quarta-feira, 11 de maio de 2016

Quem é o Espírito Santo?



O Espírito Santo é uma das três pessoas da Santíssima Trindade. É Deus com o Pai e o Filho com o Pai e o Filho recebe a mesma adoração e glória, como afirma desde há séculos o Símbolo Niceno-Constantinopolitano. Consubstancial com o Pai e o Filho, é inseparável deles, tanto na vida íntima da Trindade como no seu dom de amor ao mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia o seu Verbo, envia também o seu Sopro: missão conjunta na qual o Filho e o Espírito Santo são diversos mas inseparáveis. Sem sombra de dúvida, Cristo é quem se manifesta, Imagem visível de Deus invisível, mas é o Espírito Santo quem o revela.
(Catecismo da Igreja Católica, 687-689)


As designações do Espírito Santo
Jesus, ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, chama-Lhe o «Paráclito», advogado. «Paráclito» traduz-se habitualmente por «Consolador», sendo Jesus o primeiro consolador (15). O próprio Senhor chama ao Espírito Santo «o Espírito da verdade». Além do seu nome próprio, que é o mais empregado, nos Atos dos Apóstolos e nas cartas dos Apóstolos, encontram-se outras designações. S. Paulo refere-se ao Espírito da promessa, Espírito de adoção, Espírito de Cristo, Espírito do Senhor. Espírito de Deus, e em S. Pedro, Espírito de glória.

(Catecismo da Igreja Católica, 691-693)



Como atua na vida do cristão?
“Ninguém pode dizer: ‘Jesus é o Senhor!’ sem a inspiração do Espírito Santo”, diz S. Paulo na Epístola aos Coríntios. E na Epistola aos Gálatas: “Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama Abá, ó Pai!”. O conhecimento da fé não é possível a não ser no Espírito Santo. Para entrar em contacto com Cristo, é necessário primeiramente ter sido atraído pelo Espírito Santo. O Espírito Santo, com a Trindade Beatíssima, vem inabitar na alma pelo sacramento do Batismo. O Espírito Santo com a sua graça é quem nos desperta “primeiro” para a fé e nos inicia na vida nova que pressupõe conhecer o único Deus verdadeiro e o seu enviado, Jesus Cristo.

(Catecismo da Igreja Católica, 737-742)

terça-feira, 10 de maio de 2016

Domingo próximo: Solenidade do Pentescostes

Veja AQUI   a explicação de cada símbolo.

E O ESPÍRITO SANTO DESCEU SOBRE OS APÓSTOLOS E MARIA SANTÍSSIMA REUNIDOS NO CENÁCULO
 
No dia de Pentecostes, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja é manifestada ao mundo.
 
“Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizará na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar a Igreja permanentemente.” Foi então que “a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação”. Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos.
(Catecismo da Igreja Católica)

Festa Concelhia do Emigrante 2016


Desde há alguns anos a esta parte, realiza-se a Festa do Emigrante no Concelho de Tarouca em 10 de maio.
Para além da parte desportiva e da projeção de um filme no Auditório, salienta-se a homenagem aos Emigrantes no Monumento que  lhes é dedicado (junto ao Centro Escolar) e a celebração da Eucaristia na igreja Paroquial de Tarouca, animada por um coral concelhio e presidida pelo missionário/emigrante P.e José Guedes,  seguida de almoço-convívio num restaurante local.
Saliente-se que esta é uma iniciativa da Câmara Municipal de Tarouca.
Marcada pela simplicidade, pela alegria e pela confraternização, esta atividade correu bem.
Tarouca é um concelho marcado por uma forte corrente migratória. Por isso este terra não pode esquecer os seus cidadãos migrados.
Mas a pergunta põe-se sempre. Qual será a melhor altura para a festa dos emigrantes? Nesta altura, está um grupo que merece toda a atenção. Mas os outros? Os outro??? Mesmo dos que estão por cá nesta época do ano, muitos não compareceram...
A Paróquia de Tarouca tem imensos emigrantes. Segundo sei, estariam pouquíssimos na festa, porque não estão por cá nesta altura.
Sei que está lavrado em ata que a Festa do Emigrante é no dia 10 de maio. Mas não deverá a lei estar atenta à realidade?  Acima da lei estão as pessoas.
Talvez pensar na festa do emigrante noutro contexto, mais envolvente e inclusivo.
A festa dos emigrantes terá maior interesse se for inclusiva, vivida na comunhão com os residentes. Assim em cada ano, juntamente com a homenagem junto ao Monumento que lhes é dedicado, a Missa e o convívio deveriam decorrer numa freguesia diferente do concelho e não sempre na mesma. E a Missa poderia ser a paroquial. Assim se estreitariam os laços de comunhão entre os cidadãos deste concelho.
Têm a palavra a Câmara, a Assembleia Municipal, os emigrantes e a comunidade concelhia.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Igreja Católica mobiliza atenção para a ecologia na «Semana da Vida» 2016

Iniciativa vai decorrer entre 15 a 22 de maio
A Igreja Católica vai celebrar de 15 a 22 de maio a ‘Semana da Vida’ 2016, centrada na ecologia, com o objetivo de que a sociedade assuma “a responsabilidade, a grandeza e a urgência da situação histórica”.
“A degradação que causamos à nossa casa comum resulta da degradação humana que se processa em conjunto”, escreve a Comissão Episcopal Laicado e Família no guião da ‘Semana da Vida’ enviado à Agência ECCLESIA.
A comissão, através do Departamento Nacional da Pastoral Familiar, considera que o Papa “acordou” as pessoas de “um certo torpor e uma alegre irresponsabilidade” quanto à questão da ecologia, através da Encíclica ‘Laudato Si’.
“Francisco quer transmitir-nos a sua confiança: nem tudo está perdido porque nada anula por completo a abertura ao bem, à verdade e à beleza, nem a capacidade de reagir que Deus continua a animar no mais fundo dos nossos corações”, desenvolve a reflexão.
Na encíclica ‘Laudato Si’, o Papa realça que na família se “cultivam os primeiros hábitos de amor e cuidado da vida” - o uso correto das coisas; a ordem e a limpeza; o respeito pelo ecossistema local e a proteção de todas as criaturas.
O departamento da Comissão Episcopal Laicado e Família “teve em mente” que cada Igreja doméstica é o “espaço mais propício para se ler e meditar” o documento papal, sem esquecer “outros grupos e muito menos as comunidades eclesiais”.
O guião, disponível no sítio online http://leigos.pt/, foi preparado para “ajudar a valorizar” momentos pessoais e comuns de reflexão, interioridade e partilha com uma agenda com propostas para cada dia entre 15 e 22 de maio; sugestões para a Eucaristia dominical, com preces para a Oração Universal; a meditação dos Mistérios do Rosário; a Oração cristã com a criação, do Papa Francisco e um guia de leitura da ‘Laudato Si’.
O Departamento Nacional da Pastoral Familiar deseja que a ‘Semana da Vida’ resulte para todos em “jubilosa celebração da vida acolhida, agradecida e partilhada”, proporcionando o encontro com a ecologia integral.
In agência ecclesia

domingo, 8 de maio de 2016

Castanheiro do Ouro - Comissão Pró-Capela


Em 2 de maio de 2016, a competente autoridade diocesana nomeou a nova Comissão Pró-Capela do Castanheiro do Ouro. É assim constituída:
Valdemar de Carvalho Pereira
Edgar Lopes Osório Lima
Isabela Maria Ferraz
Arcelino Miguel Dias Costa
José Américo dos Santos Castro
José Duarte Pereira
Licínio Manuel Oliveira Almeida


Agradecemos à antiga Comissão Pró-Capela do Castanheiro do Ouro todos os esforços levados a cabo com vista à construção da Capela de Santa Apolónia, no Castanheiro do Ouro, único povo da Paróquia de S. Pedro de Tarouca que ainda não tem o seu templo.
Esperamos que a nova Comissão, em comunhão com a população, possa concretizar este velho anseio dos castanheirenses.  Unidos, decididos, vencedores, sintonizados com o povo, generosos no esforço e na dedicação, os elementos nomeados dinamizarão todo o processo  "construção da Capela de Santa Apolónia" e no fim sentirão a agradável sensação de vitória e de terem ajudado a realizar o anseio de todo um povo.
O desafio tem as suas complicações, mormente no contexto da crise que atravessamos. Mas não digamos a Deus que temos um grande problema. Digamos antes ao nosso problema que temos um grande Deus.
Todas as pessoas de bem sabem que, só puxando todos para o mesmo lado, conseguiremos. A divisão é a primeira inimiga do sucesso.
A unidade pressupõe  a generosidade  e o contributo de todos.


Paroquia de São Pedro de Tarouca - Semana de 8 a 15 de maio




* Dia 10, Festa Municipal do Emigrante. Missa na Igreja às 11h.


* Dia 11, Começa a catequese para os meninos da Profissão de Fé. Na Igreja às 18.30h


* Dia 12, Procissão de Nossa Senhora de Fátima. Começa às 20.45h com a Missa na Senhora das Necessidades. Depois, na Igreja, terá lugar a bênção das crianças com menos de 3 anos. Os pais devem levá-las para a capela-mor.


*Domingo, dia 15:
- o 3º domingo do mês. Missa em Santa Helena às 17h
- Reunião de pais dos meninos que vão fazer a Profissão de Fé e a 1ª Comunhão, às 15h, na Igreja.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O Papa tem um sonho para a Europa

Francisco recebeu o Prémio Carlos Magno e revelou o seu sonho para o "velho continente".

A Europa está cansada, mas pode voltar a ganhar vida e transformar-se, disse o Papa Francisco esta sexta-feira ao receber o Prémio Carlos Magno.
Apesar das dificuldades que afligem o “velho continente”, Francisco mantém um olhar positivo sobre ele e não desiste de sonhar a Europa como uma mãe que cuida e protege os seus filhos e os seus irmãos.
“Sonho uma Europa jovem, capaz de ainda ser mãe: uma mãe que tenha vida, porque respeita a vida e dá esperanças de vida. Sonho uma Europa que cuida da criança, que socorre como um irmão o pobre e quem chega à procura de acolhimento porque já não tem nada e pede abrigo. Sonho uma Europa que escuta e valoriza as pessoas doentes e idosas, para que não sejam reduzidas a objectos de descarte porque improdutivas. Sonho uma Europa, onde ser migrante não seja delito, mas apelo a um maior compromisso com a dignidade de todos os seres humanos.”
Francisco considera actual o projecto dos fundadores da Europa, cuja identidade é e sempre foi dinâmica e intercultural e que aposta na construção de pontes e não de muros.
Pela vida, pela integração
Neste contexto, o Papa defende um novo humanismo assente em três capacidades: integrar, dialogar e gerir urgências que começam desde cedo, nas escolas.
“A paz será duradoura na medida em que armarmos os nossos filhos com as armas do diálogo, lhes ensinarmos a boa batalha do encontro e da negociação. Desta forma, poderemos deixar-lhes em herança uma cultura que saiba delinear estratégias não de morte, mas de vida, não de exclusão, mas de integração”, afirmou Francisco.
“Esta cultura do diálogo, que deveria constar em todos os currículos escolares como eixo transversal das disciplinas, ajudará a incutir nas gerações jovens uma forma de resolver os conflitos diferente daquela a que os temos habituado”, concluiu.
Para o renascimento de uma Europa cansada, mas ainda rica de energias e potencialidades, diz ainda o Papa, a Igreja tem um contributo a dar. A sua tarefa e missão consiste em anunciar o Evangelho e sair ao encontro das feridas do homem, levando-lhe a presença de Jesus e a sua misericórdia.
Um gesto pela paz
O Prémio Carlos Magno foi estabelecido em 1949, após a II Guerra Mundial. A distinção, considerada como uma das mais importantes na Europa, tinha sido outorgada ao Papa João Paulo II, em 2004. A Santa Sé explica que o Papa aceitou a distinção a título “totalmente excepcional”, como gesto simbólico para que “a Europa trabalhe pela paz”.
A cerimónia de entrega contou com a presença dos presidentes da Comissão, do Parlamento e do Conselho Europeus, respectivamente, Jean-Claude Juncker, Martin Schulz e Donald Tusk.
A distinção foi entregue a Francisco pelo presidente da Câmara de Aachen, na Alemanha, Marcel Philipp, e por Jurgen Linden, da Fundação Carlos Magno, na Sala Regia do Palácio Apostólico, no Vaticano.
Fonte: aqui

quarta-feira, 4 de maio de 2016

50º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


A Igreja celebra em 8 de maio o Dia das Comunicações Sociais e o Papa mais uma vez publicou uma Carta Pastoral para nos ajudar a reflectir o tema proposto para este ano: "Comunicação e Misericórdia – um encontro fecundo".
A escolha deste tema foi naturalmente determinada pelo Jubileu extraordinário da Misericórdia e sem dúvida, o Santo Padre deseja que o Dia Mundial das Comunicações Sociais nos ofereça uma ocasião propícia para reflectir sobre as sinergias profundas entre comunicação e misericórdia.
O Tema evidencia que uma boa comunicação pode abrir um espaço para o diálogo, para uma compreensão recíproca e a reconciliação, permitindo que desta maneira brotem encontros humanos fecundos. Num tempo em que a nossa atenção tantas vezes se volta para os encontros e desencontros que a comunicação social provoca e estimula, este tema quer concentrar-se sobre o poder das palavras e dos gestos para superar as incompreensões, para curar as memórias, para construir a paz e a harmonia.
Mais uma vez o Papa Francisco nos quer ajudar a descobrir que no coração da comunicação existe, antes de tudo, uma profunda dimensão humana. Comunicação que não é somente uma "actual ou moderna tecnologia, mas uma profunda relação interpessoal".
As redes sociais, hoje tão em voga, devem ser usadas para aproximar as pessoas e não para as desunir, para ajudar a construir fraternidade e paz e não um ambiente de guerrilha e provocação. Não gosto nada de ver que o que as pessoas mais partilham são frases ou pensamentos de desconfiança nos outros ou de factos negativos.

Comuniquemos o que edifica e constrói um mundo melhor!
Fonte: aqui

terça-feira, 3 de maio de 2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Intenções de oração do Papa Francisco para o mês de maio


A Santa Sé publicou as intenções de oração do Papa Francisco para maio, mês de Maria, dedicadas ao respeito à mulher e à difusão do Santo Rosário nas famílias e comunidades.
A intenção universal do apostolado da oração do Santo Padre para o mês de maio de 2016 é: “Para que, em todos os países do mundo, as mulheres sejam honradas e respeitadas, e seja valorizado o seu imprescindível contributo social.”
Além disso, sua intenção de evangelização para este mês é: “Para que se difunda nas famílias, comunidades e grupos a prática de rezar o santo Rosário pela evangelização e pela paz”.

domingo, 1 de maio de 2016

Teixelo: Nossa Senhoras da Ajuda

Dia 1 de maio, início do Mês da Mãe de Deus e Dia das Mães. O povo de Teixelo celebrou a sua Padroeira, Nossa Senhora da Ajuda.
Após a Eucaristia na capela, seguiu-se a procissão com o andor da bela Imagem de Nossa Senhora da Ajuda pelas ruas da povoação.
Teixelo é um dos povos mais pequeninos e despovoados desta comunidade paroquial, mas as pessoas são simples, participativas e acolhedoras. E foi na simplicidade que quiseram louvar, bendizer e proclamar a Virgem Maria.
Parabéns à comissão, a todos os que colaboraram, ao povo.

sábado, 30 de abril de 2016

Festinha do Pai Nosso

As crianças do 1º ano de catequese fizeram em 30 de abril a sua Festinha do Pai Nosso.
Estavam felizes os petizes!
Bom trabalho dos catequistas.
Porque se estava na véspera do  Dia da Mãe, também foi sinalizada a data. E os pequenos disseram, alto e bom som, que gostavam bué das suas mães.
Parabéns as pequenos, seus pais e catequistas.

O Dia da Mãe é já amanhã



Conselho Económico analisa e aprova as contas da Igreja 2015

Em 29 de abril, reuniu o Conselho Económico da Paróquia de São Pedro de Tarouca para analisar as contas da Paróquia (Igreja Paroquial, Santa Helena e Centro Paroquial) referentes ao ano de 2015.
As contas foram aprovadas e serão apresentadas à comunidade neste fim-de-semana.
Da análise das contas, sobressai:
- O saldo 2015 é negativo, como é totalmente compreensível, já que as obras do Centro Paroquial são um sorvedouro de dinheiro.
- A despesa de manutenção (apenas esta) referente à Igreja Paroquial, Santa Helena e Centro Paroquial ronda os 9 mil euros anuais!

OBRAS
- As obras decorrem ao ritmo previsto, estando marcada a inauguração do Centro Paroquial para 27 de novembro, dia em que serão crismados os jovens que estão a frequentar o 10º ano.
- Foram combinados alguns trabalhos e assumidas algumas tarefas tendo em vista o andamento das obras.
- Analisaram-se alguns materiais e recheios.

SANTA HELENA
- Tendo em conta a Jornada Diocesana da Juventude - 20/21 de maio -, o Conselho Económico dará o apoio logístico possível.
- As instalações de Santa Helena estão abertas ao domingo à tarde, desde que entrou a hora de Verão, tendo-se procedido gratuitamente a uma limpeza geral das mesmas.

APOIOS
- O Conselho Económico sublinhou a colaboração da Câmara Municipal que reconheceu e enalteceu. Também a Junta da União de Freguesias Tarouca/Dalvares merece todo o reconhecimento.
- Igualmente se salienta a generosidade de algumas pessoas e instituições desta comunidade.

PEDIDO
- Estamos a terminar. Não nos falte a ajuda generosa das pessoas e empresas nesta fase das obras.
- Emigrantes, não falteis à chamada!
- Um bocadinho mais de generosidade de todos! Também dos críticos!
Então deixaremos aos nossos descendentes o que nós não herdámos.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Vem aí o 1º dia de maio







Dia um de maio de 2016
- Começa o Mês de Maria, a Mãe de Misericórdia
- É o Dia de S. José Operário e Dia Mundial do Trabalhador
- Inicia-se o o Mês do Coração
- É Dia da Mãe
- Maio é o Mês das Flores


Neste 1º dia do Mês das Flores, muita gente vai ficar só pelo Dia da Mãe. Claro que as mães merecem. Tudo!


Mas o dia é importante para todos. O mundo do trabalho mexe com cada um. O desemprego, a emigração, o trabalho precário, os baixos ordenados,  a situação do trabalhador na empresa, tantas vezes não visto como pessoa, o compadrio no acesso ao emprego ou na subida na carreira, a situação dos trabalhadores que não têm voz, etc... Ninguém se realiza sem a dignidade de um trabalho.
S. José, o operário, modelo de dedicação à profissão e de dignidade profissional.


Começa o Mês de Maria. Neste Ano Santo da Misericórdia, somos convidados, a dirigirmo-nos à Mãe de Misericórdia como quem   procura,  quer,  agradece, aceita a Misericórdia de Deus como Maria o fez.


Maio, mês do Coração. É preciso cuidar do "motor" do nosso corpo. É que as doenças do coração continuam a matar imenso.
Mas cuidar do coração significa também ver como anda a temperatura do amor na nossa vida. Amamos? Compreendemos e ajudamos tanta gente que não se sente amada, respeitada, compreendida, estimulada?
No namoro, no casal, na vida social, quanta gente a sofrer de doenças de amor!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Batismo – Inconsistências

articulos-2013031103
O Baptismo não é um rito mágico que tudo resolve e faz. Também não é um direito que todos temos, sem mais não. Também não é uma oportunidade para arranjar uns compadres simpáticos a quem devemos ou de quem esperamos favores. Também não é uma festa tradicional que se organiza para juntar a família e os amigos, num seleccionado restaurante, em data em que todos possam estar. O Baptismo é um Dom de Deus e é uma dádiva da Igreja que nunca merecemos nem agradeceremos suficientemente, e é também um Compromisso de Vida com Jesus e com a Igreja, que se assume para sempre: os adultos, por si; os pais e os padrinhos pelas crianças.


Veja o texto todo. Vale a pena.
aqui

6º Domingo do Tempo Pascal - Ano C


Leituras: aqui


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Parábola do Bom Samaritano


Em resposta, disse Jesus: "Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes tiraram-lhe as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto. Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e  disse-lhe: 'Cuida dele. Quando eu voltar, pagarei todas as despesas que tiver'.
"Qual destes três  foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?" "Aquele que teve misericórdia dele", respondeu o perito na lei.
Jesus lhe disse: "Vai e faz o mesmo".
Lucas 10:30-37


Pois...
O sacerdote e o levita até cumpriram a lei que dizia que não se deviam aproximar do sinistrado para não contraírem impureza legal.
Perante o sinistrado, o sacerdote e o levita perguntaram: "O que é que diz a lei?"
Perante o sinistrado, o samaritano perguntou: "De que precisa este irmão?"


Tantas vezes que somos próximos da lei e tão afastados do próximo!


"Nunca nos esqueçamos: perante o sofrimento de tanta gente consumida pela fome, pela violência e as injustiças, não podemos permanecer como espetadores. Ignorar o sofrimento do homem significa o quê? Significa ignorar Deus!” - Papa Francisco



terça-feira, 26 de abril de 2016

Papa defende mais protagonismo para os leigos na Igreja


O Papa apelou a um maior protagonismo dos leigos na vida da Igreja Católica, numa mensagem divulgado hoje pelo Vaticano, e alertou ainda para as consequências do “clericalismo”.
“Faz-nos bem recordar que a Igreja não é uma elite dos sacerdotes, dos consagrados, dos bispos, mas que todos formamos o santo povo fiel de Deus. Esquecermo-nos disto acarreta vários riscos e deformações”, assinala, numa carta enviada ao presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina (CAL).
Francisco recorda o encontro que teve com a assembleia plenária da CAL, em março, sobre a importância do compromisso dos leigos na vida pública.
O Papa alude a uma “famosa expressão”, ‘esta é a hora dos leigos’, e diz a este respeito que “parece que o relógio parou”.
O pontífice argentino entende que a Igreja gerou uma “elite laical”, na qual apenas se consideram leigos “comprometidos” aqueles que “trabalham em coisas ‘dos padres’”.
“Muitas vezes caímos na tentação de pensar que o leigo comprometido é aquele que trabalha nas obras da Igreja, nas coisas da paróquia ou da diocese, e pouco refletimos como acompanhar um batizado na sua vida pública e diária”, lamenta.
A mensagem observa, por isso, que é necessário combater o “clericalismo”, que leva quem não seguiu a vida religiosa ou sacerdotal “como ‘mandatário’” e “coarta as diferentes iniciativas” e mesmo “ousadias necessárias para poder levar a Boa Nova do Evangelho a todos os âmbitos da atividade social e, especialmente, política”.
Francisco dá como bom exemplo o caminho seguido na América Latina naquilo que define como “pastoral popular”, ajudando as pessoas a viver a sua fé “no aqui e no agora”.
Esta pastoral popular, prossegue, implica “uma ação que não fica ligada à esfera íntima da pessoa, mas que, pelo contrário, se transforma em cultura”.
Agência ecclesia

segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril: Igreja Católica deu prioridade à procura do «seu espaço no novo quadro social»

Alfredo Teixeira rejeita ideia de um «sobressalto religioso» após a revolução e destaca a novidade do pluralismo em contexto crente

O professor universitário Alfredo Teixeira Alfredo Teixeira disse à Agência ECCLESIA que o 25 de abril não causou “um sobressalto religioso” na sociedade, num período em que a Igreja Católica soube procurar o “seu espaço no novo quadro social”.
Em entrevista publicada na última edição do Semanário Eclesia, o investigador do Centro de Estudos de Religiões e Culturas da Universidade Católica Portuguesa (UCP) afirmou que a Igreja Católica “acabou por ter um papel muito importante na estabilização deste período revolucionário”.
“Não podemos dizer que o 25 de Abril tenha causado um sobressalto religioso na sociedade portuguesa, antes de mais porque estamos num quadro de transformações que vêm de trás, mas a afirmação do pluralismo religioso na história da sociedade portuguesa sofreu uma aceleração notável”, referiu Alfredo Teixeira.
Para o professor da Faculdade de Teologia da UCP, foi decisivo para a história contemporânea o facto da Igreja Católica, como “instituição na sociedade com maior capacidade agregadora”, ter “percebido que a sociedade estava no quadro de uma transformação necessária e ter dado prioridade sobretudo à procura do seu espaço no novo quadro social”.
Alfredo Teixeira valoriza o facto da Igreja Católica “não ter tomado um partido”, preocupando-se sobretudo com a afirmação da sua “identidade”, num novo contexto, onde “não é a única no espaço público, mas uma entre outras”.
A “afirmação do pluralismo religioso” na sociedade após o 25 de abril constitui, para Alfredo Teixeira, um “impacto assinalável na sociedade portuguesa”, uma vez que no modelo político anterior, mesmo sendo um modelo de laicidade, “as minorias religiosas tiveram muita dificuldade em afirmar-se”.
Para o investigador da UCP, as consequências da revolução de Abril foram notórias não apenas no âmbito político, mas sobretudo no acesso a “liberdades individuais”, o que “não podia deixar de ter influência no campo religioso”, sendo o facto mais relevante o acesso ao divórcio civil pelos casados de acordo com os “ritos católicos”.
“A abolição dessa disposição na Concordata foi uma das primeiras medidas da revolução e diria que ela é simbolicamente, talvez, um dos emblemas mais importantes desta transformação”, sustentou Alfredo Teixeira, acrescentando que corresponde à afirmação “de uma prioridade de liberdade individual face a uma qualquer tutela moral do espaço público por parte da Igreja ou das Igrejas”.
Alfredo Teixeira considera que “a grande linha de transformação” do 25 de Abril na sociedade portuguesa está na “crescente afirmação do individuo face às instituições” e a “circunstância de afirmação das liberdades individuais” vai ao encontro de “uma experiência marcante no cristianismo”, uma vez que “exige uma tomada de posição do indivíduo crente”.
“O que encontramos com a experiência cristã é, claramente, algo que passa por isto: o crente tem de dizer ‘sim, creio!’”, sublinhou.
O teólogo e antropólogo Alfredo Teixeira analisa na última edição da revista ‘Communio’ as transformações religiosas que aconteceram em Portugal no contexto do 25 de abril de 1974 num artigo intitulado ‘A Revolução de abril num contexto de mudança religiosa. Destradicionalização e individualização’.
Agência Ecclesia

domingo, 24 de abril de 2016

Novidades na Equipa Responsável pelos Batismos




Paróquia de S. Pedro de Tarouca
Novidades na Equipa Responsável pelos Batismos


Em virtude do estado de saúde do sr. João Machado, que nos deve merecer, além da nossa oração, todo o respeito pelo seu momento atual, vai integrar a Equipa Responsável pelos Batismos nesta paróquia o Dr. Tozé Rodrigues a quem se agradece a disponibilidade para aceitar este importantíssimo serviço paroquial.


Esperamos que, em breve, o sr. João Machado, em equipa com o Dr. Tozé, possa assumir esta missão que tão bem tem desempenhado. 


Como contactar o Dr. Tozé para tratar de qualquer assunto referente ao Batismo?


Pelo email: tozerodrigues1@gmail.com  ou pelo telm. 965611121.


Lembramos que o Dr. Tozé é catequista, logo a melhor altura para o contactar pessoalmente é ao fim da catequese de sábado.


Durante a semana, dada a sua profissão, os interessados devem primeiro contactá-lo pelos meios acima referidos.


Por último, recordamos que, quando qualquer pessoa precisar de uma certidão de Batismo, Crisma, Matrimónio, Óbito ou estado livre, deve contactar o sr. José Oliveira, nosso sacristão, uma vez que os livros estão com ele.

sábado, 23 de abril de 2016

XXXI Jornada Diocesana da Juventude - Santa Helena.


Eu vou e tu? Alinhas?

O CASO DE VILA MARIM



No caso em análise, e em todos os outros casos do género, não seria mais sensato e agradável que este e todos os casais, antes de marcarem o almoço no restaurante, ter combinado com o seu pároco a data do Baptismo e as condições que devem ter os padrinhos? É que os pais são quem são, e a criança não pode ser prejudicada por isso; mas os padrinhos são quem os pais escolherem.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

MAIS DO QUE AS PALAVRAS, OS GESTOS!

Chegou ao Vaticano há três anos, e, desde a primeira hora, não parou de surpreender o mundo e até a própria Igreja que o escolheu para sucessor de Bento XVI. Mario Jorge Bergoglio, inspirado em São Francisco de Assis, adotou como Papa o nome de Francisco. A inspiração não se refletiu apenas no nome. O agir de Francisco identifica-se muito com o de Francisco de Assis. Nas palavras e nas obras.
São Francisco de Assis não se fechou em conventos como era comum nos religiosos do seu tempo, viveu em pregação itinerante. Renovou o catolicismo da altura, reconheceu os problemas dos seus semelhantes e de toda a Humanidade. Dedicou-se aos mais pobres dos pobres. Amou todas as criaturas chamando-as de irmãs.
Francisco marca o seu pontificado pela espontaneidade face aos protocolos, desde logo, o do Vaticano. Decidiu, por si só, onde e como queria viver. Trocou o palácio do Vaticano pela Casa de Santa Marta. Não alterou as maneiras, nem abdicou de grande parte das rotinas que tinha enquanto arcebispo de Buenos Aires. Teima em quebrar as regras de segurança para ir ao encontro e deixar que o encontrem. Afirma-se pela simplicidade e pela abertura constante. Pela alegria e pela ternura do abraço.
Este último Francisco não desiste da paz e do diálogo, do encontro e da proximidade. Insiste em ir às periferias e condena, numa linguagem que todos entendem, os males e os malfeitores do mundo, sejam políticos, criminosos, poderosos ou gente da Igreja. As questões sociais, ecológicas e humanitárias têm estado no centro do seu pontificado, particularmente os refugiados, os sem-abrigo, os presos, os idosos abandonados, as vítimas de tráfico humano e de perseguição religiosa. Tem pugnado pelo diálogo ecuménico, chama de irmãos os demais líderes religiosos e todas as pessoas de boa vontade. Exortou o mundo para a importância do amor e da alegria em família e para a necessidade de defender o planeta.
O Papa que veio "do fim do mundo" não se fica pelas palavras. Avança para gestos mesmo que sejam contra a corrente. São exemplo disso a paragem inesperada no Muro das Lamentações para rezar, durante a viagem apostólica à Terra Santa; o encontro, em Cuba, com o Patriarca Ortodoxo de Moscovo; os reiterados e humildes pedidos de comunhão plena entre católicos e ortodoxos. Mais recentemente, fez-se acompanhar pelo Patriarca Ecuménico de Constantinopla e pelo Arcebispo Ortodoxo de Atenas a um campo de refugiados na ilha grega de Lesbos, para falarem a uma só voz ao mundo sobre esta «crise de humanidade». No final, regressou ao Vaticano com três famílias muçulmanas refugiadas. Mais que as palavras, os gestos.
Qua a Igreja e o mundo se alinhem pelo exemplo de Francisco, seja o de Assis, seja o atual sucessor de Pedro.
Fonte: aqui

domingo, 17 de abril de 2016

Amor de mãe e de pai


« Recém-nascidas, as crianças começam a receber em dom, juntamente com o alimento e os cuidados, a confirmação das qualidades espirituais do amor. Os gestos de amor passam através do dom do seu nome pessoal, da partilha da linguagem, das intenções dos olhares, das iluminações dos sorrisos. Assim, aprendem que a beleza do vínculo entre os seres humanos mostra a nossa alma, procura a nossa liberdade, aceita a diversidade do outro, reconhece-o e respeita-o como interlocutor. (...) E isto é amor, que contém uma centelha do amor de Deus ».
 
Toda a criança tem direito a receber o amor de uma mãe e de um pai
Toda a criança tem direito a receber o amor de uma mãe e de um pai, ambos necessários para o seu amadurecimento íntegro e harmonioso. Como disseram os bispos da Austrália, ambos « contribuem, cada um à sua maneira, para o crescimento duma criança. Respeitar a dignidade duma criança significa afirmar a sua necessidade e o seu direito natural a ter uma mãe e um pai ». Não se trata apenas do amor
do pai e da mãe separadamente, mas também do amor entre eles, captado como fonte da própria existência, como ninho acolhedor e como fundamento da família. Caso contrário, o filho parece reduzir-se a uma posse caprichosa. Ambos, homem e mulher, pai e mãe, são « cooperadores do amor de Deus criador e como que os seus intérpretes ». Mostram aos seus filhos o rosto materno e o rosto paterno do Senhor. Além disso, é juntos que eles ensinam o valor da reciprocidade, do encontro entre seres diferentes, onde cada um contribui com a sua própria identidade e sabe também receber do outro. Se, por alguma razão inevitável, falta um dos dois, é importante procurar alguma maneira de o compensar, para favorecer o adequado amadurecimento do filho.
O sentimento de ser órfãos
O sentimento de ser órfãos, que hoje experimentam muitas crianças e jovens, é mais profundo do que pensamos. Hoje reconhecemos como plenamente legítimo, e até desejável, que as mulheres queiram estudar, trabalhar, desenvolver as suas capacidades e ter objectivos pessoais.
São as mães que testemunham a beleza da vida
Mas, ao mesmo tempo, não podemos ignorar a necessidade que as crianças têm da presença materna, especialmente nos primeiros meses de vida. A realidade é que « a mulher apresenta-se diante do homem como mãe, sujeito da nova vida humana, que nela é concebida e se desenvolve, e dela nasce para o mundo ». O enfraquecimento da presença materna, com as suas qualidades femininas, é um risco grave para a nossa terra. Aprecio o feminismo, quando não pretende a uniformidade nem a negação da maternidade.
Com efeito, a grandeza das mulheres implica todos os direitos decorrentes da sua dignidade humana inalienável, mas também do seu génio feminino, indispensável para a sociedade.
As suas capacidades especificamente femininas – em particular a maternidade – conferem-lhe também deveres, já que o seu ser mulher implica também uma missão peculiar nesta terra, que a sociedade deve proteger e preservar para bem de todos.
De facto, « as mães são o antídoto mais forte contra o propagar-se do individualismo egoísta. (...) São elas que testemunham a beleza da vida ».  Sem dúvida, « uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral. As mães transmitem, muitas vezes, também o sentido mais profundo da prática religiosa: nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende (...). Sem as mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo. (...)
Queridas mães, obrigado, obrigado por aquilo que sois na família e pelo que dais à Igreja e ao mundo ».
A mãe, que ampara o filho com a sua ternura e compaixão, ajuda a despertar nele a confiança, a experimentar que o mundo é um lugar bom que o acolhe, e isto permite desenvolver uma auto-estima que favorece a capacidade de intimidade e a empatia.
A figura do pai é indispensável
Por sua vez, a figura do pai ajuda a perceber os limites da realidade, caracterizando- se mais pela orientação, pela saída para o mundo mais amplo e rico de desafios, pelo convite a esforçar-se e lutar. Um pai com uma clara e feliz identidade masculina, que por sua vez combine no seu trato com a esposa o carinho e o acolhimento, é tão necessário como os cuidados maternos. Há funções e tarefas flexíveis, que se adaptam às circunstâncias concretas de cada família, mas a presença clara e bem definida das duas figuras, masculina e feminina, cria o âmbito mais adequado para o amadurecimento da criança.
Diz-se que a nossa sociedade é uma « sociedade sem pais ». Na cultura ocidental, a figura do pai estaria simbolicamente ausente, distorcida, desvanecida. Até a virilidade pareceria posta em questão. Verificou-se uma compreensível confusão, já que, « num primeiro momento, isto foi sentido como uma libertação: libertação do pai-patrão, do pai como representante da lei que se impõe de fora, do pai como censor da felicidade dos filhos e impedimento à emancipação e à autonomia dos jovens. Por vezes, havia casas em que no passado reinava o autoritarismo, em certos casos até a prepotência ».
Mas, « como acontece muitas vezes, passa-se de um extremo ao outro. O problema nos nossos dias não parece ser tanto a presença invasora do pai, mas sim a sua ausência, o facto de não estar presente. Por vezes o pai está tão concentrado em si mesmo e no próprio trabalho ou então nas próprias realizações individuais que até se esquece da família.
Não é saudável que sejam invertidas as funções entre pais e filhos
E deixa as crianças e os jovens sozinhos ». A presença paterna e, consequentemente, a sua autoridade são afectadas também pelo tempo cada vez maior que se dedica aos meios de comunicação e à tecnologia da distracção. Além disso, hoje, a autoridade é olhada com suspeita e os adultos são duramente postos em discussão. Eles próprios abandonam as certezas e, por isso, não dão orientações seguras e bem fundamentadas aos seus filhos. Não é saudável que sejam invertidas as funções entre pais e filhos: prejudica o processo adequado de amadurecimento que as crianças precisam de fazer e nega-lhes um amor capaz de as orientar e que as ajude a maturar.
Pai presente, sempre
Deus coloca o pai na família, para que, com as características preciosas da sua masculinidade, « esteja próximo da esposa, para compartilhartudo, alegrias e dores, dificuldades e esperanças.
E esteja próximo dos filhos no seu crescimento: quando brincam e quando se aplicam, quando estão descontraídos e quando se sentem angustiados, quando se exprimem e quando permanecem calados, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando voltam a encontrar o caminho; pai presente, sempre. Estar presente não significa ser controlador, porque os pais demasiado controladores aniquilam os filhos ». Alguns pais sentem-se inúteis ou desnecessários, mas a verdade é que « os filhos têm necessidade de encontrar um pai que os espera quando voltam dos seus fracassos. Farão de tudo para não o admitir, para não o revelar, mas precisam dele ». Não é bom que as crianças fiquem sem pais e, assim, deixem de ser crianças antes do tempo.
In A ALEGRIA DO AMOR, Papa Francisco



sábado, 16 de abril de 2016

VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES 2016

VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES 2016
«Igreja, mãe de vocações»
A Igreja é mãe de vocações. Esta afirmação é-nos dirigida pelo Papa Francisco na sua mensagem para a celebração do 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, partilhando o desejo de que todos os batizados pudessem, no decurso deste Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja, redescobrindo nela a vocação cristã e as formas particulares de a viver que nascem no meio do Povo de Deus e são dons da misericórdia divina.

Assim, na noite de 16 de abril, na Igreja Paroquial de Tarouca, diante do Senhor Ressuscitado em adoração eucarística, pedimos-lhe e que realize este desejo do Santo Padre.

Aos senhor Bispo dizemos obrigado por ter presidido.
Aos sacerdotes presentes, aos superiores dos 2 seminários, aos seminaristas, às Irmãs, aos leigos, ao bom grupo de jovens, a todos, a nossa felicitação por este momento com Cristo, o Bom Pastor.
Aos senhor Bispo dizemos obrigado por ter presidido.
Agradecemos a palavra de D. António e o testemunho das pessoas que o partilharam connosco.

Ao Departamento Diocesano da Pastoral Vocacional que promoveu esta vigília e escolheu a Igreja Paroquial de Tarouca como espaço para a sua realização, dizemos igualmente obrigado.

Senhor, que conheçamos a Vossa voz e a sigamos com alegria e generosidade!
Senhor, Tu que conheces cada um de nós pelo nome, insiste connosco, teima connosco para que Te digamos sim.