Parabéns, catequistas, pelo notável serviço que prestais ao Evangelho de Cristo!
terça-feira, 23 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
O GASPTA NA FEIRA DE SÃO MIGUEL
-
barraquinha do GASPTA no Centro Cívico.
O Evangelho sai à rua e oferece-se sob o manto bendito da CARIDADE.
As simpáticas e acolhedoras pessoas que ali estão , fazem-no em absoluta gratuitidade para acolher quem quer ajudar os mais carenciados.
Passe pela barraquinha do GASPTA! Compre umas rifas. Está a viver o Evangelho "numa boa"!


barraquinha do GASPTA no Centro Cívico.
O Evangelho sai à rua e oferece-se sob o manto bendito da CARIDADE.
As simpáticas e acolhedoras pessoas que ali estão , fazem-no em absoluta gratuitidade para acolher quem quer ajudar os mais carenciados.
Passe pela barraquinha do GASPTA! Compre umas rifas. Está a viver o Evangelho "numa boa"!


sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Parque ´"Sénior ActivAR"
Em 18 de setembro, a Santa Casa da Misericórdia de Tarouca inaugurou o Parque ´"Sénior ActivAR".
Esta obra, subsidiada pelo BPI, vai possibilitar uma melhor qualidade de vida aos utentes e funcionários da Santa Casa, bem como a outros cidadãos que o pretendam.
Além dos benefícios da vida ao ar livre, os utentes podem cuidar e melhorar a sua condição física, algo muito importante para a sua idade.




Esta obra, subsidiada pelo BPI, vai possibilitar uma melhor qualidade de vida aos utentes e funcionários da Santa Casa, bem como a outros cidadãos que o pretendam.
Além dos benefícios da vida ao ar livre, os utentes podem cuidar e melhorar a sua condição física, algo muito importante para a sua idade.




terça-feira, 16 de setembro de 2014
As 8 imperdíveis lições de liderança do Papa Francisco
--
1. Dá o exemplo.
"Se uma pessoa é homossexual e procura Deus, quem sou eu para
julgá-la?" (29-07-2013)
Quando
o líder máximo age de acordo com o que pede aos seus colaboradores, torna-se
muito difícil que estes não lhe correspondam e sigam as suas orientações,
levando a um maior sentimento de equipa e a alcançar mais rapidamente os
objetivos traçados para o negócio que sentem também como deles.
"A Cúria tem um defeito: está centrada no Vaticano. Vê e ocupa-se dos
interesses do Vaticano e esquece o mundo que o rodeia. Não partilho desta visão
e farei tudo para a mudar." (01-10-2013)
Pelo Vaticano têm passado vários casos de corrupção, abuso de menores e membros
da cúria que detinham mais poder que o Papa. Quem não conhece nomes como o do
Cardeal Angelo Sodano, que foi durante dezasseis anos o Cardeal Secretário de
Estado, abarcando dois pontificados, o do Papa João Paulo II e o do Papa Bento
XVI.
Com
a perda de rigor e a excessiva burocracia da Igreja enquanto organização, era
fundamental proceder a uma reforma. Como refere Ray Hennesey, “o papa Francisco
reuniu um grupo de conselheiros de todo o mundo para proceder à reforma da
Cúria. Para tal, retirou poderes ao Secretariado de Estado e dividiu as
responsabilidades entre os cardeais. Também recrutou diversos gestores sem
qualquer relação com Roma.”
3. É claro e
directo na sua comunicação.
"A fé não serve para decorar a vida como se fosse um bolo com nata."
(18-08-2013)
"O [sem-abrigo] que morre não é notícia, mas se as bolsas caem 10 pontos é
uma tragédia. Assim, as pessoas são descartadas. Nós, as pessoas, somos descartadas,
como se fôssemos desperdício." (05-06-2013)
A comunicação, para ser eficaz e servir os seus princípios, tem de ser clara e
direta, para que não restem dúvidas de que aquele a quem se dirige, percebe a
mensagem.
4. Toma
rapidamente decisões difíceis.
"Mas tivemos vergonha? Tantos escândalos [na Igreja] que não quero
mencionar individualmente, mas que todos sabemos quais são... Escândalos que
alguns tiveram de pagar caro. E isso está bem! Deve ser assim... a vergonha da
Igreja." (16-01-2014)
Na sua reforma da Cúria, o Papa Francisco criou um novo departamento a que
chamou Secretariado para a Economia, com o fim de tornar transparentes as
finanças da Igreja.
5. Ouve e aceita
diferentes pontos de vista.
"Amemos os que nos são hostis, abençoemos os que dizem mal de nós,
saudemos com um sorriso os que provavelmente não o merecem, não aspiremos a
fazer-nos valer, mas oponhamos a doçura à tirania, esqueçamos as humilhações
sofridas." (23-02-2014)
O
Papa Francisco está disponível para a sua comunidade e para todos os que
queiram falar com ele. Não é elitista nem egocêntrico, mas inclusivo e focado
nos outros.
6. Reconhece as
suas fragilidades.
"Eu não queria ser papa." (07-06-2013)
“O meu modo autoritário e rápido de tomar decisões levou-me a ter sérios
problemas e a ser acusado de ser ultraconservador. Vivi um tempo de grande
crise interior quando estava em Córdoba. Foi o meu modo autoritário de tomar
decisões que criou problemas.” (19-08-2013)
Quem é Jorge Mario Bergoglio? “Não sei qual possa ser a resposta mais
correta... Sou um pecador. Esta é a melhor definição. E não se trata de um modo
de falar ou de um género literário. Sou um pecador. (…) Sou um indisciplinado
nato”. (19-08-2013)
Segundo a religião católica, todos são pecadores e o Papa, sendo homem, não é
exceção. Mas admiti-lo desta forma é inédito na boca de um Sumo Pontífice e, no
mínimo, uma prova de grande humildade, tendo em conta o cargo que ocupa. Este
está consciente da sua humanidade e das tentações e fraquezas que sente.
Os religiosos não são seres divinos, mas humanos como todos os outros. Também
os líderes são humanos e não seres perfeitos que nunca erram, nunca têm um dia
mau e nunca se esquecem de nada. Assumir as falhas e responsabilidades não os
torna inferiores, mas dignos do reconhecimento e da admiração dos seus
seguidores.
7. Sabe
que não vai conseguir atingir os objetivos sozinho.
"A Igreja não pode ser uma baby-sitter para os cristãos, deve ser uma mãe
e é por esta razão que os laicos devem assumir as suas responsabilidades de
batizados." (17-04-2013)
“Como arcebispo de Buenos Aires, convocava uma reunião com os seis bispos
auxiliares cada 15 dias e várias vezes ao ano com o Conselho de Presbíteros.
Formulavam-se perguntas e abria-se espaço para a discussão. Isto ajudou-me
muito a optar pelas melhores decisões. Acredito que a consulta é muito
importante.” (19-08-2013)
O Papa Francisco aprendeu com os seus erros enquanto jovem líder e tem hoje
plena consciência de que as conquistas são alcançadas não a solo mas em grupo,
com e através das pessoas.
Na liderança das organizações, deve passar-se de igual forma. Cabe ao líder
desenvolver os seus colaboradores e integrá-los na sua visão e objetivos. Com
eles nada o impedirá de lá chegar, sem eles poderá ser uma tarefa demasiado
pesada e ingrata, sem hipóteses de algum dia saborear o sucesso.
8. Cultiva o humor.
"Não existe o marido perfeito, a mulher perfeita... não falemos da sogra
perfeita." (14-02-2014)
"Não cedamos ao pessimismo. (15-03-2013)
É sabido que o humor é fomentador da boa comunicação, ao permitir prender a
atenção do interlocutor, ao fomentar as relações, promover o bom ambiente de
trabalho e proporcionar uma maior felicidade a quem a ele recorre.
O Papa Francisco cultiva o humor em quase todas as suas intervenções,
aligeirando assuntos e mensagens mais pesadas, quebrando o gelo inicial em
diversas reuniões, encontros e entrevistas, entre outros.
“É preciso viver as pequenas coisas do dia-a-dia com alegria. (…) Não se prive
de ter um bom dia.”
RETIRADO DE " O BANQUETE DA PALAVRA"
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Valverde celebra Nossa Senhora das Dores







Noite de 15 de Setembro, festa litúrgica de Nossa Senhora das Dores.
Valverde celebtra a Senhora das Dores.
Após a procissão de velas que se iniciou na capela, teve lugar a Eucaristia celebrada junto ao nicho de Nossa Senhora das Dores e animada coralmente por pessoas de Valverde, que também proclamaram a Palavra de Deus.
Muita gente na procissão e na Missa. Silêncio e postura de fé, apesar da chuva intensa que caiu durante a Eucaristia..
As criancinhas caminharam à frente da procissão, oferecendo um ar de paz, inocência e esperança à caminhada na fé.
Falou-se de Maria. das suas dores. Das dores de seu Filho. Das Dores dos seus filhos, que somos nós.
Que a graça e o amor de Cristo que Maria nos Deus e para o Qual nos chama, inundem o nosso coração como a chuva inundou os nossos corpos.
Parabéns à comissão, às pessoas que deram o seu donativo e colaboração e a quem pagou o restauro da anterior Imagem da Senhora das Dores que ficará agora na capela.
Parabéns às pessoas que resistiram apesar da chuva forte.
ADAPTAÇÕES INFELIZES NOS CANTOS DA CELEBRAÇÃO
--
1.Brincar com qualquer coisa, um texto, uma canção, um desenho...só para
ridicularizar uma situação, ignorando ou pondo de lado a razão pela qual o texto, essa canção ou esse desenho foram criados, adulterando o seu sentido original, é procurar um efeito negativo.
2. A liturgia não aceita “brincadeiras”, isto é, não precisa de usar uma música qualquer ...popular ou que passa na rádio, dando-lhe um novo sentido, um novo texto para se poder usar nas celebrações de fé. É preferível dar largas à inspiração original do Espírito Santo e às capacidades criativas para compor novas melodias.
3. A razão é óbvia: quando escutamos uma música chamada “comercial” desta ou daquela canção, o nosso interior une-se de forma inconsciente a contextos, situações e ambientes que podem não estar de acordo com aquilo que celebramos. Por exemplo, circula em muitos grupos juvenis um “Pai nosso” muito apreciado e repetido, composto originalmente por Paul Simon e Art Garfunkel – “The sound of silence”. É certamente uma bela melodia dos anos 60 (1965). Comercialmente foi um êxito. Porém, nada tem a ver com a liturgia (o texto fala da escuridão, dos sonhos esquecidos, do vaguear da noite e do “som do silêncio”), muito menos com o “Pai nosso”.
4. Como este exemplo há mais, pois durante um certo tempo foi corrente esta
adaptação de músicas à liturgia (é importante respeitar os “direitos de autor”). Um outro cântico muito usado e que se repete tanto nas nossa s assembleias é: “Ao teu altar nós levamos, Senhor”, de Bob Dylan... E ainda um outro, que dizem ser um cântico para o momento da Paz, “Ah bumbué”, adaptado do filme “O Rei Leão”!
5. Se a nossa missão como músicos na liturgia é favorecer o encontro com o Senhor nas celebrações...uma brincadeira nada favorece. Por isso, é preciso irradiá-las da liturgia.
(Departamento Diocesano de Música Sacra )
ridicularizar uma situação, ignorando ou pondo de lado a razão pela qual o texto, essa canção ou esse desenho foram criados, adulterando o seu sentido original, é procurar um efeito negativo.
2. A liturgia não aceita “brincadeiras”, isto é, não precisa de usar uma música qualquer ...popular ou que passa na rádio, dando-lhe um novo sentido, um novo texto para se poder usar nas celebrações de fé. É preferível dar largas à inspiração original do Espírito Santo e às capacidades criativas para compor novas melodias.
3. A razão é óbvia: quando escutamos uma música chamada “comercial” desta ou daquela canção, o nosso interior une-se de forma inconsciente a contextos, situações e ambientes que podem não estar de acordo com aquilo que celebramos. Por exemplo, circula em muitos grupos juvenis um “Pai nosso” muito apreciado e repetido, composto originalmente por Paul Simon e Art Garfunkel – “The sound of silence”. É certamente uma bela melodia dos anos 60 (1965). Comercialmente foi um êxito. Porém, nada tem a ver com a liturgia (o texto fala da escuridão, dos sonhos esquecidos, do vaguear da noite e do “som do silêncio”), muito menos com o “Pai nosso”.
4. Como este exemplo há mais, pois durante um certo tempo foi corrente esta
adaptação de músicas à liturgia (é importante respeitar os “direitos de autor”). Um outro cântico muito usado e que se repete tanto nas nossa s assembleias é: “Ao teu altar nós levamos, Senhor”, de Bob Dylan... E ainda um outro, que dizem ser um cântico para o momento da Paz, “Ah bumbué”, adaptado do filme “O Rei Leão”!
5. Se a nossa missão como músicos na liturgia é favorecer o encontro com o Senhor nas celebrações...uma brincadeira nada favorece. Por isso, é preciso irradiá-las da liturgia.
(Departamento Diocesano de Música Sacra )
15 de setembro: Nossa Senhora das Dores

Procissão de Velas, às 20.30h, em Valverde.
Hoje é dia de Nossa Senhora das Dores. Das Suas. Das dores de Seu Filho. Das dores de todos os seus filhos. Que somos nós. ...
É bom saber que há quem faça suas as nossas dores. É comovente sentir que há quem chore as nossas lágrimas.
Mãe dos pobres e dos humildes, até quando continuarás mergulhada em pranto?
domingo, 14 de setembro de 2014
Tarouca: Convívio da Freguesia no Senhor do Monte
--
A Capela do Senhor do Monte é pertença da Junta de Freguesia.
Seguiu-se um tempo de convívio e de partilha, com a presença de música. Entretanto, a Junta de Tarouca ofereceu o lanche.
Aquele lugar é lindíssimo, recatado e com abundante vegetação. Precisa apenas de alguns melhoramentos, mormente a nível de acessos, arranjo de espaços, colocação de mesas e de wcs, exploração de água.
Assinale-se o facto de muita gente ter acorrido ao local. Tudo o que contribua para juntar as pessoas de uma freguesia tão dispersa é sempre bem-vindo. As pessoas souberam conviver fraternalmente em são espírito de partilha.
A Capela do Senhor do Monte é pertença da Junta de Freguesia.
Mais uma vez este ano, por iniciativa da Junta de Freguesia, realizou-se a festa que teve lugar no dia 14 de Setembro, Festa da Exaltação da Santa Cruz..
Durante a manhã, voluntários ali prestaram vários serviços, mormente no tocante à confeção do almoço ao qual acorreu mais gente do que no pretérito ano e que decorreu em clima de alegria, simplicidade e mútua ajuda. Ao mesmo tempo, iam decorrendo jogos populares.
Durante a manhã, voluntários ali prestaram vários serviços, mormente no tocante à confeção do almoço ao qual acorreu mais gente do que no pretérito ano e que decorreu em clima de alegria, simplicidade e mútua ajuda. Ao mesmo tempo, iam decorrendo jogos populares.
Pelas 15h horas, teve início a procissão junto da Capela de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, que seguiu pelo velho caminho que a quem a Junta dera um jeitinho.
Uma
vez na Capela, teve início a Eucaristia, animada pela Banda de Tarouca,
que já havia participado na procissão e que, após a Missa, ofereceu um
breve concerto, muito apreciado pelos presentes.Seguiu-se um tempo de convívio e de partilha, com a presença de música. Entretanto, a Junta de Tarouca ofereceu o lanche.
Aquele lugar é lindíssimo, recatado e com abundante vegetação. Precisa apenas de alguns melhoramentos, mormente a nível de acessos, arranjo de espaços, colocação de mesas e de wcs, exploração de água.
Assinale-se o facto de muita gente ter acorrido ao local. Tudo o que contribua para juntar as pessoas de uma freguesia tão dispersa é sempre bem-vindo. As pessoas souberam conviver fraternalmente em são espírito de partilha.
sábado, 13 de setembro de 2014
UM GRUPO CORAL ESTÁ AO SERVIÇO DA VIVÊNCIA LITÚRGICA

- Está ao serviço da liturgia
- ajuda a comunidade a viver os Mistérios que celebramos
- deve propiciar a participação da comunidade
- é discreto
- não é exibicionista...
- não é o centro das atenções. O centro das atenções só pode ser Cristo
- usa a língua litúrgica (português ou latim)
- não prolonga demasiado as suas intervenções, porque está ao serviço da liturgia
- procura adequar os cânticos à celebração
- transmite serenidade, empenho e vivência da fé
Os cânticos na celebração da Eucaristia
Todas as liturgias constam de quatro partes
fundamentais:
a) Ritos iniciais b) Liturgia da Palavra c)
Liturgia própria do Sacramento (neste caso Liturgia Eucarística) c) Ritos
conclusivos
1. ENTRADA
A procura de Deus através da Igreja. – O amor de
Deus que nos escolheu e nos convoca. – Um aspeto da salvação segundo o ano
litúrgico. Com ele damos início à celebração eucarística. Não é qualquer canto
que se pode utilizar para a entrada de uma celebração. A sua função é criar
comunhão. O seu mérito é convocar a assembleia e, pela fusão das vozes, juntar
os corações no encontro com o Ressuscitado.
2. ATO PENITENCIAL (Kyrie eleison)
Senhor, tende piedade de nós. – Exprimimos o
senhorio de Cristo, a sua misericórdia e louvor. É uma aclamação suplicante a
Cristo-Senhor. É o Canto da assembleia reunida que invoca e reconhece a infinita
misericórdia do Senhor.
3. GLÓRIA
O Glória é um hino muito antigo que data
aproximadamente do séc. II d. C. É uma belíssima doxologia (ou louvor a Deus),
fruto poético das comunidades cristãs primitivas, cuja fonte é a Bíblia. O
Glória convida-nos a glorificar a Deus Pai, a Cristo Cordeiro de Deus. É uma
invocação trinitária da antiguidade. É a forma da Igreja reunida no Espírito
Santo, louvar a Deus Pai e suplicar ao Filho, Cordeiro e Mediador. Este é um
hino de louvor, alegre e festivo, que deve ser cantado (ou recitado) por toda a
assembleia.
4. SALMO RESPONSORIAL
O Salmo é uma resposta da comunidade à Palavra
escutada na primeira leitura. O livro dos Salmos do Antigo Testamento reúne um
conjunto de 150 composições poéticas, muitas delas, segundo a tradição, escritas
pelo Rei David. Estes textos eram usados nos momentos de oração do povo de
Israel. Exprimem muitos dos sentimentos vividos pelo povo, em diferentes
situações de dificuldade, de perseguição, de abandono. Deve ser introduzido por
um refrão simples, com uma melodia simples. As estrofes devem ser cantadas por
um salmista que vai dando melodia à Palavra de Deus. A melodia deve estar de
acordo com o texto (se é um texto de súplica, não deve ser uma melodia de festa;
se é um canto de louvor, não deve ser uma melodia triste…).
5. ALELUIA
É uma introdução, preparando a assembleia para o
que será proclamado. Por outras palavras, o canto que precede a proclamação do
Evangelho nada mais é do que um “viva” pascal ao Verbo de Deus, que nos tirou
das trevas da morte, introduzindo-nos no reino da vida.
6. APRESENTAÇÃO DOS DONS
É um canto que acompanha a procissão dos dons. O
texto do canto não precisa de falar de pão e de vinho e muito menos de
oferecimento ou oblação. Outro dado importante: tudo o que for apresentado como
oferta não poderá voltar ao dono. Tem de ser partilhado ou doado. Caso retorne,
não tem sentido ser ofertado. Não é obrigatório cantar neste momento. Pode
optar-se por fazer silêncio ou uma música de fundo.
7. SANTO
O Santo, introduzido na Celebração Eucarística no
séc. IV na Igreja do Oriente e no séc. V na Igreja do Ocidente. A letra do Santo
é formada por duas partes: a primeira parte “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do
universo, o céu e terra proclamam vossa glória…”, reproduz o louvor celeste dos
Serafins conforme o relato de Isaías 6, 3 (…). a segunda parte: “Bendito o que
vem em nome do Senhor…”, expressa o grito de triunfo do povo de Deus que acolhe
e aclama o Messias, o Salvador.
8. CORDEIRO DE DEUS
O Cordeiro tem uma particularidade especial, é um
canto sacrificial que dá sentido ao gesto de Jesus ao partir do pão. Bom seria
que tivesse um solista que cantasse a primeira parte e a assembleia respondesse
na segunda parte. O “Cordeiro de Deus” é uma prece litânica: após cada invocação
entoada pelo(a) cantor(a), a assembleia responde com o “tende piedade de nós” e
no final com o “dai-nos a paz”.
9. COMUNHÃO
Mistério de Cristo e comunhão fraterna. –
Identificação com Cristo no Evangelho de cada dia. – Os frutos de uma vida em
Cristo. Neste momento da celebração devemos sentir-nos verdadeiramente unidos e
irmãos. É um canto que se inicia quando o sacerdote comunga e prolonga-se
enquanto dura a comunhão de todos os fiéis, ou até ao momento que se julgue
oportuno. Tendo o cuidado de se dar um tempo de silêncio e de louvor, no momento
de ação de graças.
10. FINAL
A Eucaristia não termina, porque se prolonga na
vida. É preciso que os participantes saiam comprometidos, com esperança, com a
sensação de ter crescido em fraternidade, mais comprometidos… O Canto Final não
faz parte da Liturgia. É um canto que se chama “ad libitum”, quer dizer, nesta
intervenção musical os músicos são livres de planificar e escolher a música que
se proporcione para um final adequado à celebração.
in VOZ DE LAMEGO
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
A correção fraterna é dolorosa porque é feita com amor, verdade e humildade
A verdadeira correção fraterna é dolorosa, porque é feita
com amor, na verdade e com humildade. Foi o que disse o Papa na homilia matutina
na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a Memória litúrgica do
Santíssimo Nome de Maria.
No Evangelho do dia, Jesus adverte os que veem o cisco no olho do irmão e não
percebem a trave que está no próprio olho. Comentando este trecho, o Papa
Francisco voltou a falar da correção fraterna. Antes de tudo, o irmão que erra
deve ser corrigido com caridade:
“Não se pode corrigir uma pessoa sem amor e sem caridade. Não se pode fazer uma cirurgia sem anestesia: não se pode, pois o doente morrerá de dor. E a caridade é como uma anestesia, que ajuda a receber o tratamento e aceitar a correção. Apartar-se e conversar, com mansidão e com amor”.
Em segundo lugar – prosseguiu -, é preciso falar em verdade: “Não se deve dizer algo que não seja verdade. Quantas vezes nas nossas comunidades são ditas coisas de outra pessoa que não são verdadeiras: são calúnias. Ou, se são verdadeiras, se acaba com a fama daquela pessoa”. “As intrigas ferem – reiterou o Papa, são tapas à fama de uma pessoa, ao seu coração”. Certamente – observou ainda Francisco –, “quando nos dizem a verdade, não é belo ouvi-la, mas se dita com caridade e amor, é mais fácil aceitá-la”.
O terceiro ponto é corrigir com humildade: “Se é preciso corrigir um defeito pequenino ali, pense que você tem outros muito maiores!”:
“A correção fraterna é um ato para curar o corpo da Igreja. Há um buraco, ali, no tecido da Igreja que temos de consertar. E, como as mães e avós, quando remendam, o fazem com tanta delicadeza, assim se deve fazer a correção fraterna. Se você não é capaz de fazê-la com amor, com caridade, na verdade e com humildade, você irá fazer uma ofensa, uma destruição no coração daquela pessoa, será uma conversa a mais, que fere; e você se tornará um hipócrita cego, como diz Jesus; ‘Hipócrita, tire primeiro a trave do seu olho. … ‘. Hipócrita! Reconheça que você é mais pecador do outro, mas você como irmão deve ajudar a corrigir o outro”.
“Um sinal que talvez nos possa ajudar” – observou o Papa – é o fato de sentir “um certo prazer” quando “alguém vê algo errado”, e que considera necessário corrigir: você tem que ter “cuidado, porque isso não é do Senhor”:
“No Senhor, sempre há a cruz, a dificuldade de fazer uma coisa boa; o Senhor é sempre amor que nos leva à mansidão. Não julgue. Nós, cristãos, temos a tentação de nos fazermos como doutores: sair do jogo do pecado e da graça, como se fôssemos anjos … Não! É o que Paulo diz: ‘Não aconteça que, depois de pregar a outros, eu mesmo seja desqualificado’. E um cristão que, na comunidade, não faz as coisas – também a correção fraterna – na caridade, na verdade e com humildade, é um desqualificado! Ele não conseguiu se tornar um cristão maduro. Que o Senhor nos ajude neste serviço fraterno, tão bonito e tão doloroso, para ajudar os nossos irmãos e irmãs a serem melhores e nos ajude a sempre fazê-lo com caridade, na verdade e com humildade”.
In Notícias Católicas
“Não se pode corrigir uma pessoa sem amor e sem caridade. Não se pode fazer uma cirurgia sem anestesia: não se pode, pois o doente morrerá de dor. E a caridade é como uma anestesia, que ajuda a receber o tratamento e aceitar a correção. Apartar-se e conversar, com mansidão e com amor”.
Em segundo lugar – prosseguiu -, é preciso falar em verdade: “Não se deve dizer algo que não seja verdade. Quantas vezes nas nossas comunidades são ditas coisas de outra pessoa que não são verdadeiras: são calúnias. Ou, se são verdadeiras, se acaba com a fama daquela pessoa”. “As intrigas ferem – reiterou o Papa, são tapas à fama de uma pessoa, ao seu coração”. Certamente – observou ainda Francisco –, “quando nos dizem a verdade, não é belo ouvi-la, mas se dita com caridade e amor, é mais fácil aceitá-la”.
O terceiro ponto é corrigir com humildade: “Se é preciso corrigir um defeito pequenino ali, pense que você tem outros muito maiores!”:
“A correção fraterna é um ato para curar o corpo da Igreja. Há um buraco, ali, no tecido da Igreja que temos de consertar. E, como as mães e avós, quando remendam, o fazem com tanta delicadeza, assim se deve fazer a correção fraterna. Se você não é capaz de fazê-la com amor, com caridade, na verdade e com humildade, você irá fazer uma ofensa, uma destruição no coração daquela pessoa, será uma conversa a mais, que fere; e você se tornará um hipócrita cego, como diz Jesus; ‘Hipócrita, tire primeiro a trave do seu olho. … ‘. Hipócrita! Reconheça que você é mais pecador do outro, mas você como irmão deve ajudar a corrigir o outro”.
“Um sinal que talvez nos possa ajudar” – observou o Papa – é o fato de sentir “um certo prazer” quando “alguém vê algo errado”, e que considera necessário corrigir: você tem que ter “cuidado, porque isso não é do Senhor”:
“No Senhor, sempre há a cruz, a dificuldade de fazer uma coisa boa; o Senhor é sempre amor que nos leva à mansidão. Não julgue. Nós, cristãos, temos a tentação de nos fazermos como doutores: sair do jogo do pecado e da graça, como se fôssemos anjos … Não! É o que Paulo diz: ‘Não aconteça que, depois de pregar a outros, eu mesmo seja desqualificado’. E um cristão que, na comunidade, não faz as coisas – também a correção fraterna – na caridade, na verdade e com humildade, é um desqualificado! Ele não conseguiu se tornar um cristão maduro. Que o Senhor nos ajude neste serviço fraterno, tão bonito e tão doloroso, para ajudar os nossos irmãos e irmãs a serem melhores e nos ajude a sempre fazê-lo com caridade, na verdade e com humildade”.
In Notícias Católicas
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Como faço para ver as leituras de cada domingo?
É simples. Basta entrar aqui:
http://eucaristiadominical.blogspot.pt/
http://eucaristiadominical.blogspot.pt/
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Como entender a violência que aparece na Bíblia?
--
Como entender tantas passagens do Antigo Testamento que falam de guerras, violência e imoralidade?

A revelação do Deus-Amor é progressiva
A história de Israel é a história de uma educação. Por fases, Deus faz seu povo sair da violência em nome de Deus, até o dia em que Jesus diz: “Bem-aventurados os mansos”.
A redação da Bíblia se estende aos últimos séculos antes de Jesus Cristo. Mas a história da qual ela dá testemunho se estende a dois milênios. Quando se fala da Bíblia, é preciso conhecer em que momento da Revelação ela se situa. No começo da Bíblia, os primeiros capítulos do livro do Gênesis falam da criação e da origem da humanidade: a violência não tem sua origem em Deus.
É um fato: muitas páginas da Bíblia são extremamente violentas. Esta violência é um dos obstáculos para a leitura do Antigo Testamento. Também alimenta a rejeição às religiões, em particular às monoteístas: a Bíblia seria um manual de fanatismo que o cristianismo e o islamismo teriam herdado.
De onde vem a violência, segundo a Escritura? Ela não vem de Deus. A criação é um ato de poder, não de violência. O homem tem como missão, entre outras, estabelecer a ordem neste mundo inacabado, imperfeito. Seu domínio sobre o mundo criado tem por objetivo que a paz reine.
Mas a serpente, o Maligno sugere ao homem que, comendo do fruto proibido, será capaz de rivalizar com Deus. Marido e mulher não se ajudam na hora de resistir à tentação. Ao contrário, um arrasta o outro e se deixam enganar: é o pecado.
A primeira consequência do pecado é a violência. Em meio à rivalidade, Caim mata Abel. Deus quer acabar com o ciclo infernal da violência e protege Caim. Mas a violência continua.
E chega a tal ponto que, como diz a Escritura, Deus se arrepende de ter criado o homem. “A terra está repleta de violência por causa dos homens”, diz a Noé. Que a humanidade tenha um novo começo, a partir do único justo que Deus encontra: Noé e sua família! O dilúvio engole pecadores e pecados. Deus não se vinga, mas não pode deixar indefinidamente que se propaguem o mal, a injustiça, a violência, o pecado.
No final, como sinal de uma nova aliança com a humanidade, Deus faz surgir no céu um arco que reúne a humanidade de um extremo ao outro da Terra. O arco, arma de guerra, se torna um símbolo da paz; anuncia um investimento ainda mais radical: a morte de Jesus na cruz como fonte de salvação.
Certamente, esses primeiros capítulos da Bíblia utilizam uma linguagem de imagens. Mas só as mentes superficiais encararão isso com superficialidade. Os textos esclarecem a situação do homem, de todos os homens, antes de que se inicie, com Abraão, a história de Israel.
Para dar-se a conhecer aos homens, Deus escolheu um homem – Abraão – e sua descendência. Quando os israelitas se tornam numerosos no Egito, o faraó é violento com eles, especialmente mandando matar todos os recém-nascidos do sexo masculino. Deus sai em defesa do seu povo: isso é justiça.
Israel não nasceu na violência. Nasceu de um chamado: Deus chama Abraão e o convida a sair do seu país, transladando-se, como nômade, com sua família e seu gado. Ele mesmo é um homem de paz. Intercede diante de Deus a favor de Sodoma, cidade gravemente pecadora. Em caso de conflito pela utilização de um poço em Bersebá, chega a uma solução com o seu rival; faz inclusive uma aliança com ele. É saudado por Melquisedec, rei de Shalem (Jerusalém), palavra que significa “paz”.
Mas se Abraão é mais pacífico, o que dizer de Deus? Deus impediu que Abraão lhe oferecesse seu filho em sacrifício e esta proibição permanecerá.
Em Jerusalém, o vale de Geena está amaldiçoado porque reis ímpios acreditaram atrair os favores divinos sacrificando seus filhos e filhas. Deus condena isso, no profeta Jeremias: “Uma coisa dessas eu nunca mandei fazer!” (Jr 7, 31).
Mas Deus é também aquele que faz chover fogo sobre Sodoma, quem destrói a cidade e sua população. O cristão recorda que, no Evangelho, dois discípulos queriam, um dia, fazer descer fogo do céu sobre um povo que se rejeitou a recebê-los e Jesus os repreende. Algumas versões acrescentam: “Vocês não sabem que espírito os anima”.
Observando estas duas cenas, é grande a tentação de opor Antigo e Novo Testamentos e de rejeitar o Antigo, que apresentaria o rosto de Deus mais odioso que desejável. No entanto, ainda quando destrói Sodoma, Deus não cede à arbitrariedade ou ao exagero: é toda a cidade de Sodoma que havia pecado, faltando a um dever humano fundamental, a hospitalidade.
Deus não é violento: é justo e protege.
Alguns séculos depois, no Egito, os descendentes de Abraão sofrem violência: são explorados e ameaçados de extermínio. Começa então outra fase da história sagrada. Deus vai salvar os israelitas “com mão forte e braço estendido”. Sob a condução de Moisés, os faz sair do Egito. Defende-os quando são atacados. E os faz entrar na Terra Prometida.
Em um mundo de violência, muito frequentemente o povo de Israel se encontra em estado de guerra. O que está em jogo é a sua independência nacional, mas também religiosa.
Deus escolheu, portanto, um povo que nunca será um império muito poderoso, mas que entra em combate com os poderes que o cercam. Estamos acostumados, pelo menos em nossa terra, a longos períodos de paz com os nossos vizinhos. Mas isso não era assim: a guerra era uma atividade cotidiana. Pensemos na Idade Média: na medida em que Deus se confia a este povo, as guerras de Israel têm um objetivo sagrado. “Deus Todo-Poderoso” é o Senhor dos exércitos celestiais, isto é, dos inúmeros astros, mas também dos exércitos de Israel que defendem a sua independência religiosa.
Mistura-se também com outros povos, correndo o risco de adotar também os seus deuses. Em alguns casos, este desejo de pureza religiosa levou ao aniquilamento de algumas populações. Mas parece que este tipo de conduta, pouco frequente, teve causas muito mais mundanas.
Com relação às instituições de Israel, preveem a pena de morte para um determinado número de faltas, mas se trata tanto de faltas sociais, como o homicídio e o adultério, como de faltas propriamente religiosas: por exemplo, quando alguém entrega seus filhos aos ídolos. Porém, tudo deve ser feito segundo o direito, sobre a base de muitos testemunhos, e o acusado deve ter a possibilidade de se defender. A “lei do talião” (“olho por olho, dente por dente”) não é um convite à vingança, mas uma limitação do castigo.
A violência, no final, só gera vítimas. Ela não será vencida com uma violência oposta. Se a violência vem do coração do homem, é o coração do homem que tem de curá-la. A violência sofrida deve se transformar em oferenda. É isso que Cristo fez. Mas inclusive depois de vinte séculos de educação por parte de Deus, nenhum contemporâneo de Jesus o entendeu. E nós, já o entendemos?
Em sua história, Israel foi mais frequentemente vítima da violência que autor dela. Pelos profetas, Deus faz seu povo descobrir progressivamente que a violência é certamente uma rua sem saída e que inclusive o exercício da força não porá fim ao pecado que está no homem. O importante é a conversão dos corações. A mudança total de perspectivas é anunciada pelas profecias do Servo de Deus: “Meu servo justificará muitos e suportará as culpas deles” (Is 53,11). O cristão reconhece em Jesus Cristo a realização desta profecia.
A história da violência na Bíblia é a história de uma educação. É inútil negar a presença da violência em nossos corações, na nossa sociedade, no nosso mundo. É preciso, em primeiro lugar, regulá-la, impedindo que invada todo o campo. Também é preciso saber que as regressões são possíveis: o século XX foi um século de extrema violência.
Se existe ódio, ele se dirige a todas as formas do mal: a rejeição de Deus, a falsidade, a injustiça, o desprezo dos outros, da sua dignidade, dos seus bens. É preciso odiar o pecado e amar o pecador. É o que o autor do salmo citado não podia entender: “Com grande ódio eu os odeio”; é o que Jesus realizou perfeitamente e que seus adversários não entenderam.
E nós, já entendemos isso?
Fonte: aqui
Como entender tantas passagens do Antigo Testamento que falam de guerras, violência e imoralidade?
A revelação do Deus-Amor é progressiva
A história de Israel é a história de uma educação. Por fases, Deus faz seu povo sair da violência em nome de Deus, até o dia em que Jesus diz: “Bem-aventurados os mansos”.
A redação da Bíblia se estende aos últimos séculos antes de Jesus Cristo. Mas a história da qual ela dá testemunho se estende a dois milênios. Quando se fala da Bíblia, é preciso conhecer em que momento da Revelação ela se situa. No começo da Bíblia, os primeiros capítulos do livro do Gênesis falam da criação e da origem da humanidade: a violência não tem sua origem em Deus.
É um fato: muitas páginas da Bíblia são extremamente violentas. Esta violência é um dos obstáculos para a leitura do Antigo Testamento. Também alimenta a rejeição às religiões, em particular às monoteístas: a Bíblia seria um manual de fanatismo que o cristianismo e o islamismo teriam herdado.
De onde vem a violência, segundo a Escritura? Ela não vem de Deus. A criação é um ato de poder, não de violência. O homem tem como missão, entre outras, estabelecer a ordem neste mundo inacabado, imperfeito. Seu domínio sobre o mundo criado tem por objetivo que a paz reine.
Mas a serpente, o Maligno sugere ao homem que, comendo do fruto proibido, será capaz de rivalizar com Deus. Marido e mulher não se ajudam na hora de resistir à tentação. Ao contrário, um arrasta o outro e se deixam enganar: é o pecado.
A primeira consequência do pecado é a violência. Em meio à rivalidade, Caim mata Abel. Deus quer acabar com o ciclo infernal da violência e protege Caim. Mas a violência continua.
E chega a tal ponto que, como diz a Escritura, Deus se arrepende de ter criado o homem. “A terra está repleta de violência por causa dos homens”, diz a Noé. Que a humanidade tenha um novo começo, a partir do único justo que Deus encontra: Noé e sua família! O dilúvio engole pecadores e pecados. Deus não se vinga, mas não pode deixar indefinidamente que se propaguem o mal, a injustiça, a violência, o pecado.
No final, como sinal de uma nova aliança com a humanidade, Deus faz surgir no céu um arco que reúne a humanidade de um extremo ao outro da Terra. O arco, arma de guerra, se torna um símbolo da paz; anuncia um investimento ainda mais radical: a morte de Jesus na cruz como fonte de salvação.
Certamente, esses primeiros capítulos da Bíblia utilizam uma linguagem de imagens. Mas só as mentes superficiais encararão isso com superficialidade. Os textos esclarecem a situação do homem, de todos os homens, antes de que se inicie, com Abraão, a história de Israel.
Para dar-se a conhecer aos homens, Deus escolheu um homem – Abraão – e sua descendência. Quando os israelitas se tornam numerosos no Egito, o faraó é violento com eles, especialmente mandando matar todos os recém-nascidos do sexo masculino. Deus sai em defesa do seu povo: isso é justiça.
Israel não nasceu na violência. Nasceu de um chamado: Deus chama Abraão e o convida a sair do seu país, transladando-se, como nômade, com sua família e seu gado. Ele mesmo é um homem de paz. Intercede diante de Deus a favor de Sodoma, cidade gravemente pecadora. Em caso de conflito pela utilização de um poço em Bersebá, chega a uma solução com o seu rival; faz inclusive uma aliança com ele. É saudado por Melquisedec, rei de Shalem (Jerusalém), palavra que significa “paz”.
Mas se Abraão é mais pacífico, o que dizer de Deus? Deus impediu que Abraão lhe oferecesse seu filho em sacrifício e esta proibição permanecerá.
Em Jerusalém, o vale de Geena está amaldiçoado porque reis ímpios acreditaram atrair os favores divinos sacrificando seus filhos e filhas. Deus condena isso, no profeta Jeremias: “Uma coisa dessas eu nunca mandei fazer!” (Jr 7, 31).
Mas Deus é também aquele que faz chover fogo sobre Sodoma, quem destrói a cidade e sua população. O cristão recorda que, no Evangelho, dois discípulos queriam, um dia, fazer descer fogo do céu sobre um povo que se rejeitou a recebê-los e Jesus os repreende. Algumas versões acrescentam: “Vocês não sabem que espírito os anima”.
Observando estas duas cenas, é grande a tentação de opor Antigo e Novo Testamentos e de rejeitar o Antigo, que apresentaria o rosto de Deus mais odioso que desejável. No entanto, ainda quando destrói Sodoma, Deus não cede à arbitrariedade ou ao exagero: é toda a cidade de Sodoma que havia pecado, faltando a um dever humano fundamental, a hospitalidade.
Deus não é violento: é justo e protege.
Alguns séculos depois, no Egito, os descendentes de Abraão sofrem violência: são explorados e ameaçados de extermínio. Começa então outra fase da história sagrada. Deus vai salvar os israelitas “com mão forte e braço estendido”. Sob a condução de Moisés, os faz sair do Egito. Defende-os quando são atacados. E os faz entrar na Terra Prometida.
Em um mundo de violência, muito frequentemente o povo de Israel se encontra em estado de guerra. O que está em jogo é a sua independência nacional, mas também religiosa.
Deus escolheu, portanto, um povo que nunca será um império muito poderoso, mas que entra em combate com os poderes que o cercam. Estamos acostumados, pelo menos em nossa terra, a longos períodos de paz com os nossos vizinhos. Mas isso não era assim: a guerra era uma atividade cotidiana. Pensemos na Idade Média: na medida em que Deus se confia a este povo, as guerras de Israel têm um objetivo sagrado. “Deus Todo-Poderoso” é o Senhor dos exércitos celestiais, isto é, dos inúmeros astros, mas também dos exércitos de Israel que defendem a sua independência religiosa.
Mistura-se também com outros povos, correndo o risco de adotar também os seus deuses. Em alguns casos, este desejo de pureza religiosa levou ao aniquilamento de algumas populações. Mas parece que este tipo de conduta, pouco frequente, teve causas muito mais mundanas.
Com relação às instituições de Israel, preveem a pena de morte para um determinado número de faltas, mas se trata tanto de faltas sociais, como o homicídio e o adultério, como de faltas propriamente religiosas: por exemplo, quando alguém entrega seus filhos aos ídolos. Porém, tudo deve ser feito segundo o direito, sobre a base de muitos testemunhos, e o acusado deve ter a possibilidade de se defender. A “lei do talião” (“olho por olho, dente por dente”) não é um convite à vingança, mas uma limitação do castigo.
A violência, no final, só gera vítimas. Ela não será vencida com uma violência oposta. Se a violência vem do coração do homem, é o coração do homem que tem de curá-la. A violência sofrida deve se transformar em oferenda. É isso que Cristo fez. Mas inclusive depois de vinte séculos de educação por parte de Deus, nenhum contemporâneo de Jesus o entendeu. E nós, já o entendemos?
Em sua história, Israel foi mais frequentemente vítima da violência que autor dela. Pelos profetas, Deus faz seu povo descobrir progressivamente que a violência é certamente uma rua sem saída e que inclusive o exercício da força não porá fim ao pecado que está no homem. O importante é a conversão dos corações. A mudança total de perspectivas é anunciada pelas profecias do Servo de Deus: “Meu servo justificará muitos e suportará as culpas deles” (Is 53,11). O cristão reconhece em Jesus Cristo a realização desta profecia.
A história da violência na Bíblia é a história de uma educação. É inútil negar a presença da violência em nossos corações, na nossa sociedade, no nosso mundo. É preciso, em primeiro lugar, regulá-la, impedindo que invada todo o campo. Também é preciso saber que as regressões são possíveis: o século XX foi um século de extrema violência.
Se existe ódio, ele se dirige a todas as formas do mal: a rejeição de Deus, a falsidade, a injustiça, o desprezo dos outros, da sua dignidade, dos seus bens. É preciso odiar o pecado e amar o pecador. É o que o autor do salmo citado não podia entender: “Com grande ódio eu os odeio”; é o que Jesus realizou perfeitamente e que seus adversários não entenderam.
E nós, já entendemos isso?
Fonte: aqui
terça-feira, 9 de setembro de 2014
A Fé – dimensão pessoal vs dimensão comunitária
No sábado, dia 6 de fevereiro, na
celebração eucarística, reparei que na parte frontal da toalha do altar da
celebração se podia ler o segmento textual Meu
Senhor e meu Deus. E logo o pensamento se me dirigiu para a passagem pascal
do Evangelho de João em que Tomé – que garantira aos companheiros que, se não
visse nas mãos e nos pés do Ressuscitado o lugar dos cravos e se não metesse a
mão no lado do peito onde estava a chaga da lança, não acreditaria – se
prostrou quando Cristo, na segunda aparição aos discípulos, se lhe apresentou
como ele parece ter exigido. E com a prostração o apóstolo pronunciou aquelas
palavras que exprimem uma fé de indizível pasmo contemplativo (cf
Jo 20,19-29).
Porém, o pensamento, que não tem
muito que fazer, interrogou-se-me sobre a razão que transportou para a memória
coletiva Tomé como o homem que duvida, que se recusa a crer sem ter visto,
quando, com base na jaculatória Meu
Senhor e meu Deus, ele deveria ser festejado como o homem da fé profunda e
adorante. Mais: não percebo como a onda da modernidade já entende que Judas, o
Iscariotes, com o seu ato de traição, estava a servir de instrumento
providencial, provavelmente sem o pretender, para que se cumprisse no Mestre o
desígnio redentor. Mas o Dídimo continua como o homem tardo em acreditar,
quando todos sabemos ou podemos saber que Ele foi de extrema utilidade para que
o Mestre pudesse dispor da pedagogia da sua identificação de ressuscitado com
Aquele mesmo que fora crucificado e sepultado, mostrando-se tal qual era. E a
Ressurreição estava na linha do anunciado por Ele próprio na sequência da
Crucifixão, Morte e Sepultura, tanto depois da transfiguração (cf
Mt 17,9; Mc, 9,9-10; Lc 9,43-45)
como já depois da confissão de fé petrina (cf Mt 16,21-23; Mc,
8,31-33; Lc 9,21-22).
***
Entretanto, escutei pela TVI a homilia
do sacerdote que, do santuário de N. Senhora de Nazaré, clamava que a fé não é
para ser vivida individualmente, mas para ser comunitariamente celebrada,
chegando mesmo a insinuar que não fazia sentido as pessoas procurarem um templo
para se recolherem longe do bulício da multidão. E lembrei-me da confissão de
fé de Tomé Meu Senhor e meu Deus, em
que o determinante possessivo “meu” remete para a 1.ª pessoa do singular, a
qual identifica o indivíduo, a pessoa que fala. E lá pensei que a fé é pessoal.
Aliás, a maior parte dos símbolos
da fé adotam a forma singular “creio” (no latim, “credo”; e, no grego,
“πιστεύω”). E, quando, na profissão de fé, se utiliza o diálogo (pergunta do
oficiante-resposta do profitente), a pergunta inicia-se com a forma verbal no
singular da 2.ª pessoa, aquela para quem se fala e que há de responder ao
“crês?” (no latim, “credis?”; e, no grego, “πιστεύεις;”). Também por esta via
se reforça a componente individual e pessoal do ato de fé.
No entanto, reparei que,
compulsando os diversos símbolos referidos por J. Kelly (Primitivos Credos Cristianos
– Salamanca: Secretariado Trinitário, 1980)
e transcritos por Denzinger-Scönmetzer (Enchiridion
Symbolorum Definitionum et Declarationis… Ed XXXIV. Barcelona:
Herder, 1964), que
alguns formulam a profissão de fé na 1.ª pessoa do plural, o que remete para a
dimensão comunitária do ato e da profissão de fé. Adotam a forma verbal
“cremos” (no latim, “credimus”; e, no grego, “πιστεύομεν”). E, quando, na
profissão de fé, se utiliza o diálogo, a pergunta inicia-se com a forma verbal
no plural da 2.ª pessoa, aquela para quem se fala e que há de responder ao
“credes?” (no latim, “creditis?”; e, no grego, “πιστεύετε;”). Tais são, por exemplo:
os símbolos batismais da Igrejas da Arménia e de Antioquia, o de Santo Agostinho,
o de Eusébio de Cesareia, o de São Cirilo de Jerusalém, o de Santo Epifânio de
Salamina, o símbolo maior da Igreja da Arménia, o pseudoatanasiano, o símbolo
de Teodoro de Mopsuéstia, o de São Dâmaso ou de São Jerónimo, a profissão de fé
de Justino e algumas versões do niceno-constantinoplitano. Atualmente, a
profissão de fé dialogada, muitas vezes, tem a pergunta com o plural e a
resposta com o singular, segundo o esquema: Credes? Sim, creio!
Também é de notar que, mesmo que
a fórmula seja proferida no singular, a profissão de fé pessoal é emitida (ou
pressupõe-se que o é) perante a comunidade – o que não invalida que o crente,
em certos e muitos momentos, necessite e goste de estar sozinho recolhido em
casa ou no interior do templo e até pretenda e deva fazer o ato de fé a sós com
Deus e exercitar a oração mental. Não pode, porém,
excluir a profissão pessoal e pública da fé sempre que lho seja solicitado,
quando participa na celebração comunitária e quando assume um compromisso de
caráter comunitário ou de vinculação à comunidade ou a um serviço a prestar em
nome dela.
A fé possui as duas dimensões –
pessoal e comunitária – sem que uma possa excluir a outra, devendo, antes,
contar com ela numa linha de intercorrelação e interatividade. Tanto assim é
que Pedro, quando os irmãos, depois da pregação do Pentecostes, perguntavam o
que haviam de fazer, respondeu: “Convertei-vos e peça cada um o batismo em nome de Jesus Cristo” (At
2,38-39). Quero
dizer que todos, em conjunto (“Saiba toda a Casa de Israel” – At 2,36), ouviram a pregação, mas cada um teria de pedir o
batismo em nome de Cristo. É a componente comunitária em perfeita aliança com o
empenho pessoal, individual (não individualista).
Por seu turno, o Catecismo da
Igreja Católica (1992) assegura a síntese entre as duas dimensões da fé, a
pessoal e a comunitária. Não pode ser reduzida à
esfera privada ou só da consciência!
A dimensão pessoal, que implica
totalidade, consciência, compromisso, obediência, na liberdade e na dignidade
de quem se sente pessoa humana na verdadeira aceção da palavra:
A fé é uma adesão pessoal, do homem todo, a Deus
que Se revela. Comporta uma adesão da inteligência e da vontade à Revelação que
Deus fez de Si mesmo, pelas suas ações e palavras. (n.º 176). «Crer» é um ato
humano, consciente e livre, que está de acordo com a dignidade da pessoa
humana. (n.º 180).
Implica
solidariedade, reciprocidade (recetividade de alguém para comunicar a outrem),
encadeamento:
A
fé é um ato pessoal, uma resposta livre do homem à proposta de Deus que Se
revela. Mas não é um ato isolado. Ninguém pode acreditar sozinho, tal como
ninguém pode viver só. Ninguém se deu a fé a si mesmo, como ninguém a si mesmo
se deu a vida. Foi de outrem que o crente recebeu a fé; a outrem a deve
transmitir. O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros da
nossa fé. Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso
crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para
amparar os outros na fé. (n.º 166).
Mas a fé é comunitária, eclesial:
«Crer» é um ato eclesial. A fé da Igreja precede,
gera, suporta e nutre a nossa fé. A Igreja é a Mãe de todos os crentes.
«Ninguém pode ter a Deus por Pai, se não tiver a Igreja por Mãe». (n.º 181).
Tão
pertinente é dizer “eu creio”, para formar a vinculação pessoal a Deus e ao seu
povo, como “nós cremos”, para assegurar a ligação íntima à comunidade, a
integração na comunidade dos crentes que são capazes de professar, quer no
singular quer no plural, a mesma fé, a fé da Igreja.
«Eu
creio»: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente,
principalmente por ocasião do Baptismo. «Nós cremos»: é a fé da Igreja,
confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela
assembleia litúrgica dos crentes. «Eu creio»: é também a Igreja, nossa Mãe, que
responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: «Eu creio», «Nós cremos». (n.º
167).
Rezamos comunitariamente. E a
maneira como rezamos espelha a índole da nossa fé: «Olhai, Senhor, para a fé da vossa Igreja».
É,
antes de mais, a Igreja que crê, e que assim suporta, nutre e sustenta a minha
fé. É primeiro a Igreja que, por toda a parte, confessa o Senhor (A Santa Igreja anuncia
por toda a terra a glória do vosso nome» – como cantamos no Te Deum). Com ela e nela, também nós somos
atraídos e levados a confessar: «Eu creio», «Nós cremos». É da Igreja que
recebemos a fé e a vida nova em Cristo, pelo Baptismo. No Ritual Romano, o ministro do Baptismo pergunta ao
catecúmeno: «Que vens pedir à Igreja de Deus?» E ele responde: – «A fé». –
«Para que te serve a fé?» – «Para alcançar a vida eterna» (n.º 168).
A salvação vem pela fé. Mas a
salvação e a fé vêm de Deus, o dispensador dos seus dons. E a mãe e educadora
da fé rumo à salvação é a Igreja
A
salvação vem só de Deus. Mas porque é através da Igreja que recebemos a vida da
fé, a Igreja é nossa Mãe. «Cremos que a Igreja é como que a mãe do nosso novo
nascimento, mas não cremos na Igreja como se ela fosse a autora da nossa
salvação. E porque é nossa Mãe, é também a educadora da nossa fé.» (n.º 169).
O ritual do batismo, que nos
propõe um compromisso de fé pessoal (Crês?
Creio! ou Credes? Creio!), garantira-nos que é a comunidade cristã, a
Igreja, que nos recebe. E, depois da profissão da fé batismal, estabelece a
seguinte proclamação: “Esta é a nossa fé, esta é a fé da Igreja, que todos nos orgulhamos de
professar em Jesus Cristo Nosso Senhor”. E o compêndio do Catecismo da
Igreja Católica (2005), responde à questão “Porque é que a fé é um ato
pessoal e ao mesmo tempo eclesial?”, nos seguintes termos:
A
fé é um ato pessoal, enquanto resposta livre do homem a Deus que se revela. Mas
é ao mesmo tempo um ato eclesial, que se exprime na confissão: «Nós cremos». De
facto, é a Igreja que crê: deste modo, ela, com a graça do Espírito Santo,
precede, gera e nutre a fé do indivíduo. Por isso a Igreja é Mãe e Mestra. (n.º
30).
E o Papa Francisco, na sua
catequese de 15 de janeiro, ensinou que a dimensão comunitária da fé não é só
uma moldura, mas faz parte integrante da vida cristã:
Existe
uma ligação indissolúvel entre a dimensão mística e a missionária da vocação
cristã, ambas enraizadas no Batismo. “Recebendo a fé e o Batismo, nós cristãos
acolhemos a ação do Espírito Santo, que leva a confessar Jesus Cristo como
Filho de Deus e a chamar Deus ‘Abba’, Pai. Todos os batizados e batizadas…somos
chamados a viver e a transmitir a comunhão com a Trindade, porque a
evangelização é um apelo à participação na comunhão trinitária”. Ninguém se
salva sozinho. Somos comunidade de crentes, somos Povo de Deus e nesta
comunidade experimentamos a beleza de partilhar a experiência dum amor que precede
a todos, mas que, ao mesmo tempo, nos pede para sermos canais da graça uns para
os outros, apesar dos nossos limites e pecados. A dimensão comunitária não é só
uma “moldura”, um “contorno”, mas é parte integrante da vida cristã, do
testemunho e da evangelização. A fé cristã nasce e vive na Igreja e no Batismo
as famílias e as paróquias celebram a incorporação de um novo membro a Cristo e
ao seu corpo, que é a Igreja.
E apresenta um caso prático e
histórico da dimensão comunitária e familiar da educação na fé:
A
propósito da importância do Batismo para o Povo de Deus, é exemplar a história
da comunidade cristã do Japão. Ela sofreu dura perseguição no início do século
XVII. Foram numerosos mártires, os membros do clero foram expulsos e milhares
de fiéis foram mortos. Não ficou no Japão nenhum padre, todos foram
expulsos. Mas a comunidade retirou-se na clandestinidade conservando a fé e a
oração em reclusão. E, quando nascia uma criança, o pai ou a mãe batizavam-na (todos
os fiéis podem batizar em particulares circunstâncias”. Quando, depois de dois
séculos e meio, 250 anos depois, os missionários retornaram ao Japão, milhares
de cristãos saíram da clandestinidade e a Igreja pôde reflorescer. Tinham
sobrevivido com a graça do Batismo! Isto é grandioso: o Povo de Deus transmite
a fé, batiza os seus filhos e segue adiante. E mantiveram, mesmo em segredo, um
forte espírito comunitário, porque o Batismo os tornou um só corpo em Cristo:
foram isolados e escondidos, mas foram sempre membros do Povo de Deus, membros
da Igreja. Podemos aprender tanto com esta história!
2014.09.08
Louro de Carvalho
Louro de Carvalho
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
sábado, 6 de setembro de 2014
Original e inovadora maneira de exercer a correção fraterna...

«Se o teu irmão te ofender,
vai ter com ele e repreende-o a sós.
Se te escutar, terás ganho o teu irmão. ...
Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas,
para que toda a questão fique resolvida
pela palavra de duas ou três testemunhas.
Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja;
e se também não der ouvidos à Igreja,
considera-o como um pagão ou um publicano."
(Jesus Cristo)
ELE está connosco...
"...onde estão dois ou três reunidos em meu nome,
Eu estou no meio deles».
"...onde estão dois ou três reunidos em meu nome,
Eu estou no meio deles».
(Jesus Cristo)
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Papa desafia Igreja a enfrentar mudança e deixar de lado «estruturas caducas»
Francisco diz
que o Evangelho implica «novidade»
que o Evangelho implica «novidade»

O Papa disse hoje no Vaticano que a mensagem de Jesus implica sempre “novidade” e desafiou os católicos a “deixar de lado” o que chamou de “estruturas caducas”.
“A Igreja pede-nos, a todos nós, algumas mudanças. Pede-nos para deixar de lado as estruturas caducas, que já não servem, e pegar em odres novos, os do Evangelho”, declarou.
Francisco falava na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, na qual sublinhou a “alegria e novidade” do Evangelho, em contraponto a uma lei que fazia das pessoas “prisioneiras”.
“O Evangelho é novidade, o Evangelho é festa. Apenas se pode viver plenamente o Evangelho num coração alegre e renovado”, observou.
O Papa realçou que Jesus não eliminou as leis, mas “levou-as à sua plenitude” com o mandamento do amor e as bem-aventuranças.
Em conclusão, Francisco rezou para que o Senhor dê a todos na Igreja a graça “de não ficar prisioneiros” e de viver “a alegria e a liberdade que a novidade do Evangelho traz”.
In agência ecclesia
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Centro Paroquial de Tarouca: obras da 2ª Fase




As obras vão andando. Pedem que a generosidade das pessoas também vá aparecendo.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Síria: Conflito deixou sem casa quatro menores, a cada minuto

Cáritas mostra rosto de crianças refugiadas
A confederação internacional da Cáritas criou uma secção especial no seu sítio na internet para mostrar o rosto das crianças refugiadas que fogem do conflito na Síria.
Segundo os dados da ‘Caritas Internationalis’, quatro crianças foram“obrigadas a deixar a sua casa” em cada minuto de guerra.
O conflito iniciado em março de 2011 levou três milhões de pessoas a sair da Síria, “mais de metade das quais são crianças”.
Os retratos e testemunhos apresentados pela Cáritas querem mostrar “a tragédia da guerra civil síria através dos olhos das suas crianças”, agora a viver no Líbano.
“Elas passaram por horrores que ninguém, em especial uma criança, deveria ter de testemunhar”, acrescenta a organização católica para a solidariedade e ação humanitária.
Batoul, de cinco anos, diz que as suas memórias da Síria são as “bombas” e Samira, de oito, recorda como um fragmento de bomba “atingiu diretamente o coração” de um pequeno amigo.
Dos mais de 1,5 milhões de menores sírios refugiados em países fronteiriços, 425 mil têm menos de cinco anos de idade.
A ‘Caritas Internationalis’ contabiliza pelo menos duas mil crianças com menos de nove anos entre os mais de 190 mil mortos que o conflito provocou até ao momento; oito mil crianças chegaram às fronteiras da Síria sem os seus pais.
A organização auxilia 300 mil menores refugiados e permite que 60 mil crianças sírias possam frequentar a escola no Líbano.
Os refugiados sírios no estrangeiro oficialmente registados pelo Alto Comissariado da ONU são mais de três milhões, aos quais se somam mais de seis milhões e meio de deslocados internos.
In agência ecclesia
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Frase do dia
Nós, na verdade, não queremos uma religião que esteja certa quando nós estamos certos. O que queremos é uma religião que esteja certa quando nós estamos errados.
G. K. Chesterton
The Catholic Church and Conversion
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