quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Celibato sacerdotal




En el 2013, el secretario de Estado vaticano, Pietro Parolin, se había atrevido a cuestionar la vigencia del celibato. "No es un dogma de la Iglesia y se puede discutir porque es una tradición eclesiástica", había dicho. Algo que también repitió el Papa en una entrevista a los medios al término de uno de sus viajes apostólicos.
In Religión Digital

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Mensagem do nosso Bispo para a Quaresma 2015

QUARENTA DIAS DE ORAÇÃO E 24 HORAS DE PERDÃO

 
  1. Na sua mensagem para esta Quaresma, o Papa Francisco lança um forte apelo contra a indiferença generalizada e globalizada, que se instala no nosso coração e o anestesia e endurece, tornando-nos insensíveis. A indiferença é, diz o Papa, uma reclusão mortal em nós mesmos, e desafia, por isso, as nossas paróquias e comunidades a serem ilhas de misericórdia no meio deste vasto mar de indiferença. E contra a dureza enrugada do nosso coração, o Papa propõe a beleza e leveza, sem rugas, da graça e do perdão, uma Igreja maternal, vigilante, compassiva e comovida, com «um coração que vê», como uma mãe sempre atenta, uma mão sempre estendida para manter entreaberta a porta do amor e do perdão, a porta de Deus (Salmo 106,23).
  1. Para tornar as coisas mais palpáveis e visíveis, o Papa propõe mesmo a realização de um «Dia do Perdão», 24 horas de reconciliação, a levar a efeito na Igreja inteira nos dias 13 e 14 de Março, de meia tarde a meia tarde, sob o lema: «Deus, rico de misericórdia» (Efésios 2,4). Peço, por isso, encarecidamente, a todos os sacerdotes que convoquem as comunidades paroquiais para este exercício de renovação das pautas do coração através da oração, da escuta atenta e qualificada da Palavra de Deus, da vivência da Eucaristia, do Sacramento da Reconciliação e da prática da caridade. Não deixemos de dar corpo e alma a este «Dia do Perdão», para o qual o Papa Francisco nos convoca.
  1. Façamos, amados irmãos e irmãs, do tempo da Quaresma um tempo de diferença, e não de indiferença. Dilatemos as cordas do nosso coração até às periferias do mundo, e que o nosso olhar seja de graça para os nossos irmãos de perto e de longe. Façamos um exercício de verdade. Despojemo-nos, não apenas do que nos sobra, mas também do que nos faz falta. Dar o que sobra não tem a marca de Deus. Jesus não nos deu coisas, algumas coisas para o efeito retiradas da algibeira, mas deu por nós a sua vida inteira. Dar-nos uns aos outros e dar com alegria deve ser, para os discípulos de Jesus, a forma, não excecional, mas normal, quotidiana, de viver (Atos 20,35; cf. Tobias 4,16). Como em anos anteriores, peço aos meus irmãos e irmãs das 223 paróquias da nossa Diocese de Lamego para abrirmos o nosso coração a todos os que sofrem aqui perto e lá longe.
  1. Neste sentido, vamos destinar uma parte da nossa esmola quaresmal para o Fundo Solidário Diocesano, para aliviar as dores dos nossos irmãos e irmãs de perto que precisam da nossa ajuda. Olhando para os nossos irmãos e irmãs de longe, vamos destinar outra parte do esforço da nossa caridade para apoiar os 25 Centros de Recuperação Nutricional (CRN) da Guiné Bissau. Esta mão de amor estendida até à Guiné Bissau traduz-se no apoio concreto a 60.000 crianças (dos 0 aos 6 anos), enquadradas em 10.000 famílias e 320 comunidades. Lembro que a mortalidade infantil (dos 0 aos 5 anos) atinge, na Guiné Bissau, a cifra altíssima de 27,4%, muito devido à subnutrição e parcos cuidados de higiene e de saúde. Estes 25 Centros de Recuperação Nutricional, geridos por Congregações Religiosas com a coordenação da Cáritas da Guiné Bissau, representam um pouco mais de esperança para as crianças guineenses. A Fundação Fé e Cooperação (FEC), que foi instituída em 1990 pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e pela Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), e que este ano celebra 25 anos de existência, diálogo, fé e cooperação, encontra-se também a trabalhar no terreno guineense, dando apoio a estes 25 Centros de Recuperação Nutricional. Serão os membros desta instituição da Igreja Católica que levarão a nossa esmola para as crianças da Guiné Bissau, e velarão pela sua eficaz aplicação. Esta finalidade da nossa Renúncia ou Caridade Quaresmal será anunciada em todas as Igrejas da nossa Diocese no Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.
  1. Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo, no início desta caminhada quaresmal de 2015, todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, salmistas, membros dos grupos corais, ministros da comunhão, membros dos conselhos económicos e pastorais, membros de todas as associações e movimentos, departamentos e serviços, todos os nossos seminaristas, todos os consagrados (em ano a eles consagrado), todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação muito especial a todos aqueles que tiveram de sair da sua e da nossa terra, vivendo a dura condição de emigrantes.
 
Lamego, 18 de Fevereiro de 2015, Quarta-feira de Cinzas
Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo e irmão,
+ António.

Campanha de emergência

Cáritas pede ajuda para agasalhar crianças refugiadas da Síria

A Cáritas Portuguesa vai levar a cabo uma Campanha Nacional de Apoio de recolha de roupa para as crianças refugiadas da Síria. A campanha tem início no próximo dia 18 de fevereiro e terminará a 25 de Fevereiro. O prazo é bastante limitado por se tratar de uma campanha de emergência que deixará de fazer sentido se as doações chegarem ao destino depois de terminar o Inverno (20 de março) naquela parte do globo.

Devido às baixas temperaturas sentidas muitas destas crianças estão a ter dificuldade em aguentar o Inverno. Já há, inclusivamente, o relato de algumas mortes devido a esta situação. Um exemplo destas dificuldades é bem recente. No dia 12 de Fevereiro de 2015 o campo de refugiados sírio, na região de Bekaa, no Líbano, foi fustigado pela tempestade Yohan. Durante a noite as temperaturas desceram até aos -6 graus. A Cáritas do Líbano identificou como necessário, para os refugiados, roupas quentes de Inverno e sapatos. Foram vistas muitas crianças descalças.

De acordo com dados oficiais, dos quase 4.000.000 de refugiados, dos quais aproximadamente metade são crianças, somente 400.000 estão em campos de refugiados. Ou seja, cerca de 3.600.000 vivem fora dos campos de refugiados. Destes refugiados, cerca de 1.300.000 têm abrigos sem qualidade, sendo apoiados durante os meses mais frios de Inverno pelas organizações de ajuda humanitária. No entanto, no total, mais de 2.400.000 de refugiados necessitam de bens de apoio para se prepararem para o Inverno, tais como abrigos, aquecimentos, combustível e vestuário quente, pois cerca de 90% dos refugiados que se abrigam nos países vizinhos da Síria não têm bens essenciais como roupa ou cobertores.

Esta iniciativa conta com o Alto Patrocínio do Ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, bem como com uma plataforma de parceiros, designadamente a Comunidade Islâmica de Lisboa, a Comunidade Ismaili, a Cruz Vermelha, a Cruz de Malta, a Câmara Municipal de Lisboa, o C.C.B. e muitas outras entidades da sociedade civil e do sector privado.

O objectivo desta campanha é dar expressão ao valor da solidariedade e da cooperação inter-religiosa perante uma emergência humanitária como a que atinge a população refugiada síria e mobilizar todos os esforços e os esforços de todos com um objectivo único, comum e partilhado: recolher vestuário, cobertores, mantas e agasalhos para as crianças sírias dos campos de refugiados, vítimas de um inverno excepcionalmente rigoroso e duro. Como a UNICEF chamava a atenção recentemente esta é a maior emergência dos últimos tempos para as crianças.

Apelamos aos Portugueses, independentemente da sua confissão religiosa, para contribuírem para esta campanha. A Cáritas Portuguesa está a mobilizar os recursos da rede Cáritas, em todo o território nacional, para executar esta campanha entre os dias 18 e 25 de fevereiro de 2015. Após esta data não poderão ser aceite doações para enviar para a Síria.

Participe! Precisamos do seu apoio!

1/3 Cáritas Diocesana de Lamego

Centro Pastoral Travessa dos Loureiros, S/N 5100-180 Lamego T: +351 254 688 512 | T: +351 914 072 613 E: caritas@diocese-lamego.pt www.caritas.pt/lamego NIPC: 501 422 579 NIB: 0045 3360 4016 8347 5194 2

 

Nível Local/ Diocesano

A Diocese de Lamego é composta por 14 concelhos, a saber: Armamar; Castro Daire; Cinfães; Lamego; Mêda; Moimenta de Beira, Penedono; Resende; S. João da Pesqueira; Sernancelhe; Tabuaço; Tarouca; V. N. Foz Côa e V. N. Paiva. Este é, portanto, o espaço de intervenção da Cáritas Diocesana de Lamego. É nesta área geográfica que lançamos esta campanha e contamos com todos para ajudar crianças e jovens que estão a morrer com frio!

. Operacionalização da recolha:

1 - Tipo de roupa que se pretende: roupa quente de Inverno em bom estado:

2 - Destinatários: crianças sírias refugiadas nos países vizinhos da Síria. Conforme o disposto no artigo 1, Parte 1, da Convenção Sobre os Direitos da Criança, são crianças todos os seres humanos com menos de 18 anos.

- Características obrigatórias da roupa a recolher: tem que estar lavada, sem manchas, sem cheiros; não pode estar rasgada, deteriorada ou de qualquer forma danificada; tem que estar devidamente dobrada.

- A roupa deve ser entregue, devidamente, acondicionada, em caixas limpas e sem cheiros.

3 - Peças de roupa que se pretende recolher: Botas (par)
Cachecóis
Gorros
Luvas (par)
Calças
Meias (par) e collants
Camisas
Pijamas
Camisolas
Sacos-cama
Camisolas interiores
Sapatos (par)
Casacos
Xailes
Tapetes
Cobertores
Edredons
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Centro Pastoral Travessa dos Loureiros, S/N 5100-180 Lamego T: +351 254 688 512 | T: +351 914 072 613 E: caritas@diocese-lamego.pt www.caritas.pt/lamego NIPC: 501 422 579 NIB: 0045 3360 4016 8347 5194 2

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2015

« Fortalecei os vossos corações» (Tg5,8)
Amados irmãos e irmãs!
Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é  sobretudo um « tempo favorável » de graça (cf. 2  Cor6,2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo  tenha dado: « Nós amamos, porque Ele nos amou  primeiro »  (1 Jo4,19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós,  conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa  procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada  um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente  dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos  interessam os seus problemas, nem as tribulações  e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração  cai na indiferença: encontrando-me relativamente  bem e confortável, esqueço-me dos que não estão  bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um  mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de  enfrentar.
Quando o povo de Deus se converte ao seu  amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios  mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta  Mensagem, é o da globalização da indiferença. Dado que a indiferença para com o próximo e  para com Deus é uma tentação real também para  nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada  Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz  para nos despertar. A  Deus  não  Lhe  é  indiferente  o  mundo,  mas  ama-o  até  ao  ponto  de  entregar  o  seu  Filho  pela  salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida  terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus,  abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão  que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos,  do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor  (cf. Gl 5,6).  O  mundo,  porém,  tende  a  fechar-se  em si mesmo e a fechar a referida porta através da  qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo  assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida. Por isso, o povo de Deus tem necessidade de  renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação,  gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.


1. « Se um membro sofre, com ele sofrem todos os  membros » (1 Cor12,26) – A Igreja.
Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu  testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus,  que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que  é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo  que antes experimentámos. O cristão é aquele que  permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele,  servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas  exemplificar  como  devemos  lavar  os  pés  uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem,  primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa  pessoa « tem parte com Ele » (cf. Jo 13,8), podendo  assim servir o homem. A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos  como  Ele.  Verifica-se  isto  quando  ouvimos  a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos,  nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que,  com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence  a um único corpo e, n’Ele, um não olha com indiferença o outro. « Assim, se um membro sofre,  com ele sofrem todos os membros; se um membro  é  honrado,  todos  os  membros  participam  da  sua  alegria » (1 Cor12,26). A Igreja é communio sanctorum, não só porque,  nela, tomam parte os Santos mas também porque é  comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que  nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons;  e, entre estes, há que incluir também a resposta de  quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas  santas, aquilo que cada um possui, não o reserva  só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo  mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não  poderíamos jamais, com as nossas simples forças,  alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para  que todos nos abramos à sua obra de salvação.


2. « Onde está o teu irmão? »  (Gn 4,9)– As paróquias e as comunidades
Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal  é  necessário  agora  traduzi-lo  na  vida  das  paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que  fazemos parte de um único corpo? Um corpo que,  simultaneamente, recebe e partilha aquilo que  Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal  pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas  que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada
(cf. Lc16,19-31)? Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções. Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu  na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura--se reciprocamente uma comunhão de serviços e  bens que chega até à presença de Deus. Juntamente  com os Santos, que encontraram a sua plenitude em  Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não  é triunfante, porque deixou para trás as tribulações  do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes  pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido  definitivamente a indiferença, a dureza de coração  e  o  ódio,  graças  à  morte  e  ressurreição  de  Jesus.  E, enquanto esta vitória do amor não impregnar  todo o mundo, os Santos caminham connosco, que  ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria  no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena  enquanto houver, na terra, um só homem que sofre e  geme, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da  Igreja:  « Muito  espero  não  ficar  inactiva  no  Céu;  o
meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas  almas »  (Carta254, de 14 de Julho de 1897).
Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no  nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua  alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de  força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.
Em  segundo  lugar,  cada  comunidade  cristã  é  chamada a atravessar o limiar que a põe em relação  com a sociedade circundante, com os pobres e com os  incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária,  não fechada em si mesma, mas enviada a todos os  homens. Esta  missão  é  o  paciente  testemunho  d’Aquele  que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A  Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a  cada homem, até aos confins da terra (cf.Act1,8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã  pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo  que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom  para a Igreja e para a humanidade inteira.
Amados irmãos e irmãs, como desejo que os  lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se  tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!


3. « Fortalecei os vossos corações »  (Tg 5,8)Cada um dos fiéis
Também como indivíduos temos a tentação da  indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento  humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa  incapacidade de intervir. Que fazer para não nos  deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência? Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos  a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda  a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e  14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração. Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com  gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de  nós como a quem está longe, graças aos inúmeros  organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo  outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas  concreto – da nossa participação na humanidade  que temos em comum.  E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo  constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha  vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos.
Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então  confiaremos  nas  possibilidades  infinitas  que  tem  de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à  tentação diabólica que nos leva a crer que podemos  salvar-nos e salvar o mundo sozinhos. Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos  para viverem este tempo de Quaresma como um  percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31).  Ter  um  coração  misericordioso  não  significa  ter  um  coração  débil.  Quem  quer  ser  misericordioso  precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe  impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do  amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo,  um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro. Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: « Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração  semelhante ao vosso » (Súplica das Ladainhas ao  Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso,  que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na  vertigem da globalização da indiferença.
Com estes votos, asseguro a minha oração por  cada crente e comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal,  enquanto, por minha vez, vos peço que  rezeis por  mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora  vos guarde!
Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de  Outubro de 2014

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

PROJETO MISSÃO PAÍS ENTRE NÓS

Pelo terceiro ano consecutivo, Tarouca acolheu  cerca de 50 jovens universitários que integram o projeto de voluntariado Missão País. 
A Missão País é um projeto de jovens universitários, oriundos de diversas faculdades de Portugal, que se carateriza por criar um espírito de união e partilha da fé, no serviço e na caridade.
 Em Tarouca de 11 a 18 de fevereiro, os jovens dedicaram a semana ao apoio social e voluntário nas diversas instituições de solidariedade sociais locais. O grupo proporcionou a toda a comunidade uma vigília de oração na Igreja e uma peça de teatro alusiva à missão toda a comunidade, no Auditório Municipal Adácio Pestana, com entrada livre para todos os interessados.
Serviram com alegria e mostraram o rosto jovem e belo da Igreja, espalhando a alegria do Evangelho pela nossa cidade. Nas ruas, no Lar e na Unidade de Saúde da Santa Casa de Misericórdia, nas celebrações da nossa comunidade, no encontro com os nossos Arautos da Alegria, e em todos os que com eles se cruzaram deixaram um testemunho marcante e edificante.
Nas suas atividades, os jovens missionários puderam contar com o apoio da Câmara Municipal, da Santa Casa de Misericórdia, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tarouca e da nossa Paróquia.
A Paróquia agradece por todo o bem que aqui fizeram e pela grandeza da generosidade destes Jovens.

Agradecemos também ao senhor Padre Orlando, que os acompanhou, a sua presença e colaboração pastoral.




Cruzadas, Inquisição e Guerra contra as Mulheres: é hora de derrubar mitos

O que você precisa saber para responder às falsidades metralhadas contra a Igreja
Constantinople besieged
Leia aqui

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Dê a sua colaboração para o Sínodo da Família 2015 (4 a 25 de outubro)

Veja aqui

Dia dos Namorados: Igreja Católica destaca tempo essencial para «uma família bem alicerçada»


A Comissão Episcopal do Laicado e da Família divulgou uma nota sobre o Dia dos Namorados, que será assinalado este sábado, destacando o namoro enquanto tempo essencial para “uma família bem alicerçada”.
“Nessa revelação que cada um faz de si mesmo ao outro, se vai descortinando a força que o verdadeiro amor transporta em si e os cuidados que ele reclama”, salienta o organismo da Igreja Católica, em nota enviada à Agência ECCLESIA.
Para a Comissão, o namoro é um espaço fundamental para construir “um futuro a dois”, desde que cada um “tenha o seu próprio espaço e seja respeitado na sua individualidade”.
“É também um itinerário de fé, um tempo de graça, um trajeto apoiado na importância do ser humano, no valor da vida e da família, no Amor de Deus fonte de todo o amor e fidelidade, nos gestos pequeninos e pequeninas atenções de cada dia”.
Atualmente “são muitos os contratempos” que colocam em causa os projetos daqueles que “pensam casar-se e constituir uma nova família”.
Problemas como “a não empregabilidade ou precariedade no emprego”, “a inexistência de apoios”, a própria “debilidade social, expressa sobretudo na cultura do provisório e numa acelerada derrapagem de valores”.
Fatores que fazem recear ou recuar quem é colocado diante de “opções fundamentais de vida que pedem compromissos definitivos”, como são as que envolvem o “matrimónio cristão”.
“No entanto”, frisa a Comissão, “se o namoro for aquilo que deve ser, não deve haver receio de confiar, teimar e arriscar, em fidelidade criativa, dando e recebendo com alegria e humildade”.
O organismo da Conferência Episcopal Portuguesa saúda todos os namorados e faz votos de que o dia 14 de fevereiro seja “de alegria e esperança” e espera que aproveitem para “namorar, cantar, sorrir, brindar e sonhar, neste mundo que tantas vezes parece andar amuado consigo próprio”.
In agência ecclesia

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Via Sacra pelos povos na Paróquia de S. Pedro de Tarouca


Calendário:


- 22 de fevereiro, 17h  -  Via Sacra em Teixelo: da capela velha até à nova

- 1 de março, Via Sacra em Cravaz, 17h: do Outeiro até à capela de Nª Senhora de Nazaré    

 - 6 de março, 18.30h: Via Sacra em Valverde: do Outeiro até à capela de Santa Tecla

-  8 de março, 17h: Via Sacra em Gondomar: do Senhor dos Vales até à capela de São João Batista                                                                                                                

- 13 de março, 18.30h : - Via Sacra em Esporões: do Outeiro da Forca até à capela de S. Martinho

- 20 de março, 18.30:  Via Sacra em Arguedeira: da Capela de São Tiago até à capela de Santo António

- 22 de março, 17h: Via Sacra em Quintela, Vila Pouca e P. das Tábuas: do Senhor da Protelada até à Capela da Senhora das Necessidades

- 27 de março, 18.30h:  Via Sacra em Castanheiro do Ouro: da Rotunda de Santa Apolónia até à  parte de trás da MAPEC

- 3 de abril, 21h: Via Sacra em Tarouca : das Piscinas até à Igreja     

Organização:   
- À frente vai a cruz coberta com uma tarja roxa e duas tochas (ou alanternas)
-  Segue-se uma família completa
- Depois, vai o cartaz com o slogan da Quaresma
- A seguir o grupo de jovens que anima a oração
- Por fim, toda a comunidade, organizada pot famílias


Via Sacra  
Cântico:
2. Até mesmo o céu desejou ser família
 para que a família desejasse ser céu.
 Nela se faz a paz no ouvir, no falar,
 e na arte de amar, o amargor vira mel.
3. Na família a mentira não se dá com a verdade,
e a fidelidade sabe o peso da cruz,
 porque lá há amor, há renúncia e perdão,
 há também oração e o chefe é Jesus

 Como é bom ter a minha família, como é bom!
Vale a pena vender tudo o mais para poder comprar.
Esse campo que esconde um tesouro, que é puro dom,
É meu ouro, meu céu, minha paz, minha vida, meu lar

Oração Inicial
Sacerdote: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Todos:  Amen.

Sacerdote ou catequista: Irmãos e irmãs,
aqui reunidos, somos convidados
mais uma vez a meditar a
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Ele uniram-se muitas gerações
de mártires ao longo dos séculos.
Inclinemo-nos com respeito e veneração
perante as testemunhas de todos os tempos
e de cada lugar
e peçamos a sua intercessão
para sermos também fortes na fé
e generosos no seguimento de Jesus Cristo.
Reunindo aqui connosco,
num abraço de caridade sem confins,
todas as famílias que vivem e
sofrem hoje sobre a terra,
percorramos juntos o caminho da cruz,
para chegar a contemplar com o olhar da fé
a vitória da alegria sobre a angústia,
do Amor sobre o ódio,
da Vida sobre a morte.
(Breve pausa de silêncio.)
Rezemos.
Ó Pai, que nos amaste
até sacrificar o Teu Dilectíssimo Filho,
enche-nos do Teu Santo Espírito:
Faz das nossas famílias casas e escolas de discípulos de Cristo
experimentados na sabedoria da cruz
e alegres na esperança da salvação eterna.
Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor.
R. Amen.

Sacerdote ou catequista:
1ª Estação
Jesus é condenado à morte
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Disse-lhes Pilatos: "Que hei-de fazer então de Jesus chamado Cristo?". Eles responderam: "Seja crucificado!". E ele acrescentou: "Mas que mal fez Ele?". Eles então gritaram mais forte: "Seja crucificado!". Então soltou-lhes Barrabás e, depois de ter feito flagelar Jesus, entregou-O aos soldados para que fosse crucificado (Mt 27,22-23.26)
2º Leitor: A família é o espaço de crescimento, segurança, compreensão, diálogo e encontro.
3º Leitor: Senhor Jesus, ajudai-nos a aceitar o sofrimento como forma de crescimento e enobrecimento da alma. Que as nossas famílias permaneçam unidas, apesar dos obstáculos da vida!
Todos: Pai Nosso…
***
Sacerdote ou catequista:
2ª Estação
Jesus toma a cruz aos ombros
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Então os soldados do governador, levando Jesus para o Pretório, reuniram toda a corte. Despiram-n'O e puseram-Lhe uma capa escarlate e, tecendo, uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e uma cana na mão direita; e depois, enquanto se ajoelhavam diante d'Ele, faziam troça, dizendo: "Salve, rei dos judeus!". E cuspindo n'Ele, tiraram-Lhe a cana e batiam-Lhe com ela na cabeça. Depois, despiram-Lhe a capa escarlate, vestiram-n'O com as suas vestes e levaram-n'O para 0 crucificar (Mt 27,27-31).
2º Leitor: A família não se realiza na vontade de um, mas no sentir de todos. Que a família se escute e se abra à diferença.
3º Leitor: Cristo, eis a vossa cruz! Será que esta cruz é vossa? Na verdade ela é nossa. Assumistes a nossa cruz. A grandeza e o peso desta cruz crescem com os nossos pecados. Senhor, ajudai as nossas famílias a crescer na Fé e na perseverar do Vosso amor.

Todos: Pai Nosso…
Cântico:
Se vos amardes uns aos outros, Deus permanece em vós.
Se vos amardes uns aos outros, Deus permanece em vós.

- É este o meu mandamento:
Amai-vos como Eu vos amei.
- Nós sabemos que passámos da morte à vida,
porque nos amamos como irmãos
***
Sacerdote ou catequista:
3ª Estação
Jesus cai pela primeira vez
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Ele carregou os nossos sofrimentos, tomou sobre Si as nossas dores como alguém que merece castigo, e é ferido por Deus e humilhado. Ele foi trespassado pelos nossos delitos, esmagado pelas nossas iniquidades. O castigo que nos dá a salvação, caiu sobre Ele; por Suas feridas nós fomos curados. Todos nós andávamos errantes como um rebanho, seguindo cada qual o seu caminho; O Senhor fez cair sobre Ele a nossa iniquidade (Is 53,4-6).
2º Leitor: A família cresce no respeito pela maneira de ser e pela vocação de cada um.
3º Leitor: Jesus, ajudai-nos e protegei-nos para que saibamos discernir a vocação de cada um. Ajudai-nos a permanecer unidos e perseverantes perante a diversidade das nossas escolhas e dos gostos de cada um.
Todos: Pai Nosso…
***
Sacerdote ou catequista:
4ª Estação
Jesus encontra a sua mãe
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Simeão disse a Maria, sua mãe: "Eis que este menino vai ser motivo de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição, para que se revelem os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada trespassará a tua alma". Sua mãe conservava todas estas coisas em seu coração (Lc 2,34-35.51).
2º Leitor: Quanta dor da Mãe neste encontro! Ela sofre com o seu filho, mas em silêncio.
As mães carregam no ventre a esperança do amanhã. Vivem maternalmente as ânsias e os sonhos de uma sociedade mais justa e verdadeira. Por isso, não têm medo de ir ao encontro para ajudar. Vão destemidas porque a dor não as verga e são baluarte da vida.
3º Leitor: Ajudai-nos a caminhar juntos em família, partilhar os seus problemas, sofrer com eles como sofreu Maria Vossa e nossa Mãe.
Todos: Pai Nosso…
Cântico:
Quero ser como tu, como tu, Maria,
como tu, um dia, como tu, Maria.

- Quero dizer meu sim…
- Quero me consagrar…
- Quero aprender a amar…
- Quero seguir Jesus…
                                                                       ***
Sacerdote ou catequista:
5ª Estação
Jesus é ajudado por Simão de Cirene
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, de nome Simão e obrigaram-no a carregar a cruz de Jesus (Mt 27,32).
Jesus disse aos Seus discípulos: "Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me" (Mt 16,24).
2º Leitor: Toda família necessita do pai. Do pai que se alegra toda vez que o filho age com sabedoria e retidão. De um pai presente na família e que toma atitudes de  proximidade, doçura e firmeza.
“O pai deve estar próximo da mulher, para compartilhar tudo, alegrias e tristezas, fadigas e esperanças. E deve estar próximo dos filhos no seu crescimento: quando brincam e quando se empenham, quando ousam ou hesitam, quando erram e voltam atrás. Pai presente, sempre! Presente não significa controlador, pois pode anular o filho”.
Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do profundo do coração. Certamente, sabe também corrigir com firmeza, sem sentimentalismos. O pai que sabe corrigir sem humilhar, é o mesmo que sabe proteger sem poupar-se.
3º Leitor: Senhor, que cada pai seja como Simão de Cirene. Tão próximo de Jesus que se deixe contagiar por Ele; tão próximo dos filhos e da esposa que ajude a curar feridas e a formar para a dignidade e a retidão.
Todos: Pai Nosso…
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Sacerdote ou catequista:
6ª Estação
Verónica enxuga o rosto de Jesus
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Não tem aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia que nos leve a apreciá-l'O. Desprezado e rejeitado por todos, homem das dores, familiarizado com o sofrimento; como alguém diante do qual se esconde o rosto... (Is 53,23).
Oiço o meu coração dizer:
"Procurai a Minha face"; a Tua face, Senhor, eu procuro. Não me escondas a Tua face!
(SI 27,8-9).
2º Leitor: A família é espaço de missão, onde muitas vezes se colhem os espinhos e dissabores que a envergonham e a intimidam. Porém, a família não é uma ilha fechada sobre si mesma. Como cristãos temos a obrigação de ser luz e apoio para todas as outras. Compete a todos lutar pela família para humanizar a sociedade e dar-lhe um horizonte de esperança.
3º Leitor: Senhor, que a sociedade e os governantes promovam leis que dignifiquem e que ajudem a família no cumprimento da sua nobre missão.
Todos: Pai Nosso…
Cântico:
Sou apenas mais um cidadão que acredita no amor;
E quem crê por favor não disfarce a esperança que tem;
Quem não crê tem a minha amizade e respeito também.
Eu, porém, acredito em Jesus a quem chamo Senhor.

É tempo de ser esperança
É tempo de comunicar
É tempo de ser testemunha de Deus Neste mundo que não sabe  amar.  (2x)
***
Sacerdote ou catequista:
7ª Estação
Jesus cai pela segunda vez
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.
1º Leitor: Eu sou o homem que conheceu a miséria sob a vara do seu furor. Ele me guiou e me fez andar nas trevas e não na luz... Murou os meus caminhos com pedras lavradas, obstruiu as minhas veredas... Ele quebrou os meus dentes com cascalho estendeu-me na cinza (Lm 3,1-2.9.16). Não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas enfermidades, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, excepto no pecado (Hb 4,15).
2º Leitor: Apesar da aspiração à perfeição, errar é consequência da nossa humanidade. A família vive na contingência dos seus membros. No entanto, a sua grandeza revela-se quando é capaz de assumir as suas responsabilidades, os seus erros e levantar-se para de novo caminhar. As feridas curam-se e tornam-nos mais fortes. Sozinhos nunca estaremos… Deus vai connosco.
 3º Leitor: Senhor, ajuda-nos a aceitar os outros nas suas fragilidades, erros, impertinencias e limitações. Só com os pés na terra podemos aprender a melhorarmo- -nos.
Todos: Pai Nosso…
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Sacerdote ou catequista:
8ª Estação
Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Grande multidão O seguia, e as mulheres batiam no peito e lamentavam-se por causa d'Ele. Jesus, porém, voltando-Se para as mulheres, disse: "Filhas de Jerusalém, não choreis sobre Mim, mas antes sobre vós mesmas e sobre os vossos filhos. Dias virão em que se dirá: Felizes as estéreis cujas entranhas nunca deram à luz e cujos seios nunca amamentaram. Pois se tratam assim o lenho verde, o que acontecerá com o seco?" (Lc 23,27-29.31).
2º Leitor: A família é a estrutura da sociedade. E as sociedades são espelho das suas famílias. Compete-nos a todos sair do conforto para reclamar condições familiares onde se possa crescer de forma saudável e integral. Alertemos todos para a salvaguarda da família. Só quem não ama, poderá ficar resignado.
3º Leitor: Senhor, não criaste as famílias para serem água estagnada. Ajuda as nossas famílias a saírem ao encontro dos outros para renovar a sociedade.
Todos: Pai Nosso…
Cântico:
Pecámos, Senhor: tende compaixão de nós.
- Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
- Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas.
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Sacerdote ou catequista:
9ª Estação
Jesus cai pela terceira vez
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: É bom que o homem carregue o seu jugo desde a juventude. Que esteja sozinho e fique calado, quando a desgraça cai sobre ele; que ponha a sua boca no pó; talvez haja esperança; que dê a cara a quem o fere até se fartar de insultos, porque o Senhor não o rejeitará para sempre... Embora castigue, também terá piedade segundo a Sua grande misericórdia (Lm 3,27-32) .
Vinde a Mim, vós todos que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração (Mt 11,28-29).
2º Leitor: Cada família cristã é um Igreja doméstica, porque formada por um grupinho de pessoas batizadas e que acreditam em Jesus Cristo.
3º Leitor: Senhor manso e humilde, que cada família Te deixe entrar, que reze, Te procure conhecer melhor e Te anuncie.
Contigo os cansaços, opressões, desânimos e problemas transformam-se em vitórias de ressurreição. 
Todos: Pai Nosso…
***
Sacerdote ou catequista:
10ª Estação
Jesus é despojado das suas vestes
Sacerdote ou catequista: 
Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Chegados a um lugar chamado Gólgota... deram-Lhe a beber vinho misturado com fel... (Mt 27,33-34)
Depois de crucificarem Jesus, os soldados dividiram em quatro as suas vestes, ficando cada um com a sua parte. Deixaram de lado a túnica. Era uma peça única e sem costura. Por isso disseram entre si: "Não a rasguemos, mas tiremo-la à sorte para ver com quem fica". Assim se cumpria a Escritura: "Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica" (Jo 19,23-24).
2º Leitor: A imagem da família constrói-se com coerência e determinação. Não devemos pois exigir aos outros aquilo que não nos satisfaz cumprir, fazer ou sentir. Mais do que palavras eloquentes precisamos de ser testemunhos simples e sinceros.
3º Leitor: Senhor, que na família as palavras sejam autênticas, verdadeiras e sinceras.
Que as nossas atitudes não hostilizem, mas acolham.
Que os nossos comportamentos salvaguardem as famílias.
Que na família, os nossos corações respeitem cada um.
Todos: Pai Nosso…
Cântico:
Ando à procura de Ti, Senhor,
pelos caminhos vazios da vida.
À noite escura dos sem amor
vem, ò Senhor, dar luz e vida.

- Deus amou tanto o seu povo e o mundo que criou,
que lhes deu seu próprio Filho, foi morto, ressuscitou.
Dando a vida pelos homens, por eles morreu na cruz,
mas ficou Seu grande amor, que abriu caminhos de luz!!
***
Sacerdote ou catequista:
11ª Estação
Jesus é pregado na cruz
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Depois de O crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. E ficaram ali sentados a guardá-l'O. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus". Com Ele foram crucificados dois ladrões, um à direita, outro à esquerda. E os que passavam perto, injuriavam-n'O, meneando a cabeça e dizendo: "... Se Tu és o Filho de Deus, desce da cruz!".
Também os chefes dos sacerdotes, juntamente com os escribas e os anciãos caçoavam d'Ele: "Salvou os outros, e não pode salvar-Se a Si mesmo. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz e acreditaremos n'Ele (Mt 27,35-42).
2º Leitor: Quantas vezes, não é a família a primeira a destruir os seus membros?
Quantos filhos são incompreendidos?
Quantos filhos são vítimas de pais ausentes?
Quantos filhos são vítimas de um consumismo desenfreado e vazio?
Quantos filhos sem perspectivas de futuro, de emprego, de projectos de vida?
Quantos filhos não vêm respeitados os problemas da sua idade?
3º Leitor: Senhor, ajuda os nossos pais a ajudar sem impor, a compreender sem permissibilidade.
Ajuda os nossos filhos a crescer para a vida livres de toda a escravidão.
Todos: Pai Nosso…
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Sacerdote ou catequista:
12ª Estação
Jesus morre na cruz
Sacerdote ou catequista: 
Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: A Mãe de Jesus, a irmã de Sua Mãe, Maria de Cléofas e Maria Madalena estavam junto à cruz. Jesus, vendo a Sua Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à Mãe: "Mulher, eis o teu filho!". Depois disse ao discípulo: "Eis a tua Mãe!" (Jo 19,25-27).
Desde o meio-dia até às três horas da tarde fez-se escuridão em toda a terra. Pelas três horas, Jesus deu um grande grito: "Eli, Eli, lamá sabactâni?", que significa: "Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?"... E Jesus, dando um grande grito, entregou o espírito (Mt 27,45-46.50).
2º Leitor: Cada membro da família tem a missão de fazer crescer o seu sonho no respeito pelos outros. Se não entendemos a autoridade, não percebemos a responsabilidade da criação. Se não sabemos obedecer, não saberemos reconhecer o valor dos outros. Pais sede pais. Filhos sede verdadeiros filhos.
3º Leitor: Senhor Jesus, que em Nazaré obedeceste a Maria e a José e ias crescendo em idade, sabedoria e graça, ajuda os nossos pais a exercer a autoridade sem domínio e os nossos filhos a obedecer sem medo.
Todos: Pai Nosso…
Cântico:
Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?

  - Todos os que me veem escarnecem de mim,
estendem os bios e meneiam a cabeça:
“Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo”.
-  Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.
***
Sacerdote ou catequista:
13ª Estação
Jesus é descido da cruz
Sacerdote ou catequista:  Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor: Estavam ali muitas mulheres, a olhar de longe; elas tinham seguido Jesus desde a Galileia para O servir... Ao entardecer, chegou um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. Ele dirigiu-se a Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então Pilatos ordenou que lhe fosse entregue (Mt 27,55.57-58).
2º Leitor: A família é espaço de felicidade. Aos seus membros, compete de forma espontânea criar momentos de encontro. Não podemos estar felizes se o outro se consome com trabalhos e canseiras. Não esperes pelo trabalho do outro. Dá-lhe apenas um pouco de ti.
3º Leitor: Senhor Jesus, permiti que as nossas famílias sejam mais solidárias. Que os avós sejam aceites e amados e estejam presentes no seio familiar; que nenhum filho se sinta discriminado.
Todos: Pai Nosso…
***
Sacerdote ou catequista:
14ª Estação
Jesus é sepultado
Sacerdote ou catequista: 
Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos.
Todos:  Porque com a Tua santa cruz remiste o mundo.

1º Leitor:
José, tomando o corpo de Jesus, envolveu-O num lençol limpo e colocou-O num túmulo novo, que mandou escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, era frente do sepulcro (Mt 27,59-61).
2º Leitor: Na família sofremos muitas vezes com as atitudes dos outros. É necessário, portanto, continuar a esvaziar-nos dos preconceitos, dos julgamentos fáceis e das ingratidões. A família tenderá assim a tornar-se mais humana e mais realizadora.
3º Leitor: Senhor, a família que criaste é uma comunidade de vida e de amor.
Ajuda-nos a sepultar indiferenças, amuos, ofensas, ingratidões e incompreensões.
Que as nossas famílias sejam casa e escola de mútuo respeito.
Assim, mais livres e senhores, poderemos encarar o futuro que brota da tua Ressureição.
Todos: Pai Nosso…
Cântico:
Irmãos, convertei o vosso coração à Boa Nova.
Mudai de vida. Sabei que Deus vos ama.

- Eu não venho condenar o mundo
Eu venho para que o mundo seja salvo.

Oração da Quaresma (Todos)

Pai, que estais no Céu,
durante esta época
de arrependimento,
tende misericórdia de nós.
 
Com nossa oração,
nosso jejum
e nossas boas obras,
transformai
o nosso egoísmo
em generosidade.

Abri nossos corações
à vossa Palavra,
curai as nossas feridas
do pecado,
ajudai-nos a fazer o bem
neste mundo.
 Que as famílias,
à luz da conversão
quaresmal,
sintam que são chamadas     
a viver com mais amor,
porque Tu, Senhor,
as amaste primeiro.
Cuidas sempre delas
e vens à sua  procura,
quando  deixam,
para que transformem 
a escuridão
e a dor em vida e alegria.
Ajuda- nos, Deus nosso Pai!
Amen.

Cântico Final:
2. Até mesmo o céu desejou ser família/ para que a
família desejasse ser céu./ Nela se faz a paz no ouvir,no falar,/ e na arte de amar, o amargor vira mel.
3. Na família a mentira não se dá com a verdade,/
e a fidelidade sabe o peso da cruz,/ porque lá há
amor, há renúncia e perdão,/ há também oração e o
chefe é Jesus

 Como é bom ter a minha família, como é bom!
Vale a pena vender tudo o mais para poder comprar.
Esse campo que esconde um tesouro, que é puro dom,
É meu ouro, meu céu, minha paz, minha vida, meu lar
OU
Hossana! Tu reinarás!
Ó Cruz, tu nos salvarás!

 - Irmãos, unidos no amor,
Cantai um hino de glória;
Um cântico de louvor
A Cristo cante vitória.
- O mundo acreditará,
em Jesus verdade e bem
E Cristo triunfará,
com Maria nossa mãe