque ajudou à vivência do ato religioso, a atuação do coral da banda. Num tempo de dificuldades, não é fácil organizar uma festa, por isso os mordomos são credores do reconhecimento das pessoas, mormente, como foi o caso, se preocupam em acolher as orientações da Igreja no que se refere às festas religiosas.
Refira-se que, ao longo do ano, várias foram as ações levadas a cabo pela comissão visando a aquisição de fundos para a festa. Entre elas, saliente-se a realização de almoços tradicionais que tiveram boa adesão da população.
Por tudo, Valverde está de parabéns.

sábado, 3 de setembro de 2016

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Madre Teresa de Calcutá é canonizada



Madre Teresa de Calcutá é canonizada, este domingo, pelo Papa Francisco, passados 19 anos, menos um dia, da sua morte, a 5 de setembro de 1997, aos 87 anos. Este é, por certo, o gesto que marcará, mais do que qualquer outro, o Ano da Misericórdia. Esta religiosa está na memória de todos, com a sua figura franzina, vergada por uma existência dedicada ao serviço dos mais pobres entre os pobres, mas sempre repleta de uma energia interior inexaurível: a energia do amor de Cristo. 
Deixemo-nos iluminar pelo seu exemplo, para seguirmos a Cristo, livres de tudo, de modo que nada nos estorve, “pois aquilo de que não precisamos só nos pesa” (Madre Teresa).

A misericórdia é, no seu núcleo, uma virtude espiritual, mas o Papa Francisco tem insistido, ao longo deste ano que, para ser autêntica, a misericórdia deve manifestar-se em ações concretas de serviço. Neste ano, somos chamados a redescobrir, a valorizar e a praticar, com alegria, as obras de misericórdia corporais e espirituais. Ora, poucas figuras católicas, alguma vez, e provavelmente nenhuma no seu tempo, ilustraram melhor esse impulso para a misericórdia concreta, do que Madre Teresa, desde os centros para doentes com SIDA às casas de acolhimento para crianças perdidas e refugiados. Não houve qualquer espécie de sofrimento humano a que ela não tivesse dado uma resposta prática. Nesse sentido, Santa Teresa de Calcutá ficará para sempre como uma espécie de "manual de como fazer misericórdia", em carne e osso, uma espécie de “guia do utilizador” para saber o que é, na prática, a misericórdia. Daqui por diante, o Papa Francisco não tem de oferecer qualquer explicação detalhada do que é a misericórdia; tudo o que tem de fazer é apontar para Madre Teresa e dizer-nos: «Procurai fazer como ela».  
Por tudo isto, não é temeridade dizer que o Ano da Misericórdia alcança, com esta canonização de Madre Teresa, o seu auge espiritual.



Papa propõe nova obra de misericórdia: o cuidado com a casa comum

WEB - POPE FRANCIS - World day of Prayer for the care of Creation
mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração e Cuidado da Criação, celebrado em 1º de setembro, é apresentada sob um único capítulo: “Usemos de misericórdia para com a nossa casa comum”, dividida em 6 subtítulos.
Quando instituiu o Dia Mundial de Oração e Cuidado da Criação em 2015, ano do lançamento da Encíclica Laudato Si, Francisco explicou o porquê deste dia:
“Para oferecer a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade de renovar a adesão pessoal à sua vocação de guardiões da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos”.
No primeiro subtítulo que fala sobre a Terra que clama, o Papa recorda que 2015 foi o ano mais quente da história e que, provavelmente, 2016 será ainda mais.
“Como salienta a ecologia integral, os seres humanos estão profundamente ligados entre si e à criação na sua totalidade. Quando maltratamos a natureza, maltratamos também os seres humanos. Ao mesmo tempo, cada criatura tem o seu próprio valor intrínseco que deve ser respeitado. Escutemos ‘tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres’ e procuremos atentamente ver como se pode garantir uma resposta adequada”, destaca o Pontífice.
Conversão ecológica
A seguir, o Papa cita o Patriarca Bartolomeu que tem evidenciado os pecados contra a criação.
Neste ponto, Francisco pede em sua mensagem que “aprendamos a procurar a misericórdia de Deus para os pecados contra a criação que até agora não soubemos reconhecer nem confessar; e comprometamo-nos a dar passos concretos no caminho da conversão ecológica”,
A consciência ecológica, todavia, toma forma somente após algumas reflexões, explica o Papa:
“Depois de um sério exame de consciência e habitados por tal arrependimento, podemos confessar os nossos pecados contra o Criador, contra a criação, contra os nossos irmãos e irmãs”.
Mudar de rumo
“O exame de consciência, o arrependimento e a confissão ao Pai, rico em misericórdia, levam-nos a um propósito firme de mudar de vida”, destaca Francisco.
O Pontífice recordar algumas coisas práticas apresentadas por ele na Laudato Si e que cada um de nós pode fazer para respeitar a criação.
“Utilizar com critérios o plástico e o papel, não desperdiçar água, comida e eletricidade, diferenciar o lixo, tratar com zelo os outros seres vivos, usar os transportes públicos e partilhar o mesmo veículo com várias pessoas”.
A estas pequenas ações de grande importância somam-se os compromissos em nível global, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris.
“Os governos têm o dever de respeitar os compromissos que assumiram, enquanto as empresas devem responsavelmente cumprir a sua parte, e cabe aos cidadãos exigir que isto aconteça e também se aponte para objetivos cada vez mais ambiciosos”, exorta o Papa.
Nova obra de misericórdia
Ao concluir a mensagem, sob uma ótica holística da vida humana que na sua totalidade inclui o cuidado da casa comum, Francisco diz:
“Tomo a liberdade de propor um complemento aos dois elencos de sete obras de misericórdia, acrescentando a cada um o cuidado da casa comum”.
E explica:
“Como obra de misericórdia espiritual, o cuidado da casa comum requer ‘a grata contemplação do mundo’, que ‘nos permite descobrir qualquer ensinamento que Deus quer nos transmitir por meio de cada coisa’. Como obra de misericórdia corporal, o cuidado da casa comum requer aqueles ‘simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo’ e se manifesta o amor ’em todas as ações que procuram construir um mundo melhor’”.
Fonte: aqui

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

04/09/2016 - 23º Domingo do Tempo Comum - Ano C


Leituras: aqui

Conselhos do Papa Francisco para ir à Missa com crianças

Choros ou gritos das crianças podem atrapalhar, mas a comunidade deve incentivar a participação de toda família
conselhosdopapafrancisco
“Chata!” Respondi à minha avó quando me perguntou sobre o que eu havia achado da Missa. Na época, eu tinha uns seis anos. E olha que cresci em uma família católica, frequentando Missas e catequeses! Recordo que ir à Missa, muitas vezes, representava uma soneca durante a  homilia, pipocas doces e coloridas ou sorvete no fim. Confesso que minha participação não era exemplar, porém, creio que essa liberdade na participação foi ajudando a semear a fé em meu coração e em minha mente.
Conforme concluiu o Concílio Vaticano II, a Eucaristia é a fonte e ápice da vida cristã.  Conscientes da suma importância desse sacramento, muitos pais ficam preocupados se seus filhos estão participando da Missa de maneira adequada ou ainda se não estão atrapalhando as pessoas ao redor. Afinal, olhares de recriminação são rapidamente percebidos. Paciência e coragem! Vejam seis conselhos do Papa Francisco para continuarmos indo à Missa com nossas crianças:

1. O que fazer quando a criança chora?

“O choro da criança é a voz de Deus, é a melhor oração”, afirma o Papa Francisco. Disse que, quando alguém fica incomodado ao ver uma criança chorando na igreja e pede para retirá-la, está apagando a voz de Deus. “As crianças choram, fazem barulho em todos os lugares. Mas nunca podemos expulsar as crianças que choram na igreja”, completa. Afinal, o pedido de Jesus é claro: “Deixem as crianças virem a mim”.

2. O que fazer quando a criança sentir fome?

“Amamente-os, não se preocupem”, ensina. Muitas mães ficam constrangidas diante da necessidade de alimentar seus filhos. “Vocês mães dão leite às suas crianças e, mesmo agora, se eles chorarem por estarem com fome, amamente-os, não se preocupem”, disse o Papa em uma celebração na Capela Sistina. Nesses momentos, rezem por tantas mães pobres do mundo que não conseguem alimentar sua família.

3. Como ensinar as crianças?

O Santo Padre recorda que tudo depende da atitude que temos para com as crianças. Francisco questiona se o que se ensina às crianças com as palavras é vivido por quem transmite a fé. “Com as palavras não serve… Hoje, as palavras não servem! Neste mundo da imagem, todos estes têm telefone e as palavras não servem… Exemplo! Exemplo!”, exorta o Papa.

4. Como deve ser a oração das crianças?

“Rezem ao Senhor, rezem à Nossa Senhora, para que ajudem vocês neste caminho da verdade e do amor. ‘Vocês entenderam? Vocês vieram aqui para ver Jesus, de acordo? Ou deixamos Jesus de lado?’ (As crianças respondem: ‘não!’). Agora, Jesus vem ao altar. E todos nós O veremos! Neste momento, devemos pedir a Ele que nos ensine a caminhar na verdade e no amor”, ensina Francisco.

5. Coração das crianças: lugar de oração

O Papa destaca ainda gestos muito delicados, como quando as mães ensinam os filhos pequenos a mandarem um beijo a Jesus ou a Nossa Senhora. Falo disso em meu livro ‘Papa Francisco às Famílias, os segredos para a conquista de um lar feliz’: “Quanta ternura há nisso! Naquele momento, o coração das crianças se transforma em lugar de oração. E é um dom do Espírito Santo. Não nos esqueçamos nunca de pedir este dom para cada um de nós, porque o Espírito de Deus tem aquele seu modo especial de dizer, nos nossos corações, ‘Abá’ – ‘Pai’. Ele nos ensina a dizermos “Pai” propriamente como o dizia Jesus, um modo que nunca poderemos encontrar sozinhos.”

Uma graça oferecida a todos

Não entendendo direito o significado do que está acontecendo, os pequenos têm dificuldade de ficar sentados e tranquilos durante uma hora (tempo que costuma durar uma celebração dominical). Choros ou gritos de crianças parecem interromper a sacralidade das funções. Criança é criança. Não teria sentido fingir uma participação, fazer caras e bocas, já que o significado da celebração se aprende com o tempo.


O que nos consola é saber que, na Missa, há uma graça comunitária e pessoal oferecida a todos. Na Eucaristia, o Espírito Santo transforma pão e vinho em Corpo e Sangue de Cristo, agindo na comunidade para torná-la Corpo no Senhor. Meus pais e avós conseguiram transmitir a mim a fé, minha maior herança. Agora, é minha vez de transmitir a fé ao meu filho e às novas gerações. Claro, não estou sozinho, conto com pessoas mais experientes como meus familiares e amigos de caminhada.
Fonte: aqui

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Já faz parte da Liga dos Amigos de Santa Helena da Cruz/2016? Quantos amigos já arranjou para esta Liga de Amigos?


37 anos de padre, 25 dos quais ao serviço da Paróquia de São Pedro de Tarouca

15 de Agosto de 1979. Sé Catedral de Lamego, 11 horas.
Com mais dois colegas, fui ordenado sacerdote.
Já lá vão 37 anos e parece que foi ontem!...
Evoco a alegria, o contentamento, a paixão, a convicção, o sonho - e porque não - as ilusões dessa primeira hora.
Evoco a simpatia e a alegria contagiante de familiares, conterrâneos, amigos e pessoas das paróquias onde havia estagiado.
Experimento a gratidão para com todos os que me ajudaram na caminhada para o sacerdócio: pais, familiares, O senhor Arcebispo, D. António Xavier Monteiro que sempre me acolheu e me ordenou, o seminário (mestres e companheiros), paróquias (de nascimento e onde estagiei), amigos e tanta outra gente...
E sobretudo louvo o Senhor que se lembrou da minha limitação e me chamou.

37 anos depois, a mesma paixão pelo sacerdócio, agora mais temperada por anos de experiência.
37 anos depois, e cônscio dos meus limites, imperfeições e fraquezas, quero dizer do fundo da alma: "Aqui estou, Senhor! Para louvar e agradecer, bendizer e proclamar Deus trino de Amor."
Peço-Te, Deus de bondade, que renoves continuamente em mim a alegria e a disponibilidade da primeira hora. Não me deixes cair na rotina nem no instalamento. Perdoa as minhas faltas e fraquezas e aceita a vontade de te amar e, por Ti, servir meus irmãos até ao fim.
Obrigado, Senhor, por tudo. Por tanto!


Mãe do Céu, que feliz coincidência! Nasci num dia 13 e fui ordenado na Solenidade da tua Assunção. Tens sido na minha vida  porto seguro,  ajuda sentida,  carinho e  alento. Quanto tenho para te agradecer, louvar e bendizer!
Por Ti me consagro a Deus, a Ele me entrego.
Obrigado, Santa Mãe!

Destes 37 anos de sacerdócio, 25 foram ao serviço da Paróquia de São Pedro de Tarouca. Um quarto de século!...
Que paciência a desta gente que há 25 me atura!
Como eu gostava de te servir melhor, comunidade paroquial tarouquense!
Obrigado pela amizade, compreensão e familiaridade.
Enquanto Deus e a Igreja assim o entenderem, vamos continuar a caminhar juntos, rumo à ambição de que Cristo seja tudo em todos.
Com Maria, a Senhora das Dores, com Santa Helena, com São Pedro, o Padroeiro, queremos procurar  acolher o Cristo que nos salva, Ele que é o Pastor das nossas vidas. E por Ele, procuraremos ser uma comunidade cada vez mais evangelizada e evangelizadora.
Caros paroquianos, permiti só uma palavra, que brota cá de dentro: gosto muito de vós.


Muito obrigado!
-A todas as pessoas que, através das novas tecnologias ou pessoalmente tiveram uma palavra de amizade pelo aniversário de ordenação sacerdotal.
-Aos paroquianos que, no fim das Eucaristias, me vieram saudar.
- Àquelas assembleias dominicais, que finda a Eucaristia, cantaram os parabéns.


Entendo que o aniversário natalício tem um cunho mais pessoal. Mas entendo igualmente que o aniversário da Ordenação Sacerdotal tem um claro cunho comunitário. O Padre é ordenado para o serviço da comunidade. Logo compete à comunidade saber reconhecer isso. Seja o pároco A, B ou C.
O Padre não tem mulher nem filhos, porque a comunidade é a sua família. E o encanto familiar também se vive e se manifesta nestes gestos.
E não pensemos que a iniciativa tem que vir deste ou daquele, deste ou daquele grupo. Não. Pertence a TODA A COMUNIDADE!
O Pároco

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Vem aí o Domingo, seguido de Dia Santo!


Dia 14 de agosto é DOMINGO.
Dia 15 de agosto é Dia Santo. Solenidade da Assunção de Nossa Senhora.


Dos Cinco Mandamentos da Igreja Católica, o 1º Mandamento diz:
Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho.

domingo, 7 de agosto de 2016

Reunião do Arciprestado de Armamar/Tarouca

Reuniu na tarde de 7 de agosto o Arciprestado de Armamar/Tarouca, sob a presidência do Arcipreste, P.e Mergulhão.
Após um tempo de oração, seguiram-se as informações do Colégio de Arciprestes.

Reflexões: 
1. Analisou-se o ano pastoral em curso e ficou a conhecer-se o tema, a nível diocesano, do ano pastoral 2016/17: "Ide e anunciai a Boa Nova a toda a criatura". A nível arciprestal, salientaram-se a Jornada Diocesana da Juventude, realizada em Santa Helena, e o 1º Encontro do Conselho Pastoral Arciprestal.
 2. Projetando o próximo ano pastoral, foram apresentadas algumas ideias.
3. Neste Ano Santo da Misericórdia, o Arciprestado fará a sua Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa em 2 de outubro próximo, começando aí pelas 16 horas. Seguir-se-á um convívio, pelo que as pessoas devem levar o seu farnel.
Embora, certamente, muita gente se vá deslocar em carro próprio, haverá ainda a possibilidade do autocarro. Quem desejar utilizar o autocarro deve inscrever-se meados de setembro. No caso da Paróquia de São Pedro de Tarouca, junto do sr. José Oliveira.
A reunião terminou com a partilha de uma refeição fraterna.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Igreja portuguesa celebra 44ª Semana Nacional das Migrações de 7 a 14 de agosto




0 rosto da criança interrompe a rotina do nosso quotidiano e interpela-nos. Evoca, a infinidade de crianças desaparecidas, e outro tanto de menores desacompanhados.
  

O rosto da família recorda-nos tantas famílias que buscam legítimas condições de vida, proteção, concretização de sonhos, sonegados pelo egocentrismo, pela lentidão burocrática aliada à falta de decisão política, por medos e suspeitas intoleráveis, que agravam o drama de milhares de migrantes e refugiados, que nos espaços a que estão confinados interpelam as sociedades e os Estados.  

Milhares de pessoas viram as suas vidas transtornadas e, por razões alheias à sua vontade, denunciam a falta de paz, a miséria, as desigualdades sociais e territoriais, a corrupção, os diversos perigos acumulados durante o seu percurso migratório. O fenómeno migratório recorda-nos que o planeta terra é a nossa casa comum, património de toda a humanidade, e que os povos estão interligados. E por esse motivo também ao nível dos Estados precisamos de nos encontrar e construir uma política mais humana, que sirva a promoção da dignidade das pessoas, famílias e povos. Sociedades, países e grupos que se fecham e erguem barreiras estão doentes e necessitam de cuidados. O terrorismo, o tráfico de pessoas, a exploração laborai e sexual são chagas conhecidas que carecem de um combate urgente.
 

Diante de inúmeras questões, medos, suspeitas e desconfianças, o imperativo ético de acolher e integrar concretiza-se em iniciativas e manifestações de solidariedade de cidadãos e instituições da sociedade civil que, movida pela compaixão, recorda que a nossa humanidade não está adormecida nem é indiferente, e redescobre localmente o poder da cooperação, para responder a questões complexas, onde todas as instituições civis, estatais, religiosas e cidadãos são imprescindíveis.
 

É no encontro que se promove a paz e a justiça tão necessárias. É no encontro que o rosto da misericórdia se revela. E uma vez acolhido no humano se converte em lei. A misericórdia é o único caminho capaz de resgatar a nossa humanidade. A misericórdia alarga horizontes de fraternidade e recorda-nos que a fragilidade da nossa condição restabelece-se em gestos de proximidade
 

O acolhimento é o gesto e atitude interior que resgata da morte, cuida e devolve a vida. Na perspetiva de quem é acolhido, encontra naquele que não é indiferente, o rosto do bom samaritano, que reconhece naquele que sofre e está abandonado à própria sorte um irmão, uma pessoa que merece ser socorrida, abrigada e protegida, independentemente da sua nacionalidade ou credo.
 

O diálogo é o caminho a percorrer e a aprofundar, rumo à cultura do encontro que constrói verdadeiras fraternidades sem fronteiras culturais e religiosas, nomeadamente entre comunidades unidas pelo Deus da Misericórdia.
 

A misericórdia tem um rosto que para os cristãos converge para Cristo, que se encontra simultaneamente nos migrantes e refugiados, mas também naqueles que, à semelhança do Bom Samaritano, não são indiferentes ao seu próximo.
  

Este ano a peregrinação dos migrantes ao Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 de agosto, promovida pela Comissão Episcopal e a OCPM, irá ser presidida pelo Senhor Arcebispo D. Angelo Vincenzo Zani, Secretário da Congregação para a Educação Católica e no domingo, dia 14 de agosto, dia em que as nossas paróquias e comunidades cristãs são convidadas a celebrar a Eucaristia em ação de graças pelos migrantes e pelo trabalho pastoral que a Igreja desenvolve em favor dos mesmos, recordamos que o ofertório consignado reverte em favor da pastoral da mobilidade humana da Igreja em Portugal. Será também o dia da Jornada de Solidariedade em prol das migrações.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Intenções de oração do Papa Francisco para o mês de agosto


A Santa Sé publicou as intenções de oração do Papa Francisco para agosto, dedicadas ao desporto como caminho de encontro entre os povos, e para que os cristãos vivam a exigência do Evangelho.
A intenção universal da Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração) para o mês de agosto de 2016 é: “Para que o desporto seja uma oportunidade de encontro fraterno entre os povos e contribua para a causa da paz no mundo”.
Além disso, sua intenção de evangelização para este mês é: “Para que os cristãos vivam o seguimento do Evangelho dando testemunho de fé, de honestidade e de amor pelo próximo.”
ORAÇÃO
Deus Pai,
todos os teus filhos são chamados, na sua diversidade,
a colaborar na construção de um mundo melhor.
Não apenas através dos assuntos políticos e económicos,
mas também nos momentos de encontro e lazer.
Nos grandes eventos desportivos, cria-se um exemplo de comunhão e partilha,
um sinal de que é possível construir a paz.
Também peço para que a minha vida seja um testemunho coerente da minha fé,
em atitudes de honestidade e amor para com o meu próximo.
Pai-Nosso; Ave-Maria; Glória… 
DESAFIOS PARA ESTE MÊS:
- Viver os momentos de desporto e lazer como oportunidade de saudável convívio e respeito pela diferença.
- Ver, na minha vida, onde estou
a ser pouco coerente com a minha fé e procurar mudar as minhas atitudes.
- Dedicar este mês a uma atenção maior ao desafio da honestidade para com os mais próximos, para com as instituições, o meu país e as suas leis, etc.

Mais um Nº do Sopé da Montanha ((Junho/Julho)


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