sexta-feira, 19 de outubro de 2012

VAMOS A ISTO, AMIGOS!?

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IMAGENS DO CENTRO PAROQUIAL SANTA HELENA DA CRUZ
Para serem visualizadas pelos amigos e por todas as pessoas de bem.
AGORA, mais do que nunca, o CENTRO PAROQUIAL PRECISA DA AJUDA E DO EMPENHO DE TODOS OS AMIGOS e pessoas de bem...


 VAMOS A ISTO, AMIGOOOOOS!


 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ORAÇÃO PARA O ANO DA FÉ

Senhor, aumenta a minha fé
Senhor, eu creio. Eu Te louvo pelo dom da fé e
reconheço que estou ainda longe de ter a mesma fé
de Abraão, de Moisés, de tantos profetas e de Maria.
Renova em mim o dom da fé recebido no Batismo,

confirmado no Crisma e reanimado em cada Eucaristia.
Diante de tua presença, professo que creio,
mas aumenta a minha fé.
Senhor, que a minha fé seja total, sem reservas;

que ela transforme a maneira como julgo as
coisas divinas e as coisas humanas.
Senhor, que a minha fé seja livre,

quero aceitar livremente Tua vontade com
todas as renúncias e deveres que ela comporta.
Senhor, que a minha fé seja forte.

Que eu possa caminhar sobre as águas revoltas e
em Teu Nome eu possa mover montanhas.
Senhor, que a minha fé seja alegre,

que ela dê paz e alegria á minha alma,
que ela me torne disponível para servir a Deus e
para servir os irmãos.
Senhor, que a minha fé seja atuante e

que seja também uma contínua busca de Ti,
 um contínuo testemunho, um contínuo apostolado.
Senhor, que a minha fé seja humilde,

que não se fundamente na minha opinião, nem nos meus sentimentos;
mas que eu adira sempre ao Espírito Santo e à Igreja, minha mãe e mestra.
Senhor, que a minha fé seja caritativa,
que se manifeste no meu amor por Ti e pelos irmãos e
se transforme em atos de generosidade e de doação.
Amen. 

A nova Evangelização

Começou em Roma no passado dia 7 de outubro uma reunião com representantes das Conferências Episcopais de todo o mundo a que se chama Sínodo. A sua finalidade é encontrar novos meios de levar a todas as pessoas o Evangelho de Jesus Cristo.

De Portugal estão presentes D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e D. António Couto, Bispo de Lamego.

E o início dos trabalhos do Sínodo dos Bispos ficou marcado pelos apelos à mudança de atitude e de linguagem, para além de reconhecer que nem sempre os católicos dão bom testemunho.

O arcebispo de Bruxelas e presidente da Conferência Episcopal da Bélgica, D. André Léonard, Bruxelas, afirmou perante os mais de 260 participantes – o maior número de sempre numa assembleia sinodal – que a "realidade do mal" é mesmo um dos "travões" para a acção evangelizadora.

D. Gervas Rozario, bispo de Rajshahi (Bangladesh), interveio para apelar ao combate contra o materialismo e o consumismo: "O sentido negativo da pobreza, como é vivida pelas populações asiáticas, é sobretudo resultado da cobiça insaciável de poucas pessoas, ricas e poderosas". Este responsável defendeu que os líderes católicos "têm de abrir o seu coração para se deixarem evangelizar pelos valores evangélicos dos pobres".

Num encontro com jornalistas, o porta-voz para a imprensa hispânica e lusófona, padre José Maria Gil Tamayo, deu conta dos trabalhos realizados pelos bispos que integram os dois grupos (círculos menores) destas duas línguas.

O responsável destacou a intervenção de frei José Rodriguez Carballo, ministro geral dos franciscanos, o qual alertou para o risco deste Sínodo "dar respostas a perguntas que ninguém faz" e pediu formação intelectual para o diálogo com o "mundo da descrença".

Vários participantes lamentaram o tom "demasiado sombrio" de algumas intervenções e pediram que a assembleia sinodal seja um "apelo à esperança", disse ainda o padre Gil Tamayo.
Fonte: aqui

terça-feira, 16 de outubro de 2012

UMA NOTÍCIA QUE ESTÁ ABALANDO O EGITO

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Um muçulmano egípcio matou sua esposa porque ela estava lendo a Bíblia e então a enterrou com seu bebê nascido há poucos dias e uma filha de 8 anos de idade.
As crianças foram enterradas vivas! Ele então disse à polícia que um tio havia matado as  crianças. Quinze dias mais tarde, outra pessoa da
família morreu.
Quando foram enterrá-la, encontraram as duas crianças sob a areia? E VIVAS!
O país ficou em choque e o homem será executado... Perguntaram à menina de 8 anos como ela havia conseguido sobreviver por tanto tempo e ela disse: "Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã".
Ela foi entrevistada no Egito numa TV nacional por uma mulher jornalista que tinha o rosto coberto. Ela disse na TV pública, 'Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!'
Os muçulmanos acreditam que Isa (Jesus) aparecerá para fazer coisas desse tipo, mas as feridas em Suas mãos dão provas de que Ele realmente foi crucificado e que Ele está vivo!
Também ficou claro que a criança não seria capaz de inventar essa história e não seria possível que essas crianças vivessem sem um milagre verdadeiro.
Os líderes muçulmanos terão muita dificuldade em lidar com essa situação e a popularidade do filme 'Paixão de Cristo' não os ajuda!
Como o Egipto está bem no centro da media e da educação do Oriente Médio, você pode ter a certeza de que essa história vai se espalhar rapidamente.
Jesus Cristo ainda está deixando o mundo de pernas pro ar!

(Enviado por email)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Resumo da intervenção de D. António Couto no Sínodo dos Bispos

A Igreja de ontem, de hoje e de sempre, deverá possuir os traços do rosto de Jesus Cristo. Deve, por isso, ser filial, fraterna, afectuosa, próxima e acolhedora, como bem a representou o beato Papa João Paulo II na Catechesi tradendae [1979], n. 67, e na Christifideles Laici [1988], n. 26.
Deverá ter a dinâmica das primeiras comunidades cristãs, como o autor do livro dos Actos dos Apóstolos as apresentou: permanentemente atentas à Palavra de Deus, à comunhão, à fracção do pão e à oração (2, 42-47; 4, 32-35; 5, 12-15), átrio permanente da fraternidade aberta ao mundo, de modo a ser e a espelhar uma Igreja jovem, ágil e bela, tão jovem, ágil e bela que as pessoas lutarão para entrar nela.
Deverá ser, para além disso, uma Igreja anunciadora, completamente vinculada ao seu Senhor, não seduzida pelas novidades da última moda, mas bem consolidada na fidelidade ao seu Senhor, que se traduz no dom total de si, num estilo de vida pobre, humilde, despojado, feliz, apaixonado, audaz, próximo e dedicado. Sim, temos necessidade de anunciadores do Evangelho sem ouro, prata, cobre, alforge, duas túnicas… Sim, é de conversão que falo, e pergunto-me: porque é que os Santos lutaram tanto, e com tanta alegria, para serem pobres e humildes, e nós esforçamo-nos tanto para sermos ricos e importantes?
D. António Couto
13 de Outubro de 2012
Fonte: aqui

domingo, 14 de outubro de 2012

Já recomeçou a catequese paroquial

O Papa João Paulo II diz-nos  que a Catequese é uma "tarefa verdadeiramente primordial da missão da Igreja. Que ela é convidada a consagrar à catequese os seus melhores recursos de pessoal e de energias, sem poupar esforços, trabalhos e meios materiais, a fim de organizar melhor e de formar para a mesma, pessoas qualificadas". (CATECHESI TRADENDAE, 15)

No último sábado, pelas 15 horas, recomeçou a catequese 2012/2013.
Seguiu-se  aquilo que havia sido deliberado na Reunião Geral de Catequistas, com ligeiríssimas e necessárias alterações.
Bom, bom foi rever os catequizandos, acolher filhos, pais e catequistas.
Num tempo em que no interior se verifica um crescente deserto de crianças, nós, felizmente, continuamos a ter muitas - cerca de três centenas e meia. A comunidade tem que ser digna deste belíssimo jardim e investir nestes corações primaveris para que as tempestades da vida os não destruam.
Após a Eucaristia, em que foram "empossadas" 4 novas acólitas que durante um ano se haviam preparado para este serviço, teve lugar o esclarecimento aos pais:
- Foram convidados a frequentar a Escola Cristã de Adultos, serviço que a Paróquia põe à sua disposição para melhor poderem desempenhar o seu múnus de primeiros e principais educadores cristãos de seus filhos.
- Tomaram conhecimento dos catequistas dos seus filhos.
- Foram esclarecidos sobre as orientações da catequese e sobre o funcionamento do Centro Paroquial.
- Foram-lhes comunicadas algumas alterações que já este ano ou no próximo se vão verificar.
-  Foi-lhes pedida a melhor colaboração com a catequese paroquial, e sugeridas algumas formas de intervenção.
- Pediu-se-lhes que fizessem da Eucaristia a parte essencial da catequese, primeiro pelo seu próprio exemplo, depois pela palavra oportuna.
- Falou-se-lhes das atividades da catequese.

Seguidamente, cada grupo foi chamado  junto do altar-mor, acolhido pelo pároco que dedicou a cada um uma palavra específica e o entreguou aos catequistas que o conduziram ao Centro Paroquial onde tomou contacto com a sua sala e tive o primeiro encontro com os respectivos catequistas.
Houve ainda espaço para o pároco, a coordenadora da Catequese, D. Alda, e os catequistas acolherem os pais que quiseram tratar de questões específicas.

Este Ano da Fé é um tempo de graça para caminharmos melhor, mais unidos, mais determinados e mais convictos ao encontro de Cristo. Só ELE tem o segredo da felicidade.
Força, CATEQUESE PAROQUIAL! Que o Bom Pastor te conduza e possas chegar, alegre e feliz, pertinho de Deus.

Fé é o pássaro que sente a luz e canta quando a madrugada é ainda escura.
(Rabindranath Tagore)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano B

Leituras: aqui


«Abri nos corações a porta da fé
1. Tinha já entreaberta, no seu coração insatisfeito, a porta da fé! Este homem, no fulgor da juventude, um rico, a quem não devia faltar nada deste mundo para viver bem, sente e pressente, desde o mais fundo de si mesmo, que ainda lhe falta alguma coisa. Por isso, corre, ansioso, ao encontro de Jesus, e faz-lhe uma pergunta, muito pouco usual entre os mais novos: “Bom Mestre, que hei de fazer, para alcançar a vida eterna” (Mc 10,17)? Não procura dinheiro, saúde, sucesso. Procura uma luz, para orientar a sua vida! Mais do que uma regra moral, para a vida presente, ele quer conhecer o caminho da vida verdadeira, da vida plena. Ele volta-se para o Bom Mestre, na certeza de que só Ele pode responder à questão sobre o bem, porque só Ele é o único, que é bom! Trata-se, para ele, ao fim e ao cabo, de uma questão de vida ou de morte. De algum modo, podemos mesmo dizer, que nesta pergunta essencial, se adivinha o percurso de muitas pessoas do nosso tempo, que vivem “uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo”. Ora, “esta busca é um verdadeiro preâmbulo da fé, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mistério de Deus” (PF 9).
2. Por isso, tendo passado em revista e em exame, os mandamentos, do amor ao próximo, de que o jovem era um fiel cumpridor, Jesus não deixa de o desafiar a dar mais um passo, na estrada da perfeição. Com aquele olhar de amor, Jesus invade-lhe o coração de luz, como um raio laser, que se atravessa, na alma! Jesus desfere “a espada da palavra, que revela os pensamentos e intenções do coração” (Hb.4,12), com um desafio radical: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens; dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-Me” (Mc 10,21). Como quem diz: é importante cumprires os mandamentos, mas não é suficiente. É necessário, mas não basta, que te disponhas a ouvir um ensinamento e a cumprir um mandamento! Para atravessares a porta aberta da fé, falta-te uma coisa, que é simplesmente renunciar às coisas que não te fazem falta! Depois, se queres dar o passo decisivo, no caminho da liberdade, “vem e segue-Me”. E assim, Jesus não propõe ao jovem rico, mais uma coisa, ou uma coisa mais, uma ideia genial, uma regra de ouro, para a vida: antes, propõe-Se a Ele próprio, como Caminho, Verdade e Vida. Ele é a Porta: quem entrar por Ele será salvo (Jo 10,9). Para alcançar a salvação, é preciso abrir-se, na fé, à graça de Cristo!
3. A estas palavras cortantes, o homem perdeu a cor, «e retirou-se, pesaroso, porque era muito rico» (Mc 10,22)! E assim bateu, com a porta da fé, sem sequer chegar a atravessar o seu limiar. Este homem, no fundo, só conhece a Deus, como um dever; mas não conhece a alegria e a liberdade de seguir Jesus. Não é este, no fundo, o retrato de muitos cristãos, tíbios e falhados, sem verdadeiras convicções de fé? Não é este o retrato de tantos jovens, para quem os talentos de inteligência, se tornaram uma riqueza inconciliável com a beleza do Evangelho? Não faltará à nossa fé, aquele salto qualitativo de alegria, que brota do encontro com Jesus, que dá à nossa vida “um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (Bento XVI, DCE 1)? Não estará retratada, neste homem, a triste realidade, de tantos cristãos, que vivem do “rendimento mínimo da fé”, limitando-se a cumprir os mandamentos, sem nunca descobrir, nem aderir, na alegria, à pessoa de Jesus Cristo?! Não somos nós, muitas vezes, esta espécie de cristãos mornos, cansados e tristes, que desconhecem a experiência da alegria, própria de quem descobriu, em Cristo, o verdadeiro tesouro?!...
4. Queridos irmãos e irmãs: É este, no fundo, o desafio do Ano da Fé: “redescobrir o caminho da fé, para fazer brilhar, com evidência, sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (PF 2)! Ponhamo-nos, pois, todos a caminho, para conduzirmos os homens para fora do deserto e do vazio espirituais, “para lugares da vida, para Aquele que dá a Vida e a Vida na sua plenitude” (PF 3). Peregrinemos a esses desertos, levando o essencial da fé e do evangelho. Com efeito, «a fé cresce quando é comunicada como experiência de graça e de alegria» (PF 8). Lembra-nos, a propósito, o Papa: “Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade é o testemunho credível de quantos são capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros, ao desejo de Deus e de uma vida verdadeira” (PF 15).
5. Por isso, deixo-vos este mesmo desafio, [na Carta Pastoral, que hoje é publicada]: «Abri, nos corações a porta da fé»: abri nos vossos corações e nos corações dos vossos, a porta da Fé, se realmente quereis conhecer a alegria de uma vida bela, feliz e com futuro! Pois quando falta a fé, falta a luz interior e a alma de tudo o resto! E espalha-se o vazio e a desertificação espiritual!
A Maria, nossa Padroeira, «feliz porque acreditou» (Lc 1,45), peçamos, então, que nos ensine a fazer o que o Seu Filho nos mandou, para vivermos e propormos a fé, como fonte de alegria e de felicidade para todos!
Queridos irmãos e irmãs: deixai que vos diga uma vez mais: não batais com a porta, se Cristo vos bater à porta! Mas «abri nos corações a porta da fé
Fonte: aqui

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

INSCREVA-SE!

 
Escola de Formação Cristã de Adultos
 
No Ano da Fé:
- Se é adulto
- Se é jovem
Inscreva-se na Escola da Fé!
É só uma vez por `mês, no Centro Paroquial de Tarouca.
Basta preencher uma pequenina ficha na sacristia da Igreja Paroquial. Até ao fim de Outubro.
 
Lembre-se! A catequese é para toda a vida! Precisa de razões de acreditar. Precisa de saber mais para viver melhor a fé e poder  transmiti-la com outra autoridade.
Já diz Santo Agostinho: "Ninguém ama aquilo que não conhece."


Seja bem-vindo ao ANO DA FÉ que hoje começa!

11 de Outubro de 2011. Começa o Ano da Fé que terminará em 24 de Novembro de 2013.
- Faz hoje 50  que teve início o Concílio Vaticano II, convocado pelo Bom Papa João XXIII.
- Faz hoje 20 anos que foi promulgado o Catecismo da Igreja Católica  pelo Papa João Paulo II.

Que este ano da Fé:
- Ajude todos e cada um a aprofundar a fé, a viver a fé
- Convença todos e cada um que esta fé é a fé de um povo, a fé da Igreja.
- Consiga  levar a todos e cada um a sentir que a fé é um dinamismo de renovação pessoal da vida - a isso chama-se vocação à santidade
- Nos leve a encarar a fé como  desafio de anúncio, de ser testemunha, não da fé pessoal, mas da fé da Igreja
- Seja como que uma peregrinação pessoal e comunitária em que a fé seja conscientemente vivida
- Nos consciencialize que cada um de nós não tem a sua fé. Pertence a um povo, tem a fé da Igreja
- A vivenciar que a fé precisa das obras, pois sem elas está morta.

Então durante este ano:

- Leia a Carta Apostólica "PORTA FIDEI" (Porta da Fé) com a qual Bento XVI proclama o Ano da Fé.
AQUI

- Procure conhecer o Catecismo da Igreja Católica. Se é jovem, tem a versão jovem desse Catecismo - o YOUCAT.

- Conheça os documentos do Concílio Vaticano II.

- Reze em cada dia o Credo. Faça-o em família se possível. Família que reza unida permanece unida. Por exemplo, ao fim do jantar...
No Credo estão as verdades da nossa fé.

- Esteja atento às acções propostas pela sua comunidade e participe nelas.

Viva com alegria este Ano da Fé. Sinta-se disponível para caminhar.
Viva-o com os outros, pois só dando é que se recebe.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ano da Fé: Reaproximar sociedade de Deus

Bispos portugueses partilham expectativas sobre Ano da Fé que vai decorrer entre 11 de outubro de 2012 e 24 de novembro de 2013


Reforçar os alicerces das comunidades cristãs e recolocar Deus no centro de uma sociedade em crise são os principais objetivos da Igreja Católica portuguesa para o Ano da Fé que começa esta quinta-feira.
Em declarações concedidas à Agência ECCLESIA, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Policarpo, sublinha a necessidade de cada cristão “aprofundar” a sua relação com Deus, no sentido de ajudar a construir uma “Igreja viva” e “crente”.
O cardeal-patriarca de Lisboa propõe “a escuta da Palavra de Deus” e “a oração comunitária e pessoal” como “elementos decisivos” para um bom aproveitamento da iniciativa convocada por Bento XVI e que vai decorrer até 24 de novembro de 2013.
D. José Policarpo preside este sábado, em Fátima, à abertura nacional do Ano da Fé, durante a peregrinação de 13 de outubro.
Na Diocese de Lisboa, o lançamento do evento está marcado para 25 de outubro, data em que as comunidades locais vão assinalar a “Solenidade da Dedicação da Sé Patriarcal”.
O vice-presidente da CEP, D. Manuel Clemente, aponta como desafio transmitir a fé no meio de uma sociedade em rutura, dominada pela quebra de “tradições familiares e religiosas” e pela “possibilidade real ou virtual de cada um fazer o seu caminho, por necessidade ou gosto, ou a gosto induzido pelo marketing alheio”.
“Sendo a descoberta do Ressuscitado essencialmente comunitária, nas famílias, paróquias e demais agregações cristãs, como havemos de a proporcionar no atual contexto, tão disperso?”, questiona o bispo do Porto, que vai inaugurar o Ano da Fé com uma celebração eucarística no dia 4 de novembro.
D. António Sousa Braga, bispo de Angra, considera que a solução para este problema passa, antes de mais, por uma aposta séria na “formação” dos cristãos, para que estes, munidos de uma “fé esclarecida, celebrada e comprometida”, contribuam para a transformação da sociedade.
Para o prelado, os próximos meses devem ser aproveitados “para reavivar e robustecer, testemunhar e transmitir” a mensagem da Igreja Católica.
As intenções dos responsáveis episcopais portugueses para o Ano da Fé centram-se também na procura de respostas para a crise económica que atinge o país.
D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana do Castelo, convida as comunidades cristãs a privilegiarem este tempo para a prática da “caridade”, marca “identificativa” da Igreja e da espiritualidade católica.
O prelado sublinha que o apoio prestado aos mais necessitados “não se pode limitar ao âmbito estritamente eclesial” mas sim a todas as pessoas e comunidades, “sem distinção de raça, nação ou religião”.
Segundo o bispo da Guarda, é preciso reafirmar Cristo como alternativa a uma sociedade orientada para a “satisfação das necessidades materiais”, para a “competição desenfreada” e onde “cresce a falta de esperança”.
D. Manuel Felício sublinha que o modelo atual retira às pessoas “tempo e energias para o que é mais importante na vida”, ou seja, “a relação com Deus e nele a gratuidade das relações humanas, a começar pelas relações familiares”.
O Ano da Fé coincide com a comemoração dos 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II e dos 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica.
In AGÊNCIA ECCLESIA

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Igreja: Cardeal-patriarca diz que novo Concílio traria «perigo» de recuo

 
O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que um novo Concílio na Igreja Católica representaria um “perigo” para os avanços realizados desde o Vaticano II (1962-1965), que apresenta como o “maior acontecimento” do século XX.
“Outro Concílio seria um perigo, o Vaticano II não está recebido suficientemente para marcar o ritmo desse Concílio”, refere D. José Policarpo, numa entrevista hoje publicada no Semanário Agência ECCLESIA, dois dias antes do 50.º aniversário da abertura do último encontro mundial dos bispos católicos convocado pelo Papa João XXIII.
Segundo o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), nunca desapareceu “completamente” da Igreja Católica um “grupo pequeno de bispos do Vaticano II que estiveram sempre contra tudo”, os quais “não assinaram documentos” e, nalguns casos, “provocaram ruturas”.
“Essa tendência está hoje com mais visibilidade”, observa, acrescentando, por outro lado, que o Concílo "é ainda mais atual do que há 50 anos".
D. José Policarpo sustenta que as vozes que pedem um III Concílio do Vaticano vão em “dois sentidos” opostos: “Uns acham que é preciso ir muito mais longe nas mudanças da Igreja (ordenar as mulheres, deixar os padres casar…); a outra tendência quer rever o Vaticano II, tendo a coragem de dizer que se foi longe de mais. Isso é um perigo”.
“O grande desafio da Igreja é continuar a fazer a receção do Concílio Vaticano II, na fidelidade”, refere.
Para o cardeal-patriarca, o último Concílio foi mesmo “o maior acontecimento do século XX, em termos de história da humanidade”.
Do ponto de vista pessoal, o presidente da CEP recorda o início do evento, um ano após ter sido ordenado padre, como “um acontecimento empolgante, que mobilizou a Igreja toda”.
“Nós, que éramos jovens, vibramos muito com o Concílio”, recorda.
Este responsável sublinha que os bispos presentes rejeitaram o primeiro documento que lhes foi apresentado, o qual “retomava as condenações, sobretudo contra o modernismo, dizendo que o Concílio não se reunia para condenar, mas para anunciar”.
“Esta é uma surpresa, mais do que uma novidade. É uma primeira manifestação de que o espírito do Concílio vai ser outro”, sublinha.
D. José Policarpo lembra “o entusiasmo e a participação” das Igrejas de todo o mundo, e mesmo de fora da Igreja, em relação ao que acontecia em Roma, com mais de 2000 bispos presentes.
“O Concílio gerou uma euforia. Houve pessoas que pensaram que o Concílio ia mudar tudo e as coisas que queriam mudar mudaram-nas, dizendo que era o Concílio que permitia. Houve muita euforia conciliar que não tem nada a ver com a solidez da mensagem conciliar”, refere.
Num olhar sobre o meio século que se passou, o patriarca de Lisboa declara que a receção do Vaticano II “deu passos enormes, mas não se deram os passos completos”.
“É ainda reduzido o grupo do laicado que assumiu a dignidade e a responsabilidade de ser membro do povo sacerdotal, com todos os direitos e deveres”, assinala, a título de exemplo.
As declarações do cardeal-patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa foram transmitidas no programa '70x7' (RTP2, 09h30) deste domingo e publicadas integralmente no portal de informação da Igreja Católica em Portugal.
Veja aqui toda a entrevista. Vale a pena.
 
 
 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Reunião Geral de Catequistas

1- Grupos e Catequistas:
 1º Ano - Luís e Jerusa
 2º Ano - D. Alda, D. Aurora e D. Alice
 3º Ano - D. Marta e D. Belinha
 4º Ano - D. Albertina e D. Cândida
 5º Ano - D. Fininha e D. Augusta
 6º Ano - D. Isabel e D. Ana Maria
 7º Ano - Dr.ª Lurdes e Telma
 8 Ano - D. São e D. Guida
 9º Ano - Prof. César
 10º Ano - Prof. Isabel e Prof. Lucinda

2 - Calendário do Ano Catequético

A partir de 15 de Setembro, inscrições na Igreja dos meninos que vêm

para o 1º ano

Abertura da Catequese em 13 de Outubro:

-15 horas - Eucaristia, seguida de:

- Reunião geral de pais

- Distribuição dos grupos de catequese

1ª Interrupção: 22 e 29 de Dezembro (Natal)

2ª interrupção: 9 de Fevereiro (Carnaval)

2 de Março: Festa da Catequese, cujo tema será a FÉ, pois estamos no ANO DA FÉ

3ª interrupção: 30 de Março e 6 de Abril (Páscoa)

24 de Março: Comunhão Pascal

4 de Maio – Festa da Mãe e do Pai-Nosso

Crisma: durante a visita pastoral do sr Bispo, cujas datas ainda não sabemos.

2 de Junho: Profissão de Fé (Corpo de Deus), pois com a abolição do feriado, passa para o domingo seguinte

9 de Junho: 1ª Comunhão

9 e 10 de Junho – Peregrinação a Fátima

23 ou 30 de Junho (tarde) convívio de catequistas)
 
3 - Alterações
  1 - Os diplomas das festas da catequese NÃO serão distribuídos na Igreja após a cerimónia. Serão distribuídos na aula a seguir onde será feita a avaliação do ano e da cerimónia.
  2 - A partir do 3º ano, haverá uma prova final para cada ano, feita pelo catequista de acordo com o pároco. A prova não dará para reprovar, mas para que todos tenhamos a ideia da caminhada dos catequizandos.
  3 - Os catequizandos que se preparam para receber o Crisma têm que indicar o trabalho pastoral em que querem participar.
  4- De acordo com o proposto nos Catecismos Nacionais, a Primeira Comunhão passará a ter lugar no fim do terceiro ano de catequese. 

4 - Envolvimento dos pais na Catequese
A Catequese tudo fará para conseguir o envolvimento dos pais, porque estes são fundamentais na educação dos filhos. É desejável que este envolvimento seja contínuo e não ocasional.
Os pais podem participar na sessão de catequese dos filhos, dar o seu testemunho perante os catequizandos, contatar o catequista dos filhos. Por sua vez, os catequistas manifestam disponibilidade para falar com os pais, acolhendo-os.
O grupo de catequistas alegra-se e felicita os pais que têm mostrado disponibilidade para colaborar.

5 - A Catequese Paroquial pretende, através dos 7º, 8º, 9º e 10º anos levar a efeito uma ação para a comunidade, a ser planificada, divulgada e realizada em devido tempo.

6 - Outras atividades
 1º - Em cada último sábado do mês, os alunos do 7º, 8º, 9º e 10º anos participarão e animarão a Eucaristia no Lar, claro, cada ano por sua vez.
 2º - Durante os Domingos da Quaresma, como já é tradicional, os catequizandos do 5º ao 10º ano assumirão um papel importante na vivência da Eucaristia.

7 - O Centro Paroquial e a Catequese

-Até ao 6º ano, a catequese é ao sábado,

das 15 horas às 16 horas, seguida da Missa na Igreja às 16:15 horas

- Do 7º ao 10º anos, os catequistas combinam com os catequizandos o dia e a hora, sendo importante que, se não fosse ao sábado, fosse ao domingo antes da missa para os catequizandos participarem na Eucaristia. Caso seja possível, claro…

- Pede-se absoluta pontualidade…

- A catequese começa e termina com o toque da campainha

- Terminada a catequese, verificar sempre se as portas e janelas estão fechadas, se as luzes estão desligadas, se as cadeiras estão em ordem, se os banheiros ficam em condições.

-As crianças entram e saem sempre pelo portão lateral.

- Zelar com toda a alma e coração pela conservação do edifício e dos móveis. O que está ali é fruto do carinho, da generosidade e da caridade das pessoas. Nunca podemos esquecer isto.

- Muita atenção às paredes, evitar que as cadeiras risquem as paredes.

- Claro que qualquer grupo de catequese pode, se entender, usar durante outros dias o Centro para trabalhar em assuntos catequéticos.

A Catequese e a Missa

A parte mais importante da catequese é a Missa.

E como sabem, não há férias para a Missa.

Estamos no ANO DA FÉ!

A Missa (ou Eucaristia) alimenta a fé.

Que adianta vestirmos um traje de gala se andamos cheios de fome?

Caro pai! Cara mãe! Não deixe a Eucaristia por nada. Por si, pelo seu filho, por Deus que o (a) ama!

Lembre-se que o exemplo é tudo….

Vamos prestar atenção aos catequizandos que falham à Eucaristia….
 
Obs1.: É compreensível que quem estragar seja responsabilizado pelos danos causados.
Obs 2.: Podem sempre surgir pequenas alterações de última hora, pois trabalhamos com pessoas...


domingo, 7 de outubro de 2012

Venho para caminhar convosco na fé

Sou o Adriano, sou natural de Vila Nova de Foz Côa, tenho 24 anos e conclui a minha formação no Seminário de Lamego. No presente ano realizarei o meu estágio pastoral na Paróquia de São Pedro de Tarouca. Venho para fazer convosco uma caminhada de fé e de crescimeto. Venho para aprender com a comunidade, a quem ofereço o meu serviço na alegria da fé. A todos ofereço a minha amizade e de todos espero acolhimento e testemunho cristão.


O Dom da Vocação

O Evangelista São Marcos oferece-nos no seu Evangelho o relato do chamamento dos Doze Apóstolos de Jesus. Segundo o texto, «Jesus subiu a um monte, chamou os que Ele quis, e foram com Ele. Estabeleceu Doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar» (Mc 3, 13 – 14).
Este acontecimento não ficou perdido num passado remoto. Em todos os tempos, e também hoje, o Senhor Jesus sobe ao monte e chama os que quer. O Seminário é este monte de Jesus, o monte ao qual o Senhor sobe para chamar.
 Devemos recordar que na tradição da Sagrada Escritura o monte é o lugar do silêncio, da ascensão interior, é o lugar que nos distancia da vida comum e dos afazeres de todos os dias, é o lugar da Aliança selada no Sinai e no Gólgota, é o lugar da oração de Jesus. No monte o Filho dialoga com o Pai e, deste diálogo amoroso, brota a vocação dos discípulos. A vocação, portanto, é sempre iniciativa de Jesus que chama os que quer para tomarem parte da intimidade do Seu diálogo como Pai.
Mas a que foram chamados estes homens? Qual a vontade concreta de Jesus a respeito deles? O Texto de São Marcos dá-nos a resposta: o Senhor chamou-os «para estarem com Ele e para os enviar a pregar». À primeira vista parecem objetivos contraditórios. Jesus quer que os discípulos que chamou permaneçam a seu lado e, ao mesmo tempo, quer enviá-los a pregar. O que inicialmente parece ser uma contradição constitui, na verdade, uma unidade fundamental. Só quem está junto de Jesus pode ser enviado. Só quem O conhece, quem experimentou uma longa convivência com Ele é que pode leva-Lo aos demais. «Estar com Ele» é o componente primeiro e essencial da vocação sacerdotal. 
 Optar por esta vocação é dispor-se a subir o monte com Jesus, no monte fazer a experiência do amor de Deus, e descer do monte para dar testemunho desse amor ao serviço dos homens como ministros do Evangelho
 Tarouca é a terra de um monte, o monte de Santa Helena. Este ano da fé, que passarei na vossa companhia, será uma maravilhosa oportunidade para subi-lo com a alegria e esperança de quem sobe até Deus. E por que para Deus sobe-se descendo, desejo dispor-me ao serviço de todos e junto de Vós testemunhar a gratuidade do amor de Deus.
Adriano Assis

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A FÉ

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"Fé é o pássaro que sente a luz e canta quando a madrugada é ainda escura."
(Rabindranath Tagore)


"Essencial é para a fé não ver e crer no que não se vê."
(Louis Bourdaloue)

Com a fé, vejo mistérios; sem a fé, vejo absurdos.
(Pascal)

Não há homem de valor que permita que lhe arranquem do peito a fé na imortalidade.
(Johan Wolfgang Von Goethe)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: aqui
 
A Família que Deus quer
1. Era bem mais fácil, escapar ao incómodo da pergunta, sobre o divórcio, e ficarmo-nos hoje, pela parte mais simpática, do acolhimento devido às crianças. Mas, bem vistas as coisas, também as duas questões são indissociáveis! Quem mais do que as crianças, estará entre as vítimas de um casamento desfeito?! A palavra de Jesus, ao contrário do que parece, não nos autoriza, a uma condenação, pura e simples, de uma separação conjugal. Jesus põe o dedo na ferida, e aponta para a raiz do problema: a dureza do coração. E esta dureza visava sobretudo, à época, o machismo dos maridos, que, segundo algumas interpretações mais permissivas da lei, podiam «despedir» a esposa, bastando, para isso, que esta lhes fizesse qualquer coisa desagradável. Ora o projecto original de Deus não contempla o domínio do marido sobre a mulher, mas visa a beleza do ideal conjugal, pelo qual um e outro cheguem a ser e a viver, como «uma só carne», um só coração, uma só alma. Os dois, marido e mulher, são chamados a partilhar o seu amor, a sua intimidade e a vida inteira, com igual dignidade e em comunhão total. Neste sentido, Deus nunca poderá abençoar uma estrutura que gere a superioridade do homem e a submissão da mulher. Se há alguma submissão, esta é de ambos e para ambos, no amor de Cristo!
 
2. A vulgaridade com que o divórcio se justificava, no tempo de Jesus, revive-se, nos tempos de hoje, na facilidade e na banalidade, com que marido e esposa, se descartam de compromissos assumidos, diante de Deus e da sua Igreja. Bem sei que há casos e casas! Há casas e casos! «Cada caso é um caso». E também se podia dizer que «cada casa, é um caso»! As situações são muitas e, com frequência, muito dolorosas. Mas o que estes casais menos precisam é de uma «receita» celibatária, para sair da sua situação. Seria demasiado fácil. A principal coisa que lhes podemos oferecer é respeito, escuta discreta, alento para viver e, talvez, uma palavra lúcida de orientação.
3. Deixai-me prosseguir, um pouco mais esta conversa convosco, pois não queria deixar de lado, a situação dos filhos, sobretudo das crianças, que «sobram» do fracasso de uma relação conjugal. Há pais, que disputam os filhos, como se fosse uma parcela de terreno; mas também há os que se descartam deles, como se fosse artigos do passado. Todavia, não é, de todo e sempre, certo, que a separação dos pais, cause um trauma irreversível nos filhos; o que lhes causará dano ainda maior será o desamor, a agressividade ou o medo que, às vezes, acompanha uma separação litigiosa. Em todo o caso, nunca se deveria esquecer que os que se separam são os pais, não os filhos. Estes têm direito a continuar a desfrutar do seu pai e da sua mãe, juntos ou separados, e não têm que por que sofrer a sua agressividade, nem ser testemunhas das suas disputas e litígios. Por isso mesmo não devem ser coagidos, para que tomem partido por um ou por outro. Têm direito a que os seus pais mantenham diante deles uma postura digna e de mútuo respeito, sem nunca denegrir a imagem do outro; a que não os utilizem como «arma de arremesso» nas suas confrontações. É mesquinho, por outro lado, chantagear os filhos para ganhar o seu carinho com dádivas ou condutas permissivas. Pelo contrário, quem procura realmente o bem da criança, facilita-lhe o encontro e a comunicação com o pai ou a mãe que já não vive com ela. Os filhos têm direito, além disso, a que os seus pais se reúnam para tratar de temas relativos à sua educação e saúde, ou para tomar decisões sobre aspectos importantes para a sua vida.
 
4. O casal não pode esquecer que, embora estando separados, continuam a ser pais de filhos que precisam deles. Nem sempre é fácil, nem para quem fica com a custódia dos filhos (que esgotante é ocupar-se sozinho do seu cuidado!) nem para quem tem de viver daí em diante separado deles (que duro é sentir o seu vazio!). Estes pais bem precisam, em muitas ocasiões de apoio, de companhia, ou daquela ajuda, que nem sempre encontram no seu meio, na sua família ou na sua comunidade cristã.
5. Como o Papa, no VII Encontro Mundial das Famílias em Milão, também eu queria, por fim, “dedicar uma palavra aos fiéis que, embora compartilhando os ensinamentos da Igreja sobre a família, estão marcados por experiências dolorosas de falência e separação”. «Sabei – disse Bento XVI - que o Papa e a Igreja vos apoiam na vossa fadiga. Encorajo-vos a permanecerdes unidos às vossas comunidades, enquanto faço votos de que as nossas comunidades assumam adequadas iniciativas de acolhimento e proximidade”.Também aqui, é preciso “converter” a comunidade cristã, para que os fiéis «ajudem os divorciados procurando, com caridade solícita, que não se sintam separados da igreja, pois podem e devem, enquanto baptizados, tomar parte na sua vida” (João Paulo II, FC 84). Como todos os outros cristãos, também eles têm direito a escutar a Palavra de Deus, a tomar parte na assembleia eucarística, a colaborar em diferentes obras e iniciativas da comunidade e receber a ajuda de que necessitam para viver a fé e educar os seus filhos. Aliás, “nenhuma forma de missão lhes é liminarmente negada, desde que o discernimento das circunstâncias seja feito na humildade e na verdade” (CEP, Carta Pastoral A Família, 2004, n.46)!
Em qualquer caso, a vós, casais, divorciados ou recasados, que vos sintais cristãos marginalizados, só vos quero lembrar uma coisa: Deus é infinitamente maior, mais compreensivo e mais amigo, que tudo o que possais ver em nós, os cristãos, ou nos homens da Igreja. Deus é Deus! Quando nós não vos compreendermos, Deus vos compreenderá. Confiai sempre nEle. Porque é eterno o seu amor!
Fonte: aqui

YOUCAT - Catecismo Jovem da Igreja Católica

 

No próximo dia 11 de outunro (2012) iniciar-se-á o ANO da FÉ, proposto pelo Papa Bento XVI, por ocasião da celebração dos 50 anos do concílio Vaticano II e 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Nessa mesma altura, irá decorrer a Assembleia Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da Fé cristã.
 
LEITURAS obrigatórias para o ANO DA FÉ: a BÍBLIA; os Documentos do concílio VATICANO II; o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, publicado em 1992, por João Paulo II e cuja coordenação esteve a cargo do atual Papa, então Cardeal Joseph Ratzinger; a Carta Apostólica Porta da Fé (11 de outubro de 2011), em que Bento XVI promulga/convoca o Ano da Fé e aponta as coordenadas para viver este ano.
O Catecismo da Igreja Católica é uma referência fundamental para a nossa identidade católica. Assume contributos de muitos estudiosos, dos bispos das dioceses, do mundo inteiro, de congregações, de fiéis, religiosos, sacerdotes... Foi um trabalho demorado, mas cuja objetivo era condensar o essencial do catolicismo, em linguagem acessível a todos, esclarecedora, e referência incontornável.
Dada esta importância, foram publicados outros subsídios para ajudarem a ler o Catecismo.
Em 2005 (28 de junho: vigília da solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo), Bento XVI promulgava o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, passavam então, segundo o próprio Papa, 20 anos do início da elaboração do Catecismo da Igreja Católica. O compêndio é de fácil leitura, apresentando-se em formato de perguntas - respostas.
Em 2011, ano da Jornada Mundial da Juventude, que se realizou em Madrid, na vizinha Espanha, é dado à estampa um novo contributo para divulgação do essencial da Mensagem cristã, experimentada/vivida pelas comunidades católicas, em comunhão com o Papa e com os Bispos, sucessores dos Apóstolos.
YOUCAT (Youth Catechism of the Catholic Church - Catecismo Jovem da Igreja Católica) é uma proposta apelativa para os mais jovens, mas como outras leituras, também esta poderá ser acessível para todas as idades. Segue a mesma lógica do Compêndio, seguindo o formato de pergunta e resposta, remetendo para o Catecismo, e apresentado frases ilustrativas de autores célebres a desconhecidos, ligados à Igreja, à cultura, à arte, ao desporto,... com imagens inspiradoras.
Tal como o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA e também o COMPÊNDIO, o Catecismo Jovem divide em quatro Partes:
  1. Em que cremos (= A Profissão de Fé)
  2. Como celebramos os mistérios cristãos (= A celebração do mistério Cristão)
  3. A vida em Cristo
  4. Como devemos orar (= A oração cristã)
São 527 questões, que condensam os 2865 números do Catecismo e as 598 questões do Compêndio.
Pode ler-se de maneiras diferentes. Lendo tudo seguido, seguindo, na margem das páginas, as "citações" de nomes consagrados, dos Papas, da Bíblia; lendo o corpo, as perguntas e respostas e depois voltando a ler as citações. Começando pelo início ou lendo/meditando os temas mais sugestivos para cada um. Ou recorrendo ao índice remissivo, índice de conceitos, que remete para a(s) página(s) respetivas. Pode ler-se de uma assentada. Ou conforme a disposição. Pode ler-se aos bocados e sublinhar o que naquele momento tem mais relevância.
Os nossos sublinhados irão aparecer por aqui, citações, questões e respostas.
Pode ler-se a partir de páginas da internet em português como por exemplo:
  • YOUCAT official Website Logo
Fonte:  aqui

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Que poderei fazer eu pelas missões?"

O mês de Outubro é desde há muitos anos dedicado às missões, porque nele se celebra a Jornada Missionária Mundial. Este ano, a celebração coincide com o 50º aniversário do Decreto conciliar "Ad gentes" sobre a actividade missionária da Igreja e a Mensagem do Papa aborda quatro elementos principais:
A prioridade de evangelizar, a eclesiologia missionária, a fé e seu anúncio, e a caridade no anunciar.
Nessa mensagem o Santo Padre escreve que é preciso dar prioridade à evangelização e sublinha que "todos os componentes do grande mosaico da Igreja devem sentir-se fortemente questionados pelo mandamento do Senhor de pregar o Evangelho, a fim de que Cristo seja anunciado a todos".

Todos os católicos "se devem colocar sobre as pegadas do apóstolo Paulo, "prisioneiro de Cristo pelos pagãos" (Ef 3,1), que trabalhou, sofreu, lutou para disseminar o Evangelho em meio aos pagãos (cfr Ef 1,24-29), sem poupar energia, tempo e meios para fazer ser conhecida a Mensagem de Cristo.".
"Como São Paulo, devemo-nos ocupar dos afastados, daqueles que não conhecem ainda a Cristo e não experimentaram a paternidade de Deus, no conhecimento de que a ‘cooperação missionária deve alcançar hoje em dia novas formas, incluindo não só a ajuda económica, mas também a participação directa na evangelização".
Além disso, a Jornada Missionária Mundial coincide com a abertura do Ano da fé e o Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização, o qual "será uma ocasião perfeita para relançar a cooperação missionária, sobretudo nesta segunda dimensão".
E poderá perguntar algum dos nossos leitores: "Que poderei fazer eu pelas missões?"
E eu responderei que todos poderemos fazer alguma coisa, nem que seja só rezar pelos que partem ou ajudá-los com algum contributo monetário. Mas muitos de nós poderemos também ser missionários no nosso ambiente profissional ou de amizades. Santa Teresa do Menino Jesus nunca saiu para países ou regiões consideradas de Missão e, no entanto, a Igreja escolheu-a para Padroeira das Missões.

Fonte: aqui

terça-feira, 2 de outubro de 2012