segunda-feira, 15 de setembro de 2014

ADAPTAÇÕES INFELIZES NOS CANTOS DA CELEBRAÇÃO

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1.Brincar com qualquer coisa, um texto, uma canção, um desenho...só para
ridicularizar uma situação, ignorando ou pondo de lado a razão pela qual o texto, essa canção ou esse desenho foram criados, adulterando o seu sentido original, é procurar um efeito negativo.
2. A liturgia não aceita “brincadeiras”, isto é, não precisa de usar uma música qualquer ...
popular ou que passa na rádio, dando-lhe um novo sentido, um novo texto para se poder usar nas celebrações de fé. É preferível dar largas à inspiração original do Espírito Santo e às capacidades criativas para compor novas melodias.
3. A razão é óbvia: quando escutamos uma música chamada “comercial” desta ou daquela canção, o nosso interior une-se de forma inconsciente a contextos, situações e ambientes que podem não estar de acordo com aquilo que celebramos. Por exemplo, circula em muitos grupos juvenis um “Pai nosso” muito apreciado e repetido, composto originalmente por Paul Simon e Art Garfunkel – “The sound of silence”. É certamente uma bela melodia dos anos 60 (1965). Comercialmente foi um êxito. Porém, nada tem a ver com a liturgia (o texto fala da escuridão, dos sonhos esquecidos, do vaguear da noite e do “som do silêncio”), muito menos com o “Pai nosso”.
4. Como este exemplo há mais, pois durante um certo tempo foi corrente esta
adaptação de músicas à liturgia (é importante respeitar os “direitos de autor”). Um outro cântico muito usado e que se repete tanto nas nossa s assembleias é: “Ao teu altar nós levamos, Senhor”, de Bob Dylan... E ainda um outro, que dizem ser um cântico para o momento da Paz, “Ah bumbué”, adaptado do filme “O Rei Leão”!
5. Se a nossa missão como músicos na liturgia é favorecer o encontro com o Senhor nas celebrações...uma brincadeira nada favorece. Por isso, é preciso irradiá-las da liturgia.

(Departamento Diocesano de Música Sacra )

15 de setembro: Nossa Senhora das Dores


Procissão de Velas, às 20.30h, em Valverde.


Hoje é dia de Nossa Senhora das Dores. Das Suas. Das dores de Seu Filho. Das dores de todos os seus filhos. Que somos nós. ... 
É bom saber que há quem faça suas as nossas dores. É comovente sentir que há quem chore as nossas lágrimas. 
Mãe dos pobres e dos humildes, até quando continuarás mergulhada em pranto?

domingo, 14 de setembro de 2014

Tarouca: Convívio da Freguesia no Senhor do Monte

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A Capela do Senhor do Monte é pertença da Junta de Freguesia.
Mais uma vez este ano, por iniciativa da Junta de Freguesia, realizou-se a festa que teve lugar no dia 14 de Setembro, Festa da Exaltação da Santa Cruz..
Durante a manhã, voluntários ali prestaram vários serviços, mormente no tocante à confeção do almoço ao qual acorreu mais gente do que no pretérito ano e que decorreu em clima de alegria, simplicidade e mútua ajuda. Ao mesmo tempo, iam decorrendo jogos populares.
Pelas 15h horas, teve início a procissão junto da Capela de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, que seguiu pelo velho caminho que a quem a Junta dera um jeitinho.
Uma vez na Capela, teve início a Eucaristia, animada pela Banda de Tarouca, que já havia participado na procissão e que, após a Missa, ofereceu um breve concerto, muito apreciado pelos presentes.
Seguiu-se um tempo de convívio e de partilha, com a presença de música. Entretanto, a Junta de Tarouca ofereceu o lanche.
Aquele lugar é lindíssimo, recatado e com abundante vegetação. Precisa apenas de alguns melhoramentos, mormente a nível de acessos, arranjo de espaços, colocação de mesas e de wcs, exploração de água.
Assinale-se o facto de muita gente ter acorrido ao local. Tudo o que contribua para juntar as pessoas de uma freguesia tão dispersa é sempre bem-vindo. As pessoas souberam conviver fraternalmente em são espírito de partilha.









sábado, 13 de setembro de 2014

UM GRUPO CORAL ESTÁ AO SERVIÇO DA VIVÊNCIA LITÚRGICA


- Está ao serviço da liturgia
- ajuda a comunidade a viver os Mistérios que celebramos
- deve propiciar a participação da comunidade
- é discreto
- não é exibicionista...
- não é o centro das atenções. O centro das atenções só pode ser Cristo
- usa a língua litúrgica (português ou latim)
- não prolonga demasiado as suas intervenções, porque está ao serviço da liturgia
- procura adequar os cânticos à celebração
- transmite serenidade, empenho e vivência da fé

Os cânticos na celebração da Eucaristia

DSCF2874Todas as liturgias constam de quatro partes fundamentais:
a) Ritos iniciais b) Liturgia da Palavra c) Liturgia própria do Sacramento (neste caso Liturgia Eucarística) c) Ritos conclusivos

1. ENTRADA

A procura de Deus através da Igreja. – O amor de Deus que nos escolheu e nos convoca. – Um aspeto da salvação segundo o ano litúrgico. Com ele damos início à celebração eucarística. Não é qualquer canto que se pode utilizar para a entrada de uma celebração. A sua função é criar comunhão. O seu mérito é convocar a assembleia e, pela fusão das vozes, juntar os corações no encontro com o Ressuscitado.

2. ATO PENITENCIAL (Kyrie eleison)

Senhor, tende piedade de nós. – Exprimimos o senhorio de Cristo, a sua misericórdia e louvor. É uma aclamação suplicante a Cristo-Senhor. É o Canto da assembleia reunida que invoca e reconhece a infinita misericórdia do Senhor.

3. GLÓRIA

O Glória é um hino muito antigo que data aproximadamente do séc. II d. C. É uma belíssima doxologia (ou louvor a Deus), fruto poético das comunidades cristãs primitivas, cuja fonte é a Bíblia. O Glória convida-nos a glorificar a Deus Pai, a Cristo Cordeiro de Deus. É uma invocação trinitária da antiguidade. É a forma da Igreja reunida no Espírito Santo, louvar a Deus Pai e suplicar ao Filho, Cordeiro e Mediador. Este é um hino de louvor, alegre e festivo, que deve ser cantado (ou recitado) por toda a assembleia.

4. SALMO RESPONSORIAL

O Salmo é uma resposta da comunidade à Palavra escutada na primeira leitura. O livro dos Salmos do Antigo Testamento reúne um conjunto de 150 composições poéticas, muitas delas, segundo a tradição, escritas pelo Rei David. Estes textos eram usados nos momentos de oração do povo de Israel. Exprimem muitos dos sentimentos vividos pelo povo, em diferentes situações de dificuldade, de perseguição, de abandono. Deve ser introduzido por um refrão simples, com uma melodia simples. As estrofes devem ser cantadas por um salmista que vai dando melodia à Palavra de Deus. A melodia deve estar de acordo com o texto (se é um texto de súplica, não deve ser uma melodia de festa; se é um canto de louvor, não deve ser uma melodia triste…).

5. ALELUIA

É uma introdução, preparando a assembleia para o que será proclamado. Por outras palavras, o canto que precede a proclamação do Evangelho nada mais é do que um “viva” pascal ao Verbo de Deus, que nos tirou das trevas da morte, introduzindo-nos no reino da vida.

6. APRESENTAÇÃO DOS DONS

É um canto que acompanha a procissão dos dons. O texto do canto não precisa de falar de pão e de vinho e muito menos de oferecimento ou oblação. Outro dado importante: tudo o que for apresentado como oferta não poderá voltar ao dono. Tem de ser partilhado ou doado. Caso retorne, não tem sentido ser ofertado. Não é obrigatório cantar neste momento. Pode optar-se por fazer silêncio ou uma música de fundo.

7. SANTO

O Santo, introduzido na Celebração Eucarística no séc. IV na Igreja do Oriente e no séc. V na Igreja do Ocidente. A letra do Santo é formada por duas partes: a primeira parte “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, o céu e terra proclamam vossa glória…”, reproduz o louvor celeste dos Serafins conforme o relato de Isaías 6, 3 (…). a segunda parte: “Bendito o que vem em nome do Senhor…”, expressa o grito de triunfo do povo de Deus que acolhe e aclama o Messias, o Salvador.

8. CORDEIRO DE DEUS

O Cordeiro tem uma particularidade especial, é um canto sacrificial que dá sentido ao gesto de Jesus ao partir do pão. Bom seria que tivesse um solista que cantasse a primeira parte e a assembleia respondesse na segunda parte. O “Cordeiro de Deus” é uma prece litânica: após cada invocação entoada pelo(a) cantor(a), a assembleia responde com o “tende piedade de nós” e no final com o “dai-nos a paz”.

9. COMUNHÃO

Mistério de Cristo e comunhão fraterna. – Identificação com Cristo no Evangelho de cada dia. – Os frutos de uma vida em Cristo. Neste momento da celebração devemos sentir-nos verdadeiramente unidos e irmãos. É um canto que se inicia quando o sacerdote comunga e prolonga-se enquanto dura a comunhão de todos os fiéis, ou até ao momento que se julgue oportuno. Tendo o cuidado de se dar um tempo de silêncio e de louvor, no momento de ação de graças.

10. FINAL

A Eucaristia não termina, porque se prolonga na vida. É preciso que os participantes saiam comprometidos, com esperança, com a sensação de ter crescido em fraternidade, mais comprometidos… O Canto Final não faz parte da Liturgia. É um canto que se chama “ad libitum”, quer dizer, nesta intervenção musical os músicos são livres de planificar e escolher a música que se proporcione para um final adequado à celebração.
in VOZ DE LAMEGO

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Convívio da Freguesia no Senhor do Monte

A correção fraterna é dolorosa porque é feita com amor, verdade e humildade

1_0_824810A verdadeira correção fraterna é dolorosa, porque é feita com amor, na verdade e com humildade. Foi o que disse o Papa na homilia matutina na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a Memória litúrgica do Santíssimo Nome de Maria.

No Evangelho do dia, Jesus adverte os que veem o cisco no olho do irmão e não percebem a trave que está no próprio olho. Comentando este trecho, o Papa Francisco voltou a falar da correção fraterna. Antes de tudo, o irmão que erra deve ser corrigido com caridade:
“Não se pode corrigir uma pessoa sem amor e sem caridade. Não se pode fazer uma cirurgia sem anestesia: não se pode, pois o doente morrerá de dor. E a caridade é como uma anestesia, que ajuda a receber o tratamento e aceitar a correção. Apartar-se e conversar, com mansidão e com amor”.
Em segundo lugar – prosseguiu -, é preciso falar em verdade: “Não se deve dizer algo que não seja verdade. Quantas vezes nas nossas comunidades são ditas coisas de outra pessoa que não são verdadeiras: são calúnias. Ou, se são verdadeiras, se acaba com a fama daquela pessoa”. “As intrigas ferem – reiterou o Papa, são tapas à fama de uma pessoa, ao seu coração”. Certamente – observou ainda Francisco –, “quando nos dizem a verdade, não é belo ouvi-la, mas se dita com caridade e amor, é mais fácil aceitá-la”.
O terceiro ponto é corrigir com humildade: “Se é preciso corrigir um defeito pequenino ali, pense que você tem outros muito maiores!”:
“A correção fraterna é um ato para curar o corpo da Igreja. Há um buraco, ali, no tecido da Igreja que temos de consertar. E, como as mães e avós, quando remendam, o fazem com tanta delicadeza, assim se deve fazer a correção fraterna. Se você não é capaz de fazê-la com amor, com caridade, na verdade e com humildade, você irá fazer uma ofensa, uma destruição no coração daquela pessoa, será uma conversa a mais, que fere; e você se tornará um hipócrita cego, como diz Jesus; ‘Hipócrita, tire primeiro a trave do seu olho. … ‘. Hipócrita! Reconheça que você é mais pecador do outro, mas você como irmão deve ajudar a corrigir o outro”.
“Um sinal que talvez nos possa ajudar” – observou o Papa – é o fato de sentir “um certo prazer” quando “alguém vê algo errado”, e que considera necessário corrigir: você tem que ter “cuidado, porque isso não é do Senhor”:
“No Senhor, sempre há a cruz, a dificuldade de fazer uma coisa boa; o Senhor é sempre amor que nos leva à mansidão. Não julgue. Nós, cristãos, temos a tentação de nos fazermos como doutores: sair do jogo do pecado e da graça, como se fôssemos anjos … Não! É o que Paulo diz: ‘Não aconteça que, depois de pregar a outros, eu mesmo seja desqualificado’. E um cristão que, na comunidade, não faz as coisas – também a correção fraterna – na caridade, na verdade e com humildade, é um desqualificado! Ele não conseguiu se tornar um cristão maduro. Que o Senhor nos ajude neste serviço fraterno, tão bonito e tão doloroso, para ajudar os nossos irmãos e irmãs a serem melhores e nos ajude a sempre fazê-lo com caridade, na verdade e com humildade”.
In Notícias Católicas

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Como entender a violência que aparece na Bíblia?

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Como entender tantas passagens do Antigo Testamento que falam de guerras, violência e imoralidade?

A revelação do Deus-Amor é progressiva
A história de Israel é a história de uma educação. Por fases, Deus faz seu povo sair da violência em nome de Deus, até o dia em que Jesus diz: “Bem-aventurados os mansos”.

A redação da Bíblia se estende aos últimos séculos antes de Jesus Cristo. Mas a história da qual ela dá testemunho se estende a dois milênios. Quando se fala da Bíblia, é preciso conhecer em que momento da Revelação ela se situa. No começo da Bíblia, os primeiros capítulos do livro do Gênesis falam da criação e da origem da humanidade: a violência não tem sua origem em Deus.

É um fato: muitas páginas da Bíblia são extremamente violentas. Esta violência é um dos obstáculos para a leitura do Antigo Testamento. Também alimenta a rejeição às religiões, em particular às monoteístas: a Bíblia seria um manual de fanatismo que o cristianismo e o islamismo teriam herdado.

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e onde vem a violência, segundo a Escritura? Ela não vem de Deus. A criação é um ato de poder, não de violência. O homem tem como missão, entre outras, estabelecer a ordem neste mundo inacabado, imperfeito. Seu domínio sobre o mundo criado tem por objetivo que a paz reine.

Mas a serpente, o Maligno sugere ao homem que, comendo do fruto proibido, será capaz de rivalizar com Deus. Marido e mulher não se ajudam na hora de resistir à tentação. Ao contrário, um arrasta o outro e se deixam enganar: é o pecado.

A primeira consequência do pecado é a violência. Em meio à rivalidade, Caim mata Abel. Deus quer acabar com o ciclo infernal da violência e protege Caim. Mas a violência continua.

E chega a tal ponto que, como diz a Escritura, Deus se arrepende de ter criado o homem. “A terra está repleta de violência por causa dos homens”, diz a Noé. Que a humanidade tenha um novo começo, a partir do único justo que Deus encontra: Noé e sua família! O dilúvio engole pecadores e pecados. Deus não se vinga, mas não pode deixar indefinidamente que se propaguem o mal, a injustiça, a violência, o pecado.

No final, como sinal de uma nova aliança com a humanidade, Deus faz surgir no céu um arco que reúne a humanidade de um extremo ao outro da Terra. O arco, arma de guerra, se torna um símbolo da paz; anuncia um investimento ainda mais radical: a morte de Jesus na cruz como fonte de salvação.

Certamente, esses primeiros capítulos da Bíblia utilizam uma linguagem de imagens. Mas só as mentes superficiais encararão isso com superficialidade. Os textos esclarecem a situação do homem, de todos os homens, antes de que se inicie, com Abraão, a história de Israel.

Para dar-se a conhecer aos homens, Deus escolheu um homem – Abraão – e sua descendência. Quando os israelitas se tornam numerosos no Egito, o faraó é violento com eles, especialmente mandando matar todos os recém-nascidos do sexo masculino. Deus sai em defesa do seu povo: isso é justiça.

Israel não nasceu na violência. Nasceu de um chamado: Deus chama Abraão e o convida a sair do seu país, transladando-se, como nômade, com sua família e seu gado. Ele mesmo é um homem de paz. Intercede diante de Deus a favor de Sodoma, cidade gravemente pecadora. Em caso de conflito pela utilização de um poço em Bersebá, chega a uma solução com o seu rival; faz inclusive uma aliança com ele. É saudado por Melquisedec, rei de Shalem (Jerusalém), palavra que significa “paz”.

Mas se Abraão é mais pacífico, o que dizer de Deus? Deus impediu que Abraão lhe oferecesse seu filho em sacrifício e esta proibição permanecerá.

Em Jerusalém, o vale de Geena está amaldiçoado porque reis ímpios acreditaram atrair os favores divinos sacrificando seus filhos e filhas. Deus condena isso, no profeta Jeremias: “Uma coisa dessas eu nunca mandei fazer!” (Jr 7, 31).
Mas Deus é também aquele que faz chover fogo sobre Sodoma, quem destrói a cidade e sua população. O cristão recorda que, no Evangelho, dois discípulos queriam, um dia, fazer descer fogo do céu sobre um povo que se rejeitou a recebê-los e Jesus os repreende. Algumas versões acrescentam: “Vocês não sabem que espírito os anima”.

Observando estas duas cenas, é grande a tentação de opor Antigo e Novo Testamentos e de rejeitar o Antigo, que apresentaria o rosto de Deus mais odioso que desejável. No entanto, ainda quando destrói Sodoma, Deus não cede à arbitrariedade ou ao exagero: é toda a cidade de Sodoma que havia pecado, faltando a um dever humano fundamental, a hospitalidade.

Deus não é violento: é justo e protege.

Alguns séculos depois, no Egito, os descendentes de Abraão sofrem violência: são explorados e ameaçados de extermínio. Começa então outra fase da história sagrada. Deus vai salvar os israelitas “com mão forte e braço estendido”. Sob a condução de Moisés, os faz sair do Egito. Defende-os quando são atacados. E os faz entrar na Terra Prometida.

Em um mundo de violência, muito frequentemente o povo de Israel se encontra em estado de guerra. O que está em jogo é a sua independência nacional, mas também religiosa.

Deus escolheu, portanto, um povo que nunca será um império muito poderoso, mas que entra em combate com os poderes que o cercam. Estamos acostumados, pelo menos em nossa terra, a longos períodos de paz com os nossos vizinhos. Mas isso não era assim: a guerra era uma atividade cotidiana. Pensemos na Idade Média: na medida em que Deus se confia a este povo, as guerras de Israel têm um objetivo sagrado. “Deus Todo-Poderoso” é o Senhor dos exércitos celestiais, isto é, dos inúmeros astros, mas também dos exércitos de Israel que defendem a sua independência religiosa.

Mistura-se também com outros povos, correndo o risco de adotar também os seus deuses. Em alguns casos, este desejo de pureza religiosa levou ao aniquilamento de algumas populações. Mas parece que este tipo de conduta, pouco frequente, teve causas muito mais mundanas.

Com relação às instituições de Israel, preveem a pena de morte para um determinado número de faltas, mas se trata tanto de faltas sociais, como o homicídio e o adultério, como de faltas propriamente religiosas: por exemplo, quando alguém entrega seus filhos aos ídolos. Porém, tudo deve ser feito segundo o direito, sobre a base de muitos testemunhos, e o acusado deve ter a possibilidade de se defender. A “lei do talião” (“olho por olho, dente por dente”) não é um convite à vingança, mas uma limitação do castigo.

A violência, no final, só gera vítimas. Ela não será vencida com uma violência oposta. Se a violência vem do coração do homem, é o coração do homem que tem de curá-la. A violência sofrida deve se transformar em oferenda. É isso que Cristo fez. Mas inclusive depois de vinte séculos de educação por parte de Deus, nenhum contemporâneo de Jesus o entendeu. E nós, já o entendemos?

Em sua história, Israel foi mais frequentemente vítima da violência que autor dela. Pelos profetas, Deus faz seu povo descobrir progressivamente que a violência é certamente uma rua sem saída e que inclusive o exercício da força não porá fim ao pecado que está no homem. O importante é a conversão dos corações. A mudança total de perspectivas é anunciada pelas profecias do Servo de Deus: “Meu servo justificará muitos e suportará as culpas deles” (Is 53,11). O cristão reconhece em Jesus Cristo a realização desta profecia.

A história da violência na Bíblia é a história de uma educação. É inútil negar a presença da violência em nossos corações, na nossa sociedade, no nosso mundo. É preciso, em primeiro lugar, regulá-la, impedindo que invada todo o campo. Também é preciso saber que as regressões são possíveis: o século XX foi um século de extrema violência.

Se existe ódio, ele se dirige a todas as formas do mal: a rejeição de Deus, a falsidade, a injustiça, o desprezo dos outros, da sua dignidade, dos seus bens. É preciso odiar o pecado e amar o pecador. É o que o autor do salmo citado não podia entender: “Com grande ódio eu os odeio”; é o que Jesus realizou perfeitamente e que seus adversários não entenderam.

E nós, já entendemos isso?
Fonte: aqui

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A Fé – dimensão pessoal vs dimensão comunitária


No sábado, dia 6 de fevereiro, na celebração eucarística, reparei que na parte frontal da toalha do altar da celebração se podia ler o segmento textual Meu Senhor e meu Deus. E logo o pensamento se me dirigiu para a passagem pascal do Evangelho de João em que Tomé – que garantira aos companheiros que, se não visse nas mãos e nos pés do Ressuscitado o lugar dos cravos e se não metesse a mão no lado do peito onde estava a chaga da lança, não acreditaria – se prostrou quando Cristo, na segunda aparição aos discípulos, se lhe apresentou como ele parece ter exigido. E com a prostração o apóstolo pronunciou aquelas palavras que exprimem uma fé de indizível pasmo contemplativo (cf Jo 20,19-29).

Porém, o pensamento, que não tem muito que fazer, interrogou-se-me sobre a razão que transportou para a memória coletiva Tomé como o homem que duvida, que se recusa a crer sem ter visto, quando, com base na jaculatória Meu Senhor e meu Deus, ele deveria ser festejado como o homem da fé profunda e adorante. Mais: não percebo como a onda da modernidade já entende que Judas, o Iscariotes, com o seu ato de traição, estava a servir de instrumento providencial, provavelmente sem o pretender, para que se cumprisse no Mestre o desígnio redentor. Mas o Dídimo continua como o homem tardo em acreditar, quando todos sabemos ou podemos saber que Ele foi de extrema utilidade para que o Mestre pudesse dispor da pedagogia da sua identificação de ressuscitado com Aquele mesmo que fora crucificado e sepultado, mostrando-se tal qual era. E a Ressurreição estava na linha do anunciado por Ele próprio na sequência da Crucifixão, Morte e Sepultura, tanto depois da transfiguração (cf Mt 17,9; Mc, 9,9-10; Lc 9,43-45) como já depois da confissão de fé petrina (cf Mt 16,21-23; Mc, 8,31-33; Lc 9,21-22).

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Entretanto, escutei pela TVI a homilia do sacerdote que, do santuário de N. Senhora de Nazaré, clamava que a fé não é para ser vivida individualmente, mas para ser comunitariamente celebrada, chegando mesmo a insinuar que não fazia sentido as pessoas procurarem um templo para se recolherem longe do bulício da multidão. E lembrei-me da confissão de fé de Tomé Meu Senhor e meu Deus, em que o determinante possessivo “meu” remete para a 1.ª pessoa do singular, a qual identifica o indivíduo, a pessoa que fala. E lá pensei que a fé é pessoal.

Aliás, a maior parte dos símbolos da fé adotam a forma singular “creio” (no latim, “credo”; e, no grego, “πιστεύω”). E, quando, na profissão de fé, se utiliza o diálogo (pergunta do oficiante-resposta do profitente), a pergunta inicia-se com a forma verbal no singular da 2.ª pessoa, aquela para quem se fala e que há de responder ao “crês?” (no latim, “credis?”; e, no grego, “πιστεύεις;”). Também por esta via se reforça a componente individual e pessoal do ato de fé.

No entanto, reparei que, compulsando os diversos símbolos referidos por J. Kelly (Primitivos Credos Cristianos – Salamanca: Secretariado Trinitário, 1980) e transcritos por Denzinger-Scönmetzer (Enchiridion Symbolorum Definitionum et Declarationis… Ed XXXIV. Barcelona: Herder, 1964), que alguns formulam a profissão de fé na 1.ª pessoa do plural, o que remete para a dimensão comunitária do ato e da profissão de fé. Adotam a forma verbal “cremos” (no latim, “credimus”; e, no grego, “πιστεύομεν”). E, quando, na profissão de fé, se utiliza o diálogo, a pergunta inicia-se com a forma verbal no plural da 2.ª pessoa, aquela para quem se fala e que há de responder ao “credes?” (no latim, “creditis?”; e, no grego, “πιστεύετε;”). Tais são, por exemplo: os símbolos batismais da Igrejas da Arménia e de Antioquia, o de Santo Agostinho, o de Eusébio de Cesareia, o de São Cirilo de Jerusalém, o de Santo Epifânio de Salamina, o símbolo maior da Igreja da Arménia, o pseudoatanasiano, o símbolo de Teodoro de Mopsuéstia, o de São Dâmaso ou de São Jerónimo, a profissão de fé de Justino e algumas versões do niceno-constantinoplitano. Atualmente, a profissão de fé dialogada, muitas vezes, tem a pergunta com o plural e a resposta com o singular, segundo o esquema: Credes? Sim, creio!

Também é de notar que, mesmo que a fórmula seja proferida no singular, a profissão de fé pessoal é emitida (ou pressupõe-se que o é) perante a comunidade – o que não invalida que o crente, em certos e muitos momentos, necessite e goste de estar sozinho recolhido em casa ou no interior do templo e até pretenda e deva fazer o ato de fé a sós com Deus e exercitar a oração mental. Não pode, porém, excluir a profissão pessoal e pública da fé sempre que lho seja solicitado, quando participa na celebração comunitária e quando assume um compromisso de caráter comunitário ou de vinculação à comunidade ou a um serviço a prestar em nome dela.

A fé possui as duas dimensões – pessoal e comunitária – sem que uma possa excluir a outra, devendo, antes, contar com ela numa linha de intercorrelação e interatividade. Tanto assim é que Pedro, quando os irmãos, depois da pregação do Pentecostes, perguntavam o que haviam de fazer, respondeu: “Convertei-vos e peça cada um o batismo em nome de Jesus Cristo” (At 2,38-39). Quero dizer que todos, em conjunto (“Saiba toda a Casa de Israel” – At 2,36), ouviram a pregação, mas cada um teria de pedir o batismo em nome de Cristo. É a componente comunitária em perfeita aliança com o empenho pessoal, individual (não individualista).

Por seu turno, o Catecismo da Igreja Católica (1992) assegura a síntese entre as duas dimensões da fé, a pessoal e a comunitária. Não pode ser reduzida à esfera privada ou só da consciência!

A dimensão pessoal, que implica totalidade, consciência, compromisso, obediência, na liberdade e na dignidade de quem se sente pessoa humana na verdadeira aceção da palavra:

A fé é uma adesão pessoal, do homem todo, a Deus que Se revela. Comporta uma adesão da inteligência e da vontade à Revelação que Deus fez de Si mesmo, pelas suas ações e palavras. (n.º 176). «Crer» é um ato humano, consciente e livre, que está de acordo com a dignidade da pessoa humana. (n.º 180).

Implica solidariedade, reciprocidade (recetividade de alguém para comunicar a outrem), encadeamento:

A fé é um ato pessoal, uma resposta livre do homem à proposta de Deus que Se revela. Mas não é um ato isolado. Ninguém pode acreditar sozinho, tal como ninguém pode viver só. Ninguém se deu a fé a si mesmo, como ninguém a si mesmo se deu a vida. Foi de outrem que o crente recebeu a fé; a outrem a deve transmitir. O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros da nossa fé. Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé. (n.º 166).

Mas a fé é comunitária, eclesial:

«Crer» é um ato eclesial. A fé da Igreja precede, gera, suporta e nutre a nossa fé. A Igreja é a Mãe de todos os crentes. «Ninguém pode ter a Deus por Pai, se não tiver a Igreja por Mãe». (n.º 181).

Tão pertinente é dizer “eu creio”, para formar a vinculação pessoal a Deus e ao seu povo, como “nós cremos”, para assegurar a ligação íntima à comunidade, a integração na comunidade dos crentes que são capazes de professar, quer no singular quer no plural, a mesma fé, a fé da Igreja.

«Eu creio»: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Baptismo. «Nós cremos»: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. «Eu creio»: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: «Eu creio», «Nós cremos». (n.º 167).

Rezamos comunitariamente. E a maneira como rezamos espelha a índole da nossa fé: «Olhai, Senhor, para a fé da vossa Igreja».

É, antes de mais, a Igreja que crê, e que assim suporta, nutre e sustenta a minha fé. É primeiro a Igreja que, por toda a parte, confessa o Senhor  (A Santa Igreja anuncia por toda a terra a glória do vosso nome» – como cantamos no Te Deum). Com ela e nela, também nós somos atraídos e levados a confessar: «Eu creio», «Nós cremos». É da Igreja que recebemos a fé e a vida nova em Cristo, pelo Baptismo. No Ritual Romano, o ministro do Baptismo pergunta ao catecúmeno: «Que vens pedir à Igreja de Deus?» E ele responde: – «A fé». – «Para que te serve a fé?» – «Para alcançar a vida eterna» (n.º 168).

A salvação vem pela fé. Mas a salvação e a fé vêm de Deus, o dispensador dos seus dons. E a mãe e educadora da fé rumo à salvação é a Igreja

A salvação vem só de Deus. Mas porque é através da Igreja que recebemos a vida da fé, a Igreja é nossa Mãe. «Cremos que a Igreja é como que a mãe do nosso novo nascimento, mas não cremos na Igreja como se ela fosse a autora da nossa salvação. E porque é nossa Mãe, é também a educadora da nossa fé.» (n.º 169).

O ritual do batismo, que nos propõe um compromisso de fé pessoal (Crês? Creio! ou Credes? Creio!), garantira-nos que é a comunidade cristã, a Igreja, que nos recebe. E, depois da profissão da fé batismal, estabelece a seguinte proclamação: “Esta é a nossa fé, esta é a fé da Igreja, que todos nos orgulhamos de professar em Jesus Cristo Nosso Senhor”. E o compêndio do Catecismo da Igreja Católica (2005), responde à questão “Porque é que a fé é um ato pessoal e ao mesmo tempo eclesial?”, nos seguintes termos:

A fé é um ato pessoal, enquanto resposta livre do homem a Deus que se revela. Mas é ao mesmo tempo um ato eclesial, que se exprime na confissão: «Nós cremos». De facto, é a Igreja que crê: deste modo, ela, com a graça do Espírito Santo, precede, gera e nutre a fé do indivíduo. Por isso a Igreja é Mãe e Mestra. (n.º 30).

E o Papa Francisco, na sua catequese de 15 de janeiro, ensinou que a dimensão comunitária da fé não é só uma moldura, mas faz parte integrante da vida cristã:

Existe uma ligação indissolúvel entre a dimensão mística e a missionária da vocação cristã, ambas enraizadas no Batismo. “Recebendo a fé e o Batismo, nós cristãos acolhemos a ação do Espírito Santo, que leva a confessar Jesus Cristo como Filho de Deus e a chamar Deus ‘Abba’, Pai. Todos os batizados e batizadas…somos chamados a viver e a transmitir a comunhão com a Trindade, porque a evangelização é um apelo à participação na comunhão trinitária”. Ninguém se salva sozinho. Somos comunidade de crentes, somos Povo de Deus e nesta comunidade experimentamos a beleza de partilhar a experiência dum amor que precede a todos, mas que, ao mesmo tempo, nos pede para sermos canais da graça uns para os outros, apesar dos nossos limites e pecados. A dimensão comunitária não é só uma “moldura”, um “contorno”, mas é parte integrante da vida cristã, do testemunho e da evangelização. A fé cristã nasce e vive na Igreja e no Batismo as famílias e as paróquias celebram a incorporação de um novo membro a Cristo e ao seu corpo, que é a Igreja.

E apresenta um caso prático e histórico da dimensão comunitária e familiar da educação na fé:

A propósito da importância do Batismo para o Povo de Deus, é exemplar a história da comunidade cristã do Japão. Ela sofreu dura perseguição no início do século XVII. Foram numerosos mártires, os membros do clero foram expulsos e milhares de fiéis foram mortos.  Não ficou no Japão nenhum padre, todos foram expulsos. Mas a comunidade retirou-se na clandestinidade conservando a fé e a oração em reclusão. E, quando nascia uma criança, o pai ou a mãe batizavam-na (todos os fiéis podem batizar em particulares circunstâncias”. Quando, depois de dois séculos e meio, 250 anos depois, os missionários retornaram ao Japão, milhares de cristãos saíram da clandestinidade e a Igreja pôde reflorescer. Tinham sobrevivido com a graça do Batismo! Isto é grandioso: o Povo de Deus transmite a fé, batiza os seus filhos e segue adiante. E mantiveram, mesmo em segredo, um forte espírito comunitário, porque o Batismo os tornou um só corpo em Cristo: foram isolados e escondidos, mas foram sempre membros do Povo de Deus, membros da Igreja. Podemos aprender tanto com esta história!

2014.09.08
Louro de Carvalho

Angel Voices - vozes que pacificam!

sábado, 6 de setembro de 2014

Original e inovadora maneira de exercer a correção fraterna...


«Se o teu irmão te ofender,
vai ter com ele e repreende-o a sós.
Se te escutar, terás ganho o teu irmão. ...

Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas,
para que toda a questão fique resolvida
pela palavra de duas ou três testemunhas.
Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja;
e se também não der ouvidos à Igreja,
considera-o como um pagão ou um publicano."

(Jesus Cristo)


ELE está connosco...
"...onde estão dois ou três reunidos em meu nome,
Eu estou no meio deles».

(Jesus Cristo)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Papa desafia Igreja a enfrentar mudança e deixar de lado «estruturas caducas»

Francisco diz
que o Evangelho implica «novidade»
RV
O Papa disse hoje no Vaticano que a mensagem de Jesus implica sempre “novidade” e desafiou os católicos a “deixar de lado” o que chamou de “estruturas caducas”.
“A Igreja pede-nos, a todos nós, algumas mudanças. Pede-nos para deixar de lado as estruturas caducas, que já não servem, e pegar em odres novos, os do Evangelho”, declarou.
Francisco falava na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, na qual sublinhou a “alegria e novidade” do Evangelho, em contraponto a uma lei que fazia das pessoas “prisioneiras”.
“O Evangelho é novidade, o Evangelho é festa. Apenas se pode viver plenamente o Evangelho num coração alegre e renovado”, observou.
O Papa realçou que Jesus não eliminou as leis, mas “levou-as à sua plenitude” com o mandamento do amor e as bem-aventuranças.
Em conclusão, Francisco rezou para que o Senhor dê a todos na Igreja a graça “de não ficar prisioneiros” e de viver “a alegria e a liberdade que a novidade do Evangelho traz”.
In agência ecclesia

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Centro Paroquial de Tarouca: obras da 2ª Fase





As obras vão andando. Pedem que a generosidade das pessoas também vá aparecendo.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Síria: Conflito deixou sem casa quatro menores, a cada minuto

CI
Cáritas mostra rosto de crianças refugiadas


A confederação internacional da Cáritas criou uma secção especial no seu sítio na internet para mostrar o rosto das crianças refugiadas que fogem do conflito na Síria.
Segundo os dados da ‘Caritas Internationalis’, quatro crianças foram“obrigadas a deixar a sua casa” em cada minuto de guerra.
O conflito iniciado em março de 2011 levou três milhões de pessoas a sair da Síria, “mais de metade das quais são crianças”.
Os retratos e testemunhos apresentados pela Cáritas querem mostrar “a tragédia da guerra civil síria através dos olhos das suas crianças”, agora a viver no Líbano.
“Elas passaram por horrores que ninguém, em especial uma criança, deveria ter de testemunhar”, acrescenta a organização católica para a solidariedade e ação humanitária.
Batoul, de cinco anos, diz que as suas memórias da Síria são as “bombas” e Samira, de oito, recorda como um fragmento de bomba “atingiu diretamente o coração” de um pequeno amigo.
Dos mais de 1,5 milhões de menores sírios refugiados em países fronteiriços, 425 mil têm menos de cinco anos de idade.
A ‘Caritas Internationalis’ contabiliza pelo menos duas mil crianças com menos de nove anos entre os mais de 190 mil mortos que o conflito provocou até ao momento; oito mil crianças chegaram às fronteiras da Síria sem os seus pais.
A organização auxilia 300 mil menores refugiados e permite que 60 mil crianças sírias possam frequentar a escola no Líbano.
Os refugiados sírios no estrangeiro oficialmente registados pelo Alto Comissariado da ONU são mais de três milhões, aos quais se somam mais de seis milhões e meio de deslocados internos.
In agência ecclesia

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Frase do dia



Nós, na verdade, não queremos uma religião que esteja certa quando nós estamos certos. O que queremos é uma religião que esteja certa quando nós estamos errados.

G. K. Chesterton
The Catholic Church and Conversion
Li  aqui

domingo, 31 de agosto de 2014

Conselho Económico em Santa Helena




Havia sido combinado entre todos para o último domingo de agosto. Por isso, teve lugar hoje o encontro dos comissários e suas famílias em Santa Helena.
Quase todos os comissários estiveram presentes. De todos nos recordámos com amizade.
Ao longo da manhã as pessoas foram chegando à Serra e o almoço foi sendo preparado. A refeição correu com simplicidade, naturalidade e espírito de amizade.
Após o cafezinho, os conselheiros fizeram o ponto da situação no tocante ao seu pelouro de acção (obras e situação económica), analisaram situações pendentes, projectaram actividades e viram-se aspectos do funcionamento do grupo. As obras da segunda parte do Centro Paroquial estiveram no centro da análise-debate: o decorrer das obras, gastos, angariação de fundos, próximas intervenções...
Também as contas da última festa de santa Helena foram dadas a conhecer, tendo a receita desta ano ultrapassado a do ano passado em 1300 euros.
Entretanto as suas famílias, continuaram o convívio e o trabalho de cozinha...
Terminou-se o convívio com um momento de oração na Capela, belamente participado pelos presentes.
Ser conselho económico não é só a mesma coisa que ser direcção de uma associação qualquer. É preciso ter em conta os valores do Evangelho e as orientações da Igreja.
Foi muito agradável este encontro de voluntários e suas famílias. É que nestes convívios, estreitam-se laços de amizade, compreensão, aprofundamento do mútuo conhecimento e fortalece-se a vontade de ir sempre mais além.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O Terço dos Homens é um exemplo de fé e devoção

Veja aqui as dicas para montar um Terço dos Homens em sua comunidade

A missão do Terço dos Homens é resgatar para o seio da Igreja de Cristo homens de todas as idades, pois a presença masculina na Igreja é imprescindível para a formação da família e de uma sociedade cristã.  O Terço dos Homens é um exemplo de fé e devoção.

A oração do terço, além de nos conduzir para a oração, leva-nos a meditar sobre os principais mistérios da redenção que Cristo nos oferece.

Com a meditação do mistério redentor, também lembramos Maria de Nazaré, que assumiu a maternidade divina fazendo a vontade de Deus, dando-nos o Salvador. Este foi o jeito que o Pai escolheu para nos dar seu único Filho.

Como montar um grupo de Terço dos Homens?

O Movimento Terço dos Homens é um dom do Espírito Santo para toda a Igreja.

É um presente de Nossa Senhora para seus filhos que desejam seguir Jesus Cristo. E quem participa dele, torna-se dom e bênção para o mundo.

Comunhão: O Grupo Terço dos Homens deve caminhar integrado na comunidade eclesial. Por isso, é importante que tenha o apoio do pároco ou do responsável pela comunidade. A reza do terço é uma porta aberta para a evangelização. Os fiéis devem participar ativamente da comunidade, da Eucaristia dominical e de outros momentos da Igreja.

Organização: Organize o grupo e distribua as funções fazendo com que todos trabalhem com o mesmo objetivo. É preciso que todos saibam com antecedência o dia, a hora e o local do terço.

Coordenação:  O grupo deve ter um coordenador,  um secretário e ser for o caso, um tesoureiro. A coordenação deve favorecer a participação de todos e garantir a fraternidade no grupo.

Distribuição: É importante distribuir as funções para uma maior e melhor participação dos presentes. Deve haver os encarregados para: “animar” os cânticos, contemplar os mistérios, rezar as Ave-Marias…

 No final do terço, se achar conveniente, o grupo pode ler o Evangelho do dia e fazer breve reflexão do texto bíblico.

Ambiente: Crie um ambiente propício para o momento de oração como, por exemplo, um pequeno altar com uma imagem de Nossa Senhora, velas, flores, etc.

Piedade: Piedade e confiança em Deus são elementos essenciais para o crescimento na fé e no amor. Esse momento de encontro para a oração  é bonito e muito importante. Quem reza tem intimidade com o Senhor, com a família e com toda a Igreja.

Tempo: O tempo deve ser previsto e jamais ser alongado. Dentro de 40 minutos é possível realizar todo o trabalho do grupo. A boa administração do tempo é o segredo para a perseverança dos homens na oração.
Fonte: aqui

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano A

«Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz e siga-Me."
A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir a “loucura da cruz”: o acesso a essa vida verdadeira e plena que Deus nos quer oferecer passa pelo caminho do amor e do dom da vida (cruz).

Leituras e comentários:  aqui

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Francisco diz que bisbilhotice e maledicência são «sinal» do diabo

(Lusa)
O Papa Francisco denunciou hoje no Vaticano os “pecados” que afetam a unidade da Igreja, em cada comunidade católica, e afirmou que a bisbilhotice e maledicência são “sinal” do diabo.
“A divisão é um dos pecados mais graves numa comunidade cristã, porque a torna sinal, não da obra de Deus, mas da obra do diabo”, alertou, na audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro, perante dezenas de milhares de pessoas.
Segundo o Papa, o diabo é “aquele que separa, destrói as relações, semeia preconceitos”.
“Deus, pelo contrário, quer que cresçamos na capacidade de nos acolhermos, perdoarmos e amarmos, para nos parecermos cada vez mais com Ele que é comunhão e amor”, acrescentou.
Francisco observou que os pecados contra a unidade não são só “as grandes heresias, os cismas” mas também as “falhas” presentes nas comunidades, que definiu como “pecados paroquiais”.
“Por vezes, as nossas paróquias, chamadas a ser lugar de partilha e de comunhão, são tristemente marcadas por invejas, ciúmes, antipatias”, lamentou.
Deixando de lado o discurso preparado, o Papa perguntou aos presentes se era “bom” haver “bisbilhotice” nas paróquias, por exemplo, quando alguém assume cargos de responsabilidade.
“Isto não é a Igreja, isto não se deve fazer. Não digo que corteis a língua, tanto não, mas pedir ao Senhor a graça de não o fazer. Isto é humano, mas não é cristão”, precisou.
Francisco sustentou que estes “pecados” acontecem quando as pessoas se colocam “em primeiro lugar” e no “centro”, com as suas ambições pessoais, julgando os outros.
O Papa falou ainda nas “divisões” que aconteceram na história da Igreja, com “guerras” entre cristãos, apelando à oração entre cristãos e a um “exame de consciência”.
A catequese insere-se num ciclo de conferências sobre a Igreja, “santa, por ser fundada por Jesus Cristo” e “composta por pecadores, que fazem todos os dias a experiência das suas próprias fragilidades e misérias”.
O Papa deixou depois saudações em várias línguas, incluindo aos peregrinos lusófonos: “O Senhor vos encha de alegria e ilumine as decisões da vossa vida, para realizardes fielmente a vontade do Pai celeste a vosso respeito. Rezai por mim. Não vos faltará a minha oração e a bênção de Deus”.
In agência ecclesia

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Quer se encontrar com Deus? Ouça esta música!

Dois minutos do seu dia para elevar a alma e o coração a Deus
Excelente oportunidade para recordar o bem que as pessoas consagradas fazem ao mundo: elas nos aproximam de Deus e nos lembram que nosso destino é o céu.  
Um coral virtual de carmelitas se uniu para interpretar uma versão da poesia "Nada te perturbe", de Teresa de Ávila, na comemoração dos 500 anos do nascimento da santa. A música foi composta pela carmelita Claire Sokol.  
Enquanto ouve a canção, eleve sua alma a Deus em oração e agradeça-lhe pelo seu amor... e pelo dom das vocações no mundo!

A poesia original de Santa Teresa que inspirou a música é esta:   
Nada te perturbe, nada te espante:
tudo passa, Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
Quem a Deus tem, nada lhe falta:
só Deus basta.
  
Eleva o pensamento, ao céu sobe.
Por nada te angusties, nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue, com grande entrega
e, venha o que vier, nada te espante.
Vês a glória do mundo? É glória vã;
nada tem de estável, tudo passa.
   
Deseja as coisas celestes, que sempre duram.
Fiel e rico em promessas, Deus não muda.
Ama-o como merece, Bondade imensa.
Quem a Deus tem, mesmo que passe por momentos difíceis,
sendo Deus o seu tesouro, nada lhe falta.
Só Deus basta.

Fonte: aqui

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Roubo aos pobres

...
O consumismo incentivou-nos ao hábito do desperdício. Mas a comida que se deita fora é como se fosse roubada aos pobres e aos famintos.
Papa Francisco

A refeição, prova do amor de Deus

sábado, 23 de agosto de 2014

A Laura e os desanimados da vida de hoje


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Faz parte do grupo de desanimados da vida de hoje. Cuido que hoje o desânimo faz mais parte da vida das pessoas do que no tempo em que as contrariedades não eram mais que obstáculos da vida. Cuido que hoje as contrariedades da vida se transformam excessivamente em formas de viver sem vontade. A Laura é boa senhora, boa mãe, boa funcionária, boa cristã. Mas ultimamente entrou pela porta larga deste grupo, passou a fazer parte dele. Anda cansada de não ser fácil o emprego, a relação com os seus e com os que não são seus, e com mais uma série de coisas que nem soube enumerar. Ó Laura, quando estamos bem connosco, o problema pode ser grave, mas será sempre pequeno. Quando não estamos bem, o problema pode até ser pequeno, que será sempre grave. Por isso, Laura, antes de te debruçares sobre os teus problemas, debruça-te sobre ti. Encontra-te e encontrarás todas as respostas. Procura estar bem por dentro e tudo será mais fácil por fora. Na verdade os problemas têm sempre duas formas de se encararem. Ou com desânimo. Ou com ânimo. Em ambos os casos os problemas são o mesmo. Mas são vistos e sentidos de forma diferente, assim como têm peso diferente na nossa vida. Um, de tão pesado, deita-nos por terra. O outro tem o peso que tem, mas lança-nos em frente.
Li aqui

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

AO FALAR DOS OUTROS, FALAMOS DE NÓS

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O problema da intriga é que ela não se reduz a quem a lança. O maior problema é haver quem a alimente, quem a fomente.
Mas não é só o alvo da intriga que fica em causa. O promotor da intriga também não se sai bem.
Aliás, uma pessoa minimamente séria fica mais ao lado do alvo da intriga do que do causador da intriga.
Era o que pensava Freud: «Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais sobre Pedro do que sobre Paulo».
E, habitualmente, o que sabe não é muito favorável.
Quantas vezes, vistos os factos, o que se diz até é infundado.
Cuidado com o que se diz sobre os outros porque, no fundo, estamos a dizer sobre nós.
A raiva acaba por obscurecer a lucidez!
Fonte: aqui

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

3 motivos que levam os católicos a abandonar a Igreja

O que acontece quando somos vacinados contra a mensagem autêntica de Jesus Cristo?

"Então, cara...", comecei, um pouco nervoso. Esta foi a nossa primeira conversa de verdade sobre a fé. "Tem algum livro específico da Bíblia sobre o qual você gostaria de saber mais?".

Ele hesitou brevemente e, com olhar pensativo, respondeu: "Bom, eu queria que você me contasse tudo sobre o cristianismo. Como é que ele começou? O que ele significa hoje em dia?".

Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Nunca tinham me feito perguntas desse tipo. Ficamos uma hora repassando a história da salvação, de Adão e Eva aos Atos dos Apóstolos e terminando com um intenso debate sobre a missa. Foi impressionante. Mesmo!

Eu tinha conhecido Ling, um estudante de Pequim, durante um evento do Newman Center, algumas semanas antes. Novo nos Estados Unidos e com vários amigos cristãos, Ling tinha muitas perguntas sobre essa estranha pessoa chamada Jesus, de quem ele só tinha ouvido rumores até então.

Por que eu estou contando essa história? Porque havia algo de diferente em Ling. Ele era receptivo. Ele fazia perguntas sinceras, humildes, curiosas. Ele queria saber mais. Depois de conversar com ele durante vários meses, um súbito lampejo me chamou a atenção: Ling tinha sido poupado de um fenômeno que, em nossa juventude, atingiu quase todos nós que crescemos na sociedade pós-cristã: ele não tinha sido vacinado contra o cristianismo.

Você sabe como funciona a inoculação: uma versão enfraquecida de uma doença é injetada no seu sangue. O seu sistema imunológico, percebendo o intruso, dispara o alarme e começa a produzir anticorpos que atacam os invasores, destruindo-os.

Depois disso, toda vez que a versão real da doença tentar entrar no seu corpo, o seu sistema imunológico vai reagir e matá-la. A inoculação é uma ótima forma de treinar o seu corpo no reconhecimento e no combate às doenças que ele já viu antes. Bom, eu não sou microbiologista, mas acho que você entendeu a ideia.

É claro que tomar uma vacina para prevenir doenças como varicela e hepatite B é muito bom. Mas o que acontece quando nos vacinamos contra uma visão de mundo? Contra um sistema de crenças? O que acontece quando, numa época repleta de destroços de uma cultura cristã que já foi robusta e abrangente, nós ficamos imunes e incapazes de receber a verdadeira, autêntica e salvadora mensagem de Jesus Cristo?

O que acontece quando o cristianismo se reduz a “uma doença que já vimos antes”?

Uma vacina contra a Verdade

Fulton Sheen estava certo sobre uma série de coisas, incluindo a seguinte:

"Não há nem sequer cem pessoas nos Estados Unidos que odeiam a Igreja Católica. Mas há milhões que odeiam o que erroneamente acham que a Igreja Católica é".

Sheen entendeu a tragédia da nossa inoculação. Muita gente odeia ou abandona a Igreja porque foi levada a acreditar em um falso evangelho.

Vou destacar três das mais insidiosas "falsificações" do cristianismo; três mentiras que, mascaradas de verdade, levam as pessoas a rejeitar o cristianismo por inteiro. Precisamos acabar com elas.

3 motivos que levam os católicos a abandonar a Igreja

1. "Eu imaginava Deus como um velho de longas barbas brancas, sentado numa nuvem do céu. Agora eu já enxergo o quanto isso é ridículo. O cristianismo é simplesmente uma fantasia".

Eu não sei dizer quantas vezes já ouvi ex-católicos fazendo comentários desse tipo. Imagens de desenho animado de um Deus barbudo ou de anjos com asas foram incorporadas ao nosso subconsciente. Até Michelangelo pintou Deus desse jeito na sua famosa "Criação".

Mas nós temos que lembrar que as imagens de seres imateriais nunca foram feitas para ser interpretadas literalmente. Elas são apenas símbolos que pretendem ilustrar verdades metafísicas abstratas que a imaginação sozinha não consegue entender. A representação de Deus feita por Michelangelo era muito menos uma descrição literal do que um “comentário visual” sobre a sabedoria, a atemporalidade e a eternidade de Deus.
Nós somos humanos e amamos imagens. Mas até as imagens sacras podem nos vacinar contra a verdade se não formos cuidadosos com elas. Não podemos deixar uma imagem física substituir uma realidade espiritual ou permitir que a imaginação derrote a inteligência na tarefa de discernir o que é a verdade.

"Não há nada a ser feito com o intelecto até que a imaginação seja posta com firmeza em seu lugar" (Frank Sheed).
 
2. "O ponto central do cristianismo é fazer o bem e ser uma boa pessoa. Eu posso fazer isso sem religião".

Quando eu pergunto às pessoas qual elas acham que é a mensagem central do cristianismo, a resposta mais comum é esta: "ser uma boa pessoa".

Se esta fosse a verdadeira mensagem do cristianismo, eu não culparia as pessoas por abandoná-lo. Quem é que iria querer seguir todas essas regras, manter todas essas posições políticas impopulares e passar todas essas horas sentado, ajoelhado e em pé quando poderia muito bem abandonar todos esses aspectos da religião e ainda assim ser "uma boa pessoa"?

Jesus Cristo não foi apenas uma boa pessoa. Ele é o Filho de Deus feito homem e morreu para que pudéssemos viver em eterna relação de amor com Deus. Cabe a nós responder a este convite comprometendo a nossa vida com Ele.

"Deixe a religião ser menos teoria e mais um caso de amor" (G.K. Chesterton).
 
3. "Muitos indivíduos da Igreja cometeram uma enormidade de erros e de decisões erradas. Esta Igreja está cheia de pecadores e eu não quero fazer parte disso".

Temos que ter sempre muita sensibilidade para com quem foi machucado por indivíduos que fazem parte da Igreja. Eles têm razão: a Igreja está cheia de pecadores e sempre esteve, desde as traições de Pedro e de Judas.

Mas, ao mesmo tempo em que a Igreja está cheia de pecadores, ela também é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica fundada por Jesus Cristo e guiada pelo Espírito Santo. Abandonar a Igreja porque ela está cheia de pessoas pecadoras é como desistir da academia porque ela está cheia de pessoas fora de forma. Temos que promover a reforma da nossa Igreja, mas de dentro dela!

"A Igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores" (Abigail Van Buren).
 
O remédio: redescobrir o mistério

Citei três das maiores mentiras sobre o cristianismo; mentiras que, incutidas em nosso subconsciente, podem nos impedir de chegar algum dia a compreender de verdade a mensagem autêntica do Evangelho.

Felizmente, há maneiras de combater a síndrome do “eu já vi isso antes”. Se alguém que você conhece caiu nessa armadilha, tente algumas destas técnicas de “desvacinação”:

1. Derrube os mitos. Ajude as pessoas a enxergarem que a nossa cultura as vacinou com falsos evangelhos.

2. Proponha as Escrituras. Não deixe a fé ficar velha. Ensine as pessoas a experimentar os milagres da Encarnação e da Ressurreição de novo, através dos olhos dos primeiros cristãos.

3. Seja como Ling. Desafie as pessoas a se aproximarem de nosso Senhor com honestidade, humildade e de coração aberto. Se nós fizermos isso, o Deus que torna novas todas as coisas vai nos transformar de uma forma que nunca imaginamos que fosse possível!

Eu mencionei apenas alguns dos falsos evangelhos que vejo por aí. E você, também percebe outras formas “moles” da fé cristã que impedem as pessoas de receber a verdadeira mensagem vivificante de Jesus Cristo?
Fonte: aqui

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Uma mãe que quer baptizar seu filho

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Ligou para o telemóvel. Já fui à sua procura, senhor padre, três vezes e não o encontrei. Escusado será dizer que não me procurou nas horas em que devia e que a maioria dos paroquianos sabe que estou à disposição. Algumas dessas horas até se confundiram com as horas das eucaristias da paróquia. Sorri na mesma sem maldade. Depois disse que queria baptizar a filha. Certo, e perguntei-lhe em que dia estava a pensar. Queria no dia tal que é um Sábado. Informei que os baptizados eram durante a Eucaristia, de preferência a dominical, porque no baptismo se entrava na Comunidade Cristã e eu fazia questão de levar isto a sério. É também assim que aconselham as normas. Ela disse que não havia mal e que podia ser na missa de Sábado. E aquela mãe não sabia, apesar de eu estar aqui há mais de dois anos, que, para poder dar alguma assistência nas muitas outras paróquias que tenho, aqui não há missa ao Sábado. Claro que esta forma de não saber as coisas pode dizer muito do tipo de católica que ela é. Tudo ficou esclarecido. Tanto quanto possível. Mas passada que foi uma hora voltou a ligar. Pelo menos foi correcta. Há quem não chegue a tanto. Olhe, senhor padre, é só para dizer que, como não dá para ser no Sábado, nós vamos fazer o baptizado na paróquia tal, que é a dos meus pais. Pediu-me desculpa e desligou. Aceitei, como é óbvio. Não é meu feitio complicar estas coisas. Mas agora que passou outra hora, de repente parei para pensar e senti assim como que uma nostalgia. Aquela mãe tem todo o direito de fazer as suas escolhas e destas serem respeitadas. Esforço-me até ao tutano para não julgar. E continuo a esforçar-me. Se calhar ainda não é suficiente. Não tem mal a decisão daquela mãe. Está no seu direito. Mas sendo uma cristã que não sabe das coisas básicas da comunidade em que está inserida, saberá das mais profundas?
Li aqui

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A cadelita que trancou a porta da carrinha

Fátima, 20 horas do dia 15 de Agosto. Parque de estacionamento.
Havíamos estacionado os carros num dos parques de estacionamento do Santuário de Nª Senhora de Fátima, dirigindo-nos em seguida para a Capelinha das Aparições para participar na Eucaristia.
Finda a Missa, fomo-nos dirigindo, em momentos diferentes, para o parque, até porque estava frio.
Um dos nossos, que foi o primeiro a chegar, encontrou uma família muito aflita. É que tinha abandonado a carrinha, com a chave dentro, deixando lá a cadelita que, de tanto saltar junto ao vidro, acabaria por trancar a porta por dentro. O frio, a aflição do animalzito, a necessidade de arrancar, tudo punha em pânico aquela gente.
As pessoas haviam tentado tudo. Até as borrachas do vidro do veículo retiraram. Mas, nada!
Ao verificar a cena, aquele nosso companheiro não ficou indiferente, tentou ajudar. Pediu que lhe arranjassem um arame. Com este, lá conseguiu abrir a porta perante as arremetidas furiosas da cadelita que, frente ao desconhecido, pensaria que seria ladrão.
Aquela família, aliviada, agradeceu empenhadamente. Mas o nosso companheiro foi acrescentando: "Olhem, eu fiz isto, mas não sou ladrão. Aliás nunca o tinha feito." As pessoas riram então a bom rir, até para descarregar os nervos...
"O que fizerdes a um dos meus irmãos é a Mim que o fazeis", diz Jesus. Por isso imagino o sorriso de orelha a orelha de Nossa Senhora perante o gesto solidário, ativo e interventivo, daquele companheiro nosso. Maria fica sempre feliz quando somos solidários, fraternos, ajudantes.
Então fazer sorrir Nossa Senhora de felicidade depende de nós.

sábado, 16 de agosto de 2014

Onde fica Deus na Praia?


A praia atrai tudo. Comércio de todo o tipo, bares, restaurantes, música, etc.
Parece que só Deus não tem lugar na praia...
Milhares e milhares de pessoas. Ausência de sinais da presença de Deus.
Não conheço a dinâmica pastoral da Diocese algarvia. Mas reconheço que algo deveria ser feito. Afinal Deus tem direito a que O mostrem na praia!
Em dioceses como Aveiro, têm-se multiplicado nos últimos anos gestos, ações e eventos de cariz cristão junto das praias. Julgo que o exemplo deveria ser seguido.
Sei dos limites de qualquer Igreja Local para acorrer a tantos locais de turismo que arrastam  milhares e milhares de pessoas. Não me é difícil compreender as dificuldades com que a Igreja algarvia se defronta, mormente a nível de agentes pastorais.
Mas não deveria a Igreja portuguesa conjugar esforços para apoiar as dioceses que recebem no Verão tanta gente e não têm capacidade de resposta? Não seria um ótimo meio de exercer a comunhão das Igrejas?
As ordens religiosas, os movimentos laicais, mormente juvenis, não poderiam apoiar? Por exemplo, não poderiam as dioceses do interior assumir a dinamização pastoral de um conjunto de praias? Não poderiam as muitas ordens religiosas chamar a si a dinamização pastoral de espaços turisticamente mais concorridos?
Não poderia Aveiro ser exemplo para outras dioceses?

sábado, 2 de agosto de 2014

Sexualidade! Como educar os filhos?



O trabalho de oferecer educação sexual aos filhos deverá ser entendido como uma ação da família, algo que já foi implantado desde quando os pais decidiram tê-los. Vencer as resistências sobre esse assunto é demonstrar amadurecimento, equilíbrio pessoal e sexual no processo educativo dos filhos. Pensando assim, pode-se afirmar que a sexualidade não é uma fase que cai de paraquedas no início da puberdade, em torno dos 12 anos, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ela é fruto da relação que foi construída entre a mãe e o filho e do empenho do pai diante da sua função.
A sexualidade não se educa numa lição ou conversa, mas pelo testemunho de uma boa convivência, da presença constante do diálogo, do abraço, do reconhecimento do valor que os pais e os filhos têm no ambiente familiar, além das estratégias próprias que esse conteúdo exige para que seja educado em casa, e não tão somente na escola ou pelos meios de comunicação.
A grande porta aberta e disponível aos filhos está sendo os canais abertos de TV sem total controle dos pais, a exposição de revistas e sites pornográficos, a falta de esclarecimento das dúvidas apresentadas pelos meninos e pelas meninas e a condição de despreparo na qual muitos pais se encontram, fazendo com que as orientações sejam antecipadas ou postergadas.
Atualizar-se para educar os rebentos nessa dimensão não significa que será preciso abandonar o que foi aprendido nas gerações passadas dos seus familiares. Ao contrário dessa ideia, acredita-se ser necessário que os pais tirem proveito do que lhes foi ensinado, atribuindo novos significados e novas formas de ensinar e de aprender. Uma orientação dessa natureza deverá nascer das crenças, dos costumes e princípios da família, mesmo que estejam um tanto quanto ultrapassadas. Caso contrário, os pais viram fantoches das orientações despersonalizadas, sem responsáveis, sem donos, entregues ao vento. Será a partir da sua própria história que os pais deverão nortear essa formação. Portanto, trata-se de uma orientação que não deverá ser terceirizada à escola ou aos meios de comunicação. Uma família cristã deverá considerar os ensinamentos da Igreja e fazer uma opção baseada no Evangelho.
Conversar com os filhos sobre a expectativa que os pais têm em relação à vida sexual deles não deve ser nenhum bicho de sete cabeças, mas algo tão simples quanto falar da vocação profissional, das vestimentas adequadas para determinados ambientes e tantos outros assuntos necessários, a fim de que se estabeleça um vínculo familiar duradouro e fortalecido no amor, na aceitação e no respeito. Mas é justamente nesse assunto que as famílias travam e o rito da virgindade, da proteção e defesa ao corpo não são conversados nem discutidos em família. É encarado ou com muita simplicidade ou com estranha complexidade, virando motivo de crítica, descaso ou um papo de crentes ou de católico carismático. A falsa ideia de que as famílias têm de acompanhar a modernidade as afasta da oportunidade de tentar ser uma célula que gera vida, que se posiciona diante do que é efêmero e do que traz consequências danosas. A omissão não deverá ser entendida como respeito, mas como demonstração do medo que paralisou para agradar a sociedade nascida de um sistema considerado bruto, desigual e desumano. Por que o mundo pode apresentar suas ideias em nossa casa e nós não podemos viver nele de acordo com a nossa formação e com o nosso proceder?
O que você pensa sobre sexualidade? Você é daqueles pais que dizem que o filho tem de ser um pegador e a filha uma princesa? Nós estamos no mundo para fazer a diferença também na forma como conduzimos a nossa sexualidade. Inclusive, é um grande motivo para completar, diariamente, o bem-estar do casal.
Segundo Richard O. Straub, em seu livro ‘Psicologia da Saúde’, no mundo inteiro, mais adolescentes estão se tornando sexualmente ativos numa idade mais precoce do que nunca. A tríade está formada: tabaco, drogas (lícitas e ilícitas) e sexo livre são elementos comuns na vida dos jovens. O estudioso alerta sobre a adolescência de risco quando consideramos a sexualidade de forma tão banal. Com a chegada da puberdade e da adolescência, os filhos se tornam mais responsáveis por sua saúde, tomando decisões que favorecem e algumas que comprometem o seu bem-estar físico psicossocial.
A gravidez indesejada, por exemplo, e as consequências negativas da atividade sexual precoce implicam em vários transtornos que incluem as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs); consequentemente, esse comportamento não produzirá autoestima, mas produzirá tantos outros problemas como já se observa nos dias de hoje. Contudo, não será o discurso moral nem o religioso que dará conta dessa formação. Não se trata apenas de uma condição social, mas genética. Mudanças hormonais, fatores sociodemográficos e a necessidade de aceitação pelo grupo de amigo faz com que o adolescente, de acordo com Straub, comporte-se de forma que o ajude a ser aceito. Essas necessidades deverão estar sob os cuidados da família, da escola, da Igreja e do Estado.
A Palavra de Deus nos diz que o testemunho edifica a alma. Então, o testemunho dos pais é uma grande arma para distorcer as informações que chegam velozmente em nossa casa. Um dia, meu filho me perguntou: “Mãe, quantas vezes na semana você namora o meu pai?”. Eu lhe respondi: “Filho, ainda bem que não tenho essa reposta para lhe dar. Namorar com seu pai não é uma obrigação, é maravilhoso e necessário para o casal”. Continuei: “Mas sei lhe dizer que, quando estamos bem, o namoro sempre acontece; quando estamos chateados, o perdão precisa vir primeiro”. Meu filho sorriu e saiu convencido da resposta. Outro dia, uma irmã de comunidade disse para ele: “Como faço para o meu filho ter a mesma intimidade comigo como vejo que você tem com seus pais?” Ele respondeu: “A uma altura dessa está difícil! Desde que sou pequeno, trocamos roupas e tomamos banho juntos. Aqui em casa, conversa-se sobre tudo, até…” Nesse momento, ele olhou para mim e sua expressão disse tudo: sexualidade!
Por Judinara Braz (Canção Nova),  aqui

Há quem se preocupe com o Bem Comum...


O Sr Pereira e a D. Rosa (Chave d'Ouro) ofereceram à paróquia umas dezenas de cadeiras. Enquanto algumas delas entraram já em uso, outras aguardam a conclusão da obra para ocuparem as novas salas.
Muito obrigado, sr Pereira e D. Rosa!
Se cada um dos paroquianos e dos amigos ajudar um bocado, o bem comum de todos será conseguido.
Esperamos que o exemplo pegue!